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Marquês de Sade - Uma Visão Psicanalítica da Perversão

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 20:00


Marquês de Sade

Claro, o universo romanesco de Sade é povoado por grandes feras libertinas — Blangis, Dolmancé, Saint-Fond, Bressac, Bandole, Curval, Durcet —, mas em nenhum momento estes reivindicam qualquer filosofia do prazer, do erotismo, da natureza ou da liberdade individual. Muito pelo contrário, o que põem em ação é uma vontade de destruir o outro e se autodestruir num transbordamento dos sentidos. Em tal sistema, a natureza é claramente reivindicada como fundamento possível de um direito natural, mas sob a condição de que seja apreendida como a fonte de todos os despotismos. A natureza no sentido sadiano é atormentada, passional, excessiva, e a melhor maneira de servi-la é seguir seu exemplo. Sade distorce então o Iluminismo numa “filosofia do crime e a libertinagem numa dança da morte”. 

Contra os enciclopedistas, que tentam explicar o mundo pela razão e por uma exposição dos saberes e técnicas, Sade constrói uma Enciclopédia do mal fundada na necessidade de uma rigorosa pedagogia do gozo ilimitado. Eis por quê, ao descrever o ato sexual libertino — sempre fundado no primado da sodomia —, compara-o ao esplendor de um discurso perfeitamente construído. Ou seja, a princípio, o ato sexual perverso, em sua formulação mais altamente civilizada, e mais sombriamente rebelde — a de um Sade ainda não definido como sádico pelo discurso psiquiátrico —, é um relato, uma oração fúnebre, uma educação macabra, em suma, uma arte da enunciação tão ordenada quanto uma gramática e tão desprovida de afeto quanto um curso de retórica

O ato sexual sadiano não existe senão como uma combinatória cuja significação excita o imaginário humano: um real em estado puro, impossível de simbolizar. O esperma — ou melhor, a “porra” — fala nesse caso em lugar do sujeito. “Na posição em que me instalo”, diz Dolmancé a Eugénie no momento em que esta é “agarrada” por Madame de Saint-Ange, “minha vara está rente às suas mãos, senhora. Faça a mercê de masturbá-la, por favor, enquanto chupo esse cu divino. Enfie mais a língua; não se limite a lhe chupar o clitóris; faça essa língua voluptuosa penetrar até a matriz: é a melhor maneira de apressar a ejaculação da sua porra.”



 Elisabeth Roudinesco (1944, Paris) ativa participante da vida social e política de seu país, a autora defende o potencial emancipador da psicanálise e relativiza o tratamento individual, que considera conservador.
Também condena a cultura farmacológica e defende o uso de medicamentos apenas como auxílio no tratamento através da palavra. É autora de mais de vinte livros, entre os quais os dois volumes da História da psicanálise na França (1994), o Dicionário de psicanálise (com Michel Plon) (1997), o ensaio A família em desordem (2002) e O paciente, o terapeuta e o Estado (2004), entre outros.


Parte - 3: Os Manipuladores do Amor

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 17:44



Se as Palavras Pudessem Matar...

(...) o manipulador(...) (...) O objectivo dele continua a ser caluniar-nos, culpabilizar-nos, fazer-nos perder a noção da realidade, fazer-nos zangar, deixar-nos sem escolha, criar um sentimento de insegurança... destabilizar-nos. Este procedimento permite que o manipulador readquira um simulacro de controlo sobre a discussão. Aliás, acaba muitas vezes por concluir que «você está a criar uma tempestade num copo de água»!
O modo de percepção do manipulador e os seus processos cognitivos são perturbados no sentido patológico do termo. Você nunca deixará de se interrogar sobre a irracionalidade do raciocínio deste parceiro. A comunicação perde o seu sentido. É pervertida para se transformar numa arma de controlo e de poder sobre nós.
Uma das minhas amigas enfermeiras no campo psiquiátrico foi literalmente vampirizada por um amante manipulador perverso (para mais ginecologista). Na altura do seu intercâmbio amoroso, ele murmurava-lhe de maneira repetitiva: «Terei a tua alma.» Quase que o conseguiu, pois ela teve que ser hospitalizada por várias vezes por causa de uma astenia inexplicável... Ela própria, na ocasião, não compreendia o que tinha. (...) (...) Deixa portanto o domicilio e vai refugiar-se em casa dos pais. (...) (...) No entanto, mesmo três anos depois guardará as sequelas. Acordará às 4 h da manhã, hora à qual « o homem que queria a alma dela» tinha o hábito de acordar para ter relações sexuais. 
O Impacto psicológico das palavras é fenomenal.  Pequenas palavras podem traduzir uma grande violência. Ressoam em nós como o faria uma martelada sobre a nossa cabeça.  (...)

(...) O manipulador não relativiza. Utiliza abundantemente as palavras «sempre», «nunca», «de todas as maneiras», «nada», «tudo», «esquece», «nulo», etc... As suas maneiras de pensar são da categoria do «tudo ou nada» (cognições dicotémicas), por exemplo: se não for perfeito será portanto nulo. (...)

(...) O manipulador apressa-se (...) qualificá-lo de «susceptível», de «hipersensível», de «paranóico» ou de «desprovido de humor». A troça parece excitar muito as personalidades narcísicos, salvo se esta for dirigida contra eles, é claro!
Depreciar outra pessoa implica um objectivo paradoxal: a gratificação pessoal do manipulador ou do perverso. Entre todas as expressões desvalorizontes, citemos alguns exemplos retidos pelas testemunhas: « És uma mulher fácil, uma ordinária, ou ainda uma puta.» As insinuações («se falhaste a tua vida antes, há-de ter sido por algum motivo»), os juízos definitivos («Pobre impotente! », «Covarde!», «Não és uma boa mãe»), as perguntas irónicas («Como é que se pode ser tão estúpido?» e as alcunhas maldosas (» a gorda» sucedem-se, sempre parecidas! ( A Lista é comprida!)
Conhecemos a incidência catastrófica das depreciações regulares dos pais sobre a evolução da criança. frases do estilo «És uma nulidade! Que vamos fazer contigo?» poderão dar completamente cabo de uma criança. O efeito é do mesmo modo devastador no adulto, pois o que foi construído poderá ser destruído em alguns anos. o assédio psicológico é de uma violência inaudita. (...)

(...) o manipulador, em geral, torna-nos a dianteira suspeitando de que somos doidos ou frágeis. Sugere-nos que consultemos um psiquiatra para nos tratarmos.  Esta última injunção não é evidentemente um pedido motivado pela preocupação de melhorar as relações mútuas, ainda menos uma crise  de inquietação quanto a verdadeiras perturbações psicológicas que nos digam respeito.  Trata-se antes de uma nova forma de nos desvalorizar. Segundo ele ou ela, você é tão nulo, você é tão louco!!(...)

(...) «Podemos avançar que o perverso, que virou mestre no manejo da realidade, é também um especialista na destruição da dimensão subjectiva no outro

Isabelle Nazare- Aga

Grafismo David Ho

Ver os outros trechos da autora:


Irresponsáveis RESPONSABILIDADE

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 11:02



Os Irresponsáveis, queixam-se que as Vitimas se queixam; e que existem Vitimas! Um Responsável não Fabrica Vitimas. Sabe atempadamente como comunicar sem causar alarmes e medos e estresses que venham a pôr em causa a sanidade de uma pessoa. Tem Mestria no seu Conhecimento e Autoridade, e por isso, RESPONSABILIDADE, que é muito diferente do exercer Poder (através do seu Conhecimento). 
As vítimas nascem do mau uso do conhecimento desses '' Responsáveis '' e da necessidade que têm de poder sobre o outro, e de inocular a sua doutrina, e o que eles acham que as pessoas têm de ser ou de fazerem, e acabam por confundir e fragmentar ou alienar as pessoas e afastá-las da sua natureza.

Uma observação, nem toda a Vítima é um Masoquista - como refere Isabelle Nazare - Aga, a partir de estudos efectuados. Porque Masoquismo é um comportamento activo da própria pessoa em busca de sofrimento activo, e portanto, sente prazer sob essa condição. Ela mesma busca tudo o que provoca sofrimento, e por isso não é necessariamente uma Vitima, porque segundo a autora, o Masoquista têm muito poder onde exerce o seu comportamento. Um verdadeiro Masoquista não procura cura, e nem levanta a questão de perguntar ou saber se o é. Um Masoquista quer mesmo sofrer e não procura cura ou entender o que se passa consigo; uma vítima não procura sofrimento e não quer sofrer, se assim fosse, não fugiria de situações que lhe provocam angústia, de pessoas que desestabilizam, de pessoas que são manipuladoras...
Ser Masoquista é uma escolha consciente, tal como ser Manipulador... ser vítima, não é uma escolha. Ela não diz « agora vou ali, e vou ser vítima das circunstancias! », como se fosse fácil decidir ser Vitima, como quem veste uma camisa.



Abaixo, um trecho de um livro de Alice Bailey sobre A Responsabilidade

(...) Meios e modos de controlar poderosas energias foram inventados pelo homem durante os últimos séculos e foram entregues ao conhecimento de qualquer um que tivesse capacidade intelectual para memorizar certos tipos de dados e seguir, atentamente, receitas fornecidas para a aplicação desse conhecimento científico público. Contudo, o cientista e o inventor de técnicas e máquinas não se sentem, de modo algum, responsáveis pelo uso que poderá ser dado ao conhecimento que divulgam. E nem os líderes de uma nação assumem qualquer responsabilidade pelo que as pessoas por eles conduzidas ou governadas fazem com o que é colocado nas mãos do público.
O homem moderno é uma pessoa que usa indiscriminadamente os produtos de um conhecimento do qual ele não tem nenhuma compreensão vital e humana e sobre cujo propósito fundamental e valor primário ele nem sequer interroga. Em primeiro e em último lugar o homem moderno está interessado na técnica. (...)

(...) Distribuir conhecimento, sem ter o cuidado de verificar se poderá ser assimilado por aqueles a quem é dado, e se - uma vez assimilado - terá uma pequena probabilidade de ser proveitoso para a integração pessoal ou do grupo, é deixar de assumir a responsabilidade por esse conhecimento. Seguir o caminho do intelecto, não o caminho da sabedoria, divorciar o pensamento analítico do viver integral; a intelectualidade, dos valores morais; o cérebro, do coração.(...)

(...) O que é fatal é a confusão advinda do uso irresponsável e vagamente bem-intencionado do conhecimento, do manejo dos instrumentos e das técnicas por mentes desprovidas de maturidade moral, sem a compreensão básica da natureza humana e do seu desenvolvimento cíclico, sem a percepção dos resultados fatais que poderão causar uma informação descuidada, imprecisa ou incompleta, ou dada num momento impróprio. (...)

(...) Antes de receber seu diploma, um médico deve fazer o juramento de Hipócrates. Ele é incumbido, pela tradição, pela lei e pela pressão moral, a usar seu conhecimento para o bem e com espírito de auto-sacrifício. (...) E isso significa um profundo aumento de responsabilidade. (...)

Alice Bailey


«Quem sabe usar o seu Conhecimento em Prol dos Outros, não faz Vítimas ou queixosos!!» 

Grafismo David Ho

Parte - 2: Manipuladores do Amor e Não só, de Pessoas também.

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 15:52


Os Manipuladores e o que eles fazem sobre aqueles a quem exercem o seu Poder


(se você, começa a ter certas inflamações, não dormir, certas infecções, certas dores, a cabeça demasiado ocupada com as coisas do outro... tenha certeza que está sendo objecto de uma manipulação, mesmo que não tenha consciência disso. Há uma força exterior por parte dos manipuladores que está sendo exercida sobre si, e que está drenando o seu poder. Saiba que quanto mais se alimenta o manipulador, mais exigente ele se torna e em algumas situações, eles se tornam extremamente agressivos. O Manipulador quer o controle total da sua psique e torná-la naquilo que ele deseja.
Saiba que o corpo é um Mestre em detectar fraudes.  O corpo quer sempre o seu  bem, porque isso quer dizer-lhe que há ou está diante de um perigo que não está sendo claro para si. Imaginemos que você está perto de uma pessoa, e a partir de certo momento você começa adoecer, uma infecção aqui, e acolá... um peso no seu corpo, uma astenia. Isso é sinal que há uma manipulação sobre você. Porque o que é certo na vida, não causa doenças, não fragmenta a sua psique e não distancia você mesmo de quem é!. Um Manipulador alimenta-se psiquicamente, drenando a energia do Outro. Os esquemas que ele usa, quando apanha a sua fragilidade, são dos mais diversos tipos. Um Manipulador, nunca assume que é Manipulador... só muito excepcionalmente algumas pessoas o fazem!! Saiba que um Manipulador nunca deixa a pessoa a quem manipula numa situação organizada, estável, equilibrada. Eles tratam de destruir tudo até ao último momento. Manipuladores não se curam, só quando lhes sair um pior que eles... eles estudam as presas ao longe, e não querem muita conversa. Um manipulador é um estrategista. Quer o Poder Absoluto nas mãos, mesmo que lhe dê tudo e faça tudo, creia que é o exercício de um determinado Poder, o de você passar para as mãos dele o seu poder pessoal. Por fim, irá dizer que você é uma fraca, não presta para nada (não importa o que seja, ele tratará de ser violentamente depreciativo verbalmente... tudo isto depois de lhe ter drenado a força e a concentração!!).



Vamos aos Trechos do Livro de Isabelle Nazere-Aga, que caiu-me há dias nas mãos, numa feira do Livro.



(...) Por  «lesões psíquicas» traduz-se primeiramente em sintomas físicos. Se a lesão moral perdurar, esses sintomas intensificar-se-ão, instalar-se-ão em permanência e organizar-se-ão em síndromas, isto é, em doenças. São «os sinais de stress». E por uma boa razão: o manipulador é um dos maiores agentes relacionais de estresse! (...)

(...) Um simulacro de compaixão poderá no entanto atravessá-lo quando uma pessoa que não seja você estiver em dificuldade. É aliás capaz de empregar todos os esforços para tratar de alguém que tem o mesmo problema de saúde que você já teve. A diferença entre você e essa pessoa? Você não teve direito a nenhuma consideração da parte do seu conjugue, negligenciou-a e trata agora com mil cuidados outra pessoa. O manipulador dá assim uma boa imagem de si próprio e poderá fazer acreditar aos estranhos que a condição da humanidade o comove ao mais alto grau! assim, poderá militar para a Amnistia Internacional ou a Cruz Vermelha, e ser um verdadeiro tirano na sua vida privada. (...)

(...) O Manipulador é dotado de um talento inegável para inverter as situações. É-lhe fácil modificar com convicção o que afirmava há alguns dias, algumas horas, ou até alguns minutos atrás!  (...) Mesmo na presença de testemunhas, o manipulador é capaz de negar com unhas e dentes qualquer contradição evidente. (...) Decerto, a MENTIRA, faz parte das características dos manipuladores. O que não quer dizer que mintam a torto e a direito. Podem FALSIFICAR OU OMITIR UMA PARTE DA VERDADE. Não se trata de um «esquecimento» mas de uma desinformação voluntária. Ainda aqui, se descobrirmos a verdade, eles tentarão inverter a situação para nos convencer de que as nossas provas não são provas.!  (...)
(PREGAR O FALSO PARA SABER O VERDADEIRO é uma táctica do manipulador posta em acção para vigiar. A prática corrente consiste em transformar uma suposição em afirmação ou em fazer uma pergunta incluindo um elemento erróneo. «A tua irmã fez bem em vender o carro a teu irmão.» «Ela deu-lhe o carro, não o vendeu
A jogada está feita. O manipulador queria saber se o irmão tinha bastante dinheiro para comprar um carro em segunda mão. A verdadeira pergunta fica tanto melhor encapotada quanto mais a conversa for despreocupada e positiva. Esta forma de comunicação obriga-nos a descodificar constantemente o significado subjacente das suas formulações verbais, mas também dos seus aspectos não verbais (mímicas, tons de voz, olhares, atitudes, silêncios e etc...). ESGOTANTE!
O Manipulador não dialoga. Monologa sobre as suas ideias preconcebidas. Está persuadido de que está de posse de toda a informação sobre o assunto que estamos a discutir: uma maneira sonsa de não ter que discutir inteligentemente. (...)
(...) O Manipulador enuncia as suas ideias como se tratasse de verdades universais.É capaz de inventar provérbios. É mestre na arte de FAZER DESLIZAR UMA FRASE do particular para o geral. O discurso dele parece lógico...(...) (...) A utilização de princípios morais e de generosidades que podem ser inteiramente criados permite que o manipulador evite a responsabilidade de um juízo pessoal. Assim se ele pronunciar a frase«Não nascem gatos dos cães» observando a crise de cólera do seu filho (que é também o dele!), é bem evidente que a mensagem se dirige a si. O reparo é tanto mais estúpido quanto a cólera das crianças não tem nada de hereditário. Mas todos os pretextos são bons para atacar.
Os princípios, as máximas e os provérbios que ele emprega são intermutáveis conforme o contexto e conforme o que lhe der jeito.  Por exemplo, um dia ele utiliza o provérbio «s que se assemelham procuram-se» para nos brindar com o seu oposto alguns dias mais tarde:«Os contrários atraem-se».
Para nos destabilizar, o manipulador poderá fazer uso de uma boa dose de sofisticação no vocabulário e nas formas sintáxicas. Quanto mais as palavras forem eruditas, a sintaxe for retorcida, menos compreendemos o que ele diz.  (...)
Isabelle Nazare-Aga 
Formada em  Psicomotricidade, Terapias Comportamentais e Cognitivas e em Programação Neurolinguística-

Parte - 1: Manipuladores do Amor (nem se mostram, só muito mais tarde)

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 21:52




MANIPULADORES

Quem é que não conheceu já um verdadeiro manipulador? Os traços estão lá desde o início de forma tão subtil. Só mais tarde, eles mostram o verdadeiro veneno de que são feitos. Eles isolam de forma discreta e silenciosa as pessoas que manipulam.


« CADA UM TEM A SUA DEFINIÇÃO DO AMOR. MAS A MAIORIA DAS PESSOAS está de acordo num ponto: o amor que o outro nos tem deverá elevar-nos, fortalecer-nos, estimular o que houver de mais vivo em nós, fazer emergir o que houver de melhor em nós... O amor que o outro nos tem deverá contribuir para fazer crescer o amor que nós temos por nós mesmos. E não o inverso.

Você Encolhe como uma Planta... Murcha.

«Eu era Achincalhada em permanência», diz-nos Diane.

(...) o manipulador perverso (...) O seu pensamento não é criador: é estratégico. (...) Não sente culpabilidade e não tem nenhum escrúpulo. Aliás, ele não duvida: afirma.  A sua megalomania impede-o de respeitar os limites de outrem e até de ter confiança nos outros.  Diverte-se a provocar o constrangimento utilizando termos sexuais, muitas vezes sem disfarce e grosseiros.  (...)
A perversão sexual é efectivamente uma componente muitas vezes presente nos perversos. (...)
(...) O laço amoroso que se cria com um manipulador parece diferente no homem e na mulher. (...)
(...) O homem manipulador poderá apresentar-se como um ser encantador e simpático. Mas também se poderá ter uma impressão totalmente inversa dele, impressão que ocasionará repulsa. Só que esta não dura! (...)

(...) O Manipulador seduz enganando o outro sobre a sua natureza verdadeira. A sua finalidade não é amar o outro e dar, mas sim prender o outro numa armadilha por meio de gestos, atenções, palavras e acessórios atraentes que deixam prever um futuro muito agradável, e até ideal. Uma vez que o manipulador tenha conseguido exercer o seu domínio sobre o outro e que esse outro esteja completamente subjugado, enfeitiçado, estas atitudes desaparecerão imediatamente, o que é profundamente destabilizante para o novo parceiro. Estas «coisas lindas» apenas tornarão a aparecer na presença de um público, e só se o manipulador tiver interesse nisso.
A sedução baseada na mentira e no engano é portanto uma manipulação. vigariza o outro sem que ele saiba. Falta ética ao manipulador. No entanto, há nele a característica de fazer acreditar por algum tempo que a tem, como toda a gente! (...)

(...) Todos os testemunhos de vitimas de um manipulador mostram que as atitudes do príncipe mudam radicalmente quando um acontecimento compromete os protagonistas do casal, como: Gravidez ou primeiro filho; vida debaixo do mesmo tecto... (...)

(...) Para um manipulador, o casamento é apenas uma marca: a do fim do processo de sedução e a do inicio da segunda parte da fase de dominação. Os esforços de sedução efectuados até essa altura desmoronam-se com rapidez vertiginosa!! (...)

 (exemplo: deixam de jantar em casa; retornam a altas horas da noite; os amigos são mais importantes do que a esposa dentro de casa à espera...)

(...) Uma das caracteristicas das persoanalidades manipuladoras é a versatilidade ( ser versátil = ser instável, inconstante). Mudar de opinião é uma coisa que nos acontece a todos: não se trata no entanto de uma manobra. Admitimos que acabamos de mudar de ideia e somos capazes de explicar os motivos que nos levaram a agir daquele modo. Os manipuladores, esses, nunca confessam que mudaram de opinião. Não hesitam um segundo em acusá-lo de inventar uma versão que eles ignoram totalmente. Juram que nunca disseram tal coisa! (...) (...) O manipulador não confessa, nega as evidências...(...)
(...) o «desinteresse afectivo». Essa verdade, nunca será revelada por um manipulador...(...) Se você exprimir as suas dúvidas sobre a fidelidade dele, insurgir-se-á tratando-a de louca ou acusando-a de o estar a enganar a ele! (...)

(...) A possibilidade de um verdadeiro diálogo com um mentiroso é um logro. Faça a experiência e verá. Tenha confiança naquilo que observa e nesses factos estranhos que o fazem sofrer... Aprenda a detectar as contradições entre o discurso e os actos do outro.  (...)

(...) PARA EXERCER MELHOR O SEU PODER, O CÔNJUGE MANIPULADOR TENTA, POR meios subtis e progressivos (nem se dá conta disso, de tal forma é o jogo subtil) eliminar de entre os que convivem consigo aqueles que possam representar um perigo para ele, isto é, um contrapoder: médico, psicoterapeuta, mas, sobretudo os seus amigos e alguns membros da família. Ele não o interdiz abertamente, mas irá sugerir-lhe que não fale com ninguém «dos vossos problemas como casal, que não interessam a estranhos». (...) Esse mesmo que reforça uma outra impressão: a de que não acreditarão em si e não o irão compreender.  O manipulador irá afastando os que lhe são mais chegados para observar em seguida que ninguém se interessa suficientemente por si!!! Todos os manipuladores odeiam as raras pessoas que convivem consigo e que compreendem imediatamente com quem têm de lidar. A sua raiva duplica-se contra aquele que seria capaz de lhe abrir os olhos logo na fase de tomada de posse. (...)

(...) Como procede um manipulador para afastar os outros de si ou vice-versa:  permanece em silencio; aparenta não estar interessado em nenhuma conversa; retira-se; mostra-se impaciente... Pelo contrário, poderá mostra-se sorridente e encantador logo que os presentes lhe dêem a ocasião de ser admirado. Depois, na intimidade, a máscara cairá: as criticas sobre uns e outros multiplicar-se-ão....(...)

(...) os amigos (...) eclipsaram misteriosamente (...)

[ lembre-se, o manipulador faz-se de simpático para todos os que estão no exterior, ocultando a sua verdadeira personalidade do ambiente doméstico. Por isso ele diz que os outros, se for dizer a quem quer seja de fora, que vão gozar ou dizer que está louca... é tudo um jogo do manipulador, e este não tem Cura!! Um manipulador nunca se cura!!! *]

(...) manipulador perverso e consciente. Uma espécie de predador extremamente perigoso. Os manipuladores são decerto indivíduos nefastos(...) a maioria dos perversos tem perfeita noção consciência dos seus actos. Reduzem o cônjuge a nada. Fazem constantemente «testes» para verificar onde se encontra o ponto de ruptura do outro. Até onde pode um individuo suportar a desvalorização, a humilhação e a degradação progressiva? Os perversos gozam com esse espectáculo. A sua razão de ser: tomar o poder e possuir o outro. Estão muito sequiosos da nossa alma e têm fome. Muita fome. (exemplo: tenho fome de ti, dizem!!)


(...) A mentira, tanto de um lado como do outro, é o seu anteparo. Detesta ser apanhado em flagrante e poderia tornar-se violento no caso em que lhe mostrassem a prova. (...)


NOTA: Irei acrescentar mais trechos do livro que estou a ler de Isabelle Nazare-Aga.


Isabelle Nazare-Aga 
Formada em  Psicomotricidade, Terapias Comportamentais e Cognitivas e em Programação Neurolinguística-

D'origine Québécoise, elle est née cependant à Paris. Perse par son grand-père paternel (Nazare-Aga Khan), son père était conseiller financier en placements boursiers, sa mère kinésithérapeute, formée aux psychothérapies émotionnelles et à la sophrologie. Ses parents ont divorcé lorsqu’elle avait 8 ans. Elle a un frère. Elle passe son bac scientifique à 16 ans et demi puis entre à la faculté de médecine de la Pitié-Salpêtrière pour devenir psychomotricienne. Elle suit parallèlement des études de thérapie comportementale et cognitive. Elle est diplômée d’État en psychomotricité de la faculté de médecine de la Salpêtrière et également sophrologue et praticienne en programmation neuro-linguistique. Depuis 1990, elle exerce en cabinet libéral. En 1997, elle reprend les études en Faculté de médecine pour préparer le diplôme universitaire de stress et traumatismes majeurs (victimologie).

SEXO ENTRE MULHER E HOMEM: O QUE É ISTO?

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 20:04

 Um texto, sobre um assunto que os homens não querem falar, e que, as mulheres não contam às filhas. Leia duas vezes no mínimo para perceber, já que à primeira poderá ter um choque e retalhar a informação.Um texto que está a ser bastante difundido, tanto por homens como por mulheres.


— O lado diabólico da posição servil das mulheres é que ele não parece ser simplesmente um ditame social — disse ela —, mas um imperativo biológico fundamental.

— Espere um momento, Clara — protestei. — Como você chegou a essas conclusões?

Ela explicou que cada espécie possui um imperativo biológico para perpetuar-se, e que a natureza proporciona instrumentos para assegurar a fusão das energias masculina e feminina da maneira mais eficiente. Disse que, na esfera humana, conquanto a função primordial da relação sexual seja a procriação, ela também tem uma função secundária e velada, que é assegurar o fluxo contínuo de energia das mulheres para os homens.

Clara enfatizou tanto a palavra "homens" que tive de perguntar:

— Por que você diz isto como se fosse uma avenida de mão única? O ato sexual não é uma troca uniforme de energia entre homem e mulher?

— Não. Negou ela enfaticamente. — Os homens deixam linhas energéticas específicas dentro do corpo das mulheres. Assemelham-se a tênias luminosas que se movimentam no interior do útero, sugando energia.

Isso me parece definitivamente sinistro — comentei ironicamente.

Ela prosseguiu com sua exposição em total seriedade. Elas são colocadas ali por uma razão ainda mais sinistra — falou, ignorando minha risada nervosa —, que é assegurar o suprimento constante de energia para o homem que depositou essas linhas energéticas. Estas, estabelecidas através da relação sexual, recolhem e roubam energia do corpo feminino, a fim de beneficiar o homem que as deixou ali.

Clara falou com tanta certeza que não consegui gracejar e tive de levá-la a sério.

— Não que eu aceite por um instante sequer o que você está dizendo, Clara — falei —, mas, só por curiosidade, como chegou a uma conclusão tão despropositada? Alguém lhe falou disso?

— Sim, meu mestre me falou a respeito. A princípio também não acreditei nele — admitiu ela —, mas ele também me ensinou a arte da liberdade, o que significa que aprendi a ver o fluxo da energia. Agora sei que estava certo, pois posso ver os filamentos semelhantes a vermes nos corpos femininos. Você, por exemplo, possui vários deles, todos ainda ativos.

— Digamos que seja verdade, Clara — concedi, inquieta. — Apenas para continuar com o debate, permita-me perguntar-lhe por que isto seria possível? Este fluxo de mão única da energia não seria uma injustiça com as mulheres?

— O mundo inteiro é injusto com as mulheres! — exclamou ela. — Mas o problema não é esse.
— Qual é o problema, Clara? Acho que não percebi.
— O imperativo da natureza é perpetuar nossa espécie. Para assegurar isto, as mulheres têm de carregar um fardo excessivo em seu nível energético básico. O que significa um fluxo de energia que sobrecarrega as mulheres.
— Mas você ainda não explicou por que deve ser assim — insisti, já começando a oscilar com a força de suas convicções.
— As mulheres são o alicerce para a perpetuação da espécie humana — replicou Clara. — Grande parte da energia provém delas, não apenas para gestar, dar à luz e nutrir sua prole, mas também para assegurar que o homem represente seu papel em todo esse processo.

Clara explicou que, teoricamente, esse processo assegura que a mulher alimente seu homem energeticamente através dos filamentos deixados por ele dentro do seu corpo, de modo que o homem se torna misteriosamente dependente da mulher em nível etérico. Isto fica claro na atitude evidente do homem que retorna repetidas vezes para a mesma mulher, a fim de manter sua fonte de sustento. Deste modo, disse Clara, a natureza possibilita aos homens, além do impulso imediato de gratificação sexual, estabelecer vínculos mais permanentes com as mulheres.

— Esses filamentos energéticos, deixados nos úteros das mulheres, também se fundem com a composição energética do filho, caso ocorra a concepção — acrescentou Clara. — Este pode ser o rudimento dos laços familiares, pois a energia do pai se funde com a do feto e permite ao homem sentir que o filho é seu. Estes são alguns fatos da vida que a mãe nunca conta à filha. As mulheres são criadas para serem facilmente seduzidas pelos homens, sem terem a menor idéia das conseqüências do ato sexual em termos do escoamento energético produzido em cada uma delas. Esta é minha opinião e é isto que não é justo.


A Travessia das Feiticeiras, de Taisha Abelar

Energia feminina é o amor

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 18:10


" E, vós mulheres, preocupastes-vos mais em igualar essa energia masculina"...

(...)
"Todas as mulheres que neste momento estão no planeta terra, têm uma função muito importante. Não é em vão, que a população é maioritariamente feminina, e não é em vão, que o planeta está a receber, maioritariamente, a polaridade da energia feminina.
A tradição cultural do planeta, a energia masculina predominou e foi utilizada de modo desequilibrado, foi utilizada através do poder, foi utilizada através da força.
Manifestou-se através de actos violentos, impôs no seio da família, a autoridade masculina.
Gerou profundos desequilíbrios, dores, dificuldades de relação, separação entre as famílias, separação entre os casais, separação entre os pais e os filhos, separação entre os amigos, separação!
E, vós mulheres, preocupastes-vos mais em igualar essa energia masculina, do que utilizar a vossa verdadeira energia, o vosso verdadeiro poder. Entendestes mal a vossa missão, não por culpa vossa, mas porque esse foi o sistema implantado, pelo uso desequilibrado da energia masculina.
Mas é o momento de parardes e é o momento de agirdes, de acordo com a vossa verdadeira essência. A energia feminina é o amor, a energia feminina é doce, é tranquila, é conciliadora, não é autoritária."
(...)
(autor desconhecido/a?)

Freud e a Mulher

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 18:07

A grande questão…para a qual ainda não consegui resposta, apesar dos meus 30 anos de investigação sobre a mente feminina, é: O que quer uma mulher?" - Freud


QUALQUER HOMEM VERDADEIRAMENTE INTELIGENTE NÃO DEVIA FALAR DE E PELA MULHER como se dela soubesse alguma coisa. É que não sabe...tal como Freud o afirmou.
Este hábito secular do homem achar que pode discorrer sobre a mulher tal como o fizeram psicólogos e psiquiatras ou filósofos...é uma asneira crassa. Ainda hoje as mulheres pensam que são aquilo que os homens disseram e escreveram sobre elas...
UM HOMEM DE HOJE E VERDADEIRAMENTE INTELIGENTE DEVIA DEIXAR A MULHER FALAR POR SI...devia aprender a ouvir a mulher...a nova mulher...saber dela e não falar dela de cor...porque leu um livro doutro homem que falava de mulheres...

rlp

BRUTAL - VIOLENTO este texto

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 17:14


Este texto abaixo, e que vem sendo disseminado em grande escala pela Internet, é mortífero... e sim, é INJUSTO!!! Isto é  GRAVE!!! 


O Ciclo dos Sete Anos - trecho do livro A Voz do Espirito
Por: João Márcio

Gente, a seguir trago esse trecho do meu livro, que tem causado reações adversas. Fruto  de minhas experiências mas sei que todas as informações recebidas não tem caráter de verdade absoluta, por isso, coloco para uma análise sensata.


Cap. 5

O ciclo dos sete anos
[...]Poeta: - no caso da prostituição. Algo mais pernicioso acontece. No livro Travessia das Feiticeiras, Taisha Abelar explica: O ato sexual não é uma troca uniforme de energia entre homem e mulher. Pelo imperativo social e biológico, os homens deixam linhas energéticas específicas dentro do corpo das mulheres. Assemelham-se a tênias luminosas que se movimentam no interior do útero, sugando energia. Depois da relação sexual, pequenos corpúsculos ficam dentro da mulher. Elas são colocadas ali por uma razão ainda mais sinistra que é assegurar o suprimento constante de energia para o homem que depositou essas linhas energéticas. Estas, estabelecidas através da relação sexual, recolhem e roubam energia do corpo feminino, a fim de beneficiar o homem que as deixou ali.

Prostituta: - horrível saber disso. Digamos que seja verdade. Apenas para continuar com o debate, permita-me perguntar-lhe por que isto seria possível? Este fluxo de mão única da energia não seria uma injustiça com as mulheres?

Poeta: - O mundo inteiro é injusto com as mulheres! Mas o problema não é esse.

Prostituta: - Qual é o problema? Acho que não percebi.

Poeta: - O imperativo da natureza é perpetuar nossa espécie. Para assegurar isto, as mulheres têm de carregar um fardo excessivo em seu nível energético básico. O que significa um fluxo de energia que sobrecarrega as mulheres. As mulheres são o alicerce para a perpetuação da espécie humana. Grande parte da energia provém delas, não apenas para gestar, dar à luz e nutrir sua prole, mas também para assegurar que o homem represente seu papel em todo esse processo. Esse processo assegura que a mulher alimente seu homem energeticamente através dos filamentos deixados por ele dentro do seu corpo, de modo que o homem se torna misteriosamente dependente da mulher em nível etérico. Isto fica claro na atitude evidente do homem que retorna repetidas vezes para a mesma mulher, a fim de manter sua fonte de sustento.

Médico: - nunca tinha lido algo sobre o assunto. Fascinante.

Poeta: - Esses filamentos energéticos, deixados nos úteros das mulheres, também se fundem com a composição energética do filho, caso ocorra a concepção. Este pode ser o rudimento dos laços familiares, pois a energia do pai se funde com a do feto e permite ao homem sentir que o filho é seu. Estes são alguns fatos da vida que a mãe nunca conta à filha. As mulheres são criadas para serem facilmente seduzidas pelos homens, sem terem a menor idéia das conseqüências do ato sexual em termos do escoamento energético produzido em cada uma delas. Esta é minha opinião e é isto que não é justo.

Prostituta: - e como fica a minha situação? Quantos homens se relacionaram comigo? E agora?

Poeta: - Taisha Abelar continua: “Já é suficientemente ruim um homem deixar linhas de energia dentro do corpo da mulher, embora isto seja necessário para ter filhos e assegurar a sua sobrevivência. Mas ter linhas de energia de dez ou vinte homens dentro dela, sugando sua luminosidade, é mais do que alguém pode suportar. Não admira que as mulheres nunca possam levantar a cabeça.

Padre: - meu Deus, que terrível acontece com a sexualidade humana!!!

Prostituta: - uma mulher pode livrar-se desse energia masculina acumulada?

Poeta: - A mulher carrega esses vermes luminosos por sete anos e depois desse tempo eles desaparecem ou enfraquecem. Contudo, o problema é que, quando os sete anos estão prestes a chegar ao fim, todo o exército de vermes, do primeiro homem ao último que a mulher teve, torna-se agitado de uma só vez, e a mulher é levada novamente a ter relações sexuais. Então todos os vermes revivem mais fortes do que nunca, para sugar a energia luminosa da mulher por mais sete anos. Na verdade, é um ciclo interminável. Esses vermes simples morrem se ela conseguir resistir ao sexo por sete anos. Mas é praticamente impossível permanecer celibatária em nossa época e século, a menos que se torne freira ou tenha dinheiro para sustentar-se. E mesmo assim ela continuará precisando de um fundamento lógico totalmente diferente.




Trechos do livro:
A VOZ DO ESPÍRITO

Bibliografia:
Encontros com o Nagual
A Voz do Espirito
A Travessia das Feiticeiras




Bel. João Márcio F. Cruz
Autor do livro Os Quatro Pilares da Educação
e Espelhos da Vida

SEXO MULHER - SEXO HOMEM

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 03:13

 Um texto, sobre um assunto que os homens não querem falar, e que, as mulheres não contam às filhas. Leia duas vezes no mínimo para perceber, já que à primeira poderá ter um choque e retalhar a informação.


— O lado diabólico da posição servil das mulheres é que ele não parece ser simplesmente um ditame social — disse ela —, mas um imperativo biológico fundamental.

— Espere um momento, Clara — protestei. — Como você chegou a essas conclusões?

Ela explicou que cada espécie possui um imperativo biológico para perpetuar-se, e que a natureza proporciona instrumentos para assegurar a fusão das energias masculina e feminina da maneira mais eficiente. Disse que, na esfera humana, conquanto a função primordial da relação sexual seja a procriação, ela também tem uma função secundária e velada, que é assegurar o fluxo contínuo de energia das mulheres para os homens.

Clara enfatizou tanto a palavra "homens" que tive de perguntar:

— Por que você diz isto como se fosse uma avenida de mão única? O ato sexual não é uma troca uniforme de energia entre homem e mulher?

— Não. Negou ela enfaticamente. — Os homens deixam linhas energéticas específicas dentro do corpo das mulheres. Assemelham-se a tênias luminosas que se movimentam no interior do útero, sugando energia.

Isso me parece definitivamente sinistro — comentei ironicamente.

Ela prosseguiu com sua exposição em total seriedade. Elas são colocadas ali por uma razão ainda mais sinistra — falou, ignorando minha risada nervosa —, que é assegurar o suprimento constante de energia para o homem que depositou essas linhas energéticas. Estas, estabelecidas através da relação sexual, recolhem e roubam energia do corpo feminino, a fim de beneficiar o homem que as deixou ali.

Clara falou com tanta certeza que não consegui gracejar e tive de levá-la a sério.

— Não que eu aceite por um instante sequer o que você está dizendo, Clara — falei —, mas, só por curiosidade, como chegou a uma conclusão tão despropositada? Alguém lhe falou disso?

— Sim, meu mestre me falou a respeito. A princípio também não acreditei nele — admitiu ela —, mas ele também me ensinou a arte da liberdade, o que significa que aprendi a ver o fluxo da energia. Agora sei que estava certo, pois posso ver os filamentos semelhantes a vermes nos corpos femininos. Você, por exemplo, possui vários deles, todos ainda ativos.

— Digamos que seja verdade, Clara — concedi, inquieta. — Apenas para continuar com o debate, permita-me perguntar-lhe por que isto seria possível? Este fluxo de mão única da energia não seria uma injustiça com as mulheres?

— O mundo inteiro é injusto com as mulheres! — exclamou ela. — Mas o problema não é esse.
— Qual é o problema, Clara? Acho que não percebi.
— O imperativo da natureza é perpetuar nossa espécie. Para assegurar isto, as mulheres têm de carregar um fardo excessivo em seu nível energético básico. O que significa um fluxo de energia que sobrecarrega as mulheres.
— Mas você ainda não explicou por que deve ser assim — insisti, já começando a oscilar com a força de suas convicções.
— As mulheres são o alicerce para a perpetuação da espécie humana — replicou Clara. — Grande parte da energia provém delas, não apenas para gestar, dar à luz e nutrir sua prole, mas também para assegurar que o homem represente seu papel em todo esse processo.

Clara explicou que, teoricamente, esse processo assegura que a mulher alimente seu homem energeticamente através dos filamentos deixados por ele dentro do seu corpo, de modo que o homem se torna misteriosamente dependente da mulher em nível etérico. Isto fica claro na atitude evidente do homem que retorna repetidas vezes para a mesma mulher, a fim de manter sua fonte de sustento. Deste modo, disse Clara, a natureza possibilita aos homens, além do impulso imediato de gratificação sexual, estabelecer vínculos mais permanentes com as mulheres.

— Esses filamentos energéticos, deixados nos úteros das mulheres, também se fundem com a composição energética do filho, caso ocorra a concepção — acrescentou Clara. — Este pode ser o rudimento dos laços familiares, pois a energia do pai se funde com a do feto e permite ao homem sentir que o filho é seu. Estes são alguns fatos da vida que a mãe nunca conta à filha. As mulheres são criadas para serem facilmente seduzidas pelos homens, sem terem a menor idéia das conseqüências do ato sexual em termos do escoamento energético produzido em cada uma delas. Esta é minha opinião e é isto que não é justo.


A Travessia das Feiticeiras, de Taisha Abelar

LOLITA Y LA PEDERASTIA

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , , , | Posted on 19:38

Balthus
 
Cuando leí a Nabokov, la pederastia no era un tema del que se hablara mucho. Tampoco se hablaba de los abusos sexuales y de las consecuencias que tienen sobre los niños tanto como se habla ahora. La concienciación social del tema ha variado mucho.
Cuando lees a Nabokov o se ha visto la película se convierte el tema en algo literario, donde el lector puede meterse en la mente del que se siente atraido por una casi adolescente que muestra gestos seductores. Lolita se llama desde entonces a las niñas, o casi púberes que muestran su seducción. Convertir en literario un tema, significa que los lectores se pueden sentir identificados con comportamientos que el arte ratifica y casi justifica.
Pero ¿qué pasa con las Lolitas en la realidad? ¿Es la pederastia una orientación sexual como la homosexualidad, como dijo no sé qué doctor ligado a la sociedad americana de Psiquiatría? Según este hombre, como que los pederastas son resistentes a cualquier tratamiento como la homosexualidad cuando se trataba como una enfermedad, concluye que la pederastia es una orientación sexual como la homosexualidad, como si la relación que se establece entre dos adultos fuera lo mismo que entre un adulto y un niño...
Vivimos en una sociedad tan desquiciante que, en los mismos paises donde se persiguen los abusos sexuales en la infancia, hay concursos de belleza de niñas en las que se las viste y maquilla de forma que parecen jóvenes seductoras. Ya desde pequeñas se las prepara para ser objetos sexuales.
¿Se puede dar el caso de que niños pequeños tengan gestos seductores y actúen como lolitas? Desde Freud se ha considerado que la sexualidad no aparece en la pubertad, sino que los niños también presentan su propia sexualidad; la frase famosa de Freud era que los niños son "perversos polimorfos" describiendo sus formas de encontrar placer sexual que no eran el genital reproductivo, y que ese era el orígen de las diferentes perversiones, tal como se entendía a las distintas formas de placer sexual que se separaban de la genital coital.
Pero eso no explica a las lolitas. Ni tampoco explica la pederastia. Es Patricia Crittenden la que nos recuerda las similitudes entre la intimidad del apego y la intimidad sexual, y lo fácil que es confundirlas. Cuando se piensa que besos, abrazos, caricias, arrumacos, carantoñas son comunes en las relaciones  de padres e hijos y las de los amantes, sólo diferentes en la genitalidad y en variaciones sutiles de entonación, tono de voz, etc.., es fácil la confusión entre seducción y demandas de apego en algunos casos. De hecho, hay situaciones de sexualización de las relaciones padres-hijos que no son abusos sexuales tal como normalmente se entiende. A veces hay una esposificación del hijo a través de besos, tonos de voz que confunden la relación y desorganizan al niño. A veces los niños pueden adoptar posturas seductoras porque así alcanzan la atención de los adultos. De hecho, cuando un niño presenta conductas sexualizadas, suele haber carencias afectivas.
Balthus

Por que as mulheres não estão loucas

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 17:41


“A message to women from a man: you are not crazy”.

 por Yashar Ali
(fonte)

Você é tão sensível. Tão emocional. Tão defensiva. Você está exagerando. Calma. Relaxe. Pare de surtar! Você é louca! Eu estava só brincando, você não tem senso de humor? Você é tão dramática. Deixa pra lá de uma vez!

Soa familiar?

Se você é uma mulher, provavelmente sim.

Você alguma vez escuta esse tipo de comentário de seu marido, parceiro, chefe, amigos, colegas ou parentes após expressar frustração, tristeza ou raiva sobre algo que eles disseram ou fizeram?

Quando alguém diz essas coisas a você, não é um exemplo de comportamento sem consideração. Quando seu marido aparece meia hora atrasado para o jantar sem avisar – isso é desconsideração. Uma observação com o propósito de calar você – como, “Relaxa, está exagerando” – logo após você apontar o comportamento ruim de alguém é manipulação emocional, pura e simples.

E é esse o tipo de manipulação emocional que alimenta uma epidemia em nosso país, uma epidemia que define as mulheres como loucas, irracionais, exageradamente sensíveis e confusas. Essa epidemia ajuda a alimentar a ideia de que as menores provocações fazem com que as mulheres libertem suas (loucas) emoções. Isso é falso e injusto. Acho que é hora de separar o comportamento sem consideração de manipulação emocional e começarmos a usar uma palavra fora de nosso vocabulário usual.

Quero introduzir um útil temo para identificar essas reações: “gaslaitear“.

(pequeno adendo do editor: “gaslaitear” foi uma adaptação do termo gaslighting para o português, para facilitar a compreensão do texto)

Gaslaitear é um termo usado com frequência por profissionais da área de saúde mental (não sou um deles) para descrever comportamento manipulador usado para induzir pessoas a pensarem que suas reações são tão insanas que só podem estar malucas.

O termo vem do filme de 1944 da MGM, “Gaslight“, estrelando Ingrid Bergman. O marido de Bergman no filme, interpretado por Charles Boyer, quer tomar sua fortuna. Ele se dá conta de que pode conseguir isso fazendo com que ela seja considerada insana e enviada para uma instituição mental. Para tanto, ele intencionalmente prepara as lâmpadas de gás (no inglês, “gaslights”, vindo daí o nome do filme) de sua casa para ligarem e desligarem alternadamente.

E toda vez que Ingrid reage a isso, ele diz a ela que está vendo coisas.

Ver Filme no Youtube - CLICAR

Nesse contexto, uma pessoa gaslaiteadora é alguém que apresenta informação falsa para alterar a percepção da vítima sobre si mesma.

Hoje, quando o termo é usado, usualmente significa que o perpetrador usou expressões como, “Você é tão estúpida” ou “Ninguém jamais vai te querer” para a vítima.

Essa é uma forma intencional e premeditada de gaslaitear, como as ações do personagem de Charles Boyer no filme Gaslight, no qual ele estrategicamente age para fazer com que sua esposa acredite estar confusa.

A forma de gaslaitear que estou apontando nem sempre é premeditada ou intencional, o que a torna pior, pois significa que todos nós, especialmente as mulheres, já tiveram que lidar com isso em algum momento.

Aqueles que gaslaiteaim criam reações – seja raiva, frustração, tristeza – na pessoa com quem estão interagindo. Então, quando essa pessoa reage, o gaslaiteador a faz sentir desconfortável e insegura por agir como se seus sentimentos fossem irracionais ou anormais.

* * *

Minha amiga Anna (todos os nomes trocados por questão de privacidade, claro) é casada com um homem que sente a necessidade de fazer observações não solicitadas e aleatórias sobre seu peso.

Sempre que ela fica brava ou frustrada com seus comentários insensíveis, ele responde da mesma maneira defensiva, “Você é tão sensível, estou só brincando”.

Minha amiga Abbie trabalha para um homem que, quase todos os dias, acha um jeito de criticá-la, assim como a qualidade de seu trabalho. Observações como “Você não consegue fazer algo direito?” ou “Por que fui te contratar?” são comuns para ela. Seu chefe não tem dificuldade em demitir pessoas (o que faz regularmente), então seria difícil pensar, baseado nesses comentários, que Abbie trabalha pra ele há seis anos.

Mas toda vez que ela se posiciona e diz “Não me ajuda em nada quando você diz essas coisas”, ela recebe a mesma resposta:


“Relaxa, você está exagerando.”

É muito mais fácil manipular emocionalmente alguém que foi condicionado por nossa sociedade para tal. Nós continuamos a impor isso sobre as mulheres pelo simples fato de que elas não recusam nossos fardos. É a covardice suprema.

Abbie pensa que seu chefe está apenas sendo um babaca nesses momentos, mas a verdade é que ele está fazendo esses comentários para induzí-la a achar que suas reações não fazem sentido. E é exatamente esse tipo de manipulação que a faz sentir culpada por ser sensível e, como resultado, se recusar a deixar seu emprego.

Mas gaslaitear pode ser tão simples quanto alguém sorrindo e dizendo, “Você é tão sensível”, para outra pessoa. Tal comentário pode soar inócuo, mas naquele contexto a pessoa está emitindo um julgamento sobre como a outra deveria se sentir.

Mesmo que lidar com gaslaitear não seja uma verdade universal para todas as mulheres, nós certamente conhecemos muitas delas que enfrentam isso no trabalho, em casa ou em seus relacionamentos.

E o ato de gaslaitear não afeta só mulheres inseguras. Até mesmo mulheres assertivas e confiantes estão vulneráveis. Por que?

Porque as mulheres suportam o peso da nossa neurose. É muito mais fácil para nós colocar nossos fardos emocionais nos ombros de nossas esposas, amigas, namoradas e empregadas, do que é impô-los nos ombros dos homens.

Quer gaslaitear seja consciente ou não, produz o mesmo resultado: torna algumas mulheres emocionalmente mudas.

Essas mulheres não conseguem expressar com clareza para seus esposos que o que é dito ou feito a elas as machuca. Elas não conseguem dizer a seus chefes que esse comportamento é desrespeitoso e as impede de trabalhar melhor. Elas não conseguem dizer a seus parentes que, quando eles são críticos, estão fazendo mais mal do que bem.

Quando essas mulheres recebem qualquer tipo de reprimenda por suas reações, tendem a deixar passar, pensando, “Esqueça, tá tudo bem.”

Esse “esqueça” não significa apenas deixar um pensamento de lado, é ignorar a si mesma. Me parte o coração.

Não é de se admirar que algumas mulheres sejam inconscientemente passivas agressivas ao expressarem raiva, tristeza ou frustração. Por anos, têm se sujeitado a tanto abuso que nem conseguem mais se expressar de um modo que seja autêntico para elas.

Elas dizem “sinto muito” antes de darem sua opinião. Em um email ou mensagem de texto, colocam uma carinha feliz ao lado de uma questão ou preocupação séria, de modo a reduzir o impacto de expressarem seus verdadeiros sentimentos.

Você sabe como é: “Você está atrasado :) ”

Essas são as mesmas mulheres que seguem em relacionamentos dos quais deveriam sair, que não seguem seus sonhos, que desistem da vida que gostariam de viver.
“Aqui está tudo que precisa saber sobre homens e mulheres: mulheres são loucas, homens são estúpidos. E a principal razão pela qual as mulheres são loucas é porque os homens são estúpidos.” – George Carlin


Desde que embarquei nessa auto-exploração feminista na minha vida e nas vidas das mulheres que conheço, esse conceito das mulheres como “loucas” tem de fato emergido como uma séria questão na sociedade e igualmente uma grande frustração para as mulheres em minha vida, de modo geral.

Desde o modo com que as mulheres são retratadas em reality shows a como nós condicionamos meninos e meninas a verem as mulheres, acabamos aceitando a ideia de que as mulheres são desequilibradas, indivíduos irracionais, especialmente em momentos de raiva e frustração.

Outro dia mesmo, em um vôo de São Francisco para Los Angeles, uma aeromoça que acabou me reconhecendo de outras viagens perguntou qual era minha profissão. Quando disse a ela que escrevo principalmente sobre mulheres, ela logo riu e perguntou, “Oh, sobre como somos malucas?”.

Sua reação instintiva ao meu trabalho me deixou um bocado deprimido. Apesar de ter respondido como uma brincadeira, a pergunta dela não deixa de apontar um padrão sexista que atravessa todas as facetas da sociedade, sobre como homens veem as mulheres, o que impacta enormente como as mulheres enxergam a si mesmas.

Até onde sei, a epidemia de gaslaitear é parte da luta contra os obstáculos da desigualdade que as mulheres enfrentam. Gaslaitear rouba sua ferramenta mais forte: sua voz. Isso é algo que fazemos com elas todos dias, de diferentes modos.

Não acho que essa ideia de que as mulheres são “loucas” está baseada em algum tipo de conspiração massiva. Na verdade, acredito que está conectada à lenta e firme batida das mulheres sendo minadas e postas de lado, diariamente. E gaslaitear é uma das muitas razões pelas quais estamos lidando com essa construção pública das mulheres como “loucas”.

Reconheço ter gaslaiteado minhas amigas no passado (mas nunca os amigos – surpresa, surpresa). É vergonhoso, mas fico feliz em ter me dado conta disso e cessado de agir dessa maneira.

Mesmo tomando responsabilidade por meus atos, acredito sim que, junto com outros homens, sou um produto de nosso condicionamento. E que ele nos dificulta admitir culpa e expor qualquer tipo de emoção.

Quando somos desencorajados de expressar nossas emoções em nossa infância e adolescência, isso faz com que muitos de nós sigam firmes em sua recusa de expressar arrependimento quando vemos alguém sofrendo por conta de nossas ações.

Quando estava escrevendo esse artigo, me lembrei de uma de minhas falas favoritas de Gloria Steinem:

“O primeiro problema para todos nós, homens e mulheres, não é aprender; mas sim desaprender.”

Então, para muitos de nós, o assunto é primeiro desaprender como usar essas lâmpadas de gás (referência à origem do termo gaslighting/gaslaitear) e entender os sentimentos, opiniões e posições das mulheres em nossas vidas.

Pois a questão de gaslaitear não seria, em última instância, sobre nosso condicionamento em acreditar que as opiniões das mulheres não têm tanto peso quanto as nossas? Que o que elas têm a dizer e o que sentem não é tão legítimo quanto o que nós dizemos e sentimos?

* * *

Nota do editor: Yashar vai publicar em breve seu primeiro e-book, chamado “A message to women from a man: you are not crazy”. Se estiver interessado e quiser ser notificado da publicação, insira seus dados aqui.

Esse post foi originalmente publicado no blog do Yashar, The Current Conscience. Nós lemos pela primeira vez no The Good Men Project. Tradução feita com permissão do autor.

Continue a ler aqui: Link

Site do autor: The Current Conscience.





DA VERDADE E DA MENTIRA… True and Lies

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , | Posted on 18:53




UMA REFLEXÃO SOBRE AS RELAÇÕES "PRÓXIMAS"

Nós não somos seres perfeitos…mas podemos ser verdadeiros…essa é a grande vantagens que temos…em relação a todas as incongruências da vida e a todos os reveses que enfrentamos. Contra uma cultura de medo e alienação. Pela verdade e pela sinceridade, custe o que custar.

As relações humanas tem muitas variantes e níveis...Não podemos equiparar uma relação de amizade com uma relação amorosa, nem uma amizade com uma relação formal de alguém que conhecemos mal...Nem podemos confundir as relações de trabalho com relações pessoais ou mesmo as relações entre um grupo de terapias, com o médico ou com o merceeiro. Pois há em todas essas relações circunstâncias que pedem, digamos, normas de relacionamento adequado e uma descrição ou reserva do indivíduo a nível pessoal de acordo com o que lhe é pedido ou exigido na circunstância. Com um psicanalista é totalmente ao contrário…se não dissermos tudo como os malucos…não há análise possível…Mas como em tudo e no geral é sempre uma questão de bom senso. Não podemos é meter tudo no mesmo saco e dizer que eu sou verdadeira com toda a gente porque isso é impossível e contraproducente. Não podemos dizer que pelo facto de não dizermos ao merceeiro que temos um amante estamos a mentir. E claro há aquela situação caricata ou anedótica de a mulher (a esposa) não poder dizer ou o homem claro que tem uma amante ao fim de uma vida matrimonial longa e…acabada…porque considero o casamento uma quase hipocrisia…e não estou a falar de instituições, mas relações de verdade! Portanto é sempre relativo e aí temos não a mentira mas a omissão da nossa intimidade ou da nossa vida privada – no caso da pessoa estranha - o que é perfeitamente normal e aceite. Portanto não podemos exigir uma transparência, nem uma verdade absoluta de cada pessoa em todas as situações da vida, e esta noção é elementar…depende do nosso discernimento e da nossa consciência.

 Assim, nas situações comuns da vivência em grupo e da vida em sociedade eu não sou obrigada a expor-me de forma alguma e é de bom-tom ser-se reservado e discreto…Portanto a mentira ai não conta nem entra. A não ser, claro, quando o indivíduo faz de conta que é rico ou nobre ou tem uma profissão que não tem etc. Mas não é isso que nos interessa aqui. O que nos interessa aqui é a verdade entre amigos/as e entre amantes…Aí é que a verdade a transparência, a honestidade, a confiança contam porque a relação de VERDADE depende inteiramente desses factores…e é ai que a mentira e a omissão estão e entram para minar a relação porque em qualquer uma dessas relações, embora com diferentes intensidades, depende da verdade de cada um na sua troca e evolução, para ser uma relação saudável e profunda.

É verdade que nas relações, em que os afectos são privilegiados, mais no amor do que na amizade, existe o risco da posse e do ciúme…e aí vem o controlo do outro e a obsessão por vezes na busca de saber tudo da vida do outro e se existe alguém ou alguma sombra de traição etc. Claro que todas nós sofremos em um grau maior ou menor de posse e ciúme…e para mim não depende da auto-estima da pessoa sentir ou não ciúmes, mas da confiança que o outro inspira…das bases de verdade e confiança que se geraram, porque os ciúmes e a posse (dentro dos seus limites) são até poderia dizer, saudável e naturais e diria mesmo até legítimos…numa relação a dois… senão passa a suposta aceitação da liberdade do outro o admitir de outros parceiros que para mim simplesmente passa a promiscuidade…

Não sou dada a relações abertas nem a aceitar 3ªs pessoas numa vida íntima…e nas amizades, embora não haja esse sentido de exclusividade,  nem sempre é fácil ser preterida ou trocada e mesmo traída, porque não sendo tanto como na paixão, em que há partilhas do mais intimo do ser, na amizade , sendo ainda uma  relação de duas pessoas, existe, embora em  muito menor grau, os mesmos ingredientes que no amor…porque afinal é afecto…e os afectos afectam-nos sempre…
É verdade que há pessoas que podem ser mais independentes que outras e não se importarem aparentemente com o que o outro faz ou se anda com outra pessoa etc., mas todas as relações intimas e próximas trazem estes sintomas e nem todos são patológicos a não ser se forem despropositados ou em excesso. Mas considero que é normal haver toda essa mescla de emoções um pouco conturbadas nas relações e não é a mentira nem é a omissão caridosa que ajuda o ciumento e o possessivo a libertar-se, mas sim a transparência e a verdade por mais dura que seja…

Numa relação íntima, se um dos dois se apaixonar por outra pessoa e omita esse facto ao parceiro e queira manter as duas relações isso não é só uma mentira fatal como uma traição enorme e geradora de patologias, porque o outro sente e de algum modo sabe que está a ser traído e se essa verdade lhe é negada em nome da privacidade ou da soberania do indivíduo, entre o intuir e o ter a percepção da mentira isso é uma coisa dolorosa e grave que confunde enormemente o ser quer a nível emocional quer a psicologicamente; o que “trai” mesmo que já não ame a pessoa e tenha pena dela e por isso não a quer enfrentar ou fazê-la sofrer, a meu ver, deve sempre dizer a verdade e deixar o outro fazer o luto e também, caso necessário afastar-se. Tantas vezes queremos fazer do ex-amante um amigo sem deixar fazer a transição, sem dar tempo ao luto! Não se pode transitar de uma relação íntima e profunda para uma simples amizade só porque uma das partes deixou de amar a outra ou encontrou outra paixão… e quer ser só “amigo”… Não. Tem que haver um luto ou um afastamento. Porque justamente a amizade vai depender dessa transparência e por mais dolorosa que seja a verdade, tarde ou cedo haverá entendimento e aceitação…dos factos.
Na amizade já é um bocadinho diferente, mas parecido…menos intenso menos conflituoso mas é parecido às vezes…Há grandes amizades que são amorosas quase…
Mas na amizade não havendo nem a posse nem o ciúme no mesmo grau não só não se justifica a mentira ou a omissão, como é absolutamente essencial a transparência e a verdade e qualquer mentira por mais insignificante que seja mina a relação…porque precisamente não se justifica que exista e não tem razão de ser pois já bastam por vezes as incompreensões provenientes das diferenças entre os seres e os equívocos, que se manifestam mesmo sem mentiras para toldar uma amizade se esta não for verdadeira. Essas amizades só singram por um enorme esforço de verdade e confiança mútua sem a qual não se pode consolidar esses laços de amizades duráveis entre as pessoas. As vezes e por esse esforço mesmo duram a vida toda.

Portanto Verdades e Mentiras…são fáceis de destrinçar…saber onde são necessárias e onde e como as apanhar…digo eu…porque só no campo muito íntimo das amizades profundas e das relações amorosas elas por vezes são paradoxalmente necessárias quando não se tem a honestidade nem a coragem de enfrentar as situações e as suas alterações que os afectos sofrem. E nada é fácil na verdade…nem na mentira…tanto uma como outra podem trazer sofrimento, mas a verdade cura e mentira mata… a verdade constrói sempre e a mentira destrói mais tarde ou mais cedo…



por, rleonorpedro
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Cada um sabe onde lhe aperta o sapato

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 08:37

« Dizer que tantas outras pessoas estão em situação pior do que a sua, coloca um preço, um "valor" à sua dor - e, curiosamente, geralmente um valor menor do que as outras dores do mundo. Esse juízo de valor do quanto se deve sofrer ou lamentar por determinada coisa, do quanto se deve sentir dor, não cabe a ninguém...só cada um sabe o quanto uma unha encravada pode lhe doer e incomodar, o tanto de coisas que podem estar atreladas àquilo. »



Cada um sabe onde lhe aperta o sapato

Volta e meia, quando se vê alguma pessoa triste, brava ou chateada por algum motivo alguém dispara um "tem tanta gente no mundo em situação pior do que a sua, morrendo de fome", etc...Acredito que seja na intenção genuína de ajudar, de colocar o outro pra cima e tentar fazer ver o lado bom das coisas, mas também chamo a atenção para a violência implícita que existe nessa frase. Dizer que tantas outras pessoas estão em situação pior do que a sua, coloca um preço, um "valor" à sua dor - e, curiosamente, geralmente um valor menor do que as outras dores do mundo. Esse juízo de valor do quanto se deve sofrer ou lamentar por determinada coisa, do quanto se deve sentir dor, não cabe a ninguém...só cada um sabe o quanto uma unha encravada pode lhe doer e incomodar, o tanto de coisas que podem estar atreladas àquilo.

É evidente que existem outras milhares de dores, sofrimentos e situações difíceis nesse mundo. Crianças morrendo de inanição, enchentes, desabamentos, entre outros. Todas essas situações são difíceis sim, extremamente complicadas. E algumas das pessoas que passam por elas, conseguem encontrar uma forma de sorrir, de seguir adiante, de serem otimistas e felizes. Que bom! Pra outras, um divórcio repentino tira o chão debaixo dos seus pés. E ponto! São situações diferentes, dores diferentes e pessoas diferentes. Nem melhores ou piores umas das outras...apenas diferentes. 

E aliás, tem alguém competindo pra ver quem sofre mais, qual sofrimento é "melhor" ou mais digno?

Conheço algumas pessoas que chegam a se sentir culpadas quando não estão felizes com alguma coisa em suas vidas, quando se sentem tristes, desanimadas e "têm tudo para serem felizes". Sentem culpa por não estarem satisfeitas e contentes (como se a própria insatisfação já não bastasse, ainda há o peso da culpa). É aí que tudo embola! Justamente por essa noção empurrada goela abaixo e impregnada em nós de que "tem tanta gente em situação pior", nós literalmente damos licença e poder para que o outro nos diga o que deve nos deixar felizes, tristes, o que é digno de ser sofrido ou não. Se há um desgosto, se há uma insatisfação (seja ela qual for e de que ordem for), então não se tem tudo. Falta alguma coisa...e essa falta é real e suficiente para você. Da mesmíssima forma que a falta de comida e água é real e desesperadora para milhares de pessoas mundo afora. Nem pior, nem melhor. Até porque, cada um sabe onde lhe aperta o sapato.

Aline Marques da Silva - PSICÓLOGA

THE LOVER - As Madições de ser A Amante

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 07:45

Nem sei porque vou colocar aqui isto, mas aqui vai. Sempre pode acordar alguma mulher com esse problema. Já que tantas pessoas visitam esta página.
 

Você está cansada de ser a amante?

por, pergunteaumamulher 


Preciso de conselhos, sou amante há 8 anos e nesse ano tentei terminar essa relação por várias vezes porque já não aguento mais essa situação, mas o outro diz que me ama mas não tem coragem de largar a esposa. Já não aguento mais me ajudem!?

Olha, sem querer ser chata mas já sendo, se depois desses anos todos ele ainda não largou a mulher, provavelmente não a largará tão cedo, isso se largar!!!! Você não disse explicitamente, mas imagino que só por estar com tanto medo assim de terminar a relação, certamente você gosta bastante desse homem. Não desmerecendo o seu gostar, mas indo para o ponto prático, vamos pensar um pouco: ele diz que te ama, mas não larga a mulher, certo? Isso só me sugere que, independentemente de ele te amar ou não, está compensando mais ele ficar com a mulher do que contigo, e essa escolha por ela pode ser não só por amar (mais?) a oficial, como também por causa de outros possíveis fatores, tais como divisão dos bens, comodismo, etc. Se não vale a pena para ele ficar com você oficialmente, por que você insiste nisso?!

         Ao que parece ele está querendo manter as duas na mão dele, o que é muito cômodo, não acha?! É claro que ninguém gosta e nem merece ser traída, mas convenhamos que você é a que mais está saindo prejudicada nessa situação, porque independentemente do sentimento que ele diz sentir por você, certamente ele te deixa como segunda opção, te larga nos finais de semana, ignora suas chamadas telefônicas, e se te encontrar na rua provavelmente fingirá que não te conhece! Nisso te pergunto: é isso que você quer para a sua vida? Acredito que não, até porque pelo visto ainda te sobrou um pouco de racionalismo para saber que há algo errado aí e que é necessário sair dessa situação.

          Outra coisa que quase nunca pensamos é na pessoa que está sendo traída. Eu sei que muita gente fala que só é chifrado quem não dá assistência, quem falta no relacionamento e demais coisas que a meu ver são só desculpas para se sentir menos mal ao cometer o erro, porque afinal de contas: quem é que é perfeito? E se não somos perfeitos, de onde tiraríamos a ingenuidade de achar que supriremos sempre e 24 horas por dia as necessidades do outro? Pensar nisso além de ingênuo é utópico, então, trair ou não acaba sendo mais uma questão de escolha do que qualquer outra coisa, já que vontade todo mundo sente ou sentirá ao menos uma vez na vida. Digo tudo isso para você pensar não apenas na sua relação com ele, mas também na relação dele com a mulher dele. Mesmo que ele não diga diretamente, ele mostra por atitudes que resolveu ficar com ela, e nisso você acaba perdendo o seu tempo de encontrar pessoas legais e SOLTEIRAS para ficar se encontrando com um cara que pouco tem a te oferecer – até porque não daria para ele morar em duas casas né, só se ele for para a novela da Globo hehehe.

        Um outro ponto a tocar e que não falo por mim, mas sim pela imensa maioria dos homens que conheço, é que quase ninguém valoriza uma amante! Tudo bem que essa ideia é totalmente machista e chega a parecer meio idiota, porque afinal das contas, se eles também estão traindo eles têm o mesmo valor da “amante”, né? Enfim, o que acontece é que eles não entendem isso, não conseguem olhar para o próprio umbigo e acabam desvalorizando mulheres que ocupam a posição que você está ocupando, pensando que elas serão eternas traíras, que não prestam, etc. e nisso não fica difícil perceber que o fim de uma amante acaba sendo duro e solitário, e nisso volto a enfatizar que não de acordo comigo, mas sim com a maioria dos homens que a gente “ouve” falar pela vida afora, e inclusive aqui pelo blog!!

           No fim você me pergunta: “tá, mas e agora, como termino com ele?”. Acredito que te falta coragem, e justamente por isso acabei listando acima os vários motivos que poderiam te estimular a cair fora dessa o mais rápido possível: desde o fato de você não ter sido a escolhida, até o fato de estar sendo desvalorizada, ainda que ele não admita dizendo que te ama, ele não te prova na prática já que não larga o osso com a outra!! Depois, acho que não tem muito mais o que fazer além de fazer como todo mundo costuma fazer ao terminar uma relação: dizendo que para você já deu, e logo depois seguir a sua vida abrindo as portas para outros relacionamentos. Enfim, parece óbvio, mas é algo que você ainda não fez. Vai doer e será mais difícil na prática do que na teoria? Vai, mas acho que essa seria uma decisão que caso você realmente não queira mais ser “a outra” você teria que tomar mais cedo ou mais tarde. Também sei que muitas vezes as pessoas procuram fórmulas mágicas para tentar terminar um relacionamento que muitas vezes já está falido, enquanto na verdade terminar com alguém poderia ser feito de uma forma bastante simples, que é decidir o que é melhor para você e simplesmente cortar os laços.


Vagina - Va - Gina

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 13:30



Vagina, uma nova biografia

NAOMI WOLF
tradução CLARA ALLAIN

As palavras, quando usadas em referência à vagina, sempre são mais do que "só palavras". Graças à sutileza da relação mente-corpo, as palavras que aludem à vagina são também o que o filósofo John Austin (1911-60), no livro "Quando Dizer é Fazer", classifica como "enunciados performativos", frequentemente empregados como meio de controle social. Um "enunciado performativo" é uma palavra ou frase que realiza algo de fato no mundo real. Quando um juiz diz "culpado!" ao réu ou um noivo diz "aceito", as palavras modificam a realidade material.

Estudos indicam que ameaças ou admiração verbais ou palavras de conforto podem afetar sexualmente a vagina. Um estudo sugere que um ambiente estressante pode afetar negativamente o tecido vaginal. Esse "estresse negativo" pode também, na medida em que promove ou inibe o orgasmo, elevar ou abaixar os níveis de confiança, criatividade e esperança das mulheres. Por isso, as mulheres reagem a alusões injuriosas a suas vaginas feitas por homens ou a ameaças implícitas de estupro, mesmo quando são "só piada" embora a maioria de nós não saiba as explicações científicas de reações viscerais que nos mostram que o abuso verbal faz mal.

A humorista Roseanne Barr descreveu o comportamento de roteiristas de TV homens quando mulheres ingressavam na categoria profissional: observou que odiava ir à sala dos roteiristas porque em três minutos alguém faria uma piada sobre "perereca fedida".

Quando uma mulher está num local de trabalho onde seus pares homens querem lhe mostrar que não é bem-vinda, não é raro surgirem palavras ou imagens de insulto à vagina: por exemplo, aparecem em lugares públicos páginas centrais de revistas masculinas, com modelos nuas de pernas abertas e o rosto da mulher em questão sobreposto ao corpo nu.

É claro que motivações culturais e psicológicas exercem um papel nesse tipo de assédio. Mas não se deve ignorar o papel da manipulação do estresse feminino por meio dos ataques à vagina.

Esses atos com frequência são impessoais e táticos --estratégias para atingir mulheres com um tipo de pressão que não é compreendido conscientemente, mas que pode ser intuído e até sobreviver na memória popular como algo que suscita um "estresse negativo" neuropsicológico mais amplo que debilita as mulheres.

Em 2010, alunos homens da Universidade Yale se reuniram no evento "Tomar a Noite de Volta", em que suas colegas protestavam contra agressões sexuais. Os rapazes gritaram: "'Não' quer dizer 'sim', e 'sim' quer dizer 'anal'". Algumas delas processaram a universidade, argumentando que a tolerância a tal comportamento criava um ambiente educacional desigual. Eticamente, elas tinham razão; neurobiologicamente, também.

Quase todas as mulheres jovens confrontadas com homens gritando slogans do gênero provavelmente sentirão leve pânico instintivo. Em algum nível, estão recebendo a mensagem de que podem estar na presença de candidatos a estupradores. Com isso, torna-se impossível para elas ignorarem comentários imaturos, algo que se costuma pedir às mulheres.

O estresse de uma ameaça sexual libera cortisol no fluxo sanguíneo. O cortisol já foi vinculado à presença de gordura abdominal em mulheres --que é acompanhada dos riscos de diabetes e problemas cardíacos-- e também eleva a chance de doenças cardiovasculares e AVCs. Se você impuser estresse sexual suficiente a uma mulher, com o tempo é provável que ela tenha problemas em outros aspectos da vida; ela terá dificuldade em relaxar na cama, na sala de aula e no escritório.

Isso inibirá a injeção de dopamina que ela receberia de outro modo, o que, por sua vez, impedirá a liberação em seu cérebro de substâncias químicas que, não fosse isso, a deixariam confiante, criativa, focada e eficiente, algo especialmente relevante se ela está competindo acadêmica ou profissionalmente com você. Com essa dinâmica, a frase "foder com ela" ganha todo um outro sentido.

Senti em primeira mão o impacto poderoso que podem ter sobre o cérebro feminino palavras de alusão à vagina. Eu acabava de assinar contrato com a editora para publicar este livro e estava eufórica em relação às pesquisas e ao trabalho de escrita pela frente.

Ao mesmo tempo, estava ansiosa por lidar com um tabu tão forte. Então, um amigo de um amigo um empresário teatral a quem chamarei Alan, dotado de um senso de humor complicado e que tem prazer em criar espetáculos sociais que elevam a tensão disse que queria promover uma festa para comemorar meu contrato. A festa virou assunto entre seus amigos, muitas vezes com um tom de leve ironia, com algo oblíquo no meio.

Alan falou que faria um jantar à base de massas, no qual os convidados poderiam fazer macarrão em formato de vagina. Achei a ideia divertida e charmosa, de certa forma, possivelmente uma homenagem ao livro, ou, pelo menos, não terrível, embora não fosse um viés que eu teria escolhido.

Quando cheguei à festa, porém, um zum-zum-zum travesso e ligeiramente ameaçador vinha da outra extremidade do loft, onde ficava a cozinha. Alan estava na cozinha, cercado de convidados. Fui para lá, com certo receio. Passei pela mesa onde estava a máquina de macarrão caseiro. Um grupo de pessoas ao redor, moldando pequenas vulvas feitas à mão.

Os objetos pareciam bonitinhos: como a coisa real, as pequenas esculturas de massa variavam, talvez porque a experiência de cada pessoa (ou seu corpo) influísse sobra sua interpretação. Havia uma energia de respeito e até celebração vinda dessa mesa, tanto dos homens quanto das mulheres.

A travessa de massas sobre a mesa me pareceu ter sido montada com uma espécie de amor: lembrando uma flor ou uma pena, uma flauta ou um leque, cada pequena escultura era detalhada e singular lindos objetinhos brancos sobre uma bandeja de cerâmica italiana azul pintada à mão.

"BOCETINI"

Alan apareceu do meu lado. "Chamo esses macarrões de 'bocetini'", ele falou, rindo, e meu coração se contraiu. Um lampejo de tensão atravessou os rostos de mulheres presentes. As expressões dos homens, até então tão abertas, e, no caso de alguns, tão ternas, ficaram impassíveis. Algo doce e novo que mal tinha começado estava sendo cortado.

Ouvi um chiado, como de fritura. Olhei a cozinha: o som vinha de linguiças enormes dispostas em frigideiras de ferro sobre o fogão industrial. Entendi: hahaha, linguiças para acompanhar os "bocetini". Notei que a energia do grupo, que incluía homens e mulheres, já não era tão simples.

O ambiente tinha ficado mais tenso --uma tensão com a qual eu estava familiarizada, a dos momentos em que mulheres se sentem amesquinhadas, mas espera-se delas que "levem numa boa" e "tenham senso de humor". Meu coração ficou ainda mais apertado.

Finalmente alguém chamou minha atenção para o prato final do cardápio. Vários imensos filés de salmão estavam dispostos sobre outra travessa nas bocas de trás do fogão. Entendi a brincadeira. As mulheres são fedidas. Fedem a peixe. Corei, com um tipo de desespero psicológico deprimida porque um amigo acharia isso engraçado, mas que também me provocava uma sensação física.

Mas não foi isso o que realmente me chamou a atenção naquela noite. Consigo tolerar uma brincadeira de mau gosto, se isso foi tudo o que o evento envolveu. O que achei interessante foi que, depois da festa dos "bocetini", não consegui digitar uma palavra do livro nem mesmo anotações de pesquisa por seis meses, e eu nunca antes tinha sofrido "bloqueio de escritor". Senti, criativa e fisicamente, que tinha sido castigada por "me aventurar em algum lugar" supostamente proibido para as mulheres.

NAOMI WOLF, 49, americana, é autora de "O Mito da Beleza" (Rocco) e de "Vagina: A New Biography''

Texto publicado originalmente pelo jornal britânico "The Guardian".

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