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Tapasya

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 09:05

Siva, o rei das tapasyas

Swami Krishnapriyananda Saraswati


Om namo bhagavate narayanaya!
Om namo bhagavete vasudevaya!
 Om Namah Sivaya!



É necessário alguém ficar preso a vida toda em uma pessoa, como um guru ou mestre espiritual, prestando serviço devocional, para poder liberar-se? Bhakta

O serviço devocional é Karma-jñana-bhakti, ou seja, é ação consciente da devoção. Não há nenhuma necessidade de formalizar nada além da sua vontade de servir ao Dharma e ao Supremo. Krsna não nos deu ordens para seguir nenhuma instituição nem mesmo religião; Ele simplesmente nos deu o caminho da liberdade do amor pelo Supremo. É claro que uma ciência tão complexa como a da filosofia do Veda não se aprende de um dia para outro, muito menos se realiza tão em repente. O mestre espiritual é quem esclarece as dúvidas do iniciante, aponta o caminho para seguir adiante, mas jamais escraviza o discípulo. O Mestre Espiritual verdadeiro não é um simples negociante, que em troca de alguns trocados dá algum conhecimento, um mantra fajuto, ou coisas do gênero. Por outro lado, convém salientar, que nem todas as traduções dos textos disponíveis do Brasil ou no mundo são fidedignas, quer pela precariedade das interpretações dadas por seguimentos sectários e religiosos, quer pela má tradução e má formação no Sânscrito daquele que interpretou este ou aquele verso. Então, é aconselhado estudar a escrita original dos textos para saber o que realmente está sendo dito. Aprenda-se o Sânscrito, e fique-se livre das interpretações pessoais de pessoas sem cultura védica, sem formação acadêmica, etc. A edição que temos no Brasil de muitos textos como o Bhagavatam, por exemplo, foi mal traduzida, além de ter sido comentada por um autor sem formação em Sânscrito, sendo uma mera cópia apressada da edição da Gita press, além de ser tendenciosa ou conduzir tudo para visão da seita do autor. Há um exemplo muito hilário num blog brasileiro onde o postador coloca o Kalisantarana Upanisad como aconselhando Narada Muni a cantar o Mantra Hare Rama Hare Krsna, descrevendo-O ao contrário, ou seja, iniciando com Hare Krsna e depois Hare Rama. Mas ele colocou o texto em devanagari, a escrita original do Sânscrito, e o mesmo está na forma correta, Hare Rama Hare Krsna. Sendo um sinal bem evidente e claro que não sabe ler o sânscrito. Isso é muito engraçado, e ele coloca-se como se fosse um erudito. Que hilário!

Outro exemplo, o sloka 6.1.16, do Bhagavatam que é referido pelo Bhakta da pergunta, a qual deu início a esta missiva. É temerário o que diz ali, na escrita daquele autor. Por exemplo, a tradução do Bhagavatam do autor citado, diz:

Meu querido rei, se uma pessoa pecaminosa engaja-se num serviço a um bona fide devoto do Senhor, e assim aprende como dedicar a sua vida aos pés de lótus de Krsna, ele pode purificar-se completamente. Alguém não pode se purificar meramente por submeter-se a austeridade, penitência, brahmacharya e outros métodos de expiação que eu descrevi anteriormente”. Será desnecessário colocar aqui a interpretação de palavra por palavra conforme o autor se refere, porque vemos claramente tratar-se de uma interpretação ou leitura através do viés doutrinário do mesmo, e não é nada fiel ao que está escrito no Sânscrito. Ideologia não nos interessa discutir aqui.

O verso que citado está no Bhagavata-purana, 6.1.16 (texto antigo dos ensinamentos de Bhagavam – ou o mestre ou Senhor) é bem claro e objetivo. Apesar de não ser adequado citar-se versos isolados de um texto, o qual refere-se a uma conversa entre dois personagens, e, portanto, o sentido pode ficar fragmentado ou descontextualizo se não for colocado em totum. Para a sabedoria da verdade, a tradução correta do mesmo é a seguinte, conforme o texto sânscrito (podendo ser conferido por qualquer um que leia Sânscrito corretamente, e que esteja livre de visão ideológica ou sectária):

na tatha hy aghavan rajan puyeta tapa-adibhih
yatha krsnarpita-pranas tat-purusa-nisevaya

na= não; tatha= assim; hy= (no sentido de “no passado”); certamente; aghavat= impuro; rajan= rei; puy= fede; pústula; eta= assim; tapah= austeridade; adhibhih= sendo primeiro; yatha= deste modo como segue; krsna= Krsna; arpita= firme; fixo; pranas= banha-se; tat= assim; purusa= a pessoa; ni= com; sevaya= prestando serviço; nisevaya= prestando seva.


Nem o rei número um das tapasias (austeridades) purifica o purusa como o banho firme de Krsna Seva.

O Brahmacharya é considerado o mais elevado tapasya. No Rig Veda, Tapasya é apontado como filho de Manyu (posteriormente chamado Rudra, e depois Siva), e Tapo-Raja (rei por sobre as austeridades), é um nome da Lua. A Lua, na cultura védica, é masculino e não feminino, sendo o rei da mente, e o Brahmacharya, controle dos sentidos, o mais elevado tapasya. Portanto este verso rememora que grandes seres, capazes de austeridades elevadas, conforme a mitologia indiana, se rendem ao Seva, que é o serviço abnegado ao Supremo. Também, antigamente o Yogi era chamado de “tapaswin”, significando “miserável´´; “mendigo”, “pobre”, no sentido de asceta, ou quem praticava alguma austeridade. A atividade de tapasya tem em vista o foco em algum esforço ou manter-se num empreendimento levando algum tipo de austeridade corporal tendo em vista alcançar algum tipo de iluminação ou benesse do tipo espiritual. No sentido amplo, os Niyamas descritos nos textos védicos, e posteriormente colocados por Patañjali nos Yoga Sutras, são autocontroles, nos quais tapasya implica na autodisciplina que tanto significa um aspecto físico como a busca de um elevado propósito na vida. Os tapaswin defende que através de Tapas se pode “queimar” ou então prevenir acúmulo de karma ou energias negativas acumuladas, limpando o caminho que leva na direção da “evolução” da consciência espiritual.

No mais das vezes, as traduções que temos no Ocidente dos textos védicos estão impregnadas do “ethos” ou forma de pensar Ocidental. Por exemplo, inexiste a noção ou significado de “pecado” no Sanatana dharma, e quando aparece esta palavra nos textos védicos ela é totalmente equivocada. A palavra “papa”, quase sempre é traduzida como “pecado”, mas o sentido correto é “impureza”; “inconsistência”. Uma pessoa é “impura” pelo nascimento; devendo submeter-se aos Samskaras ou rituais purificatórios conforme orientação de Manu. Mas este “impuro” não é de cunho moral, mas objetivo, ou seja, ligado ao corpo e à matéria. Na verdade, quem não se submete aos ritos de Manu nem mesmo é considerado “pessoa” para Manu. Um dos processos de alcançar a liberação ou Moksa é a realização de austeridades, as quais o sr. cita algumas: não fumar, não beber, não comer carnes, etc. Mas isso não é suficiente. Se olharmos bem de perto, os animais não fumam, não bebem, muitos jamais comerão carnes, vivem em condições muito difíceis na natureza, são totalmente castos, e, mesmo assim, não alcançam a liberação e jamais a devoção pelo Supremo. Portanto, nossa condição de meros animais no mundo não nos garante a qualidade de “humanos”. Uma pessoa nasce no mundo como um animal qualquer; ela deverá seguir os passos de purificação indicados pelo Manusmriti. A condição de “devoção ou Bhakti” somente é alcançada na plataforma de “humano”. Esta palavra é interessante, ela quer dizer “seguir os princípios de Manu; hu= sacrifícios como indicado; manu= por Manu= humanu!;. seguidor das purificações do Manu). O primeiro passo é seguir os tais princípios, porém alguém pode ser um grande devoto e não seguir principio algum. A plataforma de consciência do Supremo é a mais elevada das plataformas. Regra e regulações, nascidas da própria experiência particular e idiossincráticas, típicas de seitas e coisas do gênero, são tão danosas quanto regra alguma. É por isso que o candidato a Sadhaka deverá realizar os rituais purificatórios.

O processo de namakarana diksa ou “iniciação” é um processo interno e pessoal. Diksa significa seguir o Dharma, ser respeitoso ao mestre espiritual, e seguir as orientações que Ele lhe dá, sendo a superior das instruções aquele que liberta o discípulo até mesmo do guru. Amar ao mestre espiritual e tê-lO como um amigo é mais importante do que mera formalidade. A cerimônia de fogo, que segue os rituais védicos, é mera formalidade. O conteúdo é mais importante do que a forma. O Sr. Krsna nos instruiu: Sarva Dharma Mam ekam (Gita. 18.66), ou seja, “seja devotado a Mim e tenha a Mim como o Uno”, o resto é mera “perfumaria”. Isso é o mais importante. Abandone as religiões e obrigações mecanicistas para com o Supremo, e atue como um devoto em tudo. Então estará bem. Livre-se de seitas, religiões e dogmas sem sentido.

Procure seguir o canto dos Santos Nomes, iniciando por Hare Rama e depois Hare Krsna, isso irá purificar e servir de abrigo nesta era de trevas, Kali-yuga. Louve Narayana e Vasudeva. Om namo bhagavate narayanaya! Om namo bhagavete vasudevaya! Om Namah Sivaya! Cante o Mantra do Senhor Krishna, “Sri Krsna govinda hey murari| henata narayana vasudeva”; este é o mais poderoso mantra para alcançar amor de Krsna.

Procure ser bom e fazer o bem, sem abrir mãos da Justiça. Ser pacífico é diferente de ser passivo. Então se estará seguindo o Dharma. Leia e releia o canto 12 do gita todos os domingos, então Krsna irá se encarregar de lhe mostrar a Verdade.


om hari hara om tat sat 
(source)

Eu Sou Aquilo

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 08:17

 Do livro "Eu Sou Aquilo"
  – Nisargadatta Maharaj  -

...Pergunta: Uma vez que tenha decidido encontrar a Realidade, o que farei depois?

Mararaj: Depende de seu temperamento. Se você for sério, qualquer caminho que escolher o levará a sua meta. É a seriedade o fator decisivo.

P: E o que me amadurecerá? Necessito de experiência?

M
: Você já teve toda a experiência de que necessita. Você não precisa acumular mais, em vez disto você deverá ir além da experiência. Qualquer esforço que fizer, qualquer método que seguir, meramente gerará mais experiência, mas não o levará além. Nem a leitura de livros o ajudará. Eles enriquecerão sua mente, mas a pessoa que você é permanecerá intacta. Se esperar qualquer benefício de sua busca material, mental ou espiritual, você errará o alvo. A verdade não dá nenhuma vantagem. Não lhe dá um status mais elevado, nenhum poder sobre os outros; tudo o que você obtém é a verdade e a liberdade do falso.

P: Seguramente, a verdade me dará o poder para ajudar outros.

M
: Isto é mera imaginação, de qualquer forma nobre! Na verdade, você não ajuda outros porque não há outros. Você divide as pessoas em nobres e ignóbeis e você pede ao nobre que ajude o ignóbil. Você separa, avalia, julga e condena – em nome da verdade você a destrói. Seu próprio desejo de formular a verdade a nega, porque ela não pode ser contida em palavras. A verdade só pode ser expressa pela negação do falso – em ação. Para isto você deve ver o falso como falso e rejeitá-lo. A renúncia do falso é libertadora e dá energia. Abre o caminho para a perfeição.

P: Quando saberei que descobri a verdade?

M
: Quando a ideia “isto é verdadeiro”, “aquilo é verdadeiro”, não surgir. A verdade não afirma a si mesma, ela está na visão do falso como falso e em rejeitá-lo. É inútil buscar a verdade quando a mente estiver cega ao falso. Deverá ser purificada completamente do falso antes que a verdade possa despontar em você.

P: Mas o que é falso?

M: Certamente, o que não tem nenhum ser é falso.

P: O que você quer dizer por não ter nenhum ser? O falso existe, duro como um prego.
M: O que se contradiz não tem ser. Ou só o tem momentaneamente, o que vêm a ser o mesmo. Pois o que não tem um princípio e um fim não tem nenhum meio. É um oco. Só tem um nome e uma forma dados pela mente, mas não tem nem substância nem essência.

P: Se tudo que passar não tem ser, então o universo não terá nenhum ser tampouco.
M: Quem o negou? Certamente, o universo não tem ser.

P: O que tem?

M
:Aquilo que não depende de nada para sua existência, que não surge quando surge o universo nem se põe quando o universo se põe, que não necessita de qualquer prova, mas dá realidade a tudo que toca. A natureza do falso é parecer real por um momento. Pode-se dizer que a verdade torna-se o pai do falso. Mas o falso está limitado no tempo e no espaço e é produzido pelas circunstâncias.

P: Como me liberto do falso e obtenho o real?

M
: Com que propósito?

P: Para viver uma vida melhor, mais satisfatória, integrada e feliz.

M
: O que quer que seja concebido pela mente deve ser falso, pois é obrigado a ser relativo e limitado. O real é inconcebível e não pode ser aparelhado para um propósito. Deve ser desejado por si mesmo.

P: Como posso querer o inconcebível?

M
: O que mais é digno de desejo? Concordo, o real não pode ser desejado como uma coisa é desejada. Mas você pode ver o irreal como irreal e descartá-lo. É o descarte do falso que abre o caminho para o verdadeiro.

P: Entendo, mas como se parece na vida diária atual?

M: O interesse próprio e o egocentrismo são os pontos focais do falso. Sua vida diária vibra entre o desejo e o medo. Observe-a atentamente e verá como a mente assume inumeráveis nomes e formas, como um rio espumante entre as pedras. Siga o motivo egoísta em cada ação e olhe-o atentamente até que se dissolva.

P: Para viver se deve cuidar de si mesmo, deve-se ganhar dinheiro para si mesmo.

M
: Não necessita ganhá-lo para si mesmo, mas pode ter que ganhá-lo para uma esposa ou um filho. Pode ser que deva seguir trabalhando para os outros. Mesmo só manter-se vivo pode ser um sacrifício. Não há nenhuma necessidade de ser egoísta. Descarte todo motivo egoísta logo que o veja e não necessitará buscar a verdade; a verdade o encontrará.

P: Há um mínimo de necessidades.

M
: Não foram satisfeitas desde que você foi concebido? Abandone a escravidão do egoísmo e seja o que é – inteligência e amor em ação.

P: Mas se deve sobreviver!

M: Você não pode contribuir para a sobrevivência! Seu ser real é eterno e está além do nascimento e da morte. E o corpo sobreviverá enquanto for necessário. Não é importante uma vida longa. Uma vida plena é melhor que uma longa vida.

P: Quem vai dizer que é uma vida plena? Depende de meu fundo cultural.

M: Se você buscar a realidade, deverá se libertar de todos os antecedentes, de todas as culturas, de todos os padrões de pensamento e sentimento. Mesmo a ideia de ser um homem ou uma mulher, ou mesmo humano, deve ser descartada. O oceano da vida contém tudo, não apenas os humanos. Assim, em primeiro lugar abandone a auto-identificação, pare de pensar de si mesmo como assim e assado, esse e aquele, isto ou aquilo.

Abandone todo interesse próprio, não se preocupe com seu bem-estar, material ou espiritual, abandone todo desejo grosseiro ou sutil, deixe de pensar em avanços de qualquer tipo. Você é completo aqui e agora, não necessita absolutamente de nada. Isto não quer dizer que deva ser tolo e imprudente, imprevidente ou indiferente; apenas a ansiedade básica por si mesmo deve cessar. Você necessita algum alimento, roupa e abrigo para você e para os seus, mas este desejo não cria problemas enquanto a ambição não passar por necessidade. Viva em sintonia com as coisas como elas são e não como são imaginadas.

P: O que sou eu se não um ser humano?

M
: Aquilo que o faz pensar que você é humano não é humano. Não é senão um ponto de consciência sem dimensão, um nada consciente; tudo o que pode dizer sobre si mesmo é: “eu sou”. Você é puro ser – Consciência – bem-aventurança. Compreenda que este é o fim de toda busca. Você chega a ele quando vir que tudo o que pensa sobre si mesmo é mera imaginação, é permanecer distante, na pura consciência do transitório como transitório, do imaginário como imaginário, do irreal como irreal. Isto não é de forma alguma difícil, mas o desapego é necessário. É o apego ao falso que faz tão difícil a visão do verdadeiro. Uma vez que entenda que o falso precisa de tempo e que necessitar de tempo é falso, você estará mais próximo da Realidade, a qual é eterna, sempre no agora. A eternidade no tempo é mera repetição, como o movimento de um relógio. Flui do passado para o futuro interminavelmente, uma perpetuidade vazia. A Realidade é que faz o presente tão vivo, tão diferente do passado e do futuro, os quais são meramente mentais. Se você precisar de tempo para alcançar algo, deverá ser falso. O real está sempre com você; não precisa esperar para ser o que você é. Apenas não deve permitir que sua mente saia de você mesmo na busca. Quando quiser algo, pergunte a si mesmo: realmente necessito disto? E, se a resposta for não, então meramente o abandone.

P: Não devo ser feliz? Posso não necessitar de algo, mas se puder me fazer feliz não deverei pegá-lo?

M: Nada pode lhe fazer feliz mais do que é. Toda busca de felicidade é miséria e leva a mais miséria. A única felicidade digna do nome é a felicidade natural de ser consciente.

P: Quer dizer que devo abandonar toda ideia de uma vida ativa?

M
: Não, de forma alguma. Haverá casamento, filhos, ganhar dinheiro para manter a família; tudo isto acontecerá no curso natural dos eventos porque o destino deve cumprir-se; você passará por isto sem resistência, confrontando as tarefas como vierem – interessada e completamente –, nas pequenas e grandes coisas. Mas a atitude geral será de carinhoso desapego, enorme boa vontade, sem esperar retorno, dando constantemente sem nada pedir. No casamento, você não é nem o marido nem a esposa; você é o amor entre os dois. Você é a clareza e a bondade que tornam tudo ordenado e feliz. Pode parecer vago para você, mas, se pensar um pouco, descobrirá que o místico é o mais prático, pois faz com que sua vida seja criativamente feliz. Sua consciência é elevada a uma dimensão superior, da qual se vê tudo muito mais claramente e com maior intensidade. Você compreenderá que a pessoa que você se tornou no nascimento, e que cessará de ser na morte, é temporária e falsa. Você não é a pessoa sensual, emocional e intelectual, oprimida por desejos e temores. Descubra seu ser real. O “que sou eu?” é a questão fundamental de toda filosofia e psicologia. Vá profundamente para dentro dela.

As Mulheres e a Espiritualidade

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 15:20

Didi Sudesh descreve o papel único que as mulheres desempenham dentro da Brahma Kumaris



Num mundo onde as mulheres têm sido vistas tradicionalmente como a esposa, a mãe, a filha ou a irmã de alguém, porque é que uma mulher escolheria seguir um caminho espiritual?



Talvez porque, lá no fundo, cada mulher tenha o desejo de “ser” alguém por si mesma – totalmente consciente de si, segura e no comando. Quando falamos de poder espiritual, estamos na realidade a referir-nos ao poder original do ser, para ser completo e independente – livre da teia do domínio e da repressão, livre da necessidade de existir por causa de mais alguém.



Nos últimos dois mil anos ou mais, as mulheres não têm utilizado o seu poder espiritual por completo. Em vez disso, os aspectos do “feminino” tomaram essencialmente formas simbólicas, desde a Virgem Maria às virgens vestais, desde as Deusas da Terra às Devis Shakti. Por um lado, as mulheres foram colocadas num pedestal e foram adoradas devido à sua pureza ou feminilidade. E ao mesmo tempo, foram excluídas das práticas religiosas e impedidas, mesmo até agora, de entrar nalguns locais de adoração.



Elevadas ou castigadas, exoneradas ou condenadas, o problema principal com o qual as mulheres se deparam é que elas nunca foram tratadas da mesma forma que os homens – nem como líderes espirituais nem como devotas. Essa falta de igualdade tem as suas raízes não apenas nos sistemas sociológico e cultural, mas mais particularmente dentro dos níveis de consciência sobre os quais a espiritualidade e as atitudes estão baseadas.



As Mulheres como Líderes Espirituais

As mulheres tornam-se líderes espirituais quando elas mesmas reconhecem que possuem a capacidade e os atributos necessários para desempenhar tal papel. A mudança de consciência que é necessária consiste em afastar-se dos sentimentos e das atitudes indignas e ver a grandeza existente dentro do eu. As qualidades femininas como o amor, a tolerância, a compaixão, o entendimento e a humildade são qualidades de liderança. Elas também são necessárias para o progresso espiritual, pois sem elas seria impossível aproximar-se de Deus e alcançar a auto-realização. Todos os seres humanos têm estas qualidades, mas as mulheres são mais fácil e naturalmente capazes de as alcançar, já que normalmente os sentimentos de amor e devoção são mais naturais para as mulheres, combinados com um profundo sentido de disciplina e ordem. Um verdadeiro líder lidera através do exemplo.



As mulheres sabem como servir e como doar. A noção de serviço ou de colocar os outros “na frente” tem frequentemente sido vista como um sinal de fraqueza ou de falta de poder. Na verdade é o contrário. A capacidade de se curvar diante dos outros, com verdadeira humildade, é o sinal da grandeza de uma alma que conquistou o ego.



No entanto, essa qualidade de doar aos outros também deve ser balanceada com as qualidades da coragem, da determinação, do pensamento claro e do auto-respeito. Muito frequentemente, as mulheres têm uma tendência de doar aos outros e de negligenciar as suas próprias necessidades espirituais. Esta é uma das principais razões pelas quais as mulheres se sentem esgotadas e com falta de poder espiritual. Assim, a base para assumir a liderança espiritual é a mudança de consciência. Ultrapassar as grandes barreiras físicas, religiosas e sociológicas que privaram as mulheres de se tornarem líderes espirituais, pode ser apenas conseguido através do desenvolvimento do auto-respeito. A qualidade do auto-respeito vem do conhecimento e da experiência do ser eterno, que está além das identidades social, cultural ou física. O ser eterno, ou a alma, é puro, pacífico e é preenchido com qualidades espirituais e divinas. Quando as mulheres tocam esta essência interna e eterna, elas ganham coragem para desempenhar o papel para o qual possuem essa capacidade.



O poder espiritual é uma expressão das qualidades inatas do espírito e não tem nada a ver com o género ou com as limitações físicas. Os sentimentos de domínio e de repressão surgem quando existe a consciência de superioridade ou de inferioridade. No entanto, os sentimentos de igualdade manifestam-se quando há a consciência do espírito ou da alma. Estes sentimentos e atitudes podem expressar-se nas ações, com resultados positivos.



As mulheres ainda estão longe de desfrutar das posições de liderança espiritual e a sociedade ainda não concorda com a ideia de que elas possam ser boas líderes espirituais. Contudo, a sociedade não vai necessariamente mudar, até que alguém, seja um indivíduo ou um grupo de indivíduos, quebre a tradição e estabeleça um novo modelo de regras. Esse, em parte, foi o pensamento por detrás do trabalho de Brahma Baba, o fundador da Universidade Espiritual Mundial Brahma Kumaris.



Contexto histórico da Brahma Kumaris

Em 1936, com 60 anos de idade, Dada Lekhraj, um rico mercador de diamantes da província de Sind (actualmente o Paquistão), experimentou uma série de visões poderosas. Ele sempre teve uma inclinação religiosa e também tinha uma posição muito respeitável na comunidade. Contudo, as visões mudaram completamente a sua vida, revelando imagens surpreendentes do mundo passando por um período de muita inquietação, assim como as imagens da mudança que seriam necessárias para prenunciar um novo mundo para o futuro. Dentro de mais ou menos um ano, Dada Lekhraj, mais tarde conhecido como Brahma Baba, vendia o seu negócio e fundava uma universidade espiritual. Ele nomeou então um grupo de 12 jovens mulheres para assumirem todas as responsabilidades administrativas por um grupo de quase 400 pessoas, que se encontravam regularmente para estudarem o conhecimento espiritual e para meditar.



Naquela época, na Índia, as mulheres eram tratadas como cidadãs de segunda classe, consideradas apenas como propriedade para os seus maridos. Tais atitudes têm as suas raízes nas escrituras tradicionais Hindus. Por exemplo, no Ramayana existe uma referência para quatro coisas como sendo iguais: um tambor (que vocês batem), um animal (que vocês empurram), um louco sem juízo e uma mulher.



Devido a Brahma Baba ter colocado as mulheres na direção de uma universidade espiritual, numa época em que elas estavam ainda escondidas pelo véu – literal e figurativamente – isso causou um alvoroço muito grande. Mas ele estava determinado a conduzir esta “revolução” social e espiritual, acreditando que o equilíbrio entre o poder espiritual e social não mudaria, a menos que a desigualdade fosse corrigida e que fosse dado às mulheres, tanto jovens adolescentes quanto mães, o direito de servir a comunidade como professoras espirituais.



Na época em que Brahma Baba faleceu, em 1969, o conhecimento que ele tinha dado e as mudanças que ele havia liderado encontraram solo fértil e receptivo. Num período de 54 anos, a Universidade cresceu consideravelmente e agora tem mais de 8.500 centros a funcionar em mais de 100 países.



Estudante e não Discípulo

Hoje, numa perspectiva organizacional, tanto os homens como as mulheres assumem a responsabilidade de ensinar e de gerir os centros. De certa forma, os homens seguem o exemplo do fundador e, prontamente, colocam as mulheres “na frente”.


Para a Brahma Kumaris, o conceito de discípulo não existe. Brahma Baba nunca se considerou como um guru. Ele ensinava através do exemplo, ao colocar na prática o conhecimento espiritual e os princípios que recebeu na sua comunhão (yoga) com a Alma Suprema. Também encorajou os outros a fazer o mesmo, ao criarem a sua própria comunicação diretamente com a Fonte.


Brahma Baba encorajou as mulheres a entenderem e a explorarem o seu potencial e inspirou-as com uma visão, da valiosa contribuição que as mulheres podem fazer como líderes espirituais. Ele percebeu que as mulheres têm serenidade e gentileza para entender e aceitar as ideias espirituais facilmente, sem a barreira da arrogância que é tão frequente nos homens. Então, ao colocar as mulheres na frente, ele procurou criar uma situação de igualdade, de respeito mútuo e de estima entre homens e mulheres, e, de facto, em todos os relacionamentos independentemente do género.



Didi Sudesh é Coordenadora da Brahma Kumaris para a Europa. Tem sido estudante e professora na Brahma Kumaris há mais de 47 anos.

(source)

O Dom de Aquário

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 11:17

 Para Aquarianos, como Eu... via Nuno Michaels


 Participação


O Dom de Aquário


Conhece a frase do profeta americano Edgar Cayce que diz “pássaros da mesma plumagem voam juntos”?



O que significa para si esta frase?

Pássaros da mesma plumagem” pode significar almas afins, indivíduos com os mesmos interesses, visões do futuro e projectos. Seres de boa vontade que partilham de ideais individuais e/ou colectivos comum, que comungam da mesma vontade de se renovarem e de renovarem o mundo ao seu redor, de contribuir para que exista mais liberdade, dignidade, justiça, equidade, consciência ou verdade. Indivíduos que se identificam uns com os outros, e se reconhecem, por aspirações ou impulsos, semelhantes.


E “voarem juntos” pode significar, nesta perspectiva, que é em grupo mais do que individualmente, unindo esforços e recursos, amparados e motivados pela energia grupal para a qual contribuem - e que os amplia em retorno -, que a edificação das realidades futuras, idealizadas e partilhadas, pode acontecer.

E este é o Dom da Participação – procurar os da nossa “turma”, aqueles com quem partilhamos ideais, visões, aspirações, aqueles que são animados pelo mesmo espírito que nós. Honrar a necessidade profundamente humana de encontrar “iguais” com os quais se possa unir esforços para implementar uma visão partilhada por todos. Chama-se ao reconhecimento desse espírito comum “unanimidade”, isto é, um só ânimo. Em latim, “animus” significa “espírito”, aquilo que vivifica, energiza, dá vida. E quando um grupo de indivíduos é animado pelo mesmo espírito falamos de unanimidade.

Mas isto é profundamente diferente de um grupo de indivíduos
que se une por uma identificação exterior, ou formal,
mais ligada com a aparência do que com a essência.

Quando estamos perante um grupo de pessoas que age da mesma forma, veste da mesma forma, repete os mesmos gestos e rituais que valem mais pelo aspecto exterior e formal do que pela essência da sua intenção, partilham dos mesmos ritos e hábitos, ou se socorrem dos mesmos símbolos exteriores de estatuto ou poder para encontrar aí um senso de identificação, comunidade ou pertença, falamos de uniformidadeisto é, de uma unidade de forma e não tanto de uma unidade de espírito.

Mas para que os “pássaros da mesma plumagem” voem juntos, há dois requisitos inevitáveis.

O primeiro e mais fundamental deles, parece evidente, é que cada um descubra a verdade essencial acerca da sua própria natureza e da sua própria “plumagem”.

Isto é, ter a firme intenção de ser fiel e verdadeiro a si próprio – enfrentando, se necessário, a inevitável pressão para a conformidade que vem não só de “fora”, da sociedade, ou da família, ou do grupo de pares, mas essencialmente de “dentro”, daquela parte que em nós tem medo de não pertencer, de não se enquadrar, de não ser aceite, de ficar à parte, de ser excluído, de morrer sozinho e abandonado se não pertencer a um “rebanho” e encontrar nele a mesma segurança e protecção que o rebanho oferece à ovelha.

É que o preço de permanecer ovelha, sacrificando a própria autenticidade em prol da ilusão de segurança de pertencer ao rebanho, embora pareça menor no curto prazo, torna-se insuportável no longo prazo.

É o preço de nunca descobrir ou assumir a verdadeira individualidade, é o preço da falta de autenticidade, é o preço de nunca se vir a ganhar consciência de quem realmente se é, é o preço de permanecer aquém de quem se nasceu para ser ou tornar.

Então o primeiro requisito é descobrir, e assumir, a “cor” da própria plumagem. Na história do Patinho Feio, é fácil compreender que o sofrimento do “patinho” só durou enquanto ele se comparou, e se obrigou a ser, como os outros patos – até descobrir que na verdade era um cisne. Até reconhecer a sua verdadeira “plumagem”.

A este processo chama-se "Individuação": tornarmo-nos aqueles que somos, que nascemos para ser, e nos quais nos tornamos à medida que somos o que somos.

E é a grande tarefa simbolizada no signo oposto e complementar de Aquário: Leão.
 
O segundo requisito do Dom da Participação é procurar outros cisnes, ou melhor, outros “pássaros” da mesma plumagem.

Não se trata de procurar aqueles com que se partilha a uniformidade, mas daqueles com quem existe um senso de unanimidade.

Enquanto por auto-envolvimento, falta de generosidade, cobardia, orgulho e sobranceria, medo de perder a própria identidade ou qualquer outro motivo separatista existe a recusa em participar, colaborar e contribuir em, e para, o Grupo, este Dom não pode ser desenvolvido.

Então o segundo requisito do Dom da Participação é ir à procura de “outros como nós”, outros que vejam, acreditem, idealizem, busquem como nós próprios. Não têm que ser iguais a mim; pelo contrário. Têm é que ser iguais a si próprios. É da unidade nascida da diversidade que se cumpre a Participação, e das sinergias criadas pela multiplicidade de identidades, interesses, estilos, talentos, valias, e abordagens à Vida.

Estes "Outros" partilham aspirações, interesses, frequências mentais, ideológicas ou espirituais, e é com estes outros que é natural, espontâneo, fluido haver um senso de identificação mais profunda do que superficial, essencial mais do que formal, e um senso de pertença a uma mesma “família cósmica”, um vago senso de familiaridade, bem-estar, ou simplesmente conforto e prazer na presença ou partilha.

São os nossos "Irmãos de Jornada" com os quais, ao agregarmos poderes e vontades, podemos fazer infinitamente mais pelo destino colectivo do que qualquer um de nós poderia fazer apenas por si mesmo.

Onde estão aqueles com quem me posso identificar?

Onde estão aqueles que acreditam no mesmo que eu?

Onde estão aqueles com quem posso juntar esforços e contribuir e participar para fazer avançar a sociedade, para implementar uma visão partilhada do mundo, uma causa social altruística, os meus ideais? Onde estão os outros que têm, como Martin Luther King, um sonho que eu sonhe também?  Onde estão os outros que posso servir, ou com quem posso servir mais e melhor unindo os meus esforços aos seus?

O Dom da Participação pode assumir a forma de um voluntariado, de um sindicato, de uma associação com ou sem fins lucrativos, da organização de eventos por um mundo melhor, pela Paz, pela solidariedade ou pela justiça, pela participação em grupos de auto-ajuda, serviço e crescimento espiritual, a colaboração em rede através da internet e grupos organizados de interesses.

Qualquer forma que permita honrar a essencial associação de esforços e recursos em verdade, autenticidade e respeito pela natureza própria, por forma a ajudar o mundo a evoluir, as consciências a mudar e os seres a sofrerem cada vez menos são prendas do espírito do Homem ao Mundo e de Deus ao Homem antes de mais, por nos permitir, a cada Um, reconhecer no coração do Outro a própria Divindade essencial. E essa Fraterndade Amorosa é a meta da Era, e da energia, de Aquário.





Yogananda - a litle more

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 13:51


“É melhor viver no inferno na companhia de um homem sábio e de fala áspera do que habitar o paraíso com dez mentirosos de lábios doces! Tolos transformam um paraíso no inferno, ao passo que um homem sábio transforma qualquer inferno num paraíso”.

“O homem que está sempre inquieto e nunca medita acredita que com ele está “tudo bem”, porque ele se acostumou a ser um escravo dos sentidos. Ele só perceberá sua verdadeira condição quando nele despertar um desejo espiritual e ele tentar meditar e se acalmar; então, naturalmente, ele encontrará uma feroz resistência por parte dos maus hábitos de inconstância mental”.
 
 

PARAMAHANSA YOGANANDA

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 09:27



Conserve a energia vital, siga uma dieta equilibrada, sorria e esteja sempre alegre. Quem encontra alegria dentro de si mesmo descobre que seu corpo está carregado de corrente elétrica, de energia vital, não do alimento, mas de Deus. Se acha que não consegue sorrir, fique diante de um espelho e puxe os lábios com os dedos para armar um sorriso. Isso é muito importante!

...tentativa de mudar a dependência dos métodos físicos para os métodos espirituais deve ser gradual. Se uma pessoa, acostumada a comer demais, adoece e, com a intenção de obter uma cura mental, começa repentinamente a jejuar, poderá desanimar-se caso não tenha êxito logo. Leva tempo para se mudar a maneira de pensar e passar da dependência da comida à dependência da mente. 


Uma linguagem desprovida da força do espírito, se assemelha a uma espiga de milho desprovida de seus grãos. 


A atitude mental deveria adptar-se ao tipo de afirmação que se aplique: afirmações relacionadas com a vontade, devem ser acompanhadas de uma enérgica determinação; afirmações relacionadas com o sentimento devem ser acompanhadas de devoção; afirmações relacionadas com a razão, devem ser acompanhadas de um claro entendimento. Quando se deseja curar os outros, devemos selecionar um tipo de afirmação que esteja de acordo com o temperamento do paciente, seja este ativo, imaginativo, emotivo ou reflexivo
YOGANANDA

Life VIDA Love AMOR Meditação MEDITATION

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 13:05



A Plenitude da Vida e da Luz tem sido desperdiçada dia após dia nas actividades perversas do mito egoísta e divisório chamado mente, que é constantemente capturado pela obscuridade dos opostos, como "bom ou mau", "certo ou errado ", "honestidade ou hipocrisia", "consistência ou conflito", "moral ou imoral", "prazer ou dor", "lucro ou perda", "vencer ou derrotar ", "cooperação ou competição" e assim por diante; sendo uma parte dos falsos sistemas de valores social, cultural e convencional , como é também o sistema de crenças estúpido de uma sociedade monstruosa em que matanças cruéis e explorações maciças de homens feita por outros homens continua inabalável há milénios!

 Esse abominável pequeno “eu”, apesar de obter prazer constante na glorificação e engrandecimento, de repente abandonou as suas buscas de poder e de posse de riquezas e encontrou - se no estado de felicidade de uma consciência - sem - necessidade - de - escolhas! E então, a Divindade sem - divisão começou imediatamente dentro de nós mesmos a fazer o trabalho mais profundo que, naturalmente, é considerado como "não - trabalho" ou "trabalho inútil" do ponto de vista do ego - eu!

E neste estado maravilhoso, todos os ruídos do notório “Eu” chegaram a um impasse e uma conversa melodiosa começou no ser - interior sem a limitação do sistema linguístico ! Algumas reflexões nessa dimensão do “não - eu”:

1) Todas as experiências “Espirituais” quer sejam “ esclarecedoras” ou “ extraordinárias” são mera sensualidade e produtos dos passado condicionado.

2) Poluição religiosa e espiritual é muito mais prejudicial, em comparação com a poluição atmosférica.

3) Humanidade gira em torno da venda e da compra , o que inclui “idéias espirituais” !

4) Ver sem ser espectador destrói a continuidade e a corrupção do pensamento.

 5) O autor da pergunta é, infelizmente, uma rede de respostas que foi buscar a outros . Será possível perguntar e ficar com esta pergunta: “ É possível estar num estado de “não - saber” , apesar de usarmos todo o nosso conhecimento técnico para executar as tarefas diárias?

 6) O verdadeiro silêncio é explosivo. Talvez seja vulcânico . É a vida. Não é a mente que artificialmente colocamos em silêncio!

7) Desejar não querer é também um querer .

8) Qualquer conhecimento que vamos buscar a outro , quer a escrituras antigas ou a filosofias modernas, não vale nada a menos que se dissolva no corpo - vivo como uma percepção directa.

9) O estado natural do "nada" explode nos nossos nervos, células e medula - óssea .

10) Qualquer movimento da mente, em qualquer direcção, em qualquer dimensão, em qualquer nível afasta - nos do nosso verdadeiro Self existencial.

Quando isso é entendido directamente por uma pessoa , então acontece uma entrega completa e uma total renúncia !

Texto retirado do site kriyayoga -  Shibendu Lahiri

Conhecimento

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , , | Posted on 09:41

"Pure Lotus" by Chen Zhengping
Falun Dafa Art Center

Os que procuram manter seus seguidores, infundindo-lhes medo, não são verdadeiros mestres. Devemos ser sempre movidos pelo conhecimento, nunca pelo medo.

«Tornamos o mundo belo, e temos o poder de destruí-lo. Quando profanamos o mundo, o meio ambiente sofre uma mudança violenta, que é chamada dissolução parcial. Tais cataclismos ocorreram muitas vezes - um exemplo é o dilúvio de Noé. Estas dissoluções  parciais são conseqüências de ações erradas e erros ignorantes da humanidade. Não pensem que os acontecimentos deste mundo estão ocorrendo automaticamente, sem o conhecimento de Deus. E não pensem que as ações humanas não têm efeito na execução de Suas leis cósmicas. Tudo o que aconteceu através das eras está gravado no éter. As vibrações do mal que a humanidade deixa no éter perturbam o equilíbrio harmonioso normal da terra. Quando a terra fica muito pesada com a doença e o mal, estas perturbações etéricas fazem com que o mundo abra caminho para os terremotos, as inundações e outros desastres naturais. »

Por Yogananda, Guru Indiano  do início do século passado

The Wound of Love

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 17:23

Um texto estranho que encontrei na net, há meses e guardei nos rascunhos para possível '' blog post'' e, deixe-me dizer que nem investiguei o senhor que o escreveu...  Como estou estranha, e geralmente estou sempre estranha... aqui está um texto, também estranho... quiçá de outra dimensão, também estranha!!! Está tudo estranho/a... será o caso do planeta estar estranho?!

 
The Wound of Love

    from chapter twenty-one of The Dawn Horse Testament Of The Ruchira Avatar
by Avatar Adi Da Samraj


   
   
     

Love Does Not Fail For You When You Are Rejected or Betrayed or Apparently Not Loved. Love Fails For You When You Reject, Betray, and Do Not Love. . . . Therefore, The Most Direct Way To Know Love In every moment Is To Be Love In every moment. In The Way Of Adidam, My Devotee Is Founded In This Capability By Virtue Of his or her Constant Communion With Me (and, Thus and Thereby, With The Divine Person, Reality, or Truth).
Avatar Adi Da Samraj
   
   
   



Avatar Adi Da Samraj Only A Fool Will Fail To Cultivate The Relationship To The Beloved. Likewise, Only A Fool Will Fail To Cultivate The human Well-being and The Spiritual, Transcendental, and Divine Realization Of his or her any partner in intimate embrace. And This Is Also True: The ego (or the self-Contracted individual) Is Just Such A Fool!

The emotional-sexual ego Constantly Hunts For an other. The ego-"I" (or self-Contraction) Hunts (or Seeks) an other (Even all others and The Total Objective Cosmos) In Order To Be Gratified, Consoled, and Protected. The Compulsive Hunting (or Search) For an other Is Generated By The Feelings Of Un-Happiness, Emptiness, and Separateness That Possess and Characterize the self-Contracted being.

Once an other Is Found, the ego-"I" Clings To the other, At First pleasurably, and Then Aggressively. The ego-"I" Depends On the other For Happiness, and, Over time, the ego-"I" Makes Greater and Greater Demands On the other For Fulfillment Of itself (In all of its desires). Often, In time, the other Becomes Depressed and Exhausted By This Demand (and Thus Leaves, or Dies). Just As Likely, the ego-"I" Discovers, Over time, That the other Cannot or Will Not Satisfy The Absolute Demand For attention and Consolation. In That Case, the ego-"I" Feels Betrayed, and the ego-"I" Begins The Strategy Of Punishing, Rejecting, and Abandoning the other,

Every conditionally Manifested being Has (In time) Often Been The Proposed Victim Of This Strategy Of Separate and Separative selves. Even More, Until The Heart Gives Way To Divine Love-Bliss, every conditionally living being Is The Original Genius and Grand Performer Of This Strategy Of Separate and Separative selves. It Is The Strategy Of Narcissus, and It Is The Dreadful Work Of all conditionally living beings who Are Not Awake To The Truth Beyond the ego-"I".

If There Is To Be Real Happiness, This Cycle Of egoic "self-Possession" and other-Dependency (or object-Dependency Generally) Must Be Transcended. In The Way Of Adidam, It Is Transcended Through Most Fundamental self-Understanding, and Through self-Transcending Love, Service, self-Discipline, and Meditation (In Responsive Devotional Relationship To Me, and, Thus and Thereby, In Responsive Devotional Relationship To The Divine Person), and (Eventually, By Grace) Through Direct Realization Of The Self-Radiant (or Inherently Spiritual), Self-Existing (or Transcendental), and (Ultimately) Divine Self-Condition Of Being (Itself). In This Manner, The Inherent Happiness Of The Spiritual, Transcendental, and Divine Self Replaces The Fruitless Search (or Hunt) For Happiness By the self-Contracted and Dependent conditional self. . . .

The egoic (or self-Contracted) individual Is (By Virtue Of his or her History, self-Idea, and Lack Of Spiritual, Transcendental, and Divine Realization) Chronically Bound To The Ritual Of Rejection. The emotional (or emotional-sexual) Career Of egoity Tends To Manifest As A Chronic Complaint That Always Says, By Countless Means, "You Do Not Love me." This Abusive Complaint Is Itself The Means Whereby the egoic individual Constantly Enforces his or her Chronic Wanting Need To Reject, Avoid, or Fail To Love others. Indeed, This Complaint Is More Than A Complaint. It Is A self-image (The Heart-Sick or self-Pitying and Precious Idea That "I" Is Rejected) and An Angry Act Of Retaliation (Whereby others Are Punished For Not Sufficiently Adoring, pleasurizing, and Immortalizing the Precious ego-"I").

The egoic (or self-Contracted) individual Is Chronically and Reactively Contracted From all of its relations. Fear Is The Root Of this self-Contraction, and The Conceived Purpose Of this self-Contraction Is self-Preservation, Even self-Glorification. Indeed, Fear Is the self-Contraction. The self-Contraction, or the ego-"I", Is The Root-Action or Primal Mood That Is Fear. Therefore, All Of The self-Preserving, self-Glorifying, and other-Punishing Efforts Of the ego-"I" (or the self-Contracted body-mind) Only Preserve, Glorify, and Intensify Fear Itself.

Fear, the ego-"I", Un-Love, or The Total Ritual Of self-Contraction Must Be Understood and Transcended. All Of Fear, egoity, self-Contraction, or Un-Love Is Only Suffering. It Is Only Destructive. And It Is Entirely Un-Necessary.

Fear, egoity, self-Contraction, or Un-Love Is Chronically Expressed Through The Complex Ritual Of Rejection, or The Communication Of The Dominant Idea "You Do Not Love me". Once This Is (In The Way Of Adidam) Truly, and Completely, and Most Fundamentally Understood, The Ritual Of Rejection, Fear, egoity, self-Contraction, or Un-Love Can Be Directly Transcended, If Only It Is Summarily Replaced By The Ordeal (or Discipline and Practice) Of self-Transcending Love, and (Then, By Grace) Heart-Communion With and (Ultimately) Heart-Communication Of The Divine Self-Condition, In The Form "I Love You".

Therefore, In The Way and Manner Of Adidam, Understand Your Separate and Separative self (As Un-Love) and Transcend Your Separate and Separative self (By Love). And This Is Perfected (Progressively, In The Way and Manner Of Adidam) By Devotional (or self-Transcending and self-Forgetting) Heart-Surrender Of the conditional body-mind To My Bodily (Human) Form, and My Spiritual (and Always Blessing) Presence, and My Very (and Inherently Perfect) State, and, Thus and Thereby, To The Person and The Forms or Characteristics Of The Spiritual, and Transcendental, and Divine, Self.

If You Will Thus Be Love (By This Devotion), You Must Also Constantly Encounter, Understand, and Transcend The Rejection Rituals Of others who Are, Even If Temporarily or Only Apparently, Bereft Of Divine Wisdom, Therefore, If You Will Be Love (As My Devotee, and, Thus and Thereby, As A Devotee Of The Divine Person), You Must (In The Way and Manner Of The Heart) Always Skillfully Transcend The Tendency To Become Un-Love (and Thus To Become self-Bound, Apparently Divorced From Grace-Given Divine Communion) In Reaction To The Apparent Lovelessness Of others. And You Must Not Withdraw From Grace-Given Divine Communion (or Become Degraded By Un-Love) Even When Circumstances Within Your Intimate Sphere, or Within The Sphere Of Your Appropriate social Responsibility, Require You To Make Difficult Gestures To Counter and Control The Effects or Undermine and Discipline The Negative and Destructive Effectiveness Of The Rituals Of Un-Love That Are Performed By others.

For those who Are Committed To Love (and who Always Commune With The One Who Is Love), Even Rejection By others Is Received and Accepted As A Wound, Not An Insult. Even The Heart-Necessity To Love and To Be Loved Is A Wound. Even The Fullest Realization Of Love Is A Wound That Never Heals.

The egoic Ritual Calls every individual To Defend himself or herself Against The Wounds Of Love and The Wounding Signs Of Un-Love (or egoic self-Contraction) In the daily world. Therefore, Even In The Context Of True Intimacy, The Tendency (Apart From Spiritual Responsibility) Is To Act As If Every Wound (Which Is Simply A Hurt) Is An Insult (or A Reason To Punish).

The Reactive Rituals Of egoity Must Be Released By The self-Transcending (and Then Spiritual) Practice Of Love. This Requires Each and Every Practitioner Of The Way Of Adidam To Observe, Understand, and Relinquish The emotionally Reactive Cycle Of Rejection and Punishment. And The Necessary Prerequisites For Such Relinquishment Are Vulnerability (or The Ability To Feel The Wounds Of Love Without Retaliation), Sensitivity To the other In Love (or The Ability To Sympathetically Observe, Understand, Forgive, Love, and Not Punish or Dissociate From the other In Love), and Love Itself (or The Ability To Love, To Know You Are Loved, To Receive Love, and To Know That Both You and the other, Regardless Of Any Appearance To The Contrary, Are Vulnerable To Love and Heart-Requiring Of Love).

It Is Not Necessary (or Even Possible) To Become Immune To The Feeling Of Being Rejected. To Become Thus Immune, You Would Have To Become Immune To Love Itself. What Is Necessary (and Also Possible) Is To Enter Fully Into The Spiritual Life-Sphere Of Love. In The Way Of Adidam, This Is Done By First Entering (By Heart) Into My Company (and, Thus and Thereby, Into The Company Of The Divine Person), and (Therein) To Submit To The Divine Embrace Of Love, Wherein Not Only Are You Loved, but You Are Love Itself. Then You Must Magnify That Love-Radiance In the world of human relationships.

If You Will Do This, Then You Must Do The Sadhana (or Concentrated Practice) Of True Active Love and Real (True and Steady) Trust. As A Practical Matter, You Must Stop Dramatizing The egoic Ritual Of Betrayal In Reaction To The Feeling Of Being Rejected. You Must Understand, Transcend, and Release The Tendency To Respond (or React) To Signs Of Rejection (or Signs That You Are Not Loved) As If You Are Insulted, Rather Than Wounded. That Is To Say, You Must Stop Punishing and Rejecting others When You Feel Rejected. If You Punish another When You Feel This, You Will Act As If You Are Immune To Love's Wound. Thus, You Will Pretend To Be Angrily Insulted, Rather Than Suffer To Be Wounded. In The Process, You Will Withdraw and Withhold Love. You Will Stand Off, Independent and Dissociated. You Will Only Reinforce The Feeling Of Being Rejected, and You Will Compound It By Actually Rejecting the other. In This Manner, You Will Become Un-Love. You Will Fail To Love. You Will Fail To Live In The Sphere Of Love. Your Own Acts Of Un-Love Will Degrade You, Delude You, and Separate You From Your Love-partner (or Your partners In Love) and From Love Itself. Therefore, those who Fail To Practice The Sadhana Of Love In their intimate emotional-sexual relationships, and In human relationships Generally, Will, By That Failure, Turn Away (or Contract) From God (or The Great Condition That Is Reality Itself).

Love Does Not Fail For You When You Are Rejected or Betrayed or Apparently Not Loved. Love Fails For You When You Reject, Betray, and Do Not Love. Therefore, If You Listen To Me, and Also If You Hear Me, and Also If You See Me, Do Not Stand Off From Relationship. Be Vulnerable. Be Wounded When Necessary, and Endure That Wound or Hurt. Do Not Punish the other In Love. Communicate To one another, Even Discipline one another, but Do Not Dissociate From one another or Fail To Grant one another The Knowledge Of Love. Realize That each one Wants To Love and To Be Loved By the other In Love. Therefore, Love. Do This Rather Than Make Any Effort To Get Rid Of The Feeling Of Being Rejected. To Feel Rejected Is To Feel The Hurt Of Not Being Loved. Allow That Hurt, but Do Not Let It Become The Feeling Of Lovelessness. Be Vulnerable and Thus Not Insulted. If You Are Merely Hurt, You Will Still Know The Necessity (or The Heart's Requirement) Of Love, and You Will Still Know The Necessity (or The Heart's Requirement) To Love.

The Habit Of Reacting To Apparent Rejection (By others) As If It Were An Insult Always Coincides With (and Only Reveals) The Habit Of Rejecting (or Not Loving) others. Any one whose Habitual Tendency Is To Reject and Not Love others In The Face Of their Apparent Acts Of Rejection and Un-Love Will Tend To Reject and Not Love others Even When they Are Only Loving. Narcissus, The Personification Of the ego, the self-Contraction, or The Complex Avoidance Of Relationship, Is Famous For his Rejection Of The Lady, Echo, who Only Loved him. Therefore, If You Listen To Me, and Also If You Hear Me, and Also If You See Me, Be Vulnerable In Love. If You Remain Vulnerable In Love, You Will Still Feel Love's Wound, but You Will Remain In Love. In This Manner, You Will Always Remain In The human (and Then Divine) Sphere Of Love.

Therefore, The Most Direct Way To Know Love In every moment Is To Be Love In every moment.

In The Way Of Adidam, My Devotee Is Founded In This Capability By Virtue Of his or her Constant Communion With Me (and, Thus and Thereby, With The Divine Person, Reality, or Truth). Therefore, If any such a one Fails To Be Steady In This Communion With Divine Love-Bliss, Then he or she Will Become Weak In Love. And To Be Weak In Love (At Any Stage Of Life) Is To Be Always Already Independent, Insulted, Empty With Craving, In Search Of Love, Manipulative, Un-Happy, and Moved To Punish, Betray, and Destroy all relationships. Such a Weak one Always Already Feels Rejected and Is Never Satisfied. Indeed, such a one Is Not Even Found To Be Truly Lovable By others.

Those who Love Are Love, and others Inevitably Love them. Those who Only Seek For Love Are Not themselves Love, and So they Do Not Find It. (Even If they Are Loved, they Do Not Get The Knowledge Of It.) Only The Lover Is Lovable. Therefore, Every Heart Should Become As True Love Is. And My Every Listening Devotee, My Every Hearing Devotee, and My Every Seeing Devotee Should Realize (and Demonstrate) This Principle In True Active Love With Me (and Real, True Trust In Me), The One Who Is Love.

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