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O Poder - The Power

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 17:42


«Lorde Acton «o poder corrompe sempre» é aceite como dogma de fé, pelo que ninguém se atreve a reconhecer que anseia tê-lo, pois isso seria reconhecer que se está disposto a ser corrupto. »

« Disfarça-se a ânsia de poder com a pele de cordeiro que está mais à mão

Foucault: « O Poder, se é visto de perto, não é algo que se divide entre os que o ostentam e os que não têm ou o sofrem. O Poder é e deve ser analisado como algo que circula e funciona  por assim dizer - em cadeia. Nunca está localizado aqui ou ali, nunca está nas mãos de alguém. Nunca é uma propriedade, como uma riqueza ou um bem. »

«A absoluta eliminação do desejo - como recomendam os budistas - quebra o circuito do poder e desactiva o sistema. É a grande rebeldia e suprema libertação.  »

«Montesquieu: '' O  déspota é escravo da sua luxúria.'' »




Energia feminina é o amor

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 18:10


" E, vós mulheres, preocupastes-vos mais em igualar essa energia masculina"...

(...)
"Todas as mulheres que neste momento estão no planeta terra, têm uma função muito importante. Não é em vão, que a população é maioritariamente feminina, e não é em vão, que o planeta está a receber, maioritariamente, a polaridade da energia feminina.
A tradição cultural do planeta, a energia masculina predominou e foi utilizada de modo desequilibrado, foi utilizada através do poder, foi utilizada através da força.
Manifestou-se através de actos violentos, impôs no seio da família, a autoridade masculina.
Gerou profundos desequilíbrios, dores, dificuldades de relação, separação entre as famílias, separação entre os casais, separação entre os pais e os filhos, separação entre os amigos, separação!
E, vós mulheres, preocupastes-vos mais em igualar essa energia masculina, do que utilizar a vossa verdadeira energia, o vosso verdadeiro poder. Entendestes mal a vossa missão, não por culpa vossa, mas porque esse foi o sistema implantado, pelo uso desequilibrado da energia masculina.
Mas é o momento de parardes e é o momento de agirdes, de acordo com a vossa verdadeira essência. A energia feminina é o amor, a energia feminina é doce, é tranquila, é conciliadora, não é autoritária."
(...)
(autor desconhecido/a?)

Freud e a Mulher

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 18:07

A grande questão…para a qual ainda não consegui resposta, apesar dos meus 30 anos de investigação sobre a mente feminina, é: O que quer uma mulher?" - Freud


QUALQUER HOMEM VERDADEIRAMENTE INTELIGENTE NÃO DEVIA FALAR DE E PELA MULHER como se dela soubesse alguma coisa. É que não sabe...tal como Freud o afirmou.
Este hábito secular do homem achar que pode discorrer sobre a mulher tal como o fizeram psicólogos e psiquiatras ou filósofos...é uma asneira crassa. Ainda hoje as mulheres pensam que são aquilo que os homens disseram e escreveram sobre elas...
UM HOMEM DE HOJE E VERDADEIRAMENTE INTELIGENTE DEVIA DEIXAR A MULHER FALAR POR SI...devia aprender a ouvir a mulher...a nova mulher...saber dela e não falar dela de cor...porque leu um livro doutro homem que falava de mulheres...

rlp

Sete razões que provam que Krumm-Heller era contra Aleister Crowley.

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 13:43

Vamos enumerar abaixo as várias razões que provam claramente que o Dr. Arnold Krumm-Heller ( V.M. Huiracocha ) não tem nenhuma ligação esotérica com a besta do Crowley ( a Besta 666 ), haja visto que o V.M. Huiracocha é adepto da Loja Branca e Aleister Crowley adepto da Loja Negra. 
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1° - Huiracocha; Mestre da Fraternidade Branca e adepto da NÃO FORNICAÇÃO.

A primeira razão que evidencia, indiscutivelmente, que o Dr. Arnold krumm-Heller é antagônico e oposto a Aleister Crowley é o fato do Mestre Huiracocha ter escrito seu primeiro livro "NÃO FORNICARÁS". Dizia Arnold Krumm-Heller:

“Se os Irmãos Rosa Cruz buscam obras gnósticas nas bibliotecas, sempre que os encarregados de cuidar os livros não tenham seguido o exemplo de São Jerônimo, de queimar tudo o que cheire a questões sexuais, encontrarão verdadeiras maravilhas, como eu as encontrei, pois os Gnósticos foram os que me deram a chave da Magia Sexual. Sei que alguns teósofos me tem chamado de mago negro porque me ocupo destes estudos, mas nisto estão todos de acordo que quanto a magia sexual sou autoridade, que me ocupei muitos anos dessa disciplina, publicando há mais de vinte anos, meu primeiro livro “Não Fornicarás”, que naquela época chamou muito a atenção. Hoje só se encontra nas bibliotecas”.( Dr. Arnold Krumm-Heller - V.M. Huiracocha ) 
 .
Veja que o Mestre Huiracocha escreveu sobre a NÃO FORNICAÇÃO, enquanto que Aleister Crowley dizia ser a própria Besta do apocalipse montado pela mulher escarlate ébria de sua TAÇA DE FORNICAÇÃO. Escreveu Aleister Crowley:

A Besta do Apocalipse e a Mulher Escarlate
"Sim, Eu, A besta, minha puta escarlate montada em mim, nua e coroada, ébria de SUA TAÇA DOURADA DE FORNICAÇÃO, gabando-se de ser minha companheira de cama, a levei até à Praça do Mercado, e rugi esta Palavra que toda mulher é uma Estrela". ( Do "Livro da Lei" comentado por Aleister Crowley )

E disse mais:

"Mas agora a Palavra de mim, A Besta, é esta: não só estás tu, mulher, jurada a um propósito que não sê teu; tu és tu mesma uma estrela, e em tu mesma um propósito para tu mesma. Não só mãe de homens tu és, ou puta de homens; serva à necessidade deles de vida e Amor, sem partilhar da Luz e Liberdade deles; não, tu és mãe e puta para teu próprio prazer; a palavra que Eu digo aos Homens, Eu digo a ti nem mais nem menos: Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei!" ( O Livro da Lei comentado por Aleister Crowley )

A Grande Besta 666 ( ou To Mega Therion / Aleister Crowley ) chegou a adulterar todo o TARÔ, redesenhando inclusive a CARTA N° 11 ( A Persuasão ) para transformá-la na CARTA DA FORNICAÇÃO, pois a carta do tarô egípcio original mostra o LEÃO DOMADO pelas mãos delicadas de uma mulher que consegue abrir a boca do leão, caracterizando destarte o poder e a força da PERSUASÃO.

Já na CARTA N° 11 do pervertido TARÔ de Crowley mostra a Besta de sete cabeças ( viva representação dos sete pecados capitais ) montado pela mulher escarlate ( a grande ramera ) erguendo bem alta a TAÇA DA FORNICAÇÃO.

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[Theodor+Reuss.jpg]
Maçon Theodor Reuss
2° - HUIRACOCHA NUNCA foi discípulo Aleister Crowley - QUE ABSURDO!
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A segunda razão é que, é verdadeiramente um absurdo afirmarem que o Mestre Huiracocha foi discípulo de Aleiter Crowley , pois muito antes da Besta 666 ingressar na O.T.O., o maçom Theodor Reuss ( fundador da O.T.O. - Ordor Templi Oriientis ) já havia nomeado, em 1908, o Dr. Arnold Krumm-Heller com o grau máximo OHO, grau este que lhe dava autoridade e poder de representar a O.T.O. em qualquer país. Já, Aleister Crowley, ingressou na O.T.O. de Reuss só em 1910 ( dois anos depois ) e somente ganhou o tal título OHO em 1912 , quando então tornou-se representante da O.T.O. na Grã Bretanha e que depois ainda foi expulso da O.T.O. por Theodor Reuss em 1921.
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Vejamos o que escreveu o próprio maçom thelemita Carlos Raposo:
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"Todavia, naquilo concerne estritamente a O.T.O., ao que tudo indica infelizmente não há muito a se dizer em relação a Frater Huiracocha. Ocorre que no início de 1908, Theodor Reuss, inebriado com a fixa ideia de expandir sua Ordem e levá-la também as terras latinas, viu em Krumm-Heller essa oportunidade e o nomeou Representante Geral da Ordem para o México ( Koenig,1994:22 ). Assim, em 15 de março do mesmo ano, Huiracocha era feito X° O.T.O. para aquele país ( Koenig, 1994:155 ).(2)" 
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Observe que Aleister Crowley ingressa somente em 1910 na Ordor Templi Orientis de Reuss e ganha o grau IX° em 1912, ou seja, quatro anos depois de Krumm-Heller já ter ganho o tal grau O.H.O. e para poder representar a O.T.O. no México, mas que nunca quis abrir nada de O.T.O. no México, na América do Sul e em lugar nenhum, distanciando-se da mesma.
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Escreveu também Carlos Raposo:
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"Conforme relata certa fonte ( Scriven, 2001:219 ) Crowley haveria de sido admitido na O.T.O. em 1910, sendo recebido diretamente no VII° .(2) Dois anos mais tarde, em 1912, após um inusitado encontro com O.H.O. Theodor Reuss, esse o aceitaria como IX° , para logo em seguida nomeá-lo como Rex Summus Sanctissimus, X°, Grande Mestre Nacional para a Irlanda, Iona e toda a Bretanha." ( Carlos Raposo )


3° - HUIRACOCHA apenas se servia de títulos da O.T.O.,
sem estar ligado a mesma.
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Outra razão relevante a se considerar é o fato de, muito embora Krumm-Heller tenha ganho o grau máximo O.H.O. de Theodor Reuss para representar a O.T.O. no México e na América latina, nunca representou a O.T.O. em país nenhum e em lugar algum, o que vem demonstrar que o Mestre Huiracocha apenas se servia convenientemente de títulos e graus que ganhava das várias sociedades esotéricas que contatava, mais como poder de influência e autoridade no meio esotérico que frequentava. O Mestre Huiracocha chegou a pertencer a mais de 20 sociedades esotéricas, depois se afastou de todas elas quando então fundou a sua F.R.A. ( Fraternitas Rosacruciana Antiqua ) e isto é tão óbvio que o próprio Carlos Raposo escreveu:
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"Deste modo, embora com status legal de representante da O.T.O. de Reuss para o México, o fato é que Krumm-Heller simplesmente não chegou a desenvolver qualquer tipo de trabalho ou iniciativa, mínima que seja, relacionada a esta ordem propriamente dita. Até mesmo pelo contrário, as poucas situações que o ligam ao líder universal da O.T.O. sugerem que ele de certo modo teria preferido, aos poucos, distanciar-se dos propósitos e da ideologia defendidos pela Ordem de Reuss.(3) Nesse sentido, Krumm-Heller fez o mesmo tanto com suas linhas de iniciações gnósticas quanto com sua principal Ordem, a F.R.A., afastando-as quase que completamente de qualquer influência que seu superior direto na O.T.O. pudesse exercer sobre suas atividades iniciáticas"

( Carlos Raposo )

4° - HUIRACOCHA se uni ao Dr. Peithmann ( PATRIARCA BASÍLIDES )

Dr. Peithmann - Patriarca Basílides
Ao se afastar destas sociedades esotéricas e dentre estas inclui a de Papus, a de Theodor Reuss e principalmente dos teósofos, se uniu ao Dr. Peithmann. O Mestre Huiracocha ( Arnold Krumm-Heller ) incorporou então à sua F.R.A. ( Fraternitas Rosacruciana Antiqua ) a Antiga Igreja Gnóstica de Eleusis do Dr. Peithmann ( Patriarca Basílides ).

Observe você, amigo leitor, que o Dr. Krumm-Heller( V.M. Huiracocha ) não associou a sua F.R.A. à Igreja Gnóstica de Papus e muito menos à Igreja Gnóstica Católica de Aleister Crowley ( então presidente da O.T.O. ) e sim a Igreja Gnóstica do Dr. Peithmann. Veja que a relação do Mestre Huiracocha com a Besta 666 é distante e nenhuma. Na revista Rosa Cruz vol. IV, n° 3, Arnold Krumm-Heller escreve:

"Fui ordenado Bispo da Igreja Gnóstica em 1930 de acordo com o padrão ordenado, e algumas semanas depois de um congresso realizado em Londres pelas dignidades alta da antiga Igreja Gnóstica, decidi reviver esta igreja de dormência. Visitei Patriarca Basilides, e ele confirmou os meus poderes para criar congregações e paróquias na Espanha e na América."( Dr. Arnold Krumm-Heller - V.M. Huiracocha )


5° - Dr. Peithmann denuncia regularmente a Aleister Crowley

Quando o Mestre Huiracocha se uniu ao Dr. Peithmann ( Patriarca Basílides ), ele ( Peithmann ), a partir de 1930, passa a denunciar regularmente a Crowley. Vejamos:

"Si bien está familiarizado con Papus y con la mayor parte de los protagonistas del ocultismo de su época, Arnoldo Krumm-Heller deriva su sucesión gnóstica de su compatriota, el alemán doctor en filosofía Ernst Christian Heinrich Peithmann/"Basilides" (nacido el 3 de mayo de 1868.)".

"En 1920, en Südhemermmen/Westfalen, Peithmann funda o da nombre a su "Gnostische Mysterienschule" ( Escola Gnóstica de Mistérios )/"Alt gnostische Kirche von Eleusis"( Antiga Igreja Gnóstica de Eleusis )/, la cual no está exclusivamente vinculada a "Pistis Sophia", sino que más bien sigue una cosmogonía construida por él mismo (ver ejemplo textual más adelante).
Peithmann et Reuss avaient échangé leurs systèmes. Selon Peithmann, les grades de la O.T.O. étaient sans valeur" [56]. Éste puede ser un motivo adicional para el silencio de Krumm-Heller respecto a la O.T.O. A partir de 1927, Peithmann publicaba en el "Hain der Isis" Bosquecillo de Isis, publicación en la cual, a partir de 1930, se ataca regularmente a Crowley".
( P.R. Koenig )

Tradução da última frase:

"A partir de 1927, Peithmann publicava no "Hain der Isis" Véu de Isis, publicação na qual a partir de 1930, se ataca regularmente a Crowley". 
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Veja que o Dr. Peithmann passa a denunciar publicamente e regularmente Aleister Crowley, vamos repetir - DR. PEITHMANANN DENUNCIA PUBLICAMENTE E REGULARMENTE ALEISTER CROWLEY. Claro está, que o Mestre Huiracocha estava totalmente ao par destas publicações e denúncias contra a Besta do Crolwey, ainda mais o Dr. Krumm-Heller que, além de estar unido ao Dr. Peithmann, foi inclusive  SUCESSOR de Peithmann na Antiga Igreja Gnóstica de Eleusis.

Conclusão óbvia: o Mestre Huiracocha também era contra Aleister Crowley por estar unido ao Dr. Peithmann de quem foi sucessor. Observe bem: o Mestre Huiracocha estava unido ao Dr. Peithmann e não a Aleister Crowley, ou seja, que o Dr. Arnold Krumm-Heller estava ligado com quem denunciava Aleister Crolwey publicamente e regularmente, o que vem demonstrar, sob todas as luzes, que Arnold Krumm-Heller estava contra a Besta 666, obviamente.

Começamos a ver aqui, indiscutivelmente, que esta conversinha thelemita de que o Dr. Krumm-Heller foi iniciado e influenciado pela Besta 666 já não convence mais ninguém, a não ser quem é passionariamente thelemita e partidário de Aleister Crowley e da perniciosa Lei de Thelema.


6° - Huiracocha ensinava MAGIA SEXUAL BRANCA; Aleister Crowley ensinava MAGIA SEXUAL NEGRA.

Outra razão eloquente que evidencia sobremodo o antagonismo entre o Mestre Huiracocha e a Besta 666 ( Aleister Crowley ) é o fato de que o Mestre Huiracocha ensina MAGIA SEXUAL BRANCA e Aleister Crowley MAGIA SEXUAL NEGRA.

No livro Matrimônio Perfeito do Venerável Mestre Samael Aun Weor , vemos escrito:

"Na oitava lição do Curso Zodiacal, o Dr. Krumm-Heller escreveu um parágrafo que muitos sabichões, escandalizados, depois da morte do Mestre trataram de adulterar, cada qual a seu modo e de acordo com as suas teorias. Agora vamos transcrever o tal parágrafo exatamente como o Mestre Huiracocha escreveu. Vejamos: 'No entanto, o homem pode e deve introduzir e manter o pênis no sexo feminino, para que sobrevenha a ambos uma sensação divina, cheia de gozo, que pode durar horas inteiras, retirando-se no momento em que se aproxima o ESPASMO, afim de evitar a ejaculação do sêmen; desse modo o casal terá cada vez mais anseio de acariciar-se'".( V.M. Samael Aun Weor )

Ao contrário do Mestre Huiracocha, a Besta 666 Aleister Crowley ensinava magia sexual negra ( com orgasmo ).
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É importante também saber que Crowley introduz o XI° ( Décimo Primeiro Grau ) na O.T.O. que é o homossexualismo e também práticas abomináveis como ingestão de fezes, sêmen e etc.


Escreveu Koenig:

"As ferramentas principais de Crowley para atingir a iluminação mantiveram-se: espermofagia, coprofagia e algolagnia" ( Koenig )

É até cômico ver as ferramentas que utilizam os INVERTIDOS para chegar ao que eles chamam de "iluminação". Com esses procedimentos negros e asquerosos ensinados pelas tenebrosas entidades do abismo, os incautos seguem pensando que vão atingir a iluminação, e na verdade vão é para o centro das trevas.

Fica, pois, mais do que claro e cristalino que Crowley NÃO TEM NADA A VER com Arnold Krumm Heller e muito menos com SAMAEL AUN WEOR, por ser a Besta 666 a ANTÍTESE da MAGIA SEXUAL BRANCA e, portanto, nada a ver com a AUTÊNTICA GNOSIS que é a gnose do CRISTO.


Gnóstico é aquele que está conseguindo a CASTIDADE, através da prática diária do Grande Arcano A.Z.F. que é a verdadeira magia sexual ou MAGIA SEXUAL BRANCA ( sem orgasmo ); gnóstico é aquele que está MORRENDO SOBRE SI MESMO( eliminando o ego ) através de sua Mãe Divina Kundalini Shakti; gnóstico é aquele que pratica o CRISTOCENTRISMO.

Cabe aqui informar que depois que o V.M. Huiracocha faleceu, o seu filho traidor Parsival Krumm-Heller desviou-se do caminho e passou a ensinar TANTRISMO NEGRO na comunidade Rosa-Cruz, por influência do THELEMISMO de Crowley. Sobre Parsival Krumm-Heller escreveu o V.M. Samael Aun Weor:

"O senhor Parsival Krumm−Heller, soberano comendador da – dizem – Ordem Rosacruz Antiqua, com sede na Alemanha, está enviando aos seus tenebrosos discípulos um curso de magia sexual negra..." 

"Esse curso de magia sexual negativa e tenebrosa é a mesma doutrina tântrica horrível e satânica ensinada e divulgada publicamente por todos os profetas de Baal, que comem na mesa de Jezabel. Com esse repugnante culto fálico, desperta−se a Kundalini negativamente e afunda−se tenebrosamente nos próprios infernos atômicos do homem, dando ao corpo astral a horrível e satânica aparência dos LUCÍFERES. O senhor Parsival Krumm−Heller traiu seu próprio pai e com o culto fálico tenebroso foi declarado publicamente como MAGO NEGRO". ( V.M. Samael Aun Weor ) 

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E disse mais o Grande Mestre Avatar Samael Aun Weor, para nos alertar: 
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"Os tântricos negros ejaculam o sêmen e logo recolhem-no de dentro da vagina. Esse sêmen, mesclado com o licor sexual feminino é reabsorvido novamente pela uretra, utilizando um procedimento tenebroso. O resultado fatal desse tantrismo negro é o despertar da cobra de uma forma absolutamente negativa. Então esta, ao invés de subir pelo canal medular, desce para os infernos atômicos do homem e transforma-se na horrorosa cauda de Satã. Com este procedimento, os tântricos negros separam-se do CRISTO INTERNO para sempre e se afundam no espantoso abismo definitivamente. Nenhum Mago Branco ejacula o sêmen. O Mago Branco segue pelo caminho do Matrimônio Perfeito". ( V.M. Samel Aun Weor )





"Os magos negros querem, com este procedimento fatal, unir os átomos solares e lunares com a finalidade de despertar a Kundalini. Como resultado de sua ignorância, separam-se de Deus Interno para sempre".( V.M. Samel Aun Weor )


Enquanto Parsival Krumm-Heller ensinava magia sexual negra, o V.M. Samael Aun Weor o denunciva publicamente em seus livros, chegando a chamá-lo de CÍNICO e CANALHA.
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Aqui vai outro Alerta: Todo texto, escrito, dedicatória que encontrarem referente ao tal do "mestre" Therion ( Therion significa Besta ) vindo em nome do Mestre Huiracocha, NÃO ACREDITEM EM NADA DISTO, pois todo tantrista negro passa inevitavelmente a ser adepto e agente da Loja Negra, conscientemente ou inconscientemente, e quando tomam o controle de alguma SOCIEDADE ESOTÉRICA, são capazes de qualquer coisa para poderem validar e justificar suas práticas negras e invertidas.

Atualmente existe uma luta enorme em querer introduzir e misturar thelemismo crowleyano no gnosticismo de Samael. É a Loja Negra querendo se introduzir no círculo gnóstico autêntico para enganar, degenerar e desviar os buscadores do real caminho. FIQUE ESPERTO!!! NÃO ESTAMOS VIVENDO NO PARAÍSO! 

7° - Huiracocha afirma que Jesus é Deus;
Aleister Crowley se declara contra Jesus Cristo, 
dizendo que iria destruí-LO.

Escreveu o Grande Mestre Huiracocha:

"Compreende-me bem, não quero dizer que Jesus é um Anjo entre os apóstolos, não, Jesus Cristo é DEUS e Ele atua aqui como um aspecto da Trindade, por isso pode dizer: " EU E O PAI SOMOS UM" ( Dr. Arnold Krumm-Heller - V.M. Huiracocha )

Em contrapartida, temos que repetir, no tenebroso LIVRO DA LEI ( Liber Al vel Legis ) de Aleister Crowley vemos que a cavernosa entidade Aiwass se coloca declaradamente contra JESUS ao dizer:

"51 – Com minha cabeça de Falcão eu bico os olhos de Jesus enquanto ele se pendura da Cruz.

52 – Eu ruflo minhas asas na face de Mohammed e cego-o.

53 – Com minhas garras Eu dilacero e puxo fora a carne do Hindu e do Budista, Mongol e din.

54 – ...Eu cuspo nos vossos credos crapulosos.

55 – Que Maria inviolada seja despedaçada sobre rodas; por causa dela que todas as mulheres castas sejam completamente desprezadas entre vós".

( Do cavernoso Livro da Lei de Aleister Crowley )


Deste pervertido e diabólico texto, o tal do "mestre" Therion ( Aleister Crowley ) faz o seguinte comentário:

"Assim são os olhos de “Jesus” – seu ponto de vista – que deve ser destruído; e este ponto de vista é errôneo por causa do gesto Mágico de Auto-Sacrifício que ele representa. Não devemos supor por um momento que este verso sustenta que Jesus, foi um personagem histórico. Jesus não é nem nunca foi um homem; mas ele era um deus, tal como um monte de trapos velhos e uma lata de querosene num arbusto pode ser um “deus”.

( O tenebroso Livro da Lei comentado por Aleister Crowley )
 .

Em seu livro "The World,s Tragedy" ( A Trajédia do Mundo ) o tal do "mestre" Therion ou mestre Besta ( Therion significa Besta ) disse querer destruir o cristianismo. Vejamos:

"Essa religião que eles chamam de cristianismo; o diabo que eles honram chamam de Deus. Aceito essas definições, como um poeta faria, para ser inteligível à sua época, e é o Deus e a religião deles que EU ODEIO E VOU DESTRUIR" (  Aleister Crowley - "A Tragédia do Mundo" - pg. XXXI )

Importante ressaltar que, para os cristãos gnósticos ( os verdadeiros ), JESUS É DEUS, pois integrou-se totalmente com o LOGOS, com o CRISTO, que corresponde ao FILHO da Divina Trindade. O fato da Besta 666 dizer à todos os cristãos que "o diabo que eles honram chamam de Deus" e também dizer "e é o Deus e a religião deles que EU ODEIO E VOU DESTRUIR"  somente veio demonstrar factualmente o seu visível e declarado antagonismo ao Cristo Jesus, a quem pretendia destruir.

Vê-se, sem sombra de dúvidas, que Crowley queria destruir o Cristo Jesus, que para todos os cristãos gnósticos É DEUS. Jesus só não é DEUS para os pseudognósticos, pseudo-esotéricos, pseudo-ocultistas, satanistas, ateus e demais vítimas do filme Zeitgeist. 
Fraternalmente. 


Retirado do Site 

TOC - OBSESSION

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 14:00

(...) O transtorno obsessivo-compulsivo caracteriza-se pela presença de pensamentos obsessivos ou obsessões que são ideias, imagens, sons, frases, lembranças, dúvidas ou impulsos, usualmente desagradáveis e acompanhados de angústia, que invadem a consciência contra a vontade da pessoa, de forma repetitiva e estereotipada, que, apesar de considerá-los absurdos, estranhos ou exagerados, não consegue afastá-los.

Estes pacientes sofrem de distorções cognitivas: tendem a supervalorizar a importância dos pensamentos como se pensar fosse o mesmo que agir ou desejar; tendem a supervalorizar o risco e as possibilidades de ocorrerem eventos desastrosos (contrair doenças, perder familiares, contaminar-se); tendem a superestimar a própria responsabilidade quanto a provocar ou prevenir eventos futuros; são perfeccionistas, têm necessidade de ter certeza, perdendo muito tempo com a preocupação de fazer as coisas bem feitas e evitar possíveis falhas ou imperfeições, e imaginam modificar o curso futuro dos acontecimentos com a execução dos rituais (pensamento mágico). Cada paciente pode apresentar uma ou mais destas distorções, que são mantidas mesmo quando as evidências são contrárias a elas ou apesar de não terem comprovação na realidade.

Em termos psicanalíticos, existe um superego muito rígido e punitivo, o que leva a que o ego se defenda usando mecanismos de isolamento de afetos e intelectualização. Sofrem de falta de espontaneidade e flexibilidade, prendem-se a detalhes e têm uma incapacidade para tomar decisões que pode estar relacionada com profundos sentimentos de insegurança.
Supõe-se ainda que existam fatores ligados ao tipo de educação (mais ou menos severa ou exigente, incutindo culpa ou não) e ao tipo de cultura social e familiar, que possam também influir na origem de crenças e regras que regem a vida da pessoa criando uma espécie de terreno propício para o surgimento do transtorno.

(source)

Salomé e João Baptista - 02

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 15:03


O nome Salomé aparece pela primeira vez em “História dos Hebreus” da obra Antiguidades Judaicas de Flavio Josefo, historiador judeu que teria vivido no primeiro século de nossa era.
Nesse livro, há um registro da árvore genealógica de Herodes, no qual é citada Salomé como filha de Herodíades com Herodes Felipe, Tetrarca da Itureia e de Traconítide; Herodes era filho de Herodes o Grande e de Mariana. Herodíades, porém, não respeitou as leis judaicas, abandonando seu primeiro marido para desposar Herodes, seu cunhado, que usurpou o trono de Tetrarca da Galileia. 

Há, pois, um registro histórico da existência de Salomé.  

 por, Maria de Pompéia Souza - UCSAL
 



HERODIAS E SALOMÉ
Mãe manipuladora e filha sedutora


Criar filhos da maneira que Deus deseja implica saber ponderar e orar. (Joice Rogers)


Herodias, que viveu em Tiberíades, a capital construída por seu marido no litoral situado a sudoeste do mar da Galiléia, era uma mulher fora de controle. Engenhosa, ambiciosa má e astuta politicamente falando, Herodias não se detinha diante de nada quando queria alcançar seus objetivos.  Herodias e seu primeiro marido, seu tio Filipe, tinham uma filha chamada Salomé. Quando Herodes Antipas, irmão de Filipe (enteado de Aristóbulo, pai de Herodias) visitou Filipe, ele e Herodias ficaram imediatamente atraídos um pelo outro. Herodes Antipas era mais poderoso que Filipe. Herodias viu nisso sua chance de obter mais poder e uma posição melhor, bem como de aumentar sua fortuna. Assim, insistiu para que Herodes se dirvociasse de sua esposa; ela separou-se do marido e casou-se com Herodes Antipas. Esse casamento incestuoso foi muito ofensivo aos judeus.  Herodias despertou definitivamente o que havia de pior em Herodes, o que fica patente no relato da decapitação do corajoso pregador João Batista, o único que se atreveu a se levantar e a reprovar o inescrupuloso casal. Herodias odiava João Batista porque ele não teve medo de chamar sua aliança com Herodes de pecado. Ela queria sentenciar João à morte (Mc 6.19)*, mas Herodes estava amedrontado e fascinado por João. Gostava de ouvi-lo pregar, mesmo quando João o confrontava com a verdade, e tinha medo da reação do povo se algo acontecesse àquele pregador tão popular.  O ressentimento e a raiva de Herodias infeccionaram como uma ferida. Sua oportunidade de vingança, finalmente, chegou por ocasião do aniversário de Herodes. Os líderes políticos e militares vieram comemorar com ele numa grande festa, que aconteceu no palácio situado em Maquero. Salomé, filha de Herodias, jovem sensual, dançou tão atraentemente, que Herodes ofereceu à garota qualquer coisa que lhe pedisse, até a metade de seu reino. A mãe da moça já tinha em mente um pedido e não era a metade do reino. Herodias sabia que o marido era um homem inescrupuloso e cruel, além de violento e orgulhoso, e o embaraço de voltar atrás em sua oferta feita a Salomé diante de todos seria uma humilhação intolerável para ele, mesmo que isso custasse a vida de um inocente. Algumas vezes, a manipulação de uma mulher pode direcionar as manobras políticas e o poder que está nas mãos de um homem. Obviamente, Herodias tinha influenciado Salomé com sua obsessão, pois a filha aderiu ao pedido de sua mãe. Salomé não apenas pediu a cabeça de João Batista, mas também pediu-a “imediatamente” e num “prato”. O ódio obsessivo não apenas leva a tirar a vida de uma pessoa, mas também costuma contaminar outros. Pelo Exemplo, influência e manipulação, Herodias levou sua filha a pecar. – como cúmplice no assassinato de um pregador de Deus. O marido e a filha foram meros instrumentos nas mãos de Herodias, que planejou e orquestrou o trágico crime.

( Texto extraído de Usina das Letras )


Marcos, 6.19: E Herodias o odiava, querendo matá-lo e não podia.




Salomé foi uma linda princesa, enteada do rei Herodes. Obcecado por ela, vivia implorando-lhe que dançasse para ele, mas Salomé era apaixonada pelo profeta João Batista. O profeta no entanto, era um homem de Deus e evitava olhá-la para não cair em tentação. A princesa foi persuadida por sua mãe a se vingar e dançou a Dança dos Sete Véus para o rei, que enlouquecido de paixão disse a ela que pedisse o que quisesse. Salomé, mais uma vez influenciada pela mãe, exigiu a cabeça do profeta numa bandeja de prata. Vendo a cabeça de João Batista na bandeja, Salomé horrorizada e sinceramente arrependida, disse que finalmente ele olhou para ela. 



Salomé e João Baptista - 01

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 14:17


Lenda da Última Profecia de São João Baptista

APL 2898

    Na Lenda, todas as suposições são aceitáveis, principalmente quando a voz simples do povo as imortaliza. Assim, diz-se que Vila Velha de Ródão — vila muito antiga — surgiu de Rhodium, remotíssima cidade romana. E diz-se ainda que foi nesta vila que Herodes Antipas encontrou a morte. Ora, Herodes Antipas foi quem consentiu na degolação de S. João Baptista. E as vozes simples do bom povo de Vila Velha contam assim a história que a imortalizou.

    Quando o tetrarca Herodes e a sua corte desfilavam em caravana a caminho de Maqueronte, passaram junto do rio Jordão, onde João Baptista pregava a chegada do Messias. Dizia ele:
    — Fazei penitência porque está perto o Reino dos Céus, tal como está escrito no livro do profeta Isaías. Ouvir-se-á a voz daquele que clama no deserto. E os caminhos tortuosos serão endireitados, e todos os homens verão o Salvador enviado por Deus!
    Estas palavras produziram um efeito prodigioso na multidão que o escutava. Uma grande efervescência fez mover toda aquela massa de gente. Uns pediam «penitência». Outros «baptismo». De súbito ouviu-se outro ruído desusado naquele local. Pela estrada que descia de Jericó apareceram soldados montados em corcéis de cor. Eram os homens de Herodes, que precediam a caravana régia, abrindo caminho.
    As patas dos cavalos entraram no rio revolvendo as transparentes águas. O semblante de João Baptista entristeceu. Ergueu a sua alta estatura e olhou-os bem de frente. Os homens não conseguiram sustentar o seu olhar.
    Por último, surgiu um magnífico camelo branco, ricamente ornamentado. Sobre ele, uma sumptuosa tenda mal encobria duas figuras de mulher: Herodias — a mulher que Herodes Antipas roubara a seu irmão Filipe — e Salomé, a filha de Filipe e Herodias. Logo atrás, noutro camelo, seguia o tetrarca Herodes Antipas.
    Vendo-os, João falou com voz sonora:
    — Tetrarca Herodes! Pára e escuta! As patas dos teus cavalos enlamearam as puras águas do Jordão, as quais purificam os corpos e as almas daqueles que esperam O que virá depois de mim. E agora és tu que vens macular com a tua presença este lugar santificado por aqueles sobre o qual desceu o Espírito Santo!
    Estupefacto do que via e ouvia, Herodes fez sinal para que a caravana parasse. Exclamou:
    — Com que direito me falas assim?
    João Baptista não respondeu directamente à pergunta. Olhou Herodias e voltou a interrogar o rei da Judeia.
    — Quem é essa mulher que passeia com tantas honras sob as vistas das doze tribos de Israel? Responde, se tens valor para isso!
    O rei enrubesceu e gritou:
    — Cala-te e deixa-me passar!
    Mas João Baptista, inflexível, continuou com serenidade, em voz bem audível:
    — Eu responderei por ti! Essa mulher é a de teu irmão. Portanto, ambos são adúlteros. Ouve bem, Herodes Antipas: não é lícito viveres com a mulher de teu irmão Filipe!
    De rubro que estava, Herodes empalideceu. Mordeu os lábios e, não encontrando palavras que o justificassem, gritou para os seus homens:
    — Vamos, a caminho! Quero sair do meio desta multidão silenciosa e deste homem que fala de mais!
    O cortejo começou a movimentar-se. E quando o camelo branco passava junto de João Baptista, uma das mulheres, faustosamente vestida, abriu o cortinado de damasco e mostrou-se na sua opulenta beleza. Olhou aquele que havia ousado irritar Herodes e falou-lhe:
    — João Baptista... Como vês, sei o teu nome. Olha bem para o meu rosto e não esqueças as feições de Herodias, a esposa do tetrarca Herodes, pois brevemente nos tornaremos a encontrar!
    E fechando o cortinado de cor viva, fez desaparecer a sua imagem.
    O cortejo continuou passando. O povo começou a agitar-se, a apertar o cerco em redor de João Baptista. Mas este já não falou mais sobre o rei da Judeia.
    Mal se encontrou com Herodes, Herodias mostrou-se ofendida:
    — Tens de mandar prender esse homem! Insultou-te e insultou-me!
    Herodes ficou silencioso. Herodias insistiu:
    — Porque temes João Baptista? Que tem ele que te meta medo?
    Herodes baixou a cabeça. E explicou:
    — Sabes... ele tem consigo a multidão dos anónimos, é certo, mas que muito podem, quando se juntam. Além disso... os tempos vão maus...
    Ela interrompeu-o, furiosa:
    — E abandonas-me, assim, nas mãos de um homem do povo? Na língua de um homem do povo?
    Herodes tentou acalmá-la:
    — A hora é de prudência e não de vingança. Esperemos melhor ocasião.
    Herodias mostrou-se revoltada:
    — Como podes falar assim!
    As lágrimas chegaram-lhe aos olhos. Pediu, usando da influência que exercia sobre o rei:
    — Manda-o prender! Quero-o em Maqueronte e agrilhoado. Prende-o, se ainda represento algo para ti!
    Herodes deixou-se vencer. Pegou-lhe numa das mãos, como a acariciá-la:
    — Não te atormentes. Será feita a tua vontade!

    Perante o pasmo e a repulsa da multidão que o seguia, João Baptista foi preso. E tal como Herodias pedira, puseram-lhe grilhetas nos pés. Ficou junto do palácio de Herodes. Dali ouvia o vaivém dos que serviam o rei. E numa tardinha, quando o Sol se dispunha a descer para o seu ocaso, Herodias desceu também até ao pátio. Caminhou devagar. Lentamente. Olhos postos na prisão de João Baptista, que se via para lá das grades, como animal feroz, guardado à vista. O perfume forte, favorito de Herodias, despertou o encarcerado. O guarda perfilou-se. Mas ela ordenou que este se retirasse, pois queria falar a sós com o preso. O guarda obedeceu. Frente a frente, João e Herodias fitaram-se. Ela sorriu e falou num tom de voz arrastado envolvente:
    — Reconheces o meu rosto?
    João respondeu sereno:
    — Sim. É o de uma mulher adúltera.
    Ela mostrou-se provocante.
    — Mas já me olhaste bem? Dizem que sou linda!
    Sempre no mesmo tom de voz, sem alteração mas incisivo, João Baptista tornou:
    — Só vejo as tuas acções, que te tornam medonha!
    Ela não pareceu ficar irritada. Aproximara-se mais. Olhava-o intensamente.
    — A tua figura subjuga quantos te vêem! Tens um olhar de rei, enquanto Herodes estremece de medo ao menor ruído suspeito! Se tu quisesses... sairias dessa prisão...
    — E em troca, que me pedes?
    — Que deixes de te ocupar desse povo miserável e sejas o encanto dos meus olhos... da minha boca... dos meus braços...
    Duro, ele cortou-lhe a frase:
    — Vai-te, mulher sem vergonha, que vives ilicitamente com o teu cunhado! Vai-te e deixa-me em paz!
    Herodias mordeu os lábios. Estava pálida, nervosa, como uma criança a quem acabam de tirar das mãos um brinquedo. Avisou:
    — Se me for... e te deixar aqui... será a morte que te deixo!
    João Baptista retorquiu:
    — A morte, por vezes, é a vida! A minha missão está terminada.
    E olhando um ponto vago no espaço, a sua voz tornou-se quase doce:
    — Ele chegou. Portanto, será Cristo que terá de crescer, enquanto eu, João, desaparecerei!
    Herodias sentiu desejo de lhe voltar as costas. Mas aquela voz, agora com um acento doce, despertou-a de novo. E tentou ainda:
    — João, pensa bem! Será essa a tua última vontade? Assim desprezas a riqueza e o amor de Herodias?...
    Agarrou-se às grades. Tentou-o mais:
    — Desejo-te, João Baptista! Vê bem. Desejo-te, e tu renegas-me!
    João enfureceu-se.
    — Vai-te, mulher sem vergonha!
    Herodias largou as grades. Embora ferida no seu amor próprio, não o demonstrou. Sorriu.
    — Vou-me embora, sim! Mas voltarei ainda... Porém... acredita, já não terá remédio!
    João não respondeu. Herodias olhou-o uma vez mais. Tinha uma expressão estranha no rosto. Os olhos brilhavam intensamente. Arremessou-lhe um beijo de despedida, dizendo:
    — Recebe o beijo que te envia nos dedos a mulher de Herodes. Com ele vai, também, a minha promessa de vingança. E Herodias, quando promete... nunca falta!
    Afastou-se, desta vez um pouco mais ligeira. João Baptista ficou só. Só com os seus pensamentos.

    Um ano passou. Herodias parecia ter esquecido João Baptista, que continuava preso na cerca do palácio. Mas ela não era mulher para olvidar uma afronta dessa natureza. Formou um plano. Um plano diabólico. A ocultas, contratou bailarinas egípcias, gregas e romanas, as quais tinham por missão ensinar a sua arte a Salomé, sua filha e de Filipe Herodes, que tinha nesse tempo dezoito anos. Quando ela já estava bem instruída na arte de dançar, Herodias preparou um grande festim para os anos de Herodes Antipas. E falou, a sós, com Salomé.
    — Minha filha! Agora danças ainda melhor do que elas. Irás deslumbrar a corte. Despir-te-ás como essas dançarinas, e o teu corpo belíssimo fará brilhar de cobiça os olhos dos homens que te contemplarem!
    Salomé hesitou:
    — Mas pensas que Herodes irá gostar?...
    Herodias interrompeu-a:
    — Oh, decerto!
    E insistiu:
    — Dança, Salomé! Dança para Herodes, enquanto eu lhe darei de beber os melhores vinhos de todo o reino!
    — E para quê?
    — Para que ele se torne generoso para contigo e te dê o que lhe pedires.
    — E que hei-de eu pedir? Já tenho tanto!
    Herodias aproximou-se mais da filha e segredou-lhe quase:
    — Pedir-lhe-ás a cabeça de João Baptista!
    Salomé recuou:
    — A cabeça... de João Baptista?... Mas... ele não quererá!
    — Não te preocupes com isso. Dança bem, que o resto é comigo!
    E num arrebatamento:
    —Ah! Esta será a tua noite de glória, e a minha noite de vingança!...
    
    O festim começou. Ardiam luzes por todos os cantos. Vinhos e iguarias raras eram servidos a todos os numerosos e alegres convivas. Os ânimos já estavam excitados. E a surpresa chegou. Salomé, bonita e provocante, começou a dançar. Aos poucos, as suas vestes iam caindo. E ela dançava sempre melhor, embriagada com o seu próprio êxito. Herodes, cheio do bom vinho que Herodias mandara servir sem cessar, olhava boquiaberto e com luxúria a revelação que para ele consistia a jovem Salomé. Da assistência alguém gritou:
    — Dá-lhe um prémio! Ela merece um prémio!
    Levado pelo entusiasmo, Herodes perguntou a Salomé:
    — Que pedes?
    Ela hesitou. Ele riu.
    — Vamos! Dar-te-ei o que me pedires, Salomé, nem que seja metade do meu reino!
    A jovem pareceu confusa. Olhou Herodias, que a fitava intensamente. O rei voltou a perguntar.
    — Que desejas, Salomé? Porque olhas para tua mãe? Escolhe livremente! Que me pedes?
    Solenemente, a jovem respondeu:
    — A cabeça de João Baptista!
    Um silêncio seguiu-se a esta resposta tão solicitada. Depois levantou-se um murmúrio, que o rei interrompeu:
    — Queres... a cabeça de João Baptista? Vê bem... Não quererás outra prenda mais valiosa?
    A jovem calou-se. Mas Herodias falou por ela:
    — Salomé escolheu! Deves cumprir a tua promessa! Dá-lhe a cabeça de João Baptista!
    Estupefacto, Herodes aquiesceu:
    — Pois seja!
    E acrescentou, soturno:
    — Como são estranhas, as mulheres!...
    Fez-se um ligeiro burburinho. A dança havia terminado. Aproveitando a confusão, Herodias desceu ao pátio com o verdugo. Voltou a encarar o prisioneiro. Então levou as mãos ao rosto, e afastou-se sem pronunciar palavra. Ficaram sós, o verdugo e o preso. O carrasco segurava na mão direita a arma com a qual havia de cortar a cabeça àquele que tantas vezes ouvira falar de um outro reino melhor do que esse em que viviam. Havia tristeza no seu semblante. Mas a voz doce de João Baptista ergueu-se uma vez mais:
    — És executor em nome da justiça, embora ela esteja entregue em mãos indignas. Cumpre, pois, o teu dever! Cumpre-o sem remorsos! Antes, porém, deixa-me olhar uma vez mais o lado da Galileia. Assim está escrito: Despede, Senhor, o Teu servo em paz, segundo a Tua palavra!
    Respirou fundo. Olhou por instantes, em silêncio, o céu azul-escuro. Depois voltou-se para o verdugo, no mesmo ar sereno.
    — Estou pronto. Entrega, ó homem que vens a mandato de outro homem, a minha cabeça! A hora de Cristo chegou. Eu devo desaparecer!
    O verdugo olhou a arma de execução. Depois olhou João Baptista e informou-o:
    — Herodes não queria... Mas acabou por ceder... Eu cumpro as ordens do rei da Judeia...
    — Assim estava escrito. Outro homem virá que a Herodes tirará a vida, e longe desta terra, onde hoje todos lhe obedecem!

    E conta a tradição que a cabeça de João Baptista foi posta numa enorme bandeja e oferecida a Salomé. E diz ainda que, mais tarde, a vida de Herodes Antipas complicou-se, obrigando-o a fugir para Espanha, onde passou por Tarragona e Mérida. Depois foi assassinado numa povoação lusitana chamada Rhódio. E a crença popular assegura ser Rhódio a antiquíssima Vila Velha de Ródão, epílogo duma tragédia vivida há quase dois mil anos...

Fonte Biblio MARQUES, Gentil Lendas de Portugal Lisboa, Círculo de Leitores, 1997 [1962] , p.Volume IV, pp. 351-356


Dicionário - Significados

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 21:14

Cleptocracia 

Demagogia

Impeachment

Impostos recolhidos obrigatoriamente 

 Lobby

Tecnocracia


 Cleptocracia



A palavra “cleptocracia” significa “Estado governado por ladrões”, literalmente. O termo se refere a um tipo de governo no qual as decisões são tomadas com extrema parcialidade, indo totalmente ao encontro de interesses pessoais dos detentores do poder político.

Na cleptocracia, a riqueza é extraída de toda a população e destinada a um grupo específico de indivíduos detentores de poder. Muitas vezes são criados programas, leis e projetos sem nenhuma lógica ou viabilidade, que no fundo, possuem a função de beneficiar certos indivíduos ou simplesmente desviar a verba pública para os bolsos dos governantes.

Recessão econômica e desintegração dos direitos civis são as principais conseqüências desse modelo de corrupção. Em tese, todos os Estados tendem a se tornar cleptocratas. No entanto, isso é evitado através do combate real dos cidadãos a essa situação, ou seja, a cleptocracia é eliminada por meio do capital social da sociedade.

Por Tiago Dantas

Demagogia

No campo político, os conceitos que designam determinadas configurações e práticas possuem uma natureza dinâmica que, muitas vezes, se distancia do sentido original em que foram empregados. Mediante a passagem dos anos e a inserção de certos termos em culturas ou contextos diferentes, ocorrem certas inflexões que chegam a transformar radicalmente uma palavra antes talvez usada para se elogiar um determinado indivíduo ou postura.

Partindo dos dias atuais, a demagogia se transformou em uma palavra terrível contra a carreira de qualquer estadista. Longe de ser um elogio, a demagogia agrega uma série de discursos e atitudes que podem ser vistas como uma tentativa de desvirtuamento da realidade. Em outras palavras, o político altera informações e adota ações que visam legitimar um tipo de interesse ou perspectiva que, na verdade, está completa ou parcialmente afastada de outros pontos que envolvem uma questão.

Ao definirmos a demagogia desta maneira, muitos chegam a pensar que a demagogia seria um conceito político sinônimo ao populismo. Sem dúvida, existe uma série de argumentos que associam a demagogia a esse tipo de experiência política. No entanto, o populismo traz consigo um período histórico bastante específico. Dessa forma, o conceito de populismo não poder ser simplesmente sintetizado como uma simples variação da demagogia.

Interessante notar que dentro da história política da Grécia Antiga a demagogia servia para apenas designar aquelas figuras que tradicionalmente exerciam papel de liderança na cidade-Estado de Atenas. No entanto, com o passar do tempo, essa mesma palavra serviu para que fossem acusados aqueles que se postavam como líderes populares mais não tinham nenhum tipo de vinculação legítima e original com aqueles que diziam estar representando.

O próprio filósofo Platão foi um dos primeiros a usar a palavra demagogia em um sentido pejorativo. Nesse caso, ele reivindicou o uso do termo para conceituar aqueles animais que julgavam como bom tudo aquilo que os agradava e ruim tudo que ia contra seus interesses. A partir dessa idéia, podemos concluir que a demagogia busca formas diversas para convencer a sociedade de que certas ações são benéficas, mesmo quando as possíveis conseqüências do ato possam indicar justamente o contrário.

Por Rainer Sousa

Mestre em História

Por Rainer Gonçalves Sousa

Impeachment

“Impeachment” é um termo de origem inglesa que significa impedimento. Trazido para o âmbito político, estabelece um instrumento pelo qual os regimes liberais traçam a limitação de poderes dos membros do Poder Executivo. Dessa forma, não poderíamos forjar esse tipo de recurso consolidado em governos onde haja um cenário político centralizador, como nos regimes monárquicos, totalitaristas ou ditatoriais.

O impeachment foi criado no contexto político britânico medieval, onde observamos um diferenciado processo de consolidação da monarquia. Historicamente, a formação do Estado Nacional Britânico nunca veio de fato a instituir a figura de um rei que exercesse amplos poderes sob a população. Contudo, no caso inglês, o impeachment só era utilizado quando um funcionário ou ministro fazia mal uso de suas prerrogativas políticas. Além disso, o impeachment poderia acarretar em outras punições criminais.

Ao longo do tempo, o impeachment britânico veio a cair em desuso e foi posteriormente substituído por outros instrumentos jurídicos. Tal transformação se deu principalmente porque as agitações políticas causadas por esse tipo de processo geravam um enorme desgaste. Dessa maneira, os britânicos resolveram substituí-lo pelo voto de censura. Nesse novo modelo, o parlamento realizava uma votação que decidia se determinado membro do Executivo era digno ou não de sua confiança.

Quando algum integrante do Poder Executivo chegava a ser punido, isso indicava o desejo do parlamento em promover a substituição do acusado. Consequentemente eram realizadas novas eleições, nas quais a população viria a escolher um substituto capaz para assumir a função desocupada. Com esse novo artifício, o governo parlamentar britânico criou uma alternativa que transformava o seu impeachment em um processo bem menos impactante.

Nos Estados Unidos da América, esse tipo de uso do impeachment viria a ganhar novos contornos. Geralmente, o representante político que fosse vítima de um não deveria sofrer nenhum tipo de sanção criminal. O acusado somente perdia o direito de continuar a exercer as funções atribuídas pelo seu cargo político. Apesar de nunca ter sido efetivamente utilizado contra um presidente norte-americano, alguns casos chegaram bem perto disso.

No mandato de Richard Nixon (1969 – 1974), investigações comprovaram as ações de espionagem de integrantes de seu governo contra membros do partido democrata. Com isso, o Congresso Norte-Americano organizou um processo de impeachment contra Nixon. Contudo, antes disso, o próprio presidente decidiu renunciar ao cargo. Décadas mais tarde, o presidente Bill Clinton sofreu um processo de impeachment devido a um escândalo sexual. No entanto, o Senado não reconheceu a validade do processo.

Em terras brasileiras esse artifício político foi utilizado contra o presidente Fernando Collor de Melo e, em certa medida, marcou a consolidação da democracia no país. Após a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), membros do Poder Legislativo comprovaram várias denúncias de corrupção contra a presidente. Com isso, mediante a votação da Câmara dos Deputados e a aprovação do Senado, Fernando Collor foi destituído do cargo e perdeu seus direitos políticos durante oito anos.

Por Rainer Sousa

Mestre em História

Por Rainer Gonçalves Sousa


Impostos recolhidos obrigatoriamente

Os impostos são quantias recolhidas obrigatoriamente pelo governo de toda a população. Para facilitar tal recolhimento existe uma base de cálculo e um fato gerador para que os impostos consigam suprir os gastos gerados pelo Estado. A priori, tais impostos deveriam ser encaminhados para o bem público, ou seja, para suprir as necessidades da população melhorando os hospitais públicos, os medicamentos gratuitos, a infra-estrutura das estradas, os reforços na segurança, as instituições de ensino e vários outros segmentos de caráter público.

São vários os impostos, taxas e tributos recolhidos pelo governo, a saber:

Cide Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico): taxa cobrada pela União sobre toda e qualquer substância combustível.

Confins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): taxa cobrada pela União sobre a receita bruta de qualquer empresa.

CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): taxa cobrada pela União sobre o lucro de qualquer empresa.

FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço): taxa cobrada pela União de todo trabalhador devidamente registrado.

ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): taxa cobrada pelos Estados sobre o valor de mercadorias e serviços de transporte entre um estado e outro.

II (Imposto de Importação): taxa cobrada pela União sobre o valor dos produtos importados.

INSS (Contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social): taxa cobrada pela União sobre salários e remunerações de empregadores e empregados.

IOF (Contribuição sobre Operações Financeiras): taxa cobrada pela União sobre crédito, câmbio, seguro, títulos ou valores imobiliários.

IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): taxa cobrada pela União sobre produtos industrializados ou importados.

IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana): taxa cobrada pelos municípios sobre o valor de imóveis existentes no território urbano.

IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores): taxa cobrada pelos estados sobre o valor dos veículos.

IR (Imposto de Renda): taxa cobrada pela União sobre a renda bruta de pessoas físicas e de pessoas jurídicas anualmente.

ISS (Imposto sobre Serviços): taxa cobrada pelos municípios sobre os serviços prestados pelas empresas.

ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis): taxa cobrada pelos municípios sobre transações de venda ou cessão de imóveis entre pessoas vivas.

ITCMD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortins ou Doação): taxa cobrada pelos estados sobre bens e direitos recebidos por meio de heranças.

ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural): taxa cobrada pela União sobre os imóveis em territórios rurais.

PIS (Programas de Integração Social): taxa cobrada pela União sobre a receita de pessoas jurídicas.

PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público): taxa cobrada pela União sobre pessoas jurídicas.

Por gabriela cabral

Lobby

Podemos dizer que lobby nada mais é do que a pressão exercida por alguém ou por um grupo que, em favor de seus interesses, tenta influenciar um tomador de decisão. Fazer um lobby é algo muito natural, até as crianças o fazem quando querem convencer seus pais que merecem um aumento de mesada ou algum brinquedo novo.

No entanto, a grande maioria das pessoas associa o lobby com a política, e o pior, com a corrupção. Realmente, existem muitos grupos de pressão, como organizações, sindicatos e pessoas importantes, que tentam influenciar de forma direta ou indireta, os agentes políticos em favor de seus interesses. Nos EUA, inclusive, a profissão de lobista é reconhecida oficialmente por lei.

No entanto, é importante desassociar lobby de corrupção, uma vez que a defesa de seus interesses é um direito de todo cidadão.

Por Tiago Dantas


Tecnocracia


A teoria da tecnocracia se iniciou em 1814, através da obra “Réorganisation de la Société Européenne”, do sociólogo francês Claude-Henri de Rouvroy, na qual o mesmo pregava a substituição da política pela ciência da produção. Tecnocracia é o governo exercido pelos técnicos, que em tese, controlariam os meios de produção e, conseqüentemente, superariam o poder político.

Essa forma de governo surgiu a partir da necessidade de estudo do impacto da tecnologia nas sociedades. Os tecnocratas acreditam que com a mecanização do trabalho total, por exemplo, a qualidade de vida das pessoas melhoraria consideravelmente: as mesmas trabalhariam 2 horas diárias e teriam direito a 150 mil quilocalorias diárias de alimento, cerca de 700 vezes mais do que o necessário. Desta forma, todas elas teriam um nível de vida elevado e semelhante. A tecnocracia é um modelo de sociedade perfeita.

Logicamente, as teorias tecnocratas são bastante contraditórias em relação à teoria econômica. Se aumentarmos a produção graças à mecanização do trabalho, quem irá comprar e consumir esses produtos, já que a máquina tomaria o trabalho do homem? Haveria uma crise de superprodução?

Os tecnocratas rejeitam a espontaneidade, auto-regulação e impulsividade animal; para eles, “a economia não é uma ciência; é meramente uma política disfarçada.” Na tecnocracia, quanto mais, melhor, não importa se de produtos, serviços, impostos, informações, estudantes ou qualquer outro elemento.

Em síntese, a idéia central do modelo tecnocrata é a proposta de que, se nossos métodos de produção evoluíram, existe também a necessidade de evolução dos modelos de distribuição de renda e trabalho.

Por Tiago Dantas


Pepe Rodriguez e a Igreja e a mentira do CELIBATO

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , , , , , , | Posted on 22:32

Links do Tema, retirada dos Véus às Religiões, no blog por ordem: 

 

Mentiras da Igreja Católica

Por Pepe Rodríguez   

PRÓLOGO
(source)

Igreja Católica de São Pedro - Mentiras Da Igreja Católica

Pepe Rodríguez nos desvela nesta magnífica obra as entranhas da Igreja Católica, de que modo, com o passar do tempo, mal interpretaram as sagradas escrituras em benefício e lucro de uma instituição que longe de divulgar fielmente os ensinamentos de Jesus os perverteram para encher suas arcas.

O autor nos demonstra, após uma exaustiva investigação, que aqueles supostos guardiões da palavra de Jesus a transformaram, obrigando de maneira sutil e enganosa muitos fiéis laicos e clérigos a crer na postura do “celibato” como estado ideal para a concepção do divino no ser humano. No entanto, evidentemente, segundo a exposição de Pepe Rodríguez, a idéia do celibato não é apoiada pelos Evangelhos nem muito menos pelo próprio Jesus.

Mostra também o espinhoso tema das más formações psicopatológicas sofridas pelos sacerdotes por estarem obrigados a reprimir a necessidade de uma sexualidade normal.

E se destapam os motivos pelos quais a Igreja Católica prefere manter uma postura tão distante do Cristianismo como a do celibato, ainda que isto pressuponha: danar a saúde mental dos seus clérigos, prejudicá-los no seu desenvolvimento emocional e impulsioná-los muitas vezes a cometer atos “sexuais” delitivos contra menores e adultos.


Capítulo I

COMO A IGREJA CATÓLICA MAL INTERPRETOU DE FORMA INTERESSADA O NOVO TESTAMENTO PARA PODER IMPÔR SUA VONTADE ABSOLUTA SOBRE O  POVO E O CLERO

A hermenêutica bíblica atual garante absolutamente a tese de que Jesus não instituiu praticamente nada e menos ainda qualquer modelo determinado de Igreja. Pelo contrário, os textos do Novo Testamento oferecem diversas possibilidades na hora de estruturar uma comunidade eclesial e seus ministérios sacramentais1.

Segundo os Evangelhos, Jesus só citou a palavra «igreja» em duas ocasiões e em ambas se referia à comunidade de crentes, jamais a uma instituição atual ou futura. Mas a Igreja Católica empenha-se em manter a falácia de que Cristo foi o instaurador de sua instituição e de preceitos que não são senão necessidades jurídicas e econômicas de uma determinada estrutura social, conformada a golpes de decreto no decorrer dos séculos.

Assim, por exemplo, instituições organizativas como o episcopado, o presbiterado e o diaconato, que começaram a formar-se nos fins do século II, foram defendidas pela Igreja como dadas “por instituição divina” (fundadas por Cristo)2, até que no Concílio de Trento, em meados do século XVI, foi mudada habilmente sua origem e passaram a ser «por disposição divina» (por arranjo, por evolução progressiva inspirada por Deus). E, finalmente, a partir do Concílio Vaticano II (documentos Gaudium et Espes, e Lumen Gentium), na segunda metade do século XX, a estrutura hierárquica da Igreja já não tem suas raízes no divino senão que procede “do antigo” (é uma mera questão estrutural que se tornou costume).

São muitas as interpretações errôneas dos Evangelhos que a Igreja Católica realizou e sustentou veementemente ao longo de toda sua história. Erros que, em geral, devem atribuir-se antes à malícia e ao cinismo e não à ignorância - nada depreciável, por outro lado -, já que, não por acaso, todos eles resultaram imensamente benéficos para a Igreja em seu afã de acumular dinheiro e poder. Mas neste capítulo vamos ocupar-nos só de duas mistificações básicas: a que corresponde ao conceito da figura do sacerdote e a que transformou o celibato numa lei obrigatória para o clero.

Os fiéis católicos levam séculos crendo de olhos fechados na doutrina oficial da Igreja que apresenta o sacerdote como um homem diferente dos outros - e melhor que os laicos -, “especialmente eleito por Deus” através de sua vocação, investido pessoal e permanentemente de sacro e exclusivo poder para oficiar os ritos e sacramentos, e chamado para ser o único mediador possível entre o ser humano e Cristo. Mas esta doutrina, tal como sustentam muitos teólogos, entre eles José Antonio Carmona3, nem é de fé, nem tem suas origens além do século XIII ou finais do XII.

A Epístola aos Hebreus (atribuída tradicionalmente a São Paulo) é o único livro do Novo Testamento no qual se aplica a Cristo o conceito de sacerdotehiereus -4 , mas se emprega para significar que o modelo de sacerdócio levítico já não faz sentido a partir de então. “Tu [Cristo] és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec - se diz em Heb 5,6 -, não segundo a ordem de Aarão”.

Outros versículos - Heb 5,9-10 e 7,22-25 - também deixam assentado que Jesus veio a abolir o sacerdócio levítico, que era tribal - e de casta (pessoal sacro), dedicado ao serviço do templo (lugar sacro) para oferecer sacrifícios durante as festas religiosas (tempo sacro) -, para estabelecer uma fraternidade universal que rompesse a linha de poder que separava o sacro do profano5. E em textos como o Apocalipse - Ap 1,6; 5,10; 20,6 -, ou a I Epístola de São Pedro - IPe 2,5 - o conceito de hiereus/sacerdote já se aplica a todos os batizados, a cada um dos membros da comunidade de crentes em Cristo, e não aos ministros sacros de um culto.

A concepção que a primitiva Igreja cristã tinha de si mesma - ser “uma comunidade de Jesus”- foi amplamente ratificada durante os séculos seguintes. Assim, no Concílio de Calcedônia (451), seu cânon6 era taxativo ao estipular que “ninguém pode ser ordenado de maneira absoluta –apolelymenos - nem sacerdote, nem diácono (...) se não lhe foi atribuído claramente uma comunidade local”. Isso significa que cada comunidade cristã elegia um de seus membros para exercer como pastor e só então podia ser ratificado oficialmente mediante a ordenação e imposição de mãos. O contrário, que um sacerdote lhes viesse imposto desde o poder institucional como mediador sacro, é absolutamente herético6 (selo que, estrito sensu, deve ser aplicado hoje às fábricas de curas que são os seminários).

Nos primeiros séculos do cristianismo, a eucaristia, eixo litúrgico central desta fé, podia ser presidida por qualquer varão - e também por mulheres - mas, progressivamente, a partir do século V, o costume foi cedendo a presidência da missa a um ministro profissional, de modo que o ministério sacerdotal começou a crescer sobre a estrutura sócio-administrativa que se denomina a si mesma sucessora dos apóstolos - mas que não se baseia na apostolicidade evangélica e muito menos na que propõe o texto joanino - em lugar de fazê-lo a partir da eucaristia (sacramento religioso). E daquelas poeiras vêm as atuais lamas.

No Concílio III de Latrão (1179), que também pôs os alicerces da Inquisição, o papa Alexandro III forçou uma interpretação restringida do cânon de Calcedônia e mudou o original titulus ecclesiae -ninguém pode ser ordenado se não é para uma igreja concreta que assim o demande previamente - pelo beneficium - ninguém pode ser ordenado sem um benefício (salário da própria Igreja) que garanta seu sustento-. Com este passo, a Igreja traía absolutamente o Evangelho e, ao priorizar os critérios econômicos e jurídicos sobre os teológicos, dava o primeiro passo para assegurar para si a exclusividade na nomeação, formação e controle do clero.

Pouco depois, no Concílio IV de Latrão (1215), o papa Inocêncio III fechou o círculo ao decretar que a eucaristia já não podia ser celebrada por ninguém que não fosse “um sacerdote válido e licitamente ordenado”. Havia nascido os exclusivistas do sacro, e isso incidiu muito negativamente na mentalidade eclesiástica futura que, entre outros despropósitos, coisificou a eucaristia - despojando-a do seu verdadeiro sentido simbólico e comunitário - e acrescentou ao sacerdócio uma enfermiça - ainda que muito útil para o controle social - potestade sacro-mágica, que serviu para enquistar até hoje seu domínio sobre as massas de crentes imaturos e/ou incultos.

O famoso Concílio de Trento (1545-1563), profundamente fundamentalista - e por isso tão querido para o papa Wojtyla e seus ideólogos mais expressivos, leia-se Ratzinger e Opus Dei -, em sua seção 23, referendou definitivamente esta mistificação, e a chamada escola francesa de espiritualidade sacerdotal, no século XVII, acabou de criar o conceito de casta do clero atual: sujeitos exclusivamente sacros e forçados a viver segregados do mundo laico.

Este movimento doutrinário, que pretendia lutar contra os vícios do clero de sua época, desenvolveu um tipo de vida sacerdotal similar à monacal (hábitos, horas canônicas, normas de vida estritas, tonsura, segregação, etc.), e fez com que o celibato passasse a ser considerado de direito divino e, portanto, obrigatório, dando o ajuste definitivo ao édito do Concílio III de Latrão, que o considerava uma simples medida disciplinar (passo já muito importante por si porque rompia com a tradição dominante na Igreja do primeiro milênio, que considerava o celibato como uma opção puramente pessoal).

O papa Paulo VI, no Concílio Vaticano II, quis remediar o abuso histórico da apropriação indevida e exclusiva do sacerdócio por parte do clero, quando, na encíclica Lumen Gentium, estabeleceu que “todos os batizados, pela regeneração e unção do Espírito Santo, são consagrados como casa espiritual e sacerdócio santo (...). O sacerdócio comum dos crentes e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, ainda que diferem em essência e não só em grau, no entanto se ordenam um ao outro, pois um e outro participam, cada um a seu modo, do único sacerdócio de Cristo”.

Em síntese - embora seja entrar numa chave teológica muito sutil, mas fundamental para todo católico que queira saber de verdade que posição ocupa dentro desta Igreja autoritária -, o sacerdócio comum (próprio de cada batizado) pertence à koinonía ou comunhão dos fiéis, sendo por isso uma realidade substancial, essencial, da Igreja de Cristo. Enquanto o sacerdócio ministerial, como tal ministério, pertence à diakonía ou serviço da comunidade, não à essência da mesma. Neste sentido, o Vaticano II restabeleceu a essência de que o sacerdócio comum, consubstancial a cada batizado, é o fim, enquanto o sacerdócio ministerial é um meio para o comum. O domínio autoritário do sacerdócio ministerial durante o último milênio, tal como é evidente para qualquer analista, tem sido a base da tirânica deformação dogmática e estrutural da Igreja, da perda do sentido eclesial tanto entre o clero como entre os crentes, e dos intoleráveis abusos que a instituição católica tem exercido sobre o conjunto da sociedade em geral e sobre o próprio clero em particular. Mas, como é evidente, o pontificado de Wojtyla e seus assistentes lutaram mortalmente para ocultar de novo esta proposta e reinstauraram as falácias trentinas que mantêm todo o poder sob as sotainas.

Dada a falta de legitimação que tem o conceito e as funções (exclusivas) do sacerdócio dominante até hoje no seio da Igreja Católica, repassaremos também, brevemente, a absoluta falta de justificativa evangélica que apresenta a lei canônica do celibato obrigatório.

No Concílio Vaticano II, Paulo VI - que não se atreveu a restabelecer a questão do celibato tal como solicitaram muitos membros do sínodo - assumiu a doutrina tradicional da Igreja ao deixar determinado - em (PO 16) - que “exorta também este sagrado Concílio a todos os presbíteros que, confiados na graça de Deus, aceitaram o sagrado celibato por livre vontade a exemplo de Cristo7, a que, abraçando-o magnanimamente e de todo coração e perseverando fielmente neste estado, reconheçam este preclaro dom, que lhes foi feito pelo Pai e tão claramente é exaltado pelo Senhor (Mt 19,11), e tenham também ante os olhos os grandes mistérios que nele se representam e cumprem”.

À primeira vista, na própria redação deste texto reside sua refutação. Se o celibato é um estado tal como se afirma, isto é, uma situação ou condição legal na que se encontra um sujeito, igualmente o será o matrimônio e ambos, quanto a estados, podem e devem ser optados livremente por cada indivíduo, sem imposições nem ingerências externas.

Em segundo lugar, o celibato não pode ser um dom ou carisma, tal como se diz, já que, do ponto de vista teológico, um carisma é dado sempre não para o proveito de quem o recebe mas para o da comunidade a qual este pertence. Assim, os dons bíblicos de cura ou de profecia, por exemplo, eram outorgados para curar ou para guiar a outros, mas não podiam ser aplicados em benefício próprio.

Se o celibato fosse um dom ou carisma, sê-lo-ia para ser dado em benefício de toda a comunidade de crentes e não só para uns quantos privilegiados, e é bem sabido que resulta uma falácia argumentar que o celibatário tem maior disponibilidade para ajudar os outros. O matrimônio, por outro lado, sim que é dado para contribuir ao mútuo benefício da comunidade.

Em todo caso, finalmente, em nenhuma das listas de carismas que transmite o Novo Testamento - Rom 12,6-7; 1 Cor 12,8-10 ou Ef 4,7-11- cita-se o celibato como tal. Logo, não é nenhum dom ou carisma por mais que a Igreja assim pretenda.

A pretendida exaltação do celibato pelo Senhor, citada nos versículos 19,10 do Evangelho de São Mateus, deve-se, com toda probabilidade, a uma exegese errônea dos mesmos, originada em uma tradução incorreta do texto grego (primeira versão que se tem de seu original hebreu), cometida ao fazer sua versão latina Vulgata.

Segundo Mt 19,10 Jesus está respondendo uns fariseus que lhe perguntaram sobre o divórcio, e ele afirma a indissolubilidade do matrimônio (como meta a conseguir, como a perfeição à que deve tender-se, não como mera lei a impor), à qual os fariseus lhe opõem a Lei de Moisés, que permite o divórcio, e ele responde8:

Moisés por causa da dureza de vossos corações vos permitiu repudiar vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério. Os discípulos lhe replicaram: Se assim é a situação do homem relativamente à mulher, não convém casar. Mas ele lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido (ou pántes joroúsin ton lógon toúton, all’hois dédotail). Há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe, e há eunucos que foram castrados pelos homens, e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus. Quem pode receber isso, receba-o”.

Neste texto, que aporta matizes fundamentais que não aparecem na clássica Vulgata, quando Jesus afirma que “nem todos podem receber esta palavra” e “quem pode receber isso, receba-o”, está referindo-se ao matrimônio e não ao celibato, tal como tem sustentado até o presente a Igreja. As palavras ton lógon toúton referem-se, em grego, ao que antecede (a dureza do matrimônio indissolúvel, que faz os discípulos expressar que não vale a pena casar-se), não ao que vem depois. O que se afirma como um dom é o matrimônio, não o celibato e, portanto, contrário à crença eclesial mais habitual, não exalta a este sobre aquele, mas o contrário9.

A famosa frase “há os que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus”, tomada pela Igreja como a prova da recomendação ou conselho evangélico do celibato, nunca pode ser interpretada assim por dois motivos: o tempo verbal de um conselho desta natureza, e dado nesse contexto social, sempre deve ser o futuro, não o passado ou presente, e o texto grego está escrito no tempo passado. E, finalmente, dado que toda a frase referida aos eunucos está no mesmo contexto e tom verbal também deveria tomar-se como “conselho evangélico” a castração forçada (“há eunucos que foram castrados pelos homens”), coisa que, evidentemente, seria uma estupidez.

É óbvio, portanto, que não existe a menor base evangélica para impor o celibato obrigatório ao clero. Os primeiros regulamentos que afetam a sexualidade - e subsidiariamente o matrimônio/celibato dos clérigos – foram produzidos quando a Igreja, da mão do imperador Constantino, começa a se organizar como um poder sociopolítico terreno. Quanto mais séculos iam passando e mais se manipulavam os Evangelhos originais, mais força foi cobrando a questão do celibato obrigatório. Uma questão chave, como veremos, para dominar facilmente a massa clerical.



Até o Concílio de Nicéia (325) não houve decreto legal algum em matéria de celibato. No cânon 3 estipulou-se que “o Concílio proíbe, com toda a severidade, os bispos, sacerdotes e diáconos, ou seja, todos os membros do clero, de ter consigo uma pessoa do sexo oposto, a exceção de mãe, irmã ou tia, ou bem de mulheres das que não se possa ter nenhuma suspeita”, mas neste mesmo Concílio não se proibiu que os sacerdotes que já estivessem casados continuassem levando uma vida sexual normal.

Decretos similares foram somando-se ao longo dos séculos - sem conseguir que uma boa parte do clero deixasse de ter concubinas - até chegar a onda repressora dos concílios lateranenses do século XII, destinados a estruturar e fortalecer definitivamente o poder temporário da Igreja. No Concílio I de Latrão (1123), o papa Calixto II condenou novamente a vida em casal dos sacerdotes e avaliou o primeiro decreto explícito obrigando o celibato. Pouco depois, o papa Inocêncio II, nos cânones 6 e 7 do Concílio II de Latrão (1139), incidia na mesma linha - como seu sucessor Alejandro III no Concílio III de Latrão (1179) - e deixava perfilada já definitivamente a norma disciplinar que daria lugar à atual lei canônica do celibato obrigatório... que a maioria dos clérigos, na realidade, continuou sem cumprir.

Tão habitual era que os clérigos tivessem concubinas que os bispos acabaram por instaurar o chamado rendimento de putas, que era uma quantidade de dinheiro que os sacerdotes tinham que pagar para o seu bispo cada vez que transgrediam a lei do celibato. E era tão normal ter amantes que muitos bispos exigiram o rendimento de putas de todos os sacerdotes de sua diocese, sem exceção. E os que defendiam sua pureza foram obrigados a pagar também, já que o bispo afirmava que era impossível não manter relações sexuais de algum tipo.

A esta situação tentou pôr limites o tumultuoso Concílio de Basiléia (1431-1435), que decretou a perda dos rendimentos eclesiásticos aos que não abandonassem suas concubinas após ter recebido uma advertência prévia e de ter sofrido uma retirada momentânea dos benefícios.

Com a celebração do Concílio de Trento (1545-1563), o papa Paulo III - protagonista de uma vida dissoluta, favorecedor do nepotismo em seu próprio pontificado, e pai de vários filhos naturais - implantou definitivamente os éditos disciplinares de Latrão e, além disso, proibiu explicitamente que a Igreja pudesse ordenar varões casados10.

Enfim, anedotas à parte, desde a época dos concílios de Latrão até hoje nada substancial mudou a respeito de uma lei tão injusta e sem fundamento evangélico - e por isso qualificável de herética - como é a que decreta o celibato obrigatório para o clero.

O papa Paulo VI, em sua encíclica Sacerdotalis Coelibatus (1967), não deixou lugar a dúvidas quando assentou doutrina com este teor:

• «O sacerdócio cristão, que é novo, não se compreende senão à luz da novidade de Cristo, pontífice supremo e pastor eterno, que instituiu o sacerdócio ministerial como participação real de seu único sacerdócio» (núm. 19)
• “O celibato é também uma manifestação de amor à Igreja” (núm. 26)
• “Desenvolve a capacidade para escutar a palavra de Deus e dispõe à oração. Prepara o homem para celebrar o mistério da eucaristia” (núm. 29)
• “Dá plenitude à vida» (núm. 30)
• «É fonte de fecundidade apostólica” (núm. 31-32).

Com o exposto até aqui, e com o que veremos no resto deste livro, demonstraremos, sem lugar a dúvidas, que todas estas manifestações de Paulo VI, em sua famosa encíclica, não se ajustam em absoluto à realidade na qual vive a imensa maioria do clero católico.

“Como sacerdote - explica o teólogo e cura casado Josep Camps11-, tive que viver muito de perto - em alguns casos tendo-as praticamente em minhas mãos - terríveis crises pessoais de muitos colegas e amigos. Um deles, um professor prestigiado de uma ordem religiosa muito destacada, confessou-me que esteve dez anos angustiado antes de se decidir por confessar a si mesmo que desejava abandonar o celibato. No decorrer de uns três anos celebrei as bodas de sete sacerdotes amigos, até chegar no ponto de sentir-me o “casacuras” oficial. E recusei em várias ocasiões propostas para casar “por baixo dos panos” e sem dispensa algum sacerdote que desejava legalizar sua situação e deixar o ministério”.

“Simultaneamente, certa aproximação e interesse por temas de psicologia e psiquiatria alertou-me e começou a me preocupar. Não me pesava demasiado um celibato vivido e querido - embora não fosse nada fácil mantê-lo - por uma decisão livre e constantemente renovada, mas comecei a me questionar sua imposição administrativa a uma só categoria de cristãos... porque é sabido que os sacerdotes de ritos orientais católicos podem casar-se, e o mesmo cabe dizer dos ministros das Igrejas surgidas da Reforma protestante”.

“Em pleno fragor do que a Igreja chama de “deserções” de sacerdotes com fins, entre outros, matrimoniais -, apareceu, em 1967, a encíclica de Paulo VI, Sacerdotalis Coelibatus. Havia chegado, para mim, o momento de aclarar todo este assunto do celibato”.

O texto da encíclica é um belo panegírico, sábio e profundo, da virgindade consagrada a Deus, que faz parte dos chamados tradicionalmente “conselhos evangélicos” (por mais que se encontre apenas rastro deles nos evangelhos). Só que ao chegar ao ponto, para mim chave, das razões pelas que se exige o celibato aos sacerdotes seculares, a encíclica perde piso e se afunda estrondosamente: não há verdadeiras razões, só a “secular tradição da Igreja latina”, ou seja, nada. A encíclica matou em mim a idéia do celibato - obrigado, Paulo VI! - e desisti dele. Em teoria, claro, porque não tinha pressas nem especiais urgências, nem tinha aparecido ainda a pessoa com quem estabelecer uma relação profunda e séria.

A Igreja Católica, ao longo de sua história, falseou em benefício próprio tudo aquilo que lhe interessou. Tem imposto sobre o povo um modelo de sacerdote (e de seu ministério) mistificado e cínico, mas lhe foi de grande utilidade para fortalecer seu domínio sobre as consciências e as carteiras das massas.

E, do mesmo modo, tem imposto sobre seus trabalhadores pesos sacros que não lhes correspondem, e leis injustas e arbitrárias, como a do celibato obrigatório, que servem fundamentalmente para criar, manter e potenciar a submissão, o servilismo e a dependência do clero a respeito da hierarquia.

O celibato dos pastores deve ser opcional - afirma o sacerdote casado Julio Pérez Pinillos -, já que o celibato imposto, além de empobrecer o caráter de “Símbolo”, é um dos pilares que sustenta a organização piramidal da Igreja-aparelho e potencia o binômio clérigos-laicos, tão empobrecedor para os primeiros como humilhante para os segundos”.12

Neste final de século, quando muitíssimos teólogos de prestígio alçaram sua voz contra as interpretações doutrinárias errôneas e as atitudes lesivas que comportam, o papa Wojtyla os calou com a publicação de uma encíclica tão autoritária, sectária e lamentável como é a Veritatis Splendor. Esplendor da verdade? De que verdade? A mentalidade de Latrão e Trento volta a governar a Igreja. Correm maus tempos para o Evangelho cristão.

Capítulo II

A LEI DO CELIBATO, OBRIGATÓRIO CATÓLICO: 
UMA QUESTÃO DE CONTROLE,
ABUSO DE PODER E ECONOMIA


O motivo verdadeiro e profundo do celibato consagrado - deixa estabelecido o Papa Paulo VI, em sua encíclica Sacerdotalis Coelibatus (1967 ) - é a eleição de uma relação pessoal mais íntima e mais completa com o mistério de Cristo e da Igreja, pelo bem de toda a humanidade. Nesta eleição, os valores humanos mais elevados podem certamente encontrar sua mais alta expressão”.

E o artigo 599 do Código de Direito Canônico, com linguagem sibilina, impõe que “o conselho evangélico de castidade assumido pelo Reino dos Céus, enquanto símbolo do mundo futuro e fonte de uma fecundidade mais abundante num coração não dividido, leva consigo a obrigação de observar perfeita continência no celibato”.

No entanto, a Igreja Católica, ao transformar um inexistente “conselho evangélico” em lei canônica obrigatória - que, como já vimos no capítulo anterior, carece de fundamento neotestamentário -, ficou anos-luz de potenciar o que Paulo VI resume como “uma relação pessoal mais íntima e mais completa com o mistério de Cristo e da Igreja, pelo bem de toda a humanidade”.

Pelo contrário, o que sim tem conseguido a Igreja com a imposição da lei do celibato obrigatório é criar um instrumento de controle que lhe permite exercer um poder abusivo e ditatorial sobre seus trabalhadores, e uma estratégia basicamente economicista para baratear os custos de manutenção de sua planilha sacro trabalhista e, também, para incrementar seu patrimônio institucional, pelo que, evidentemente, a única «humanidade» que ganha com este estado de coisas é a própria Igreja Católica.

A lei do celibato obrigatório é uma mais entre as notáveis vulnerações dos direitos humanos que a Igreja Católica vem cometendo desde séculos, por isso, antes de começar a tratar as premissas deste capítulo, será oportuno dar entrada à opinião de Diamantino Garcia, presidente da Associação Pró-Direitos Humanos de Andaluzia, membro destacado do Sindicato de Operários do Campo, sacerdote a vinte e seis anos, e pároco dos povos sevilhanos dos Corrales e de Martín da Jara.

Continuará...

1. Cfr., por exemplo, os diversos modelos eclesiásticos de Jerusalém, Antioquia, Corinto, Éfeso, Roma, as comunidades Joaninas, as das Cartas Pastorais, Tessalônica, Colossas...

2. Nos três primeiros séculos não são reconhecidas como tais. São Jerônimo, por exemplo, um dos principais padres da Igreja e tradutor da Vulgata (a Bíblia em sua versão em latim), jamais as aceitou como de instituição divina e, com maior razão, nunca se deixou ordenar bispo. Dado que nos Evangelhos só se fala de diaconato e presbiterado, São Jerônimo defendia que ser bispo equivalia a estar fora da Igreja (entendida no seu significado autêntico e original de Eclésia ou assembléia de fiéis).

3. Cfr. Carmona Brea, J.A. (1994). Os sacramentos: símbolos do encontro. Barcelona: Edições Ángelus, capítulo VII.

4. Hiereus é o termo que se empregava no Antigo Testamento para denominar os sacerdotes da tradição e os das culturas não judias. Seu conceito é inseparável das noções de poder e de separação entre o sagrado e o profano (valha como exemplo, para os que desconhecem a história antiga, o modelo dos sacerdotes egípcios ou dos diferentes povos da Mesopotâmia).

5. «Porque o homem é o templo vivo (não há espaço sagrado), para oferecer o sacrifício de sua vida (toda pessoa é sagrada), em oferenda constante ao Pai (não há tempos sagrados)», argumenta o teólogo José Antenio Carmona.

6. E assim o qualificavam padres da Igreja como Santo Agostinho em seus escritos (cfr. Contra Ep. Parmeniani II, 8).

7. Ou “Quem pode receber isto, receba-o”. Na Bíblia católica de Nácar-Colunga, ao contrário se diz: “Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. Ele lhes contestou: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o”. Existe uma diferença abismal entre o “ser capaz de recebê-lo” do texto original e o “ser capaz de entendê-lo” do falaz texto católico, as implicações teológicas e legislativas que se desprendem de um e outro são também diametralmente opostas.

8. Isto, lógica e indubitavelmente, deve ser assim, já que, do ponto de vista sociocultural, dado que Jesus era um judeu fiel à Lei, tal como já mencionamos, jamais podia antepor o celibato ao matrimônio: a tradição judia obriga todos ao matrimônio, enquanto despreza o celibato.

9. A respeito da castração no âmbito da hierarquia eclesial, convém recordar aqui, por exemplo, que o grande teólogo Orígenes castrou a si mesmo - interpretando de forma patológica a frase de Jesus: “Se tua mão ou teu pé te escandalizar, corta-o e atira-o para longe de ti: melhor te é entrar na vida coxo ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno” (Mt 18,8) -, talvez porque seu “membro causador de escândalo” lhe

10. A ordenação sacerdotal de varões casados tinha sido uma prática normalizada dentro da Igreja até o concílio de Trento. Atualmente, devido à escassez de vocações, muitos prelados - especialmente do terceiro mundo defendem de novo esta possibilidade e solicitaram repetidamente ao papa Wojtyla que facilite a instituição do viriprobati (homem casado que vive com sua esposa como irmãos) e seu acesso à ordenação. Mas Wojtyla a descartou pública e repetidamente - atribuindo sua petição a uma campanha de “propaganda sistematicamente hostil ao celibato” (Sínodo de Roma, outubro de 1990)-, apesar de que ele mesmo, em segredo, autorizou ordenar varões casados em vários países do terceiro mundo. No mesmo Sínodo citado, Aloísio Lorscheider, cardeal de Fortaleza (Brasil), desvelou o segredo e aportou dados concretos sobre a ordenação de homens casados autorizados por Wojtyla. Causou uma agonia que hoje deve soar muito ridículo ao clero católico, cujo 60% mantêm relações sexuais apesar de seu celibato oficial. Por outra parte, até o século passado, na corte papal se concedia um lugar de privilégio aos famosos castratí, cantores, selecionados entre os coros das igrejas, que foram castrados sendo ainda meninos para que conservassem uma voz com tons e matizes impossíveis para qualquer varão adulto. Esses sim eram autênticos eunucos pelo reino dos céus!

11. Cfr. Santa Sede (194). Código de Direito Canônico. Madri: Biblioteca de Autores Cristãos, PP. 273-275.

12. Segundo os últimos dados oficiais da Igreja, disponíveis em 1990, só houve trinta sacerdotes diocesanos matriculados em faculdades, de estudos civis, isso é um 0,14% do total de sacerdotes. A este respeito, resulta muito ilustrador saber que o Código de Direito Canônico que esteve vigente entre 1917 e 1983 em seu cânon 129 ordenava: “Os clérigos, uma vez ordenados sacerdotes, não devem abandonar os estudos, principalmente os sagrados. E nas disciplinas sagradas seguirão a doutrina sólida recebida dos antepassados e comumente aceita pela Igreja, evitando as profanas novidades de palavras e a falsamente chamada ciência”. Cfr. Rodríguez, P. (1995). Op. cit.,p. 72.

13. Os notáveis problemas psicossociais que padece uma boa parte do clero católico, especialmente do diocesano, não só derivam das carências afetivo-sexuais, embora sendo esta esfera uma parte fundamental para o desenvolvimento, maturação e equilíbrio da personalidade humana. A própria estrutura formativa do clero e algumas dinâmicas vitais forçadas contribuem para gerar problemas psicológicos que têm sido evitados, em grande parte, entre o clero de outras confissões católicas ou cristãs em geral. A este respeito pode consultar-se o capítulo 5 do já citado estudo: A vida sexual do clero e a bibliografia específica que nele se relaciona.

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