Mostrar mensagens com a etiqueta Demónios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Demónios. Mostrar todas as mensagens

Os demônios do Demônio

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 17:23



 Os demônios do Demônio 
  -
Eduardo Galeano*

Esta é uma modesta contribuição à guerra do Bem contra o Mal. O autor coloca alguns "identikits" que nos ajudam identificar os diversos semblantes do Príncipe das Trevas. Neste conjunto só estão os demônios que existem há muito, muito tempo, e que há séculos ou milênios continuam ativos no mundo. 


O Demônio é muçulmano 

Dante já sabia que Mahona era terrorista.  Por alguma razão o colocou em um dos círculos do inferno, condenado à pena de prisão perpétua. "O vi partido", celebra o poeta da Divina Comédia, "desde a barba até a parte inferior do ventre...". 

Mais de um Papa já tinham comprovado que as hordas muçulmanas, que atormentavam a cristandade, não eram formadas por seres de carne e osso, eram um grande exército de demônios que aumentava quanto mais sofria com os golpes das lanças, das espadas e dos arcabuzes. 

Hoje em dia, os mísseis fabricam muito mais inimigos que os inimigos das entranhas. Porém, que seria de Deus, afinal de contas, sem inimigos? O medo impera, as guerras existem para desbaratar o medo. A experiência prova que a ameaça do inferno é sempre mais eficaz que a promessa do Céu. Benditos sejam os inimigos. Na Idade Média, cada vez que o trono tremia, por bancarrota ou fúria popular, os reis cristãos denunciavam o perigo muçulmano, desatavam o pânico, lançavam uma nova Cruzada, o santo remédio. Agora, há pouco tempo, George W. Bush foi reeleito presidente do planeta graças o oportuno aparecimento de Bin Laden, o grande Satã do reino, que as vésperas das eleições anunciou, pela televisão, que ia comer todas as crianças.  

Lá pelo ano de 1564, o especialista em demonologia Johann Wier teria contado os demônios que estavam trabalhando na terra, a tempo integral, a favor da perdição das almas cristãs.  Eram sete milhões quatrocentos e nove mil cento e vinte sete, que agiam divididos em setenta e nove legiões.

Muita água fervente passou, depois daquele censo, debaixo das pontes do inferno. Quantos são, hoje em dia, os enviados do reino das trevas? As artes do teatro dificultam as contas. Estes falsos continuam usando turbantes, para ocultar seus cornos, e longas túnicas tampam os rabos do dragão, suas asas de morcego e a bomba que carregam debaixo do braço.

O Demônio é judeu 

Hitler não inventou nada. Há mil anos, os judeus são os imperdoáveis assassinos de Jesus e os culpados de todas as culpas.  

Como? Jesus era judeu? E judeus eram também os doze apóstolos e os quatro evangelistas? O quê você disse? Não pode ser. As verdades reveladas estão além das duvidas e não exigem mais evidencias do que a própria existência. As coisas são como se diz que são, e se diz porque se sabe: nas sinagogas o Demônio dá aulas e os judeus desde há muito se dedicam a profanar hóstias e a envenenar águas bentas. Por causa deles aconteceram bancarrotas econômicas, crises financeiras e derrotas dos militares; são eles que trouxeram a febre amarela e a peste negra e todas as outras pestes.  

A Inglaterra os expulsou, nenhum escapou, no ano de 1290, porém isso não impediu Chaucer, Marlowe e Shakespeare, que nunca tinham visto um judeu, fossem obedientes à caricatura tradicional e reproduzissem personagens judeus segundo o modelo satânico de parasita sanguessuga e o avaro usurário.

Acusados de servir ao Maligno, estes malditos andaram durante séculos de expulsão em expulsão e de matança em matança.Depois da Inglaterra foram sucessivamente expulsos da França, Áustria, Espanha, Portugal e de numerosas cidades suíças, alemães e italianos. Os reis católicos Izabel e Fernando expulsaram os judeus e também os muçulmanos porque sujavam o sangue. Os judeus haviam vivido na Espanha durante treze séculos.  Levaram com eles as chaves de suas casas. Há quem as guardem ainda. Nunca mais voltaram.  

A colossal carnificina organizada por Hitler culminou uma longa historia de perseguição e humilhação. 

A caça aos judeus tem sido sempre um esporte europeu. 

Agora, os palestinos que jamais a praticaram, pagam a culpa.

O Demônio é mulher.  

O livro Malleus Maleficarum, também chamado O martelo das bruxas (El maritllo de lãs brujas) recomenda o mais ímpio exorcismo contra o demônio que tem seios e cabelos compridos.  

Dois inquisidores alemães, Heinrich Kramer e Jakob Sprenger o escreveram, a pedido do Papa Inocêncio VIII, para enfrentar as conspirações demoníacas contra a Cristandade. Foi publicado pela primeira vez em 1486 e até o final do século XVIII foi o fundamento jurídico e teológico dos tribunais da Inquisição em vários países. Os autores afirmavam que as bruxas, do harém de Satanás, representavam as mulheres em estado natural: "Toda a bruxaria provem da luxuria carnal que nas mulheres é insaciável". E demonstravam que "esses seres de aspecto belo, cujo contato é fétido e a companhia mortal" encantavam os homens e os atraiam com silvos de serpentes, rabos de escorpião para aniquilálos. 

Os autores advertiam aos incautos: "A mulher é mais amarga que a morte. É uma armadilha. Seu coração, uma rede e correias, seus braços". Este tratado de Criminologia, que enviou milhares de mulheres às fogueiras da Inquisição, aconselhava que todas as suspeitas de bruxaria fossem submetidas a tortura. Se confessassem mereceriam o fogo. Se não confessassem também porque só uma bruxa, fortalecida por seu amante o Demônio nos conciliábulos das bruxas podia resistir a semelhante suplicio sem soltar a língua.  

O papa Honório III sentenciara que o sacerdócio era coisa de machos: - As mulheres não devem falar. Seus lábios têm o estigma de Eva que provocou a perdição dos homens. 

Oito séculos depois, a Igreja Católica continua negando o púlpito às filhas de Eva. 

O mesmo pânico faz os mulçumanos fundamentalistas as mutilem o sexo e lhes cubram a cara. 

E o alivio pelo perigo conjurado leva os judeus mais ortodoxos a começar o dia sussurrando: "Graças, Senhor, por não me ter feito mulher".


O Demônio é homossexual 

Desde 1446, os homossexuais iam para a fogueira em Portugal.  Desde 1497 eram queimados vivos na Espanha. O fogo era o destino merecido pelos filhos do inferno, que surgiam do fogo.

Na América, ao contrário, os conquistadores preferiam jogá-los aos cachorros. Vasco Núnez de Balboa que entregou muitos deles para a refeição dos cães, acreditava que a homossexualidade era contagiosa. Cinco séculos depois, ouvi o Arcebispo de Montevidéu dizer o mesmo. Quando os conquistadores apontaram no horizonte, só os astecas e os incas, em seus impérios teocráticos, castigavam a homossexualidade com a pena de morte. Os outros americanos a toleravam e em alguns lugares a celebravam, sem proibição ou castigo. 

Esta provocação insuportável devia desencadear a cólera divina. Do ponto de vista dos invasores a varíola, o sarampo e a gripe, pestes desconhecidas que matavam índios como moscas, não vinham da Europa, mas sim do Céu. Assim, Deus castigava a libertinagem dos índios que praticavam a anormalidade com toda a naturalidade.  

Nem na Europa, nem na América, nem em nenhum lugar do mundo se levou em conta os muitos homossexuais condenados ao suplicio ou a morte pelo delito de sê-lo. Nada sabemos dos longínquos tempos e pouco ou nada sabemos dos tempos de agora. 

Na Alemanha nazista, estes "degenerados culpados de aberrante delito contra a natureza" eram obrigados a exibir a estrela amarela. Quantos foram para os campos de concentração? Quantos lá morreram? Dez mil cinqüenta mil? Nunca se soube. Ninguém os contou, quase ninguém os mencionou. Tampouco se soube quantos foram os ciganos exterminados. 

No dia 18 de setembro de 2002, o governo alemão e os Bancos suíços resolveram "retificar a exclusão dos homossexuais entre as vitimas do Holocausto". Levaram mais de meio século para corrigir essa omissão. A partir dessa data os homossexuais que tinham sobrevivido em Auschwitz e em outros campos, se é que ainda haja algum vivo, puderam reclamar uma indenização.


O Demônio é índio  

Os conquistadores descobriram que Satã, quando expulso da Europa tinha encontrado refugio na América. Nas ilhas e nas praias do mar do Caribe, beijadas dia e noite por seus lábios flamejantes, habitadas por seres bestiais que andavam nus, tal como o Demônio os havia colocado no mundo, que cultuavam o sol, a terra, as montanhas, os mananciais e outros demônios disfarçados de deuses, que chamavam de jogo ao pecado carnal e o praticavam sem horário nem contrato, que ignoravam os dez mandamentos e os sete sacramentos e os sete pecados capitais, que não conheciam a palavra pecado nem temiam o inferno, que não sabiam ler nem tinham nunca ouvido falar do direito de propriedade, nem de nenhum direito e que, como se tudo isso fosse pouco, tinham o costume de comerem uns aos outros. E crus. 

A conquista da América foi uma longa e difícil tarefa de exorcismo. Tão arraigado estava o Demônio nestas terras, que quando parecia que os índios se ajoelhavam devotamente ante a Virgem, estavam na realidade adorando a serpente que ela amassava com o pé, e quando beijavam a Cruz não estavam reconhecendo ao Filho de Deus, mas estavam celebrando o encontro da chuva com a terra. 

Os conquistadores cumpriram a missão de devolver a Deus o ouro, a prata e outras várias riquezas que o Demônio havia usurpado. Não foi fácil recuperar o tesouro. Ainda bem que de vez em quando recebiam alguma pequena ajuda de lá de cima. Quando o dono do inferno preparou uma emboscada em um desfiladeiro, para impedir a passagem dos espanhóis em busca da prata de Cerro Rico de Potosi, um arcanjo baixou das alturas e lhe deu uma tremenda surra.
 

O Demônio é negro 
 
Como a noite, como o pecado, o negro é inimigo da luz e da inocência. 

Em seu célebre livro de viagens, Marco Pólo fala dos habitantes de Zanzibar. "Tinham uma boca muito grande, lábios muito grossos e nariz como o de um macaco. Caminhavam nus, totalmente negros e para quem de qualquer outra região que os visse acreditaria que eram demônios".

Três séculos depois, na Espanha, Lúcifer, pintado de negro, trepado numa carroça em chamas, entrava nos pátios das comédias e nos palcos da feiras. Santa Tereza de Jesus que viveu para combatê-lo, apesar disso nunca pode entendê-lo. Uma vez ficou ao lado e viu "um negrinho abominável". Outra vez ela viu que do seu corpo negro saía uma chama vermelha, quando se sentou encima de seu livro de orações e queimou os textos do oficio religioso.

Uma breve história do intercambio entre África e Europa: durante os séculos XVI, XVII e XVIII, a África vendia escravos e comprava fuzis. Trocava trabalho pela violência. Os fuzis punham ordem no caos infernal e a escravidão iniciava o caminho da redenção. Antes de serem marcados com ferro quente, na cara e no peito, todos os negros recebiam uma boa unção de água benta. O batismo espantava o demônio e dava alma a esses corpos vazios. Depois, durante os séculos XIX e XX, a África entregava ouro, diamantes, cobre, marfim, borracha e café e recebia Bíblias.Trocava produtos por palavras. Supunha-se que a leitura da Bíblia podia facilitar a viagem dos africanos do inferno para o paraíso, porém a Europa esqueceu de ensinálos a ler.

 
O Demônio é estrangeiro  

O "culpometro" indica que o imigrante vem roubar-nos o emprego e o "perigosimetro" acende a luz vermelha. Se for pobre, jovem e não for branco, o intruso, que veio de fora, está condenado, a primeira vista, por indigência, inclinação ao tumulto ou por ter aquela pele. De qualquer maneira, se não é pobre, nem jovem, nem escuro, deve ser mal recebido porque chega disposto a trabalhar o dobro em troca da metade.

O pânico diante da perda de emprego é um dos medos mais poderosos entre todos os medos que nos governam nestes tempos de medo. E o imigrante está sempre disponível para ser acusado como responsável do desemprego, da queda do salário, da insegurança pública e outras temíveis desgraças.


Antes a Europa distribuía para mundo soldados, presos e camponeses mortos de fome. Estes protagonistas das aventuras coloniais passaram à história como agentes viajantes de Deus. Era a Civilização lançada nos braços da barbárie.

Agora a viagem vai à contra-mão. Os que chegam, ou tentam chegar do sul em direção ao norte, não trazem nenhuma faca entre os dentes nem fuzil no ombro. Vêem de países que foram oprimidos até a última gota de seu sugo e não tem a intenção de conquistar nada além de um trabalho ou trabalhinho.Estes protagonistas das desventuras parecem, muito mais, mensageiros do Demônio. É a barbárie que toma de assalto a Civilização.

 
O Demônio é pobre 

Se lambem enquanto você come, espiam enquanto você dorme: os pobres espreitam. Em cada um se esconde um delinqüente, talvez um terrorista.

Os bens de poucos sofrem a ameaça dos males de muitos. Nada de novo. Tem sido assim desde quando os donos de tudo não conseguem dormir e os donos de nada não conseguem comer.

Submetidas a um acossamento durante milhares de anos, as ilhas da decência estão encurraladas pelos turbulentos mares da vida desgraçada. Rugem as ondas sucessivas que forçam viver em sobressalto perpétuo. Nas cidades de nosso tempo, imensos cárceres que prendem os prisioneiros ao medo, as fortalezas dizem ser casas e as armaduras simulam ser trajes.

Estado de sítio. Não se distraia, não baixe a guarda, desconfie: você está estatisticamente marcado, mais cedo ou mais tarde terá que sofrer algum assalto, seqüestro, violação ou crime.

Nos bairros malditos espreitam, ocultos, remoendo invejas, tragando rancores, os autores de sua próxima desgraça. São vagabundos, pobres diabos, bêbados, drogados, carne de cárcere ou bala, pessoas sem dentes sem rumo e nem destino.

Ninguém os aplaude, porém os ladrões de galinha fazem o que podem imitando, modestamente, os mestres que ensinam ao mundo as fórmulas do êxito. Ninguém os compreende, porém eles aspiram serem cidadãos exemplares, como esses heróis de nosso tempo que violam a terra, envenenam o ar e a água, estrangulam salários, assassinam empregos e seqüestram países. 

*Jornalista e escritor 
Tradução: Celeste Marcondes 
Outubro de 2005

Retirado de dominiotemporário


Orangotangos fêmea usadas como prostitutas em bordéis

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 20:02



Texto de Tiago Mesquita, 100 reféns
Eu pensava que já tinha visto de tudo um pouco sobre a capacidade infinita do ser humano se reinventar e reinventar a sua própria estupidez, mas o facto de que vou falar ultrapassa largamente os limites da minha capacidade para tentar entender a imbecilidade que assola alguns seres vivos que os mais ousados apelidam de seres humanos. Darwin provavelmente rir-se-ia do atrevimento.

Ora parece que na Indonésia alguma rapaziada não fica satisfeita com o facto dos orangotangos poderem estar extintos já em 2015 devido à destruição massiva do seu habitat natural causada pelo crescimento desenfreado de plantações de óleo de palma, e muito menos com o facto disto ter causado a morte a  50,000 orangotangos em apenas duas décadas. Não, para o bicho homem isto não chega. Então o que fazer? "Ah já sei" - diz um iluminado indonésio de olho fisgado numa orangotango fêmea mais roliça e felpuda- "vamos pegar nas "macacas", abrir um bordel e violá-las como se não houvesse amanhã até que caiam para o lado mortas de exaustão". E assim foi. As fêmeas são capturadas, presas em casas preparadas para o efeito e abusadas sexualmente por tudo o que é taradinho da região. Uma lástima.

Eu não consigo descrever o nojo que esta gente me mete. Não consigo sequer pedir que compreendam o facto de achar que isto não é gente na verdadeira acepção da palavra, são coisas que acontecem porque dois infelizes se lembraram de praticar o coito e se esqueceram de o interromper. Mas infelizmente o nosso mundo está cada vez mais cheio desta gente e menos povoado por orangotangos.

Fica o link da petição
http://www.thepetitionsite.com/841/068/757/stop-using-orangutans-as-prostitutes/



Aqui, neste ( LINK ), podem ler a história do orangotango Pony, usada como prostituta.

Lilith - Visions of Lilith - Primeira Mulher

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , , , | Posted on 18:32





De acordo com J. Gordon Melton, 
"Lilith, uma das mais famosas figuras do folclore hebreu, originou-se de um espírito maligno tempestuoso e mais tarde se tornou identificada com a noite. Fazia parte de um grupo de espíritos malignos demoníacos dos americanos que incluíam Lillu, Ardat Lili e Irdu Lili."
Segundo ele, Lilith apareceu também no Gilgamesh Epic babilônico (aproximadamente 2000 a. C.) como uma prostituta vampira que era incapaz de procriar e cujos seios estavam secos. Foi retratada como uma linda jovem com pés de coruja (indicativos de vida noctívaga) que fugiu de casa perto do Rio Eufrates e se estabelece no deserto.

Lilith aparece no Antigo Testamento quando Isaías ao descrever a vingança de Deus, durante a qual a Terra foi transformada num deserto, proclamou isso como um sinal de desolação: "Lilith repousará lá e encontrará seu locar de descanso" (Isaías 34:14)
Lilith aparece em relatos da Torah assírio-babilônica e hebraica entre outros textos apócrifos. Na versão jeovística (da tradição religiosa hebraica) para o Gênesis, enriquecida pêlos testemunhos orais dos rabinos consta que Lilith foi criada com pó negro e excrementos, condenada por Jeová-Deus a ser inferior ao homem.

Considerando-se que Adão vivia no Jardim do Éden no pleno equilíbrio de sua sagrada androginia (pois fora criado a imagem e semelhança do criador), compreende-se como o surgimento da primeira mulher fez nascer um distanciamento entre Deus e Homem.
Num outro texto, um comentário bíblico do Beresit-Rabba (rabi Oshajjah) a primeira mulher é descrita cheia de saliva e sangue, o que teria desagradado a Adão, de modo que Jeová-Deus "tornou a cria-la uma segunda vez".
Lilith, então, veio ao mundo com os répteis e demônios feitos ao cair da noite do sexto dia da criação, uma sexta feira (segundo o Bereshit Rabba). Por isso, ela já fora criada como um demônio. (Lilith é representada como, rainha da Noite, mãe dos súcubos).
Consumida a união carnal com Lilith, Adão teria mergulhado na angústia da paixão, vendo o seu distanciamento da divindade como um preço pelo êxtase orgástico que nunca sentira.
Lilith foi citada pela edição hebraica e inglesa de "The Babylonian Talmud", organizada pelo rabi Epstein e publicado pela Socino Press, de Londres, em 1978. Aqui, Lilith aparece um demônio noturno de longos cabelos, que perturba os homens. Segundo a tradição talmúdica, Lilith é a "Rainha do Mal", a Mãe dos Demônios e a Lua Negra.

No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o "fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir, queria os mesmos direitos do homem mas quando constatou que não poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não submeter-se a Adão e, a odia-lo como igual, resolveu abandoná-lo.

Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6 ou 7). Todas as vezes em que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." Mas Adão se recusava a inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não podia ser transgredida. Lilith deve submeter-se a ele pois esta é a condição do equilíbrio preestabelecido.

Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a condição de igualdade, Lilith se revoltou, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusações a Adão e vai embora.
É o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez vir ao mundo os demônios.

Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: "Procurei-a em meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a encontrei" (Cântico dos Cânticos III, 1).

Lilith partiu rumo ao Mar Vermelho (Diz-se que quando Adão insistiu em ficar por cima durante as relações, Lilith usou seus conhecimentos mágicos para voar até o Mar Vermelho). Lá onde habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. É um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio, e é o seu caráter demoníaco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu poder.

Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa "outro lado"). Como conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida como "Liliotes ou Linilins", na prodigiosa proporção de cem por dia.
[Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar a tristeza de Adão, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como as exigências da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento de Adão. É o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith é força destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com "imundície" e lodo), Eva é construtiva e Mãe de toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Adão).]

Jehová-Deus tenta salvar a situação, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou ao seu encalço uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la; porém, uma vez mais e com grande fúria, ela se recusou a voltar. Lilith está irredutível e transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo?

Os anjos ainda ameaçaram: "Se desobedeces e não voltas, será a morte para ti." Lilith , entretanto, em sua sapiência demoníaca, sabe que seu destino foi estabelecido pelo próprio Jeová-Deus. Ela está identificada com o lado demoníaco e não é mais a mulher de Adão. (Uma outra versão conta que esses mesmos anjos, a teriam condenado a vagar pela terra para sempre).

Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia, os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia. Jeová-Deus, por seu lado, inicia uma incontrolável matança dessas criaturas, que, por vingança, são enfurecidas pela sua genitora. Está declara a guerra ao Pai. Os homens, as crianças, os inválidos e os recém casados, são as principais vítimas da vingança de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e não descansará assim tão cedo.

Uma outra versão diz que foram os anjos mataram os filhos que tivera com Adão. Tão rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Adão com sua segunda esposa, Eva. Lilith Alegou ter poderes vampíricos sobre bebês, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus nomes, ela não faria nenhum mal aos humanos. Então, como não podia vencê-los, ela fez um trato com eles: concordou em ficar afastada de quaisquer bebês protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos três anjos.

Não obstante, esse ódio contra Adão e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua fúria sobre os filhos deles e de todas as gerações subseqüentes.

A partir daí, Lilith assume plenamente sua natureza de demônio feminino, voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore assírio babilônico e hebraico. E são inúmeras as descrições que falam do pavor de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o sono e os envolvia com toda sua fúria sexual, aprisionando-os em sua lasciva demoníaca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na relação com Adão, conduzia a penetração abrasante. Aqueles que resistiam e não morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo. Por isso Lilith também está identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os homens, estrangular crianças e espalhar a morte.

Lilith permaneceu como um item de tradição popular embora pouco tivesse sido escrito sobre ela quando da compilação do Talmude (século 6 a.C.) até o século 10. Sua biografia se expandiu em detalhes elaborados e muitas vezes contraditórios nos escritos dos antigos países hassídicos.
Durante os primeiros séculos da era cristã, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na comunidade judaica.

Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabalística do século 13 que constitui o mais influente texto hassídico e no Talmud, o livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emissões noturnas citadas como um sinal visível de sua presença. Os espíritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uniões.
No Zohar Hadasch (seção Utro, pag. 20), está escrito que Samael - o tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedução do primeiro casal humano. Não foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Adão, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana.

O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a mácula cuja infecção foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath, fol. 146, recto)".
Em outras partes, o demônio masculino leva o nome de Leviatã, e o feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva, teria representado o papel da esposa de Adão no éden durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Adão a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah). Das relações entre Adão e a Heva-serpente, teriam nascido legiões de larvas, de súcubos e de espíritos semiconscientes (elementares).

Os rabinos fazem de Leviatã uma espécie de ser andrógino infernal, cuja a encarnação macho (Samael) é a "serpente insinuante" e a incarnação fêmea (Lilith), é a "cobra tortuosa" (ver o Sepher Annudé-Schib-a, fol. 51 col. 3 e 4). Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres serão aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que virão o Altíssimo (bendito seja!) decapitará o ímpio Samael, pois está escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse tempo Jeová com sua espada terrível visitará Leviatã, a serpente insinuante que é Samael e Leviatã, a cobra tortuosa que é Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI)".
Também segundo os rabinos, Lilith não é a única esposa de Samael; dão o nome de três outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro demônias só Lilith dividirá com o esposo a terrível punição, por tê-lo ajudado a seduzir Adão e Eva.

Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contrário do que acontece com as outras duas irmãs, Nahemah e Lilith.

No livro História da Magia, Eliphas Levi transcreve: "Há no inferno - dizem os cabalistas - duas rainhas dos vampiros, uma é Lilith, mãe dos abortos, a outra Nahema, a beleza fatal e assassina. Quando um homem é infiel à esposa que lhe foi destinada pelo céu, quando se entrega aos descaminhos de uma paixão estéril, Deus retoma a esposa legítima e santa e entrega-o aos beijos de Nehema. Essa rainha dos vampiros sabe aparecer com todos os encantos da virgindade e do amor; afasta o coração dos pais, leva-os a abandonar os deveres e os filhos; traz a viuvez aos homens casados, força os homens devotados a Deus ao casamento sacrílego. Quando usurpa o título de esposa, é fácil reconhece-la: no dia do casamento está calva, porque os cabelos das mulheres são o véu do pudor e está proibido para ela neste dia; depois do casamento finge desespero e desgosto pela existência, prega o suicídio e afinal abandona violentamente aquele que resistir, deixando-o marcado com uma estrela infernal entre os olhos. Nahema pode ser mãe, mas não cria os filhos; entrega-os a Lilith, sua funesta irmã, para que os devore." (Sobre isso pode-se ver também o Dicionário Cabalístico de Rosenhoth e o tratado De Revolutionibus Animorum, 1.° e 3.° tomos da Kabala Denudata, 1684, 3 col. in-4.)

Diz a lenda que depois que Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, Lilith e suas asseclas, todas na forma de incubus/succubus, os atacaram, fazendo assim com que Adão procriasse muitos espíritos impuros e Eva mais ainda. Segundo a tradição judaica, Lilith faz os homens terem poluções noturnas para gerar filhos demônios . Há um costume, ainda praticado em Jerusalém, de espantar esses filhos do corpo morto de seu pai, andando em círculo com o cadáver antes do sepultamento e atirando moedas em diferentes direções para distrair os filhos demônios.

Durante a idade média, as histórias sobre Lilith se multiplicaram.  Já foi, por exemplo, identificada como uma das duas mulheres que foram ao Rei Salomão para que ele decidisse qual das duas era a mãe de uma criança que ambas reivindicavam.

Em outros escritos, foi identificada como a rainha de Sabá. Segundo uma antiga tradição judaica, Lilith apareceu a Salomão disfarçada na rainha de Sabá, uma visitante real da Etiópia ou da Arábia à corte do rei Salomão (I Reis 10). Sabá era um país pacífico, cheio de ouro e prata, cujas plantas eram irrigadas pelos rios do Paraíso. Por ter ouvido falar relatos sobre o seu maravilhoso país, o Reino de Sabá, e sua rainha de uma ave, cuja linguagem compreendia, Salomão desejava muito conhecer a rainha e ela desejava conhecê-lo devido à sua reputação de sábio, e queria fazer-lhe perguntas sobre magia e feitiçaria. Mas ele suspeitou que algo estava errado e conseguiu ludibria-la: Quando chegou, encontrou-o sentado em uma casa de vidro, e pensando que fosse água, levantou a saia, revelando pernas bem cobertas de pêlos, o que indicava que ela uma feiticeira. Não obstante, Salomão desposou-a e preparou uma poção para eliminar o pêlo de suas pernas.

Conta-se, que a casa real da Etiópia alegava ser descendente da união de Salomão com a Rainha de Sabá, e os judeus negros da Etiópia, os falashes, localizam suas origens nos israelitas que o rei Salomão enviou com a rainha para a Etiópia. Outro descendente dessa união foi Nabucodonosor, que se tornou rei da Babilônia. Uma tradição totalmente diferente nega que tenha sido uma rainha quem veio visitar Salomão, afirmando que foi o rei de Sabá.

Proteção conta Lilith: Lilith foi descrita como uma figura sedutora com longos cabelos, que voa como uma coruja noturna para atacar aqueles que dormem sozinhos, para roubar crianças e fazer mal a bebês recém-nascidos. Foi encontrada entre os elementos mais conservadores da comunidade judaica do século 19, uma forte crença na presença de Lilith, sendo que alguns deles podem ser visto ainda hoje. Lilith foi descrita como uma assassina de crianças para roubar suas almas. Ela atacava os bebês humanos, especialmente os nascidos de relações sexuais inadequadas. Se não consegue consumir crianças humanas ela come até mesmo sua própria prole demoníaca.

Também é de opinião geral que foi Lilith quem provocou o ódio de Caim contra Abel, seu irmão, e levou-o a revoltar-se contra ele e matá-lo.

Os homens eram alertados para não dormirem numa casa sozinhos para que Lilith não os surpreendesse. Em "O Livro das Bruxas", Shahrukh Husain relembrou um antigo conto judeu "Lilith e a Folha de Capin", de Jewish Folktales, que dizia que certa vez um judeu que foi seduzido por Lilith e ficou enfeitiçado por seus encantos. Mas ele estava muito perturbado com isso, e então foi ao Rabino Mordecai de Neschiz para pedir ajuda.

Mas o rabino sabia por clarividência que o homem estava vindo, e avisou a todos os judeus da cidade para não deixa-lo entrar em suas casas ou dar-lhe lugar para dormir. Assim, quando o homem chegou não encontrou nenhum lugar para passar a noite e deitou-se num monte de feno num quintal. À meia-noite, Lilith apareceu e sussurrou-lhe: "Meu amor, saia desse feno e venha até aqui". Curioso, o homem perguntou: "Por que eu deveria ir até você? Você sempre vem a mim." Ela explicou-se dizendo: "Meu amor, nesse monte de feno há uma folha de capim que me causa alergia".

O homem perguntou: "Então por que você não me mostra? Eu a jogo fora e você pode vir."
Assim que Lilith a mostrou, o homem pegou a folha de capim e enrolou em seu pescoço, livrando-se para sempre do domínio dela.

Lilith foi marcada como sendo especialmente odiosa para o acasalamento sexual normal dos indivíduos que ela atacava como succubi e incubi. Descarregava sua ira nas crianças humanas resultantes de tais acasalamentos ao sugar-lhes o sangue e estrangulando-as. Acrescentava, também, quaisquer complicações possíveis às mulheres que tentassem ter crianças - esterilidade, abortos etc. Por isso, Lilith passou a assemelhar-se a uma gama de seres vampíricos que se tornavam particularmente visíveis na hora do parto e cuja presença era usada para explicar problemas ou mortes inesperadas.

Para combatê-los, os que acreditavam em Lilith desenvolveram rituais elaborados para bani-la de suas casas. O exorcismo de Lilith e de quaisquer espíritos que a acompanhavam muitas vezes tomava a forma de um mandado de divórcio, expulsando-os nus noite adentro.

Usam-se amuletos (em hebraico "kemea") como proteção contra demônios, mau olhado, doença, combater hemorragia nasal ou para fazer uma mulher estéril conceber, tornar fácil o parto, garantir a felicidade de um recém nascido, obter sabedoria e outros fins.

Esses amuletos são textos e desenhos geralmente escritos em pequenos pedaços de pergaminho e incluem sinais mágicos, permutações de letras e os nomes de Deus (Agla, Tetragramaton, etc.) ou de anjos como o de Rafael, Gabriel ou dos poderosos anjos Sanvi, Sansavi e Samangelaf que garantem proteção contra Lilith, que ataca as mulheres no parto e causa a morte dos infantes.
O amuleto é usado em volta do pescoço ou às vezes pendurado numa parede de casa.
Para que um amuleto seja considerado eficaz, tem que ser escrito por uma pessoa santa (segundo a tradição judaica), exímia na prática da Cabala. Se o ele se mostrar eficaz na cura de alguém em três ocasiões diferentes, será então, comprovadamente, considerado um amuleto.

Embora, aparentemente, amuletos tenham sido amplamente usados no período talmúdico, Maimônides e outros rabinos de mente mais voltada para a filosofia, como Ezequiel Landau, opunham-se a eles, considerando-os superstições vazias. Seu uso, no entanto, foi apoiado pelos místicos e pela crença popular. Até mesmo os cristãos buscavam amuletos com os judeus na Idade Média.

Em muitas partes do mundo atual há pessoas que ainda usam amuletos representando os três Anjos que foram enviados em busca de Lilith (ou Lilah, como também é chamada, o que talvez nos tenha dado Da-Lila, também uma sedutora e tentadora.) Esses talismãs são usados porque, embora Lilith se recusasse a voltar, prometeu a esses três Anjos que, se visse os seus nomes inscritos junto de um recém-nascido, ela deteria sua mão e o pouparia - o que vem a ser o propósito do ritual. Um talismã típico é um círculo mágico no qual as palavra "Eva e Adão" barram a entrada de Lilith, habitualmente escritas com carvão na parede do aposento onde a criança está e em cuja porta estão escritos os nomes dos três anjos. A alternativa: "Não deixem Lilith entrar aqui" costuma ser escrita na cabeceira da cama da mulher que espera um filho, usando-se tinta vermelha (cor da planta de Marte).

Como proteção contra ela costumava-se pendurar amuletos e talismãs na parede e sobre a cama para mantê-la afastada ou pregar amuletos com as palavras "Adão e Eva excluindo Lilith" nas paredes da casa em que uma mulher se preparava para o nascimento do filho.

No passado, o processo de nascimento era cercado de práticas mágicas com a intenção de proteger a mãe e o filho das forças demoníacas. Lilith tem inveja da alegria da maternidade, pois foi apartada do marido (Adão) logo no início de seu casamento. Ela constitui assim uma ameaça ao embrião. Também se sussurravam sortilégios no ouvido das mulheres para facilitar o trabalho de parto. A porta do quarto das crianças tinha os nomes dos três anjos escritos sobre ela, e, às vezes, cercava-se o quarto com um círculo de carvões ardentes. Nas vésperas de Shabat e da lua nova, quando uma criança sorri é porque Lilith está brincando com ela. Para livrá-la de qualquer mal, deve-se bater de leve três vezes em seu nariz pronunciando-se uma fórmula de proteção contra Lilith. Também crianças que riam no sono, acreditava-se, estavam brincando com Lilith e daí o perigo de morrerem em suas mãos.

Na Idade Média era considerado perigoso beber água nos solstícios e equinócios, porque nessa época o sangue menstrual de Lilith pingava, poluindo líquidos expostos.

Parece que Lilith é mais bondosa com as meninas porque estas só podem correr o risco da hostilidade a partir dos vinte anos, enquanto os meninos estão sob  a mira das suas perversidade e malevolências até o seu oitavo aniversário.

Num livro sobre "Magia das velas", encontramos uma versão moderna de um Talismã de Proteção Contra Lilith: "Se você quiser fazer um talismã de altar que o proteja de Lilith, e ele não precisa ficar restrito a esse uso, pode fazê-lo da seguinte maneira: pegue uma folha de papel forte, branco (o tamanho dependerá do espaço disponível). Desenhe nela um grande círculo preto, e dentro desse círculo desenhe outro menor. Divida esse círculo interior em três partes iguais de 120° e faça pequenas marcas nessas pontas. Una essas marcas para fazer um triângulo no centro do talismã. Nos três pontos em que o triângulo toca o círculo interior, entre o círculo interior e o exterior, escreva os três nomes angélicos - Sanvi, Sansavi e Semengalef - no sentido horário, um em cada ponta do triângulo. No meio do trecho, entre esses nomes, desenhe uma cruz. Coloque a vela para Lilith no centro do triângulo (Lilith é representada por uma vela branca que se tornou negativa com cera preta ou por uma vela preta), com uma vela para cada um dos três anjos do lado de fora do círculo exterior, , em oposição aos seus nomes (pode marcar as velas, se desejar) na ponta do triângulo. Só que não se deve deixar de observar infalivelmente neste ou em qualquer outro talismã, o seguinte: a linha que desenha o círculo exterior deve ser inteira, sem falhas, sem interrupções. Se necessário, desenhe-o de forma extraforte, para obter isso. Se o que está tentando é conter algo, não deve haver interrupções através das quais esse algo possa escapar ou engana-lo."

Segundo a tradição judaica, as influências astrológicas determinam a vida de uma pessoa, mas Israel é diretamente guiado por Deus. Porém, enquanto os cabalistas e muitos rabinos medievais acreditavam que os céus eram "o livro da vida" e a astrologia a "ciência suprema", Maimônides repudiou tais idéias como superstições proibidas.

No mapa astral, Lilith ou Lua Negra indica sedução e ânsia de liberdade. Influências que atingem nossas personalidades. A Lua exerce uma influência no inconsciente, nos sonhos, no sono, na memória, nas emoções e nas reações espontâneas.

Segundo o astrólogo e tarólogo Hermínio Amorim, foi a partir de 1914, quando Lilith apareceu sob a influência de Plutão, que fez uma órbita longa até 1938, que as mulheres começaram os movimentos de libertação. Antes, Lilith aparecia sob influência do signo de câncer. Atualmente as mulheres vivem melhor sua sensualidade, sem culpa, sem medo de serem acusadas de bruxas, como antigamente.

Os conteúdos psíquicos simbolizados pela Lilith são muitas vezes interpretados como raiz da libido. É claro que também são percebidos como geradores de poderes paranormais, inclinação para bruxaria, mediunidade, etc. De qualquer maneira, é uma potencialidade simbólica e inconsciente. Uma feminilidade que dura muito tempo foi oprimida e omitida (A Lua Negra. Na Idade Média foi personificada pela bruxa, contra a qual o homem, e principalmente a Igreja Católica, moveu uma das mais sangrentas perseguições de toda a sua história).

De acordo com Hermínio, "Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite, criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas com Adão". Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela Inquisição. O astrólogo assinala que ali começou a eterna divergência entre o masculino e o feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem.

Bibliografia:
Ferreira, Fernando Mendes (editor). Revista AXÉ, ANO 1 N° 1. Publicação mensal da Ninja Comércio e Distribuidora Ltda., São Paulo/SP. Impressão: Brasiliana. Guaita, Marie Victor Stanislas de.
Le Temple de Satan (le Serpent de la Gênèse). Librairie du Merveilleux, Paris, 1891. Husain, Shahrukh.
O Livro das Bruxas (The Virago Book of Wtiches). Editora Objetiva LTDA, Rio de Janeiro, Brasil. 1995. Melton, J. Gordon.
The Vampire Book. Copyring © 1994 by Gale Research, uma divisão da International Thomson Publishing Inc. Sicuteri, Roberto.
 Lilith, a Lua Negra. Ed. Paz e Terra, 1985. Unterman, Alan.
Dictionary of Jewish Lore & Legend. Copring © 1991, Thames and Hudson Ltd, London.


Texto e Pesquisa de Shirlei Massapust


FONTE ou sitio deste texto - Link

Felicidade, Ser Feliz...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , | Posted on 08:58


( a padeira sorridente, porque sabe amassar o pão!)

e eu, depois de ler este texto - o que se segue - pus-me a amassar pão!!


SÓ DENTRO DE NÓS...

As pessoas falam e buscam A ”felicidade”…
Por, RLP

Toda a gente fala e quer a felicidade…ricos, pobres, ignorantes e cultos, classe média ou alta, aristocratas, marxistas e idealistas…drogados e sóbrios, religiosos e ateus…e até políticos, claro a sua dita e não a do “povo”…mas isso é outra história…


A Felicidade…não sei porque, porque raio, sim digo, por raio a mim essa palavra não me faz nenhum sentido, não tem em mim nenhum eco…nenhuma ressonância… a menor atracção, e sobretudo nenhuma credibilidade…De certo que o meu conceito ou noção de felicidade não é igual à de ninguém neste mundo e isso ainda é mais estranho. Porque será que para mim a Felicidade não me diz absolutamente nada e me enerva e quase me irrita esta alienação de pretender uma coisa que não existe e que nunca existiu a face da Terra e toda a gente se perde à sua procura?

Felicidade…"ser feliz" dizem, quero ser feliz ou sou feliz…mas o que mais se constata é de facto o inverso…a infelicidade…mas não será a infelicidade que todos sentem só e apenas o reflexo de uma procura de algo que não existe e que não existindo ninguém pode encontrar e em nome dessa felicidade inventada e projectada em mil ideias, perde-se isso sim,  A VIDA NORMAL, A VIDA EM SI e as suas nuances e contradições e paradoxos,  só porque um ideal, uma utopia macabra vitimou toda a gente na terra – toda a gente, não, só os “civilizados” - que em vez de acreditar e procurar o sentido Real da Vida, o sentido profundo da vida em si e o seu mistério, a sua grandeza, fazer a sua conexão com a própria natureza e viver a vida tal como ela é, tão imensa e tão bela, procura uma felicidade que nunca existiu, uma felicidade fictícia…isto cheira-me a “esturro”…Quem foi que inventou essa felicidade? Sim, ser feliz, estar contente, estar satisfeito, estar bem, é o que as pessoas mais sonham e anseiam…e quanto mais sonham e anseiam a “felicidade”mais longe estão da realidade e daquilo que nos traz o amor e a paz que é estar e ser AQUI E AGORA, na plena aceitação do que se é e como se é e com o que se tem…Sim, RESPIRAR o prana…sentir o éter, deixarmo-nos envolver por tudo o que nos faz viver e não depende de nada…Essa sim é a VIDA. Sim, porque a “felicidade” e o eu “ser feliz” neste mundo de consumo e alienação depende…da saúde, do par certo, do espaço perfeito, da companhia certa, da mulher séria, da casa ideal, de um casaco de peles, do carro brutal, de roupa de marca, dos filhos engenheiros, do marido rico, da filha bem casada, do sucesso na escola ou da carreira, do dinheiro que se tem, da fama ou do prémio do euro milhões etc.

Digam-me se esta felicidade é incondicional…

Digam-me se esta felicidade é viver apenas a vida sem depender de mais nada para a extrair e assim estar pleno? …digam-me se a felicidade está em cada esquina e em cada dia e no seio da nosso família e se eu tu és feliz sem precisar mesmo de nada e por estares apenas viva? Não, tal não existe, nem nada é mais condicional e condicionante neste mundo do que a tal felicidade tal como o dinheiro…

Então a felicidade é algo que se tem de construir com algo, implica sempre o TER…a felicidade é então TER e Haver…a felicidade não é SER, nem sentir…a felicidade não é “eu sinto-me feliz porque o meu coração bate”…porque respiro o ar…porque estou viva? Não, é: eu sou feliz porque tenho a mulher ideal e se tenho isto ou aquilo ou se isto e aquilo acontecer.

Então que felicidade é essa que garantias tenho de ser feliz se implica Ter e é ter o que toda a gente persegue e não encontra e para isso e pulando mesmo por cima dos outros, reduzindo-os a pó, ou esmagando muita gente à sua volta, e até matando animais homens e crianças e destruindo tudo o que impeça para garantir a sua felicidade, a ambição, o luxo, a ganância e o poder, que é o que os ricos, os mafiosos, os ditadores, os banqueiros e os políticos fazem, tudo fazem para serem felizes e realizados, porque venceram e são “grandes”? E à custa de quem se monta a felicidade de cada um?

Como é que se pode ser tão fútil, tão superficial e pensar nestes termos e viver como máquinas a produzir consumir e a morrer como vermes…

Como é que se pode, num mundo como o de hoje, dizer-se e querer ser feliz porque se tem ou se obtém algo?

…como se não soubéssemos que é tudo uma farsa e uma mentira este sistema de crenças e que somos todos manipulados e explorados nesta sociedade, neste mundo que nos ilude e engana acerca de tudo…e nós sumamente ignorantes e dóceis acreditamos que a Terra é só a sua superfície e que não há extraterrestres e a Lua é vazia e nós pecadores, impotentes e fracos precisamos de psiquiatras e médicos e químicos porque entregamos o nosso poder pessoal nas mãos daqueles que nos prometem a “FELICIDADE”, justamente esses que a inventaram e com ela nos enganam há séculos; sim esses que nos prometeram essa felicidade NA TERRA OU NO CÉU, esse paraiso sempre adiado, e que nos garantiram que ele existe e assim nos desviaram da vida natural e simples…desviaram-nos do nosso centro, do nosso coração, do nosso saber intuitivo, da nossa capacidade individual, da nossa natureza humana e divina…

Sim, eu sei finalmente que é por tudo isto que eu não suporto a ideia, a menor ideia de “felicidade” e que esta palavra me repugna como a maior fraude do último século. E é por causa dessa fraude que não procuramos a Chave da verdadeira vida, do verdadeiro amor, que está inteiro e intacto dentro de nós…e foi mesmo isso que eles, sejam “eles” quem forem, que não quiseram que nós soubéssemos…pois perdiam o controlo da humanidade…então inventaram para nós uma felicidade que nunca existiu…e nós todos como os burros andamos à nora atrás da cenoura…enquanto eles dominam as mulheres, o mundo e a finança!

rlp

A CÂMARA SECRETA...

"As nossas colunas estão rachadas pela base, porque tivemos infâncias difíceis, ou porque fomos parar a uma estúpida de uma incubadora e alguém desligou o interruptor, ou porque foi violado aos 4 anos, ou porque o pai tinha um complexo de autoridade... a pessoa não se esquece! Esta coluna psicológica está toda em ruínas mas se um indivíduo consegue sentir o perfume, atravessar estas malhas todas, isso implica uma câmara. Neste momento ninguém se consegue perceber a si próprio se não for para dentro de uma cápsula."
Por, A.L.A.

Object Man - Man as Object

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , | Posted on 21:16


Homem – Objecto
[ Filho da Solidão que não sabe ]
Autor: NãoSouEuéaOutra 
      

Não se ouve o grito do “homem-objecto”. Coração de ''ventre'' vermelho calado. Arranca com força a palidez do tempo que o consome. Cruza a fachada do olhar e sabe-a frágil; por sabê-la, deposita os demónios da solidão em vasos de barro. Devora-se a si mesmo nas noites e nos dias, quando à parede deita a sua cabeça aos sonhos que nunca o castigarão. Rosários pendurados na parede são a moda que escolheu seguir e por detrás deles o dogma tenta fazer rendas para o tornar mais surdo. Filho do pai e para o pai. Sem costela de mãe.


Acolhe o ser objecto que morre na lentidão do sofrimento e na velocidade do corpo que decai. Máquina da tribo, joga as emoções no vale da conquista e sabe-lhe bem o jogo com que engendra a sedução aos beijos de quem sabe que a solidão não partirá. Brinca e desgasta-se e ainda assim insiste e diz: «Tu que me fitas, não o sabes !!! – digo-te. A noite corre-me nas veias. Bebo os luares gastos e ilusórios. Teço fragrâncias subalternas – alternas. Sou fétiche do olhar, da carne... dos sentidos… Beijo bocas tão vazias quanto a minha, e faço-o pelo prazer de me esquecer na solidão que não sei !!!»…

Escrito a, 29 de junho de 2007



Angels and Demons

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 17:52



Estando sentada, com um caderno simples na mão, e nem sei a que propósito, surgiram-me estas palavras e que logo me apressei a escrever:

«Todos se defendem como Anjos e todos acusam os Outros como Diabos

 Uns minutos depois, repensei a tirada que '' fiz '' para o ar e que agarrei e colei nas linhas do caderno.  Porventura, estas palavras, foram de alguém mais sábio que resolveu habitar por estes dias dentro de mim.

Assim, deste repensar, nasceu uma critica de alerta a mim mesma:

«Eu digo, de Anjos todos aguentam, e pior que os Diabos dos Outros, são os meus próprios Demónios que me comem à boca cheia. Não importa que os envie para o Tártaro pela negação, posto que cedo ou tarde, eles encontrarão uma brecha e virão comer à dentada como animais ferozes! Aí, nem Anjos ou Diabos poderão nos salvar. Já estaremos Mortos, ainda que respiremos.»





Quando me ler, repare se sou um Anjo ou um Diabo... depois, olhe para si e veja quem é o diabo que em si, está criticando-me e porquê? O que teme em mim? Não terá, a sua pessoa humana,  essa mesma faceta em algum gavetão da sua personalidade e numa outra área e que não assume e por isso entra em choque comigo? Lamento ser um espelho tão próximo do real. 
Dizem que nem todos são espelhos límpidos e nem todos podem fazer esse papel, já que ele é por vezes ingrato. Eu, por exemplo, não o escolhi em consciência e por conta de tal, estou sempre partindo a cabeça e o coração, a mim mesma!
imagens do filme ''Anjos e Demónios''

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...