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Linguarejar; Falar; Língua; ''Gramaticar''

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 16:47


«Este trêfego linguarejar, que por aí ando ouvindo, está me ''dofendo'' o juízo!!»


Agora vou à gramática, fazer fitness à língua e aikido às cordas vocais... quem nasce geneticamente mal amanhado e mouco, não pode deixar de praticar estas artes, sob pena de ficar enferrujado... literalmente.


Conjugação do verbo linguarejar

Tipo do Verbo: regular
Infinitivo: linguarejar
Gerúndio: linguarejando
Particípio Passado: linguarejado

Indicativo

Presente do Indicativo
eu linguarejo
tu linguarejas
ele linguareja
nós linguarejamos
vós linguarejais
eles linguarejam

Pretérito Imperfeito do Indicativo
eu linguarejava
tu linguarejavas
ele linguarejava
nós linguarejávamos
vós linguarejáveis
eles linguarejavam


Pretérito Perfeito do Indicativo
eu linguarejei
tu linguarejaste
ele linguarejou
nós linguarejamos
vós linguarejastes
eles linguarejaram

Mais-que-perfeito do Indicativo
eu linguarejara
tu linguarejaras
ele linguarejara
nós linguarejáramos
vós linguarejáreis
eles linguarejaram

Futuro do Pretérito do Indicativo
eu linguarejaria
tu linguarejarias
ele linguarejaria
nós linguarejaríamos
vós linguarejaríeis
eles linguarejariam

Futuro do Presente do Indicativo
eu linguarejarei
tu linguarejarás
ele linguarejará
nós linguarejaremos
vós linguarejareis
eles linguarejarão

Subjuntivo

    Presente do Subjuntivo
    que eu linguareje
    que tu linguarejes
    que ele linguareje
    que nós linguarejemos
    que vós linguarejeis
    que eles linguarejem

    Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
    se eu linguarejasse
    se tu linguarejasses
    se ele linguarejasse
    se nós linguarejássemos
    se vós linguarejásseis
    se eles linguarejassem

    Futuro do Subjuntivo
    quando eu linguarejar
    quando tu linguarejares
    quando ele linguarejar
    quando nós linguarejarmos
    quando vós linguarejardes
    quando eles linguarejarem


Imperativo

    Imperativo Afirmativo
    linguareja tu
    linguareje ele
    linguarejemos nós
    linguarejai vós
    linguarejem eles

    Imperativo Negativo
    não linguarejes tu
    não linguareje ele
    não linguarejemos nós
    não linguarejeis vós
    não linguarejem eles


Infinitivo

    Infinitivo Pessoal
    por linguarejar eu
    por linguarejares tu
    por linguarejar ele
    por linguarejarmos nós
    por linguarejardes vós
    por linguarejarem eles

Foggy Days

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , | Posted on 21:30



« nunca saberás! tão claro quanto isso. as palavras são simples, apenas  para te confundir. disseram que a neblina subiu-lhe pela pele acima. poderia ter sido pela pele abaixo. mas não ocorreu desse modo. poderia, poderia... mas não foi! ficou mortificada a observar a ínfima dimensão de ser um rato enlouquecido. estava presa num alpendre. quem duvidaria de tal semelhança com a realidade? ninguém! ele era infinitesimal. poderia alguém saber disso? não, não!!! a insignificância das suas patas, não lhe permitiam subir pelas paredes; e se é que era possível subir pelas paredes. 

tu sabes que não estou a falar de ratos. eu nem sei o que é um rato. acreditas? deverias acreditar. vou dizer-te o porquê! no planeta onde vivo, há um aparelho mágico que projecta imagens, tudo é silencioso. nem um som. de vez em quando surge em grande plano a palavra, Rato. determinei que tudo o que fica preso na malha do tempo, é rato. contanto, não sei o que é um rato. posso dizer-te, que de tempos a tempos surgem outras palavras, tais como, Queijo. é tão irracional que não percebo. queijo?? esta semana, li uma nova palavra, Ratoeira. estou a tentar perceber. só que eu sou uma casa. estou inserida num aglomerado de edifícios, sou o último, o 14º andar e em cima da minha cabeça, existe uma piscina. podem ver como é confuso o meu cérebro »


NãoSouEuéaOutra, in, « queira deus que o rato seja mentiroso ».

26 de Dezembro de 2011

Do Poeta

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 20:20



"Não é o temor da loucura que vai nos obrigar a içar
a meio pau a bandeira da imaginação.
"
(A. Breton)



"Do Poeta"
por, NãoSouEuéaOutra


«aos poetas mal amados, a sombra faz companhia. da companhia nasce a experiência do inaudível e, da certeza não sendo certeza, a luz encerra o mistério da sombra. seja qual for o beiral, onde o poeta enterra as razões seculares da absurda condição humana, ele estará acima das luzes efémeras que reinam as pedras fáceis dos homens terra. »




"Os sonhos são pétalas entre os dedos..."
desfazem-se se não forem bem sonhados!


O Sonhador Se Foi...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 08:15



O Sonhador Se Foi

Novembro de 2005

O tempo passou, correndo como o vento, depois daquela última ida do Sonhador. Depois da última descoberta do Poeta. Depois das últimas saudades, das últimas vontades, das últimas verdades. E foi numa noite sem estrelas, sem chuva, sem vento, sem dores nem amores que o mundo caiu... ou melhor, foi aí que nossos amigos caíram no mundo e pediram as contas.


Foi numa noite, depois que o tempo passou. Depois que o tempo correu numa ira desenfreada para que tudo caísse num esquecimento sem rancores. Ou lembranças. E, de tanto correr, o tempo tropeçou. Tropeçou numa dobra e caiu numa dimensão onde ele não existia, onde ele pôde ler os pensamentos de dois seres que já não eram mais nada um para o outro. Metades de um espelho quebrado, palavras num rascunho, sonhos frustrados. Ele olhou, leu. E viu.


Viu o Sonhador correndo numa estrada de neblina, sem refúgio, sem pátria, sem sentido. Sozinho. Fugindo. "Saiam daqui!", ele dizia, ele gritava desesperadamente. "Mentira!" ele respondia, aos berros, a uma tortura mental. Ele chorava. Tinha os olhos vermelhos de quem já não vê há muito tempo. Tinha a mente confusa, pois havia brigado com os sonhos. Tinha o coração desiludido, pois já não conseguia entendê-lo. Nada de paz de espírito, nenhuma idéia completa ou perfeita. Perdido no esquecimento, no tempo, no mundo. Ele corria, vindo do nada, seguindo sem rumo. Provavelmente não chegaria a lugar algum.


Do outro lado daquele plano sem sentido, o Poeta abria os olhos. Havia ouvido os sinos da verdade despertarem seus devaneios antes perdidos no mundo de sombras. Pôs em dia suas últimas vontades, e se deu conta de que a chuva havia passado há muito. Seu coração suspirava baixinho, pedia a liberdade de criação. Sua vida acordava daquele sono forçado, ele se lembrava dos fatos passados... e lembrou. Lembrou, mas não viu nem sinal de sua lembrança. Procurou por todos os lados. Lá fora, viu o mundo belo de raios dourados do sol. Lá dentro, achou idéias em desenvolvimento. Em nenhuma delas viu o rastro brilhante do Sonhador, seu sorriso despreocupado, suas vontades sem limites. Mas... ele foi porque quis, não é mesmo? E quem se importa com um maluco que quer o mundo e saiu para conquistá-lo?


No meio da estrada nebulosa, o Sonhador virou para trás, como se sentisse que alguém o chamava. Baixinho e longe, muito longe. Nisso de virar, tropeçou e caiu. Como o Tempo. Só que ele caiu num chão duro e novo. Numa dimensão onde a noite era um teto de pontos luminosos, escondidos atrás de nuvens cheias de novidades. Onde o ar era quente, ainda que o vento gelado e vigoroso. Agora, a vida era outra. Haviam ponteiros, ampulhetas que viravam e eram desviradas, um passado de fatos eternamente mortos, um futuro de idéias prematuras, um presente generoso para criar tudo isso. Fantástico, o mundo daqui. Fascinante, a verdade real. Deixa de saudade, adeus às ilusões. Ei, me deixa ver como viver é bom... afinal... não é a vida como está, e sim as coisas como são...


Sei, sei... muitas verdades. Você continua ditando seus sentimentos como leis a serem seguidas. Pense bem, pense melhor, pense em tudo: Tem certeza de que isso não importa? De que isso não foi nada para você? Ora, vamos... não seja ingrato. Ora, consciência, não me desafie. Como isso tudo (ou nada) poderia ter sido alguma coisa, qualquer coisa? Não minta, não console. olhe para a pilha de versos sem plenitude ou sentido que moram no meu quarto. Compare-os com minha mente agora tão sensata e cheia de si. Deixe-me em paz! Nada de conflitos psicológicos do infinito que já passou. Sombrio, basta-me o coração. E não me venha com teorias... o Sonhador é como os sonhos que faz e não realiza. Dele, nada há senão vazio sem razão.



Seu coração jamais pertenceu a mim. A idéia do que era verdadeiro perdeu-se na ilusão. Eu não acredito nele. Eu não acredito em sonhos alienados, eu não quero poetas frustrados. Da ponte entre o nada e o ilusório, caí no real. E não senti dor.



Deixe-me só. Irei entre o visível e o invisível, nem que isso me custe o medo de cair no nada, num futuro perpétuo. Poderei olhar-me no espelho...

E assim verei-me por dentro, na plenitude do meu eu.
Verei o nada que me resta. O nada que não há.

Não haverá versos.

Nada de sonhos.

Quero ir. Deixe-me ir.



- Desde o inicio que este texto foi escrito pelo Alessandro, sempre gostei imenso dele. Sempre coloco ele, sempre que a ocasião assim predestina. Sei que já o repeti em outros sítios... mas quem gosta não se cansa. Não é mesmo? -

As fotografias e ilustrações estão no blog do próprio autor inseridas no texto que escreveu.

Da Vinheta na Boca

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 21:54


Fotografias de Tina Modotti



Garrafa de Desejos
Crucificado à Garrafa

Autora: NãoSouEuéaOutra

Sou um Homem de Alma vazia,
Fiquei moribundo no fundo daquela garrafa
Sabia bem, enquanto estava cheia, a garrafa
O fundo foi onde me afundei, depois de tanta garrafa cheia
Tinha sonhos loucos, julgava-me um mágico 
E sorria na bebedeira e magicava seduções
Sentia-me seguro, eu era tão ‘’garrafeiro’’
(uma linda profissão, até ficar no fundo)
Chegava a escolher uma hora para me afundar
Sem fundo ainda, e queria ter visões… ler o futuro
Pior, ler as mentes e as intrigas dos homens, outros como eu
Pois julguei conter Deus em mim, e queria-o na garrafa

A garrafa tinha um corpo, um corpo sem dose aos sentidos
Agarrá-la e nem ouvir uma voz e só emborcar
Sim, tornei-me bêbedo diariamente…
Fingia que umas quantas garrafas não faziam de mim um alcoólico
Mas eu precisava de anestesiar-me, ter um prazer para a merda dos meus dias
Para a solidão do meu caminho, julgava-me maior que os outros homens
Não tinha humildade suficiente para descer, eu queria ser Deus
Ter os meus assistentes, entendem?
Uma garrafa era um desejo, solitário e velhaco ao fim ao cabo
Às tantas a garrafa já nem me chamava, já me tinha nas mãos e nos bolsos
Tudo por ela fazia, ninguém ousasse dizer o contrário
Por ela, a garrafa eu mentia ou matava à gritaria
Ela era o meu doce suicídio consentido, embora fosse Deus que quisesse ver no fundo
O Fundo onde fiquei e sem escadas,
E digo e grito continuamente, ‘’não, não sou bêbedo, não sou dependente…’’
Embora o óbvio aconteça, eu me recuso à verdade
E o fígado grita das suas entranhas, ‘’oh bêbado, gostas da cirrose?’’
Mas como sou um Homem, grito para mim mesmo, ‘’sou macho e isto é mentira!!’

Mas hoje, justamente hoje, disse,‘’Onde está outra garrafa?’’;
‘’Será que os supermercados resolveram fazer greve,
Logo justamente hoje que Deus dissera que viria ter comigo!!’’

- poema massivo ou seja por limar as arestas -

O Comboio da Vida

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 17:39

Fotografia, daqui do sitio (blog)


Uma Letra de Canção cantada por Elvis Presley


Train I ride, sixteen coaches long
Train I ride, sixteen coaches long
Well that long black train got my baby and gone

Train train, comin' 'round, 'round the bend
Train train, comin' 'round the bend
Well it took my baby, but it never will again (no, not again)

Train train, comin' down, down the line
Train train, comin' down the line
Well it's bringin' my baby, 'cause she's mine all, all mine
(She's mine, all, all mine)



Tinha dois para postar ontem, mas resolvi não fazê-lo e guardei-os. Heis que ao publicar os ditos aparecem nos seus respectivos sítios onde deveriam estar, se tivessem sido publicados!!!E assim que às vezes podemos provar certas coisas...!!

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