Crow (04)

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 10:11

 


«O Corvo mensageiro do deus da trovoada e do relâmpago encontra-se entre os Maias (Popol - Vuh). 
O papel de guia e de espírito protector é atestado  na África Negra. Os Likubas e os Likualas do Congo consideram o corvo como uma ave que previne os homens dos perigos que os ameaçam (LEBM).
Ele seria também um símbolo da solidão, ou melhor, do isolamento voluntário daquele que decidiu viver num plano superior. Seria também um atributo da esperança, pois o corvo repete sempre, segundo as palavras de Suetónio: cras, cras, que quer dizer amanhã, amanhã (TERS,111). » por Jean Chevalier et Alain Gheerbrant - Símbolos

(source)

CROW (03)

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 08:48

«Entre os Índios Tlingit (costa NW do Pacifico), a figura divina central é o Corvo, herói e demiurgo primordial, que faz o mundo, ou, mais precisamente, o organiza, difundindo por toda a parte a civilização e a cultura, cria e liberta o sol, etc. (ELIT, 59). Ele acrescenta-lhe o elemento dinâmico e organizador.
Na América do norte, o Ser supremo celeste tende, em geral a confundir-se com a personificação mítica da trovoada e do vento, representada como um grande pássaro (o corvo, etc.): Com um bater de asas, ele faz surgir o vento e a sua língua é o relâmpago (ibidem).
Aquando da festa da Primavera dos Mandan, o primeiro homem, arauto da renovação, ao comemorar a retirada das águas, está nu, pintado de branco, cm uma capa sobre os ombros feita de quatro peles de lobo branco, e na cabeça, os despojos de dois corvos mortos (LEVC).»   por  Jean Chevalier et Alain Gheerbrant - Símbolos





«Estou sempre MORRENDO!!!!»

Jogos de Mentiras

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 09:57

Muhammad Mahdi Karim - fotografia original -   aqui

Uma Formiga a fazer um discurso para uma plateia:

« afinal sou eu, quem aparece nas vossas vidas e não o contrário. são vocês que, depois,  mudam e parecem ter (depois) mais umas novidades no vosso dia - a - dia que era tão ocioso antes. depois, vejo-vos tão iguais!  no meio disso... aumentam só a quantidade de poder e continuam ad eternum cegos para comigo...  apenas e tão simples, vocês não me vêem; vêem apenas,  só o corropio e as solicitações que ao vosso redor começaram a surgir e a acontecer!! Tudo é maravilhoso, novo!! Eu.. oh eu, eu eu...  bem,  passei à história e a  ser pó negativo... claro, apenas até outro dia que precisares outra vez, e,  eu surja outra vez do nada!!!
ingratos/as vocês são!!! escravos/as dos vossos anseios, desejos e de algo que pretendem conquistar e não sabem...  e... bem, a nota final:  poderes, poderes e poderes!!! por sois falsos/as e egoístas e não admitem!!  
no final, recuo, pois, são tão iguais a todos e a todas!! egoístas e fixativos/as. 

não, eu não cresci. não, não e porquê? porque  não tinha me apercebido disto... e vocês muito menos cresceram, porque apenas, continuam ávidos de poder!  comeram do prato que vos foi oferecido com alguns ingredientes certíssimos e,   lambuzaram-se e  levantaram-se  com a barriga cheia, altivamente satisfeitos e mais cheios de poder. é isso não é: PODER!!! depois fogem, fogem e fogem!! há dois tipos de pessoas que fogem: o ladrão porque rouba e a pessoa que foge para não ser roubada.
 sei qual é o poder (os tipos de poder) que vocês procuram, à conta de vos observar nos vossos actos, nas vossas palavras e outras formas de ver!!

claro, não sou uma Formiga, sou uma Formigona a quem vocês dão Arsénico.  »

Desonra

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 19:06



Creio que esquecemos o que significa esta Terra à beira mar plantada. Ninguém mais colocou o sal desta Terra na boca!! Triste chora a Virgem que está de luto por estes/as portugueses/as!! Desonra, perdidos/as das suas raízes!! Falsos/as adoradores/as de Bezerros de Ouro!!! Portugal não foi edificado sob esses deuses falsos!

Femme - Women - Mulher - Fräulein

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 09:26


It Hurts

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 15:23

from thumblr


« quando se conhece a crueldade, em especial de onde menos se esperava, o golpe é uma mesa farta de carne a escorrer de sangue. cada promessa se torna um jogo nas mãos de quem o joga. torna-se um vício mental. porque a ordem é para matar tudo, jogando com todas as peças do xadrez! ao contrário da Verdade, que liberta, a crueldade Mata! »

MySelf

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 14:55

from thumblr

« voltar a casa. -  diz Ela. Tem o coração esmigalhado, que até os pássaros poderiam comer. Precisa de ir, porque tem de se curar. Embateu de forma agreste, contra um muro. Por dias ficou deitada. Caíra um mundo inteiro. Naquela Torre que além vêem, vocês não me podem ver, mas é a minha masmorra! Como se foge de uma Masmorra? »

Silence

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 15:29



1ª - lmloxolml tumblr

Silêncio Entre Gavetas Abertas

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 11:09


Reality

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 21:59


« qual é a Realidade? »

Mulher, Papa, Feminino, Mudanças

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 20:04

AQUI ESTÁ O QUE PENSA O NOVO PAPA: 

"AS MULHERES SÃO NATURALEMENTE INAPTAS PARA EXERCER CARGOS POLÍTICOS, DISSE REFERINDO-SE A CRISTINA KIRCHNER. "A ORDEM NATURAL E OS FEITOS NOS ENSINAM QUE O HOMEM É O SER POLÍTICO POR EXCELÊNCIA; AS ESCRITURAS MOSTRAM-NOS QUE A MULHER SEMPRE É O APOIO DO HOMEM PENSADOR E DE ACÇÃO, MAS NADA MAIS DO QUE ISSO" -  Dito por Francisco I

A MULHER E O HOMEM...
O CÉU E A TERRA

 “No Quinto Império haverá a reunião das duas forças separadas há muito, mas de há muito aproximando-se: o lado esquerdo da sabedoria – ou seja a ciência, o raciocínio, a especulação intelectual; e o seu lado direito – ou seja o conhecimento oculto, a intuição, a especulação mística e cabalística.” - Fernando Pessoa (copiado de Templários na formação de Portugal)

O que eu me pergunto e algo perplexa é como tantos humanistas, poetas e homens sábios, de entre eles tão poucos ou mesmo nenhum se tenha lembrado da correspondência dos sexos quanto a esses dois lados do ser e em como o homem, à partida, representa apenas um lado, o lado racional e a mulher o intuitivo e emocional.

Não esquecendo, como diz Dion Fortune:

“A individualidade é bilateral, positiva e negativa; tem uma fase dinâmica e outra estática, e é, portanto, masculina e feminina, ou feminina e masculina de acordo coma relação existente entre “força” e “forma” em sua estrutura. A personalidade, porém, é unilateral e tem um sexo definido."
(…)
E diz ainda: “que a masculinidade e a feminilidade são sempre relativos nos planos internos, e tal como o vigor físico dos indivíduos que formam um par oscila num sentido ou noutro, o mesmo se pode dar com a sexualidade; assim, um homem pode ser puramente masculino em suas relações com uma mulher e puramente feminino, ou negativo, em suas relações com outra. A forma determina o sexo do indivíduo no mundo físico, porém a força relativa é a que determina nos planos internos; e este facto serve de chave para muita coisa”.

Independentemente desta visão esotérica da ambivalência sexual do ser humano, só a um nível da estrutura do par, eu não entendo como é que eles não compreenderam ou ainda não enxergaram, que o facto da mulher se manter ignorada e ignorante do seu papel na sua dimensão ontológica, na manifestação dos princípios, não pode expressar nem dar corpo à sua parte integrante se os homens continuam a desrespeitá-la e a depreciá-la como o fizeram os doutores da igreja, os filósofos e até os poetas que não elegem a Deusa e a musa como fonte de inspiração. E que não há verdadeira Mística sem a Mulher e a Rainha tal como é dito e apresentado na obra alquímica, como não há espiritualidade sem a mulher integrada!
Eu pergunto-me como é que tantos autores de renome e de valor subestimaram ou nem se lembraram que a mulher ao ser minimizada e a sua natureza dividida mantendo-se cativa dos preconceitos religiosos seculares que se reflectem nos nossos dias em sentimentos bastante vastos e empedernidos de misoginia, do qual nem sei se Fernando Pessoa também não padecia…

Quase todos os escritores, historiadores, antropólogos, psicanalistas e cientistas em geral padeceram deste mal ao ponto dos antropólogos julgarem que as deusas de Willendorf, encontradas nas suas escavações e outras estatuetas de deusas, encontradas às centenas, representantes do princípio feminino e maternal, símbolos de fecundação e do sagrado tal como era vivido e encarada a Deusa Mãe na antiguidade, serem para eles meros objectos eróticos à imagem do que hoje se fará com as mulheres na pornografia e na publicidade. Aí se percebe a mente tacanha do Homem em relação à mulher e se não fossem as antropólogas feministas dos meados do século XX tudo continuaria na mesma! Também algumas psicanalistas abordaram a questão, como Marie-Louize Von Fraz no seu livro Alquimia que diz:

“ A experiência da anima para o homem e do animus para a mulher está de facto, inteiramente fora de uma experiência real com um parceiro humano. A extensão em que o parceiro humano desempenha um papel – apenas como uma imagem longínqua ou como uma conexão genuína – varia de caso para caso, mas essa experiência é a suprema experiência, que culmina na experiência de Si – mesmo.
(…)
A Igreja não encorajou esse género de literatura mística e religiosa, que, portanto, afectou profundamente a literatura semi-religiosa dos romances medievais, sobretudo a poesia do ciclo do Santo Graal e as suas lendas.”

- Precisamente por causa desta sua atitude a igreja provocou o afastamento da mulher, que por isso mesmo, com o passar do tempo, deixou de ser a musa inspiradora dos poetas e a Dama para os cavaleiros. Não só a mulher foi privada da sua essência como também toda a humanidade se perdeu da sua matriz. Nessa medida temos o homem isolado, rejeitando o seu próprio feminino.
E eu pergunto estupefacta, como é que ainda hoje os homens não vêem que essa separação da mulher e a sua cisão em duas no ocidente (sexualidade por um lado e maternidade por outro) priva a mulher da sua totalidade e idoneidade como pessoa e que ao privá-la da sua sexualidade sagrada e capacidade mediúnica, a mulher tornou-se um ser amorfo e subalterno, obediente ao homem sem discernimento próprio e sem capacidade sequer para ser mãe nem amante.

Perante tantos autores consagrados reparo que nenhum dos autores e as suas mais prementes questões de ordem metafísica se debruçam sobre o que deveria ser o papel da mulher na vida do homem e da história - partindo do princípio de que a mulher é apenas o que eles quiseram que fosse e está muito bem assim na sua ocultação religiosa, ignorada e silenciosa - e consequentemente deveriam elevar a mulher à sua condição integral e dar-lhe o seu lugar no mundo para que efectivamente ela seja o contributo da parte de inteligência emocional e vibratória que falta ao homem e à Humanidade.

Sim, eu pergunto como é que os homens, salvo raras excepções, nunca lhes tenha passado pela cabeça que sem a Mulher autêntica, a Mulher Integral, a Mulher Iniciada, a sacerdotisa dos templos da antiguidade, a que os padres cristãos destronaram para lhes ocupar os lugares e vestir as vestes, não podem chegar a nenhum lado?
Com excepção penso dos tântricos e dos yoguis hindus não sei se mais alguma cosmogonia presta o devido culto e respeito à Deusa e à Mulher na sua função primordial. A Shakti…a Dakini, as Golpis…
Sim, tirando o Egipto, a Índia, o Tantra Yoga e o Gnosticismo raras são as visões da espiritualidade e da Realização do Ser que considerem a Mulher e a Deusa como essencial.
Será que não é tempo dos homens e mulheres se aperceberem deste clamoroso erro histórico, filosófico e religioso e começarem a atribuir ao Feminino por excelência o seu papel e ver que esta é a peça que lhes falta?

star

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 13:39

  

« habito as estrelas. sou como a poeira que elas carregam. Eterna e Imortal. em todas as coisas e em nada. contudo, hoje estou Aqui! »

Mulher

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 13:31


« os ciclos das Mulheres. nunca se acabam. nunca se vão. permanecem inteiros e Femininos. é esta a Roda Gigante chamada Vida.   Mulher = Vida = Mulher. »

Dualidade

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 13:24



« a DUALIDADE do ser humano - hoje, estou bem; ontem, estive mal; amanhã, não sei e nem sei se existe -.
todos estão encerrados dentro do espelho, e tudo é tão diferente de tudo o que já alguma vez foi dito. o mundo é outro e um Outro. incomoda sensação para a Mente que tudo ambiciona saber! »

Loves You

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 18:10


« somos tantas partes, tantos seres... que nem sabemos o que é «loves you»... como poderíamos, se não conhecemos a nós!? termos uma ideia, é uma coisa... e sabermos, é algo completamente diferente!!  »

let´s fire

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 17:42


«Meu Deus, São Tomás (cá para nós, não sei nada sobre este senhor), teve uma ideia espectacular ao colocar a cabeça dentro de uma botija de gás... quer dizer, não é bem assim...  eu explico, um inventor louco (desconhecido) criou umas raízes naturais, quase canibais, portanto orgânicas, ou seja, vivas (vivinhas da silva) e, imaginem(?)... pegou nelas e projectou-as na botija e, posteriormente, estas foram ligadas ao cérebro de São Tomás como se fossem eléctrodos! Beeemm... beeeeeemmmmmm, não queiram saber, Cristo desceu e disse que tinha que ser um Homem das Alturas... não, não era andar de balão, ou, fabricar um avião! Nada disso!!! Mas não se pode dizer o que é que era e é (entenda-se aramaico)... mas de uma coisa é certa, ele era Doutor em Filosofia e a ideia que teve, beeemm estou à espera de ouvir.... mas não sei se tenho ouvidos para ouvir (em especial línguas estranhas...)

e até lá... observo a fotografia e já descobri um segredo, Eli está nela!!! »


Assassina Profissional da Mente

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , | Posted on 16:29


Maria de Castela
uma Assassina Profissional da Mente e dos seus Jogos

ponto fraco: detesta mentiras e homens; detesta mulheres másculas
ponto forte: capacidade de filtrar nos conteúdos sórdidos da mente Humana
trabalho: psicanalista de síndromes de grandezas e pequenezas 
frase habitual: sou psicanalista do Futuro. estou num outro lado da psique. a Suja.


são oito horas da manhã. em ponto,  Maria abre o consultório no cimo de um arranha-céus. escolheu as alturas, para poder  ver a vergonha humana; e também devido aos  tratamentos utilizados sobre os seus pacientes, que é a possibilidade de que os instintos atávicos não encontrarem raízes para fecundarem no solo. embora, o andar seja todo ocupado pelo consultório, ele encerra em si, jaulas. vejamos, não são jaulas para aprisionar. servem o papel de libertar o animal cru, misógino, traidor, compulsivo, vicioso. injurioso e predador que destrói a condição humana. esse animal que todos se recusam a aceitar. esse animal que mata lentamente aqueles que amam, aqueles que são caminhos, aqueles que são evolução em grande escala na humanidade e, não esses que evoluem em direcção ao Ego, aos prazeres puramente sensoriais sem consciência alguma, e às estruturas quase apocalípticas de César.  tudo em César é involução Humana... o esclavagismo que impõem, é o senhor das suas direcções e dele não nasce nada a não ser abortos putrificos e sodomizados, em que, julgam que a Merda se transformará em Ouro, pois fiquem cientes, que apenas ganharão prazer temporário e sem Dourado... o Alquimista sabe que o Ouro nasce do fundo da Terra por processos únicos, e não pelo ânus, mas também sabe que em termos mundanos isto simboliza o homem preso na mais profunda cratera do materialismo condensado, onde não habitará nenhuma Luz, Fé, Esperança ou Humanidade... 
nelas, as jaulas, entram mulheres e homens, e perante a sua própria Besta possam sentir o próprio veneno a interiorizar-se contra si mesmos até à consciência plena dos seus actos, e por fim, possam meditar a Grande tabuada do Cosmos! o Anjo Caído, Lúcifer, há muito ascendeu novamente ao céu, porque ficou chocado com a própria involução animal do homem. já que, o homem, pretende virar macaco, cão, boi, veado, burro e todos os animais de 4 patas; apenas se distinguindo dos outros, pela sua capacidade de racionalizar e comunicar. haverão de ouvir-se pela primeira vez a voz da raiva, da cólera, do ódio na forma de quatro patas humanas, porque  algo haverá de falhar neste processo rumo ao fim da raça actual. os grunhidos, os rugidos, os mugidos, serão tão dementes, que a Humanidade se aniquilará numa raiva desesperada por não saber mais de si, e nem nunca ter ouvido falar do espírito iluminado humano.

a tarefa desta psicanalista do futuro é travar a queda da humanidade... transformar os homonóides adormecidos no fundo das memórias, ou do, ADN conscientes da sua natureza Besta antes regresse a esse estado de uma outra forma. o estado dos primatas e dos homonóides naquele tempo, eram outros... faltavam-lhes o Verbo... esse Pensar Racional.
Maria de Castela tem uma árdua tarefa, o de conduzir os seus pacientes à plena consciência de quem são. nunca ninguém a vê para lá dos arranhas-céus, e ela arranha todos os pacientes à exaustão até vomitarem o próprio veneno e reconhecerem o seu instinto mais arcaico e atávico para poderem processar todas as tarefas de transformação celular e anímica, e assim libertar a Humanidade que são, eles mesmos sem terem consciência disso. uma Catarse Profunda e que vai além de tudo o que se tem dito e escrito até agora. não há escolhidos, há apenas os que acordam.
 atrás de si, há uma linhagem de Homens e Mulheres que intercedem neste mapa psicológico todo. uma linhagem oculta e poderosa e que nunca morreu desde os primórdios. estudaram este tempo todo a evolução terrestre e os seres. não são o Deus e nem o Diabo, são Universais/cosmológicos e que com eles não se brincam. são verdadeiros mediadores entre forças telúricas e cósmicas.

às 8:45:00 entra o primeiro paciente. é sempre um choque... o jejum é uma norma, apenas para obrigar as defesas a baixarem... pelo menos nos primeiros 20 minutos de psicanálise, e depois um sumo de fruto será concedido e lentamente irá se alimentando de uma forma organizada.

à esquerda, da porta do consultório, está uma personagem incógnita e que profere:

« abro-te boca gigantesca e arranco-te o veneno que está inoculado nas nervuras e esfrego-te o cérebro com a tua própria merda. não quero mais colocar  paninhos suaves e doces na língua e nas mãos. usurpador da condição amorosa, triste e pálida figura; filho do Diabo mais Preto que o Preto. mentiroso por nascença, falsa é a tua retórica... tens tanta fealdade nas palavras bonitas, apenas porque elas encerram humilhações e desprezos gigantes. não és humano  e não és nada!! furúnculo que transformas a vida interior num campo Auschwitziano... nunca devolves a vida e o melhor dela. na pertença da tua grandeza és um homem tão comum como esses que desprezas... enche-te os testículos com vontade de expelir o esperma em qualquer vagina, e numa outra perspectiva, deliras com a sodomia masculina, não há grandeza nenhuma na tua actuação... envergonhas-te a Ti Mesmo... não conheces o Principio que te rege!! Não és livre, e nem sabes o que é a verdadeira Liberdade, essa que nunca te deixará perder e faltar a nenhum respeito. Liberdade externa de ires para qualquer lugar e fazeres apenas o que os teus desejos cegos querem fazer, não é nada... nada de nada!!  achas que és livre por concretizares os teus desejos? Ou serás na verdade escravo dos desejos?»

Aos poucos continuo... quando me picar a fúria...

Roll

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 12:16



«» uma voragem, uma insónia cerrada, uma vertigem, uma fixação, um pânico... tudo ao mesmo tempo, como se fosse um prato de sopa!!
tudo enrola, como ervas daninhas e aí, sei, no fundo dos fundos, que nada é Meu...». «»

Esta Magia das Curvas

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 12:10


Point...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 17:17


The Blue ...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 21:04

“Barba Azul” | Henrique Vieira | técnica mista | 21 x 29,7 cm

ela teve um:  pensamento.
pensou, pensou e pensou... e outra vez pensou.

ela abriu a boca:  comunicou o pensamento.
falou,  falou e falou... e outra vez  falou.

ela sentou-se na cadeira para:  fabricar o pensamento.
ela não conseguiu, não conseguiu e não conseguiu.. e outra vez não conseguiu.

o Bicho Papão tinha-lhe comido o pensamento, depois a ideia e por fim a vontade!!

sempre a história se repetia; quase à exaustão... e um dia, bem um dia, um Eco disse: ''há uma Velha que tem a Idade da Humanidade e está escondida debaixo do avental e que manda dizer: ele se chama Barba Azul, o teu inimigo!! caça-o com um alicate nas horas surdas.''

NãoSouEuéaOutra in «estas coisas cansam... está visto!»

o que dizer, se não dizer

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 14:47


« sem papas na língua e sem colheres para mexer a merda como deve ser. sim, com a merda não se brinca e muito menos se deve mexer. já alguma vez um pássaro cagou-vos directamente para os lábios?   não sabe lá muito bem, não é mesmo? pois bem, então deixem de cagar à porta... há pessoas que têm mais que fazer, do que aturar as vossas baixezas, ou seja, os vossos instintos mais prosaicos e sem cristandade nenhuma!! 

claro, sim, oh sim!!!  vós é que sois cristãos e eu, por apenas falar mal no papel devo ser crucificada por heresias!! ao menos cago no papel e não à porta da vossa casa! desconfio que andeis misturados com os bruxos de Trás- os -Montes... eu não conheço nenhum, mas se eles existem, então... então, devem haver por aquelas terras transmontanas uns quantos!!

berra, no fundo do poço uma língua... está costurada em forma de oito.  sufoca-se, e ainda, diz toda aflita: «tragam-me colheres... colheres... colheres!!!!!!!!»
num outro canto, no cimo de um ramo seco, grita uma gralha: « benzuras... benzuras... ceguem o burro à  meia - noite!! alcatraz alcatraz, vai-te para o diabo que te carregue...!»

dizem, que aquilo era uma gritaria que nem os mortos se levantaram naqueles dias!! »

mais um texto fulminante com mil formigas a mastigar os dedos do pé de NãoSouEuéaOutra

Robot

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 14:30



« não é a honestidade que é uma gigantesca burla... é sim, o mentiroso que faz da honestidade a burla!!! »

por isso, a máquina existe e o homem quer imitá-la!! retirar qualquer sentimento e funcionar apenas com fusíveis!! podem imaginar o grande holocausto que isto vai dar?? querem pensar um pouco, ou não??

Essas Coisas, This Things...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 10:23


« foram presos, e nem o sabiam. a Terra acabou por vomitá-los, como se fossem cogumelos alucinados. ouviu-se no fundo do mundo, « é Dilúvio, Dilúvio esse que ouvimos na Cratera chamada Terra!! a Poente está a Grande Mãe a chorar!! »

Entremeadas – Intercaladas na Perdição Salteada

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 09:38




republicando texto escrito em 2010

se tem estômago e capacidade de ficar isento, leia, caso contrário afugente-se daqui!!!
é hora das Malditas, Eu Sou a Maldita, e é um Deus qualquer que me escreve



Canto l
buraco negro
sobe à vista
arrulha e não é rola
é caverna de água
funda e escura
arrulha aos ouvidos
enfurece o sentir de medo

medo medo medo
é a criança a sentir…
que o adulto,
só medo sente de perder
o Poder,
o Dinheiro,
a Casa,
a Posição,
a Honra
e,
e,
e,
e,
o maior de todos, os medos,
a Morte…

buraco negro
está ali,
chama-se olhos de criança a espreitar
arrulha-se aos ouvidos
correntes velozes de água
o desconhecido puro aos olhos, criança
onde irá? quem é?
sinto medo Mãe, destes olhos negros barulhentos!?
quero ir embora, cratera não tem luz
e, é prisão de mil demónios.
estou SUFOCADA Sufocada sufocada

sou criança dentro e diante dos olhos
do buraco à vista…

Canto ll

ruínas no alto da casa,
dores em cada parede
passado obscuro a gritar à boca fechada
palavras à espera da onda do mar

aborto à dependência
aborto à mentira

ruínas na cave da casa
mau cheiro de águas
passado violento a praguejar à boca cerrada
palavras à espera de nascerem

intolerância ao predador
intolerância ao oportunismo

que quero mais é que se fodam,
apartir de agora…
tenho vergonha da vossa amizade
do vosso beijo de Judas

já não sou Jesus Cristo a fazer de surdo!!!

NãoSouEuéaOutra in '' garfos colados à garganta ''



Canto lll

Acredito na Verdade,
Não acredito na verdade de Nós.
Acredito no Amor,
Não acredito no Nosso amor.
Acredito no Complemento,
Não acredito no complemento de Nós.
Apenas porque és uma Mentira!!!

Acredito no Respeito,
Não acredito no nosso respeito,
Em especial o Teu Respeito que é defeituoso.
Acredito no Abraço,
Não acredito no abraço com que enrolas o ombro.
Acredito na Maldade,
Sim na tua maldade, acredito muito!

Do teu Amor, nada percebo!!


Canto lV


Vou desmineralizar-te da mente,
Reduzir-te a cinzas ao que não és de mim…
Não és Senhor do meu sangue, força
Não és Senhor da direcção, vontade.
Retirar-te-ei, grão a grão do meu ventre mente
E conduzir-me-ei à própria Unidade que me habita.
Desalojo tudo o que me foi ofertado sem consentimento,
Para encontrar-me com o meu rosto, mesmo que seja apenas espinhos ou amor.
Fecho as portas aos Senhores e Senhoras Vampiras,
Não preciso mais de Vós para sugarem a Vitalidade Criativa
A Força, o Sagrado que anima todas as coisas.
Julguei-vos Deuses e Deusas… Seres puro em evolução,
Mas sois apenas Vampiros à espera de morder o vil metal deste mundo
Acolher Poderes e Saberes duvidosos.
Quando um dia fores Rosto de Verdade, ajoelharei-me e beijarei a Terra,
E terdes a certeza que vos seguirei ao vosso lado!!


NãoSouEuéaOutra in '' garfos colados à garganta ''



poemas avulsos... e As Malditas serão sempre Malditas pelas palavras que escrevem, sejam elas bem escritas ou não!!

Canto V

Chorar, uma e outra vez!!! Para quê? Se a ferida há muito foi exposta!! A Humanidade está ferida, eu estou ferida, tu estás ferido/a… não inventes que não estás!! Estás apenas adormecido/a!!! Deixa a tua casa cair e depois conta a verdade!! Chorar, uma e outra vez!! Talvez sim, as mentiras que contamos a nós… Chorar os filhos da puta e as filhas da puta. Não, não estamos a falar das mulheres da vida, não… não é isso!! Nem da Mãe deles ou delas. A frase não se aplica por aí, aplica-se na capacidade da maldade!! Afinal, nem toda a Puta é má, mas o homem que vai a ela, pode ser mesmo mau!!! Enraba-a, come a vagina e cospe!!! Mastiga-lhe as entranhas, não sente vergonha ou nojo ao saber que nesse dia, uns quinze homens a comeram e ela nem se lavou!!! Imagine, quinze espermas diferentes, todos a enrolar um pénis. E ele ali a cavalgar que nem uma besta, para vomitar o prazer animalesco, a nojice da própria alma e do corpo... a nojice dos pensamentos!! Descarga a ira, o stress de uma, da sua empresa na vagina da Puta. Por isso, façam o favor de estender o sentido da frase para lá do que associaram a ela. Sem aforismos, sem nada.… apenas no sentido grotesco do que de pior existe na alma de cada humano. As pessoas tem de deixar de pintar a maldade com flores, estilizar com beleza!!! - ora não estaria o actual governo do mundo numa queda vertiginosa!! -

Para quê?? Chorar para quê??? Chorar quem nos faz mal, para quê?? Será que estamos divididos em ‘’Maso e Sado ‘’?? A verdade é que o sádico nunca chora, o choro que chora é lágrima de prazer!! Ele odeia a dor e ama provocá-la. Ele nunca chora a dor, ele desconhece a dor real em si. Ele precisa que um outro sofra por ele, porque ele é incapaz de fazer mal a si mesmo!!! Ele delira com a fraqueza do outro, ele conhece seu deus interno desse modo. Um deus que é só dele, porque o sádico é um egoísta e um individualista.

Choramos as suas, as nossas mentiras, ou choramos a nossa fraqueza; a nossa fraqueza à Verdade? Dizer basta e acabou-se, será assim tão difícil?? Que prazer há em atraiçoar, despojar a dignidade? Que prazer há em semear a maldade, a mentira? Que fraquezas habitam o Corpo? Que desonra habita no Coração? Que condicionalismos açoitaram-te na Mente? Quem és tu? Que arrogância habita as tuas nervuras? Que interesses te percorrem para cuspir no rosto do outro? Julgas-te maior que todos? Julgas-te invencível numa terra de vencidos? Já pensaste que és uma Verdadeira Ovelha, e que o Lobo é apenas um, A Vida? Sim… as Ovelhas podem ser brancas ou negras, mas o Lobo, apenas chama-se Vida!! Ele come qualquer Ovelha. Já as Ovelhas, não se sentem muito bem a olharem as cores que as diferenciam!! Não, aqui não há Capuchinho Vermelho, há mesmo um Lobo que decidi qual a ovelha vai ao caixão!! Como tal, o problema não é o Lobo, são as Ovelhas entre si!!! Depois, sim depois, temos outro problema entre as Ovelhas Brancas e as Negras, e que são os Carneiros. Os CARNEIROS! Ccofff ccoofff, desculpem, os Carniceiros. Quanto ao Pastor, ele é só uma consciência. A consciência que falta às ovelhas e aos carneiros.
Pensa, pensa no Paradoxo deste escrito, já que és a esperteza e com ela sabes fabricar a mentira, então aqui também encontrarás a verdade! A verdade da mentira!!

Sim, sim, sim... a Terra está toda ferida!!! E o Homem, sentado completamente bêbado e a rir como um louco!!! E só diz, '' mais vinho, mais vinho!?!?''

NãoSouEuéaOutra in '' garfos colados à garganta ''

sobre homens e mulheres

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 15:23


99% dos casos entre marido e mulher, é o homem que sempre diz, « conheci outra pessoa. desculpa-me!!??»


Waiting

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 14:56



« ouço a tua voz, como quem ouve um canto de pássaros extasiados de alegria... »

A Guerreira - Meio Mundo à Procura

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 07:41


Últimas fotografias - inéditas. Com o sempre grão a tomar conta das fotografias.

A Guerreira  e meio mundo à procura. D. Maria I tinha-a.

Let´s talk about this... DREAMS

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 07:18


PREDADORES PSÍQUICOS

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 11:40



É um texto já antigo, mas será sempre actual. Tudo continua a navegar por aí nas sombras em lugares menos suspeitos!!

Lembremos o dito de Freud: "Primum non nocere" - antes de mais nada, não prejudicar quem está ferido!


NA ÁUSTRIA, EM PERNAMBUCO OU EM SP, ABUSADORES SEXUAIS PARTILHAM DA MESMA IDENTIFICAÇÃO MALIGNA COM A MÃE E DA INDIFERENÇA PELO OUTRO



 Os casos de pedofilia e incesto recentemente noticiados pela imprensa -a menina engravidada pelo padrasto em Alagoinha (PE), o austríaco que manteve presa sua filha por mais de 20 anos e com ela engendrou sete filhos/netos, a rede criminosa baseada em Catanduva (SP)- provocaram repulsa e horror em todos os que deles tomaram conhecimento.
Como é possível que alguém pratique tais atos, perguntam-se as pessoas, e quais as consequências deles para as vítimas?
Mesmo que pedófilo e incestuoso não sejam sinônimos - o primeiro se interessa sexualmente por crianças, o segundo toma como objeto uma pessoa da mesma família ou clã (criança ou não), portanto proibido pela lei ou pelo costume -, não é raro que as duas condições coincidam num mesmo indivíduo, como no caso de Alagoinha, e em tantos outros que diariamente chegam às instituições de tutela da infância.
Os motivos pelos quais um adulto - geralmente homem - aborda uma criança com o objetivo de se aproveitar dela são de diversas ordens.

Balas e pipocas

Em primeiro lugar, ela é mais fácil de atrair do que um parceiro adulto: balas, pipocas e a promessa de deixar jogar videogames bastaram para levar ao quarto do borracheiro de Catanduva os garotos que ele cobiçava.
Quem assim procede tem medo de que o adulto recuse seu convite; pode-se supor que seja acometido de ansiedade em relação ao seu desempenho ou que suas fantasias de castração sejam particularmente intensas.
Em segundo lugar, o "predador psíquico" - termo que tomo emprestado ao antropólogo Boris Cyrulnik - tem características que o singularizam entre as várias classes de perversos. A principal delas é uma identificação maligna com a mãe, diferente da que desemboca numa posição homossexual "normal" ou da que - caso venha a fazer parte da porção sublimada da libido - resulta num interesse pedagógico, numa atitude maternal e devotada para com os amigos etc.
O que norteia o impulso sexual do pedófilo é a combinação dessa identificação com um ódio imenso pela criança que ele mesmo foi - "meu objeto deve sofrer ainda mais do que eu sofri"- e com um completo desinteresse pelos sentimentos do outro, que leva o indivíduo a não se incomodar com as consequências que seus atos possam acarretar para a criança.
Quer esta tenha sido "apenas" bolinada, induzida a praticar felação ou estuprada, tais consequências são de extrema gravidade.

O abusador sexual busca muitas vezes uma revanche contra violências de que ele próprio foi vítima na infância (é a justificativa do austríaco Josef Fritzl para o que fez com a filha) e se aproveita do fato de que as crianças são efetivamente dotadas de sexualidade para as seduzir.
Mas atenção: a sexualidade infantil não se confunde com a adulta, e certamente não faz parte dela o intento de servir de meio para prazeres dos quais não tem noção.
Esse ponto é crucial. Todos sabemos que as crianças se interessam pelo que acontece no quarto dos pais e, no contexto do complexo de Édipo, desejam inconscientemente ocupar o lugar de um dos cônjuges.

"Pessoas grandes"

Sua imaturidade, porém, e o fato de desconhecerem muito do que se refere à vida sexual das "pessoas grandes" as fazem inventar o que Freud chamava de "teorias sexuais infantis".
Brincadeiras de médico, de "gato mia" e outras semelhantes expressam a curiosidade natural sobre o corpo, sobre a diferença entre meninos e meninas, sobre como se fazem bebês - mas são parte do que Sándor Ferenczi [1873-1933] denominou "linguagem da ternura".

Já o adulto - perverso ou normal - opera na "linguagem da paixão", ou seja, num registro que confere sentido bem diverso à excitação, às fantasias e aos atos eróticos.
A "confusão de línguas" da qual fala o psicanalista húngaro nasce de que o adulto não controla seus impulsos e excede os limites que a cultura impõe na esfera sexual.
Como afirma com razão Renata Cromberg, não se podem confundir "carinhos de pai" - beijos, abraços, afagos normais e desejáveis na relação pai-filha - com "carinhos de homem": os mesmos gestos, porém realizados com o intuito de proporcionar prazer sexual para si, e nunca para a criança.
Quando isso acontece, esta se vê enredada numa armadilha fatal: sente-se culpada por suas fantasias incestuosas (que, repito, fazem parte do desenvolvimento normal) e chocada pela maneira como elas acabaram por se realizar.
A perplexidade se soma à vergonha e ao trauma de se ver traída por alguém em quem confiava; os efeitos na mente infantil são devastadores, e a eles se somam muitas vezes vestígios corporais, da irritabilidade ou ferimentos nos genitais à gravidez.
A situação é frequentemente complicada pelo medo de contar o que ocorreu ou, pior ainda, pela incredulidade com que o relato é recebido.

Mães se recusam a acreditar que o homem que amam possa ter cometido "aquilo" ou são coniventes (alguém duvida de que a mulher de Fritzl sabia - ou pelo menos suspeitava - do que estava acontecendo naquele porão?); autoridades (como a responsável pela Delegacia da Mulher de Catanduva) não dão seguimento à investigação; e o silêncio contribui para agravar a confusão e a dor.
Diante da incompreensão dos adultos, a criança vítima de abuso sexual aciona mecanismos de defesa violentíssimos, que acabam por aumentar ainda mais o seu sofrimento: identificação com o agressor, entrada numa posição masoquista, cisão da parte da sua mente que abriga as lembranças do fato e outros mais.
Pode se tornar abúlica ou muito agressiva, perder a capacidade de sonhar ou reviver a cena em pesadelos, ser to- mada por sentimentos de perseguição, pela culpa de ter "induzido" o ato ou pela imagem obsedante do agressor. Este, porém, pouco se importa com tais consequências: como sua personalidade é de tipo narcisista, a desumanização do outro não lhe provoca emoção nenhuma.
Contudo, por trás da fachada triunfante, nota-se que esse narcisismo é muito frágil: recobre precariamente um grande vazio e uma angústia atroz quanto à própria identidade.
Compreende-se que o perverso - e particularmente o pedófilo/incestuoso - busque na sexualidade um lenitivo para a incerteza sobre quem é e sobre o que pode ("a pedofilia é a perversão dos fracos e impotentes", diz Freud) e um meio de desviar sobre um ser indefeso o ódio e a hostilidade contra seus objetos internos.

O entendimento sobre como funciona a personalidade do agressor, porém, não diminui a gravidade dos atos que pratica nem a dor imensa que inflige à sua vítima.
O tema do abuso sexual é complexo, e é evidente que estas breves observações não o podem esgotar. A informação adequada é essencial para quem lida com os desastres que ele provoca.
Por isso, gostaria de concluir este artigo recomendando a juízes, médicos, promotores, assistentes sociais, psicólogos - e também aos familiares das vítimas - a leitura de quatro livros nos quais me baseei para o redigir: "Cena Incestuosa", de Renata Cromberg; "Perversão", de Flávio Carvalho Ferraz; "Psicopatia", de Sidnei Kiyoshi Shine; e "Narcisismo e Vínculos", de Lucía Barbero Fuks, este uma coletânea na qual figuram vários trabalhos sobre o assunto [todos publicados pela ed. Casa do Psicólogo].


Lembremos o dito de Freud: "Primum non nocere" - antes de mais nada, não prejudicar quem está ferido!


RENATO MEZAN é psicanalista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de SP. Escreve na seção "Autores", do Mais!

Love, Amour, Amor

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 05:36

desconheço autor/a da imagem


« A Dor pode chegar a um ponto que, perdemos a faculdade de expressar o que sentimos. Sumimos… sumimos!!  Apenas uma coisa resgata: Amor!!!  Se a flor não recebesse a Luz do dia e o Escuro da noite, murcharia, porque não teria como se alimentar...   as abelhas não existiriam e nem o mel!!!  Sem esse movimento, somos mortos vivendo entre mortos ou vampiros!  »

NãoSouEuéaOutra in  Horas Vagas




" Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras. (…)
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós... "
Fernando Pessoa

Pinturas

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 16:34




alguns esboços de pinturas abstractas...

« neste vão perdido, nesta escada que desce e sobe... do Nada sei, e, do Sei nada. mergulho às tantas na permanente e absurda existência de uma saudade que nunca temi e que me ofende. no relógio, vejo marcar duas vezes aquele numero 12, e sei que a terra deu a sua volta completa... e depois, olho a minha vida e encravo nas doze garras... dizem que os obeliscos tremem quando cruzo os olhos e me ferro ao veneno das picadas das serpentes e dos escorpiões. sei da morte, sei da vida e nada sei do que sei, e atiro-me à parede como quem atira barro nela. 
cruzo dimensões, e rio-me deste jogo absurdo. há no sangue tanta coisa que nem a Santa Fé tem poder, e há tanta coisa no veneno de Deus que nem a ciência chega. 

sabem, prenderam-me à masmorra e os séculos vieram e vivi mil vezes... uma e outra e mais outra e aqui está o momento, este Agora... fulminante. »

Portugal, visto por um buraco!

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 16:19


Se soubesses de Mim... mas não sabes!

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 16:14


« as coisas que (nunca) te direi, morrem em mim de espasmos. estranguladas, decapitadas haverão elas de ser, apenas porque o (teu) amor não te representa, é apenas evasão, tempo à minha beira... passagem! »

Sei lá, conhecem a expressão?

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 16:07

via thumblr

« às tantas  já não sabemos. ficamos assim... ridículas, incrédulas! »

Da Dor da Perda

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 12:27



Chegou-me este cheiro a Mar
Nas Crateras da Terra vou Mergulhar
Dizem-me os ancestrais que deixaram de Amar...
Fui ficando como um fio de cabelo
Enrolando ao entardecer por entre os dedos o pêlo
Onde o coração já nada mais  é senão gelo...



INFORMAÇÃO:

Não há endereço de e.mail algum da minha parte com o titulo deste blog. Repito: Não escrevo para ninguém com um e.mail cujo endereço seja nãosoueuéaoutra, ou tenha esse nome ou outras palavras ligadas. Não existe. Se existe, não sou eu.  Não estou em mais nenhum site, nem com outros nomes e, apenas o que está no perfil conectado a este.
Se alguém recebe alguma coisa, aviso que nada tem a ver comigo!!!

A Mulher

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 12:17

Por, Álvaro Ribeiro

(...)A mulher está virtualmente em paixão, porque lhe é vedado exprimir os seus sentimentos e manifestar as suas emoções, ou porque receia as represálias de uma sociedade que considera ridículo o amor, de uma sociedade que tende a transigir com a disciplina erótica de novas doutrinas sexuais. Obrigada a transferir a sua actividade, que se destina geralmente a pessoas, e especialmente a crianças, para as coisas de valor social, a mulher altera a sua personalidade por masculinização, até chegar à idade em que naturalmente se desinteressa de todos os atributos da feminilidade. Mau psicólogo será aquele que não souber ouvir, no discurso aparentemente neutro da mulher, um fio de voz que pede liberdade para a vida sentimental, e lealdade do homem que mereça o sacrifício dessa liberdade em dedicação.

Esta regra, seguida pelos romancistas, de considerar a mulher virtualmente apaixonada por um homem, é como todas as regras susceptível de sofrer excepções. A excepção cai sempre abaixo da regra, porque a excepção superior, se existisse, abriria caminho para uma regra melhor. Esta regra literária costuma ser, aliás, confirmada pela tese social acerca da tendência monogâmica da mulher, naturalmente mais fiel do que o homem, e pelo seu reconhecimento no direito civil.


(...)
Cessando o obscuro silêncio da paixão, e também a linguagem alegórica do sentimento, para reinar a eloquência directa das emoções, a mulher realiza na intimidade conjugal uma liberdade ideada, aquela liberdade de que a sociedade a privara, enquanto solteira, visto que a expressão das emoções, se em certos limites é proibida ao sexo masculino, em muito maior escala o é ao sexo feminino.

(...)
À medida que as mulheres vão adquirindo maiores habilitações escolares e, consequentemente, ascendendo na escala social, maior consciência adquirem da superioridade do sexo feminino sobre o sexo masculino. Não observam os homens este sinal precursor da sociedade futura que lhes deveria ser mostrado pelos romancistas. É evidente, porém, e já vai tomando um aspecto clamante e alarmante na vida social, o desencanto do amor entre cônjuges que se encontram habilitados a mutuamente julgarem os valores intelectuais e espirituais.

A inteligência da mulher, exercitada por uma cultura masculina e masculinizante, desenvolve-se em detrimento daquela intenção preservativa da beleza e da bondade. A mulher muito inteligente vai-se tornando ou feia ou má. O homem, demitido da sua função de chefe de família ou de cabeça-de-casal – pois nunca devemos esquecer que chefe significa aquele que pensa -, sofre, na vida doméstica, ou nas relações mundanas, uma humilhação terrível de que há-de compensar-se humilhando os seus inferiores e, mais ainda, os seus semelhantes.

(...)
A mulher que não goza da felicidade conjugal também não pode deixar de dar sinais visíveis e audíveis da sua infelicidade. Rara é a mulher que, no seu comportamento rigorosamente honesto, não deixe escapar uma frase denunciante de juízo depreciativo acerca do marido, frase que profere em termos de indulgência tão pouco oportunos que logo provoca o ridículo. Tal juízo, que não passa desatendido dos ouvidos atentos, é suficiente para revelar os gostos e os desgostos da mulher.

A Mulher é Rara

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 11:44

 A VERDADEIRA MULHER

“A Mulher é Rara”, de Louis Pauwels 
- jornalista e escritor francês -


"A verdadeira mulher, aquela que vem a nós do fundo das eras, a mulher que nos foi dada, per­tence inteiramente a um universo estranho ao homem. Ela cintila no outro lado da Criação. Ela conhece os segredos das águas, das pedras, das plan­tas e dos animais. Ela fixa o sol e vê claro na noite. Ela possui as chaves da saúde, do descanso, das har­monias da matéria. (…) É ela que se­meia o homem: volta a pari-lo, nele reintroduz a in­fância do mundo. Ela o devolve ao seu trabalho de homem, que é elevar-se o máximo possível acima de si mesmo”.




 O problema é que quase não há mais mulheres. Sus­tento que as mulheres desapareceram, que houve uma catástrofe, que a raça das mulheres foi dispersada e aniquilada sob nossos próprios olhos, que não pu­deram ver. Senhores, a mulher, a descendente do pa­leolítico e do neolítico, nossa fêmea e nossa deusa, o ser que eu chamaria de mulher do homem e que já não sabemos como é, foi perseguida, atingida em seu corpo físico e em seu corpo mental, e devolvida ao nada.
As entranhas da Terra estão plenas de flores­tas tragadas, de restos de espécies animais desapare­cidas, de cinzas de raças humanas e sobre-humanas cuja história, se nos fosse revelada, desafiaria a mais louca imaginação. Nossa verdadeira fêmea, ela tam­bém, misturou-se ao húmus dos abismos subterrâ­neos. Por quê? Ah, senhores, reflitam! Foi ela quem arcou com os custos da imensa, da implacável luta contra as religiões primitivas do Ocidente. Essa luta é toda a história do mundo dito civilizado. Os senhores acreditam que nos lugares onde as legiões romanas nunca conseguiram adaptar sua religião — por exemplo, na Gália ou na Grã-Bretanha —, os sol­dados de Cristo encontraram uma terra inculta e sem deuses? Em inúmeros lugares da velha Europa, nas landes, nas planícies de menires, no fundo do mato e nas margens dos rios onde Pã cantava, sobrevivia a religião nativa oriunda da noite dos tempos, a ver­dadeira religião do homem ocidental. Senhores, es­tou certo de que a Europa viveu, durante milênios, de um elevado pensamento místico, ele mesmo oriun­do de outras eras, consagrado ao Deus Cornudo e à exaltação do princípio feminino. É evidente que essa espiritualidade original foi afogada com violência, no fogo e no sangue, por uma religião estrangeira, vinda do Oriente: o cristianismo. O Deus Cornudo, protetor da antiga humanidade do oeste, foi chama­do de diabo e amaldiçoado.
Os ídolos imemoriais foram derrubados e foi preciso destruir, junto com eles, seu suporte: a mulher-mãe, a mulher-deusa, a mulher-fêmea, a verdadeira mulher.
As pessoas cultas denunciam hoje as atrocida­des do colonialismo recente: os indígenas aniquila­dos, os feiticeiros africanos extintos, as civilizações negras martirizadas. Mas não falam de nossos anti­gos totens, que foram derrubados! De nosso Deus, que foi aviltado e perseguido! De nossas sacerdoti­sas, que foram exterminadas! De nossa mulher, que nos foi subtraída! A velha Europa também foi colo­nizada e desfigurada. Sim, senhores, ouso dizê-lo. Do ponto de vista puramente antropológico em que me situo, a história da Igreja cristã é a história de uma guerra empreendida pelo estrangeiro contra um cul­to nativo muito antigo, muito poderoso, muito pro­fundamente arraigado e de um crime bem-sucedido contra toda a raça humana fêmea. Nós perdemos nossa metade, senhores. Como demonstrarei, ela foi morta.
Não acuso. Talvez esse crime fabuloso fosse necessário. E talvez fosse inevitável. A civilização não seria o que é se a verdadeira mulher ainda existisse. Nós continuaríamos a crer no Paraíso terrestre. O espírito humano não teria tomado novos rumos. Não estaríamos hoje a ponto de atingir as longínquas galáxias, não teríamos aberto as portas do universo, pe­las quais já penetra o chamado do Deus último, no qual se fundirão todos os nossos deuses, no qual o espírito do globo se reabsorverá um dia, tendo cum­prido sua missão. Mas examinemos esse crime. Ex­termínio físico em fogueiras: evocarei as centenas de milhares de verdadeiras mulheres, chamadas de bru­xas e queimadas como tais, e os outros milhões de mulheres vencidas e transformadas pelo medo. Eu os remeto ao Michelet visionário de La Sorcière, li­vro admirável e incompreendido. Extermínio pela propaganda, arma mais certeira do que todas as ou­tras, como já sabemos, e mais eficaz na época do que a polé e os borzeguins. Guerra revolucionária em­preendida pela Cavalaria contra a mulher verdadei­ra, a favor de um novo ídolo. E, enfim, num plano mais amplo, mais misterioso e concomitante, muta­ção decadente da espécie. De tal forma que, pouco a pouco, o ser fêmeo autêntico foi substituído por um ser diferente.
Senhores, o ser que chamamos de mulher não é a mulher. É uma degenerescência, uma cópia. A essência não está aí, o princípio não está aí, nossa alegria e nossa salvação não estão aí.
(…)
Chamamos de mulheres seres que dela não têm senão a aparência, tomamos em nossos braços imitações de uma espécie inteiramente ou quase destruída.
A mulher é rara, disse Giraudoux. Ao despo­sarem uma medíocre falsificação dos homens, um pouco mais artificiosa, um pouco mais maleável, a maioria dos homens desposa a si mesma. É a si mes­mos que eles vêem passar pela rua, com um pouco mais de colo, um pouco mais de quadris, o todo envolvido em seda; é a si mesmos que eles perseguem, abraçam, desposam. Afinal, é menos frio do que des­posar um espelho. A mulher é rara, ela transpõe as enchentes, derruba os tronos, ela detém os anos. Sua pele é o mármore. Quando há uma, ela é o impasse do mundo… Para onde vão os rios, as nuvens, os pássaros isolados? Se lançar na Mulher… Mas ela é rara… Deve-se evitá-la quando a vemos, porque se ela ama, se ela detesta, ela é implacável. Sua compaixão é implacável… Mas ela é rara.

(...)

A verdadeira mulher, aquela que vem a nós do fundo das eras, a mulher que nos foi dada, per­tence inteiramente a um universo estranho ao homem. Ela cintila no outro lado da Criação. Ela conhece os segredos das águas, das pedras, das plan­tas e dos animais. Ela fixa o sol e vê claro na noite. Ela possui as chaves da saúde, do descanso, das har­monias da matéria. É a feiticeira branca entrevista por Michelet, a fada de largos flancos úmidos e olhos transparentes, que espera pelo homem para reconstituir o paraíso terrestre. Se ela se der a ele, será num movimento de pânico sagrado, abrindo pa­ra ele, na quente obscuridade de seu ventre, a por­ta para o outro mundo. Ela é a fonte de virtude: o desejo que ela inspira consome a excitação. Mer­gulhar nela devolve a castidade. Ela é estéril, pois detém a roda do tempo. Ou, melhor, é ela que se­meia o homem: volta a pari-lo, nele reintroduz a in­fância do mundo. Ela o devolve ao seu trabalho de homem, que é elevar-se o máximo possível acima de si mesmo. Dizem super-homem, não dizem supermulher, porque a mulher, a verdadeira, é aquela que faz o homem mais do que ele é. A ela, basta-lhe existir para ser, plenamente. O homem deve passar por ela para passar ao Ser, a menos que escolha outras asceses, onde ainda voltará a encontrá-la, sob formas simbólicas.
Senhores, descobrir a verdadeira mulher é uma graça. Não ficar assustado, outra. Unir-se a ela re­quer a benevolência de Deus… Que estranho encon­tro! Ela aparece bruscamente no rebanho das falsas mulheres, e o homem favorecido que a vê se põe a tremer de desejo e de temor.

    “Tudo vai mudar, chega de jogar:
    Vejo teus seios desabrocharem
    E às vezes teu ventre fremir
    Como um sol quente que se ergue,
    Tu me aquietas e eu me admiro
    Com esses poderes que deténs…”


O texto acima é uma Conferência Imaginária, entitulada “A Mulher é Rara”, de Louis Pauwels - jornalista e escritor francês que juntamente com Jacques Bergier escreveu “Les Matin des magiciens” (1960).

via

Da LIBERDADE e os LIMITES

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 11:30

TODO AQUELE QUE NÃO DEIXA O QUE TEM, NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO.


ou seja, tudo aquilo que tem, implica também as suas possessões pessoais, os seus vícios públicos e secretos, até as próprias dores. não se trata apenas deixar a família, amigos; bens materiais.

ou seja, deixar os traumas, a própria memória do passado, as circunstancias que agradavam e desagradavam.
Deus, pede uma autentica renuncia a quase todos os níveis, para que possa se encontrar com ele na mais intima profundeza de nós mesmos. num lugar onde apenas acontece a consciência daquilo que somos feitos. que não pode ser dito por palavras, apenas pode ser sentido.

alguém profundamente afundado no prazer ou na dor, não pode deixar isso que o apega. uma pessoa que tenha verdadeira obsessão e viva obcecada por liberdade e viver o prazer sem qualquer visão do outro, a não ser dela mesma, não pode se entregar ao fluxo real da sua verdadeira existência, porque ela está prisioneira do primeiro estágio, que é o apego à liberdade. então, não se permite a entregar, porque ela é a primeira a impor o preço da sua liberdade, ao qual os outros terão de sujeitar-se para que essa liberdade que deseja possa ser concretizada!! ela faz o caminho para que essa liberdade ocorra, para ela mesma. a pessoa, no oculto de si mesma, vive terrificada por perder essa liberdade. essa liberdade, implica por vezes ser atingida por meios materiais, para lhe dar a sensação de que é livre, outras vezes por uma boa retórica. mas tudo é uma ilusão, a pontos de auto-enganar em comportamentos de filantropia, que tem apenas o propósito de auto-convencer que é livre.
as vezes, testa-se essa liberdade doando algo precioso, que lhe foi difícil de alcançar, para alguém mais rico, mais poderoso... falo em termos materiais e popularidade social. é que essa coisa do pobre, uma pessoa justifica-se pelo acto de piedade e impossibilidade de o outro não ter, e saber que será difícil que venha a obter. portanto, essa doação como reflexo de que sou livre e portanto desapegado, é apenas uma auto-indulgencia que se pratica para denunciar que a liberdade não é algo natural, mas antes auto-imposta e exigida aos outros, e com isso recria-se um cenário para que se auto-realize a farsa da liberdade.
é que entregar tudo o que tem, implica entregar também a própria liberdade, essa liberdade que exigimos que os outros nos dêem... porque é sempre o outro que vai ser o disturbio para a perca da liberdade, porque a pessoa nunca se põem a si mesma que seja ela que vai desencadear a perca da liberdade.

uma cela com 3 por 3 metros pode albergar uma cama, uma mesa com cadeira e uma janela, e nela viver uma pessoa que pode, sim pode, sentir a maior e total liberdade interior... não é a cela que condiciona a liberdade, é a própria alma que a condiciona. a liberdade é algo que está no interior de cada pessoa... os limites impostos à liberdade do ser no seu aspecto externo é uma outra forma, porque uma pessoa que possa ter tudo ao nível da matéria, não quer dizer que seja livre ou tenha o verdadeiro sentimento da liberdade, já que esta está dependente das circunstancias e dos meios que tem... e esta é a cruel ilusão que poucos tem consciência. o mundo da matéria, ou seja, o profano, o terreno é um lugar fértil para fabricar e vender ilusões.

quando se afirma que, quando alguém lhe impõem limites que lhe limita a liberdade, então essa pessoa não é verdadeiramente livre... já que denota um medo profundo de algo, ou, de alguém lhe vir impedir o sentimento de ser livre... isto quer dizer que a sua liberdade está dependente de ninguém vir desafiar-lhe a própria liberdade!!!



Nota importante, não sei o nome de quem escreveu este texto. Onde retirei, esqueci. Esqueci completamente. O texto tem autoria. Portanto, quem ler, e souber onde já o leu, fazia  o favor de deixar o link na caixa dos comentários, para a página do autor ou autora... Provavelmente é uma autora.

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