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'' Falamentos ''
Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in Animação , As Palavras , Desamor , Fantasia , Felinos , Fémea , Ficção , From tumblr , Gatas , Gatas Borralheiras | Posted on 22:57
via popota
«Fazes-me uma boa pergunta, oh Gata!!! É o mundo que está louco, ou sou eu? »
é adorável este bichinho felino. que ternura. é só olhar p´ra ele, que o mundo cai paralisado!! obviamente, apenas, para quem gosta de felinos.
Arranha-me Com Riscas
Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in Arte , As Palavras , Contos , Escrita Criativa , Felinos , Feminino , Fotografias , Gatas , Mulher | Posted on 03:40
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Desceu a rua. Maria. Era noite. O mistério encontrou-a. Não era uma Maria como qualquer uma, não senhora. Tinha saltos altos. O bico do salto tinha palavras e todo o corpo se listrou. Naquele momento em que lhe pousou os olhos, Maria perdeu o tino. A boca começou a torcer, a língua queria fazer poemas sem nexo e o sexo aos saltos queria dançar nos saltos altos. Ali despiu-se num arrepio e, ficou dentro dos minutos numa nudez suada… as costas se colavam à parede, os saltos altos se aferravam à terra. A Lua, até perdeu o juízo e como um felino, pela madrugada, começou a miar. Nessa madrugada, em Maria, a poesia nasceu-lhe no sexo, por conta de uns saltos altos e aquela pele colada aquele tecido parede.
O tempo passou sem nexo e o sexo cobriu. A saia curta, a cintura foi encontrar… listradas as suas pernas e sem cueca se pôs a cambalear fogosamente. O arrepio a percorria sem temor. Torneado o seu corpo, respirava a poro e poro o grito de uma poesia beijada pela sexualidade recém descoberta. O mundo passou a ser um quarto, pinchava para esparramar a poesia. Sexo e poesia, poesia e sexo.
NãoSouEuéaOutra in '' há demónios virgens de saias ''
Madame La Chatte, ousando comer a torneira
Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in Crónicas , Felinos , Fotografias , Gatas | Posted on 23:37
Madame La Chatte
«… A Gata gosta dos telhados. Ela sobe sempre ao mais alto dentre eles. A Gata é a Bandarra do Trono, ela conhece-lhe as comissuras e os âmagos ao esmero. Ela sabe que, sob as telhas, moram os demais, ela sabe que, sem permeio e sob a Lua moram os seus pares, insubmissos incoerentes. A Gata reina no mais alto dos Tronos de cada casa.
A Gata, outrora, bem-fadou a Raposa. Por percalço, doou-lhe o espírito vivaz e sinuoso. A Gata aliou-se à Grande Loba-Mãe quando os predadores legislavam ao som das suas mandíbulas consanguíneas. A Gata tornou-se Loba e a Loba virou Lua na mais fosca das serranias. Solitárias viveram ambas até ao crescente giboso que tudo mudou.
A Gata ama os Corvos, ela devora-lhes os cânticos. Ela delira com as suas asas enfeitadas de plumas negras que resplandecem sob qualquer dos luares !!!...
A Gata sonha com crocodilos insanos onde, em pesadelos divinatórios, ela é tragada em lamacentos poços de água salgada. A Gata abomina répteis.
A Gata tem no número 616 a sua forma ectotérmica, ele leva-a ao mais abismal dos oceanos. Aí, ela não sobrevive. A Gata apenas irradia junto de telhados.
A Gata é devota da Mulher, venera-lhe o sexo.
A efígie da Gata é uma lua balsâmica avistada no meio duma bruma nocturna a partir do centro de um doicoságono feito de petrificados portais imemoráveis e engolidos por heras alforriadas.
A Gata é a bruma excelsa que nos lacrimeja os olhos. Ela é o Arcano XIII atribuído à Humanidade…
A Gata simboliza o ideograma que nos transmite a chegada do Término para o recomeço do Princípio…»,
por SÜBÜGÄTÄI KONII, in “Amor canibal” – 2009
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