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PREDADORES

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , | Posted on 21:49

"Predadores"


Género: Análise
Autor: NãoSouEuéaOutra
Ano: 2008
(vasculhando textos escritos, para perceber certas coisas... não se escreve para o escuro!! definitivamente... Deus caminha mais alto que os humanos nos seus ''ditongos'' caminhos e, há quem lhes apanhe o rasto! bendita escrita, que és os olhos da minha Sanidade!! bendito Mestre Urano (planeta transaturnino - astrologia), que atinges o futuro... jamais te enganas, apenas eu me engano humanamente. assim, encontrei este de 2008 no velho blog. minha cabeça era mais centrada... parece que foi esvaziada!! ) 


O que são as palavras?? As palavras deviam ser silenciosas e lidas com o coração. A humanidade não seria, assim, tão desvirtualizada. Mas há muito que se perdeu essa capacidade inata a todos, a telepatia, a empatia para ler nos corações as palavras justas, as palavras da verdade.
Nem todas as palavras são actos, e nem todos os actos são palavras. Com estas palavras, acabo de pensar a palavra Predador. O predador que bate na esposa, e depois pede desculpa e afirma e promete que nunca mais irá beber e nem bater, concorre para a maior das mentiras. A palavra amar que profere, não assenta no acto. Todo e qualquer predador é portador da voraz necessidade de controlo e poder. Há o predador que para obter poder sobre outrem, conduz esse outro ao isolamento de forma dissimulada, e fá-lo por perceber na vítima a fragilidade que a própria não tem consciência. Embora, como é da praxis, o seguro predador reverte a situação, afirmando que é a vitima que se isola. Noutros casos, afirma que a sua conduta é sempre por culpa dela. Ele nunca tem culpa de nada, absolutamente! Obviamente que a construção do poder é praticada de forma tão dissimulada que a vitima não percebe o labirinto alapado do predador.
Importa denunciar que há mecanismos inconscientes que podem ser activados e energizados sobre outra pessoa, através de um certo controlo mental induzido pela força do querer. Algo que o predador consegue fazer, porque sabe da vitima, conhece o estreito caminho da consumação da sua bestialidade. O predador não descansa enquanto não controla a vítima ao máximo na sua acção, e quando o consegue parte para um outro patamar que vai desde toda a bajulação a ofensas psicológicas. Um predador quer o controle da mente e coração do outro, descortinar toda uma vida interior para dessa forma estar no centro da pessoa e desta forma activando todo o poder e com isso a vitima vaza toda a energia que vai alimentando-o. Quando o alimento se torna pouco, ele vai se transformando cada vez mais num animal e persisti em encontrar novos meios de agressão para extorquir a vitima e assim alimentar-se. Forçosamente o predador torna-se mais forte que a vitima, e que por norma se assume como culpada, concorrendo para isso, no vicioso circulo de abusos que aquele sempre anseia exercer.
Um predador é assumidamente perante ele, um predador activo. Ele tem consciência absoluta dos seus actos pela via do coração, embora a sua mente o contradiga, ele assume que não o é. Mas como a mente sem consciência não reconhece a verdade dos seus actos, o círculo vicioso do jogo continuará a dominar todos os pensamentos sem freio. No entanto, há predadores calculistas que exercem a sua natureza complemente cientes daquilo que desejam e como obter.
Todo e qualquer predador é detentor de várias personalidades. Aquela que revela à sociedade fora do seu ambiente, onde a agressão ocorre; aquela que revela perante a vitima; aquela que revela a si mesmo quando a sós. Portanto, a sua natureza intrínseca é dissimulada e a sua capacidade de intricar ainda maior.
De referir que nem todos os predadores são violentos fisicamente, portanto há um grande leque de jogos de poder, cujas violências exercidas são sempre gravosas. Embora, o predador violento físico, englobe regra geral quase todas as outras, e em última instancia o máximo da sua violência, portanto o vértice, é o crime. Daí que não importa qual seja a violência escolhida, ela é sempre uma falta e que coloca o outro numa posição de humilhação.
Geralmente, salvo erro, os predadores se detestam uns aos outros, a não ser quando formam grupos em que a violência é exercida de comum acordo e orientado para uma certa área. Porque o predador silencioso, aquele que age de forma individualista, nunca chama outros. O seu prazer sádico e calculista está em ter ele apenas o controle e escolher a vitima ou vitimas.

Uma amostra de perfis de predadores, não os domésticos:

- aquele que persegue meninas na rua, apenas pela adrenalina que sente ao sentir o pavor da vitima… não vai além disso e apenas goza o prazer do medo do outro.
- aquele que persegue meninas na rua, e se masturba não importando que alguém veja. Regra geral, é raro alguém mover a palha para repreender o predador. Se forem homens, que vejam as acções do dito, perante a vítima, são capazes de mandar umas bocas, como quem vai assistir a uma partida de futebol.
- aquele que escolhe um local previamente estudado e espera determinadas vitimas, para induzi-las à aproximação.
- aquele que escolhe um local mais ou menos isolado, e que por norma passa sempre umas quantas mulheres a determinadas horas e quase nenhum homem, e onde o predador pretende mais que uma simples masturbação a si mesmo.
- aquele que escolhe um local mais ou menos isolado, e que por norma a vitima tenha de caminhar ainda mais para o isolamento espacial, e incita assim a perseguição e que pode inserir em várias categorias, desde agressão, violação; ou apenas a tendência durante a perseguição de exibir os órgãos sexuais num acto continuo masturbatório, cada vez que aquela que é perseguida se apercebe da presença e do jogo do predador.
- aquele que persegue mulheres apenas para entabular conversa de forma sedutora e diplomática, e de seguida surgir uma relação sexual descomprometida em que, segundo o próprio, é do controle da vitima a forma como o quer fazer e o local onde pretende ter a dita relação. Regra geral, quando a vitima cai na cilada, e já no quarto, o jogo vira ao contrário e que pode ter consequências gravosas, não necessariamente assassino, mas abuso psicológico após o acto e ameaça de morte se abrir a boca.

A lista é interminável… mas referindo a esta pequena lista mais suave, na maioria, os predadores são casados e cujos casamentos são estáveis e a capa social que apresentam é de equilíbrio. Portanto, nem todo o predador externo, tem de ser violento no seu lar doméstico ou na sua comunidade de amigos e de trabalho; nem todo o predador que viola meninos ou meninas, tem de violar os seus próprios filhos, como vice-versa.
Mas há uma característica inerente a todos eles, gostam de praticar o sofrimento aos outros; gostam de exercer poder das mais diversas formas. A sua forma de vida em última análise está sob o signo da dominação total sobre um outro Ser. A necessidade deles está acima de tudo, logo torna-se imperioso. Eles têm uma capacidade de interjeição nas suas condutas, que é o de infundir às vítimas um medo que se estende por tempo indefinido, com isso inibindo-as de denunciar os seus crimes.
Muitos predadores são como granadas, cujas cavilhas estão frouxas. Imagine-se a cavilha saltar? Acciona um dispositivo que vai disparar a espoleta e que por sua vez incendeia e com isso detona a carga e por fim rebenta… Buuummmm!!! A violência doméstica está cheia de granadas cujas cavilhas estão bem soltas!!


Comentários:

São cavilhas que doem…nunca mais estanca a pele que era virgem…
Muito triste P.
Triste…
Cintia Thomé

érola, para mim os predadores posso considerá-los todos assassinos…pois o mal que causam à mulheres é mesmo indescritível…
Tratam as mulheres a seu bel prazer, e as exploram como se fossem objetos de brincadeirinha sanguinolenta e perversa….
Quantas jovenzinhas já foram estrupadas por verdadeiros cavalos, e como essas crianças devem ter sofrido à loucura sexual desses doentes mentais….
Analiso um pai, que faça isso com sua própria filha…sem sentir o mínimo de piedade pela sua inocência pelo sangue do seu sangue que lhe corre nas veias…..
Isso me revolta abundantemente….
Todos deveriam ser presos e somente soltos quando sentirem na pele tudo o que fazem nas ruas ou mesmo dentro de seus próprios lares….
Mázinha

gosto de tudo por aqui, porque me arranca do chão da qual penso estar colada, e me atira contra minhas próprias paredes. o importante é pular o muro e enfrentar os cães, e o faz  com audácia intelectual, aqui tudo parece decreto revolucionário.
bjs
e muito prazer. prazer mesmo! Creia. 
Vera

About Women, Child - Sobre mulheres e crianças

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , | Posted on 15:01


Esta tarde, enquanto comprava pão na padaria, encontrei uns jornais sobre a mesa, o assunto era acerca de violações. Militares, engenheiros, empresários de imobiliárias, gestores e etc...!!! Lembre-se disto, são tudo homens.  Quanto aoss violados, ou seja, as vítimas, tanto eram meninas como meninos. De uma coisa, é certa, a vítima NÃO É CULPADA.  Essa ideia generalizada de culpar as vitimas, porque tinham uma sensualidade à flor da pele; porque eram bonitas demais e por isso apelativas; porque vestiam provocante demais para a idade; porque pareciam querer ser beijadas;  porque eram engraçadinhas e fofinhas;  porque eram tão inocentes e alegres e cheias de vida; porque eram bonecas e sorridentes (o que quer que seja, não lhes dá autorização para mexer e macular e transferir uma culpa horrorosa para um ser que mal soprou à vida)....  tem sido um comportamento errado e crasso e, indómito por parte desta sociedade compactuar como se nada fosse.

Se escrevo sobre estes assuntos, é porque tenho uma certa autoridade para fazê-lo. Cada vez mais, me interessa observar o aspecto da vitima. Quanto ao predador, ao violador, ao abusador, ao manipulador sabe-se de uma forma geral porque actua assim, e que mecanismos são activados. Da vítima, esse é que é o mistério e que ninguém estuda!! Desde sempre, as preferências do estudo, de uma forma geral,  foram o Vilão, o Mal. 
Sobre isso, tenho uma opinião que quase sempre, acredito que é para ganhar poder, capacidade para o mal e alimentar-se dos fracos, dos incapacitados, dos que não têm. Isto nada tem que ver com idades. Portanto, muitos dos que são inteligentes e com cultura acima da média, e que poderiam fazer alguma coisa, pouco fazem. Para quê, saber o segredo da vitima? Iria deixar de existir vitimas... não é mesmo? Aí começa o sermão à vítima...
Vejamos que sempre que crianças denunciam violadores, abusadores... estas são sempre duvidadas e, na maioria dos casos, senão na totalidade, o vilão tem sempre a oportunidade de ganhar a inocência sobre os seus actos. É sempre preciso testes rigorosos, ainda que a vitima esteja toda ferida e cheia de sémen à frente dos que observam e constatam isso... parece que ainda é irreal... ou seja, a vítima parece não existir. Não é o violador que não existe, é a vitima e a sua condição. Disto, ninguém quer falar. Para um violador, ninguém lhe diz para esquecer o mal que fez... mas para uma vitima, sempre dizem que tem de enterrar as experiências que viveu e seguir como se nada tivesse ocorrido.. ou seja, libertar o violador do peso anímico da sua maldade, para continuar a exercer cada vez mais até ser apanhado definitivamente e posto num cárcere!! O violador tem uma característica, sabe instintivamente provocar o medo... é tão demente isso. É hora de a  vitima saber onde isso é despertado. É essa a chave que tem de se descobrir. Chega de estudar predadores e violadores... e sim, ir no seu enlace e prendê-los e à sua mania... e estudarem a raiz da vitima!!! Não, ninguém estudou ainda, por isso, as vítimas continuam a existir! Que tal ligar eléctrodos e ver que partes do cérebro são despertados na vitima... e começar esse estudo a sério?!! Colocar violadores reais, condenados e que as vitimas não saibam, para ver a reacção inconsciente nos corpos, nas enzimas, nas redes neuronais....!!!

Ora, isto é Dantesco, meus senhores e minhas senhoras. Essa compostura de ''compaixão''  com mistura de repugnância que se sente pelas vitimas é algo que as pessoas não assumem. Contudo, pode-se dizer que, de alguma forma, o abuso com a vitima continua. Porque, de uma coisa é certa, os abusos tem dimensões que não são apenas os sexuais propriamente ditos. Há todo um armário de gavetas.... se é que me entendem!?

Então, o motivo porque ninguém estuda o mecanismo da vítima, é porque ninguém quer curar a raiz... há uma negação ao bem, à cura e descoberta do que pode fazer avançar esta Humanidade no caminho da Luz e de um novo mundo. Enquanto as vitimas poderem existir sem saberem porque são vitimas, o mundo poderá ser governado por uma série de «maldosos» por assim dizer e que tem o prazer de exercer comportamentos de manipulação, para absorver a essência.
Isto não é um jogo de xadrez muito à vista, às claras... isto tem dimensões um pouco fora do controle dos cinco sentidos.

Pergunto-vos, como é que a vitima encontra o Predador, o Violador, o Vilão, o Mau? Não me venham dizer que ela estava à hora errada, no lugar errado. Nem me digam que o Predador, estava à hora certa, no lugar certo... vejam aqui na expressão,  Predador = hora certa; vitima = hora errada. O que se passa aqui (?), e nem me digam que são os opostos  que se atraem... porque isso é cantiga de vigário mal parido!!!

 *
Não se pode voar, sem se perceber as origens das coisas!!!
O sol por existir durante o dia, não quer dizer que assassina a Lua à noite;
o dia por existir, não quer dizer que impede a noite de acontecer;
o oceano por existir, não quer dizer que domine a terra toda...
mas o homem, acha que tem de desrespeitar tudo, e dominar tudo!!!

Texto em bruto, sem correcção ortográfica...

Vagina, Vulva, Yoni

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 08:49


Eu só me pergunto, até que ponto os consumidores ávidos de informação, os sádicos por domínio, que adoram torturar e espalhar cinzas... acabam por usar estas revelações, ao ter acesso a este tipo de textos sobre as mulheres. Fica-me a sensação, de que abusarão mais. Porque o conhecimento gera abuso de poder!!! Creio que a sua capacidade, por ser programada, consegue criar estruturas manipulativas cada vez mais evasivas e destrutivas!! Os textos esclarecem, abrem portas a novos níveis, mas a questão que fica, é que sendo o homem um predador por natureza, irá usar esta informação para gerar mais raiva em si, e mais manipulações e mais atitudes destrutivas, tudo atrás de um baile de cantigas e justificações que nada revelam a verdade interior do seu desejo de possuir e impedir...
 
A Yoni a falar…

Estou zangada. Fui ofendida. Não foi ele quem me profanou. Foste tu. Tu deixaste-o ir demasiado longe - outra vez!
Eu sei mulheres. Nós ansiamos por ser tocadas no Centro, ser contactadas no mais fundo de nós. Nós desejamos ser consideradas como as radiantes portadoras da Deusa que somos, na nossa plenitude, no nosso poder. E ansiamos que alguém, disposto a contemplar o rosto terrivelmente belo desta Deusa, nos encontre para ficar.
Mas aquele não era o homem.... Tu sabias isso. E mesmo assim, seduziste-o no Santuário dos Santuários, convidando-o a servir-se do que quisesse no teu lugar sagrado. E o teu anseio levou o melhor de ti.
Como podes censurá-lo? Comunicaste-lhe a verdade do teu imaginário acordo? Esclareceste a sua ideia de posse? Como pudeste esquecer-te de te proteger?
Tu sabes que o homem está programado. Ele fica ofuscado pela luz no Templo. Ele é impulsionado pelo desejo e pelo instinto e é o teu Templo e o teu convite que o atrai ou que o mantém à distância.
Eu sei. Já passaram eternidades desde o tempo em que guardavas as portas do templo para ti mesma. Tiraram-te essa protecção há muito tempo. Arrastaram-te pelos cabelos, aos gritos, pelos degraus do Templo até à rua. Cortaram-te, estupraram-te, abriram-te e sangraram-te. Muitas vezes.
Ainda lembras o castigo em cada célula do teu corpo. Não te censuro Irmã /Mãe/ Amante/ Amiga. Mas chamo-te de novo a Casa, à tua sabedoria, com o poder da minha fúria.
E tu perguntas: “Como é que eu vou saber até onde lhe dou permissão?”
Eu respondo-te.
Se ele vier para deixar uma oferenda, deixa-o chegar aos degraus para depositar a sua primeira dádiva aos portões. Se ele for merecedor e digno de receber algo do Templo, então deixa-o entrar, mas apenas até à porta de entrada, a partir da qual ele pode ter um vislumbre da glória, mas sem que possa desfrutá-la por muito tempo ou retirá-la.
Se achares que ele é confiável no Amor, então deixa-o aproximar-se do teu altar e provar a sua devoção. Vai lá ter com ele e consagra-te com ele. Esse é um lugar de profunda entrega, mas mesmo aí, pode haver lugar a desgosto no caso de convidares alguém que não esteja preparado.
No entanto, só no caso de pretenderes que ele te queira para si, deves convidá-lo a entrar no Santuário dos Santuários. Tu conheces dentro de ti o lugar onde ele toca e tu te abres completamente. Esse é o lugar do teu Sacerdote e Companheiro. Esse é o lugar sagrado de Confiança reservado ao Sacerdote do Templo.
Tu saberás quem é esse Sacerdote porque ele vai de bom grado abdicar das necessidades do seu ego, e devotar-se à Vitalidade e Mistério que jorram a partir de ti, honrando-te como guardiã e receptáculo e prometendo devotar-se a cuidar desse receptáculo numa entrega cada vez maior.
O teu sacerdote não virá só por um dia ou uma semana. Ele vai empenhar-se em servir o teu Templo no seu futuro previsível, porque ele reconhecerá que Tudo o que ele procura reside nos teus olhos, no teu ventre, na tua alma de mulher.
Ele vai achar que tu és o seu Portal para o feminino divino e, sabiamente, escolherá honrar-te como tal, apesar do desejo do seu ego primordial de coleccionar vulvas, num hábito infrutífero de experimentar portões em vez de caminhar através eles e morar lá dentro.
Estás a escutar a tua Yoni? Sentes-te curada, sensual, poderosa? Yoni é uma palavra sagrada em Sânscrito para vagina. Ela representa o secreto poder e voz das mulheres. Ela foi silenciada pelas modernas culturas patriarcais que a consideraram perigosa e suja.
Mas a voz do feminino está a acordar no mundo um processo de co-criação que reconecta todas as pessoas com a sua alegria criativa, a sua integridade, a sua beleza feminina e o seu esplendor.
Os homens também estão a encontrar o seu Poder Feminino, uma vez que o feminino está presente nos homens e nas mulheres. Homens dispostos a ancorarem a sua energia feminina receberam enorme cura ao reconectarem-se com a sua sabedoria profunda e instintiva e com a energia da mãe.
Mulheres, por todo lado, estão a escutar o chamamento da sua Yoni para se tornarem plenamente femininas, vivas, radiantes e poderosas.
Ela tem, de novo, voz. Agora é a sua vez de falar. Convida-a e ela falará através de ti e para ti também…

Melissa Seaman

FERIDAS SEXUAIS - Sexual Wounds

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , , | Posted on 08:32




Muitas mulheres têm feridas sexuais e isso torna difícil que se sintam seguras e íntimas numa relação.

Muitas sofreram algum tipo de abuso quer tenha sido incesto, violência ou violação. Antes de poderem entrar inteiras num relacionamento, precisam de fazer algum trabalho de limpeza de energia na zona pélvica. Muitas vezes isso requer tratamento e terapia. É muito difícil conectarem-se profundamente e terem um relacionamento positivo em curso quando têm feridas não cicatrizadas dentro do seu corpo.

Se te aconteceu algum tipo de abuso e pensas “ Isso aconteceu há muito tempo, já não me afecta” gostaria de te dizer que todos os tipos de feridas na zona pélvica e na vulva deixam resíduos energéticos e que de facto te afectam quer estejas disso consciente ou não. Para te relacionares a um nível profundo, precisas de saber relaxar e, se não curaste as tuas feridas, isso ser-te-á muito difícil. Vocês não poderão fazer amor de maneira a estarem totalmente abertas e vulneráveis.

O crescer de uma relação depende de quão profundamente ambos se conseguem abrir. É muito fácil ter sexo inconsciente. Todos nós podemos ter sexo rápido, orgasmos apressados. Mas há uma experiência mais intensa que só pode acontecer se te abrires a receber a profundidade do amor que queres ter.

É importante que te libertes do que quer que esteja a impedir-te de te abrires de forma profunda e confiante.

Quando as mulheres, que experimentaram alguma forma de abuso, se encontram numa relação segura e se sentem amadas, as questões do passado tendem a vir à superfície.
Eu encorajo essas mulheres a procurarem ajuda para curarem essas velhas feridas. Ao fazerem isso estarão no caminho de fazer florescer o actual relacionamento.

Kerry Ryan, uma sacerdotisa da Deusa

O medo sempre estará te espreitando, até você criar coragem para enfrentá-lo.
Magamagaly
 

PREDADORES PSÍQUICOS

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 11:40



É um texto já antigo, mas será sempre actual. Tudo continua a navegar por aí nas sombras em lugares menos suspeitos!!

Lembremos o dito de Freud: "Primum non nocere" - antes de mais nada, não prejudicar quem está ferido!


NA ÁUSTRIA, EM PERNAMBUCO OU EM SP, ABUSADORES SEXUAIS PARTILHAM DA MESMA IDENTIFICAÇÃO MALIGNA COM A MÃE E DA INDIFERENÇA PELO OUTRO



 Os casos de pedofilia e incesto recentemente noticiados pela imprensa -a menina engravidada pelo padrasto em Alagoinha (PE), o austríaco que manteve presa sua filha por mais de 20 anos e com ela engendrou sete filhos/netos, a rede criminosa baseada em Catanduva (SP)- provocaram repulsa e horror em todos os que deles tomaram conhecimento.
Como é possível que alguém pratique tais atos, perguntam-se as pessoas, e quais as consequências deles para as vítimas?
Mesmo que pedófilo e incestuoso não sejam sinônimos - o primeiro se interessa sexualmente por crianças, o segundo toma como objeto uma pessoa da mesma família ou clã (criança ou não), portanto proibido pela lei ou pelo costume -, não é raro que as duas condições coincidam num mesmo indivíduo, como no caso de Alagoinha, e em tantos outros que diariamente chegam às instituições de tutela da infância.
Os motivos pelos quais um adulto - geralmente homem - aborda uma criança com o objetivo de se aproveitar dela são de diversas ordens.

Balas e pipocas

Em primeiro lugar, ela é mais fácil de atrair do que um parceiro adulto: balas, pipocas e a promessa de deixar jogar videogames bastaram para levar ao quarto do borracheiro de Catanduva os garotos que ele cobiçava.
Quem assim procede tem medo de que o adulto recuse seu convite; pode-se supor que seja acometido de ansiedade em relação ao seu desempenho ou que suas fantasias de castração sejam particularmente intensas.
Em segundo lugar, o "predador psíquico" - termo que tomo emprestado ao antropólogo Boris Cyrulnik - tem características que o singularizam entre as várias classes de perversos. A principal delas é uma identificação maligna com a mãe, diferente da que desemboca numa posição homossexual "normal" ou da que - caso venha a fazer parte da porção sublimada da libido - resulta num interesse pedagógico, numa atitude maternal e devotada para com os amigos etc.
O que norteia o impulso sexual do pedófilo é a combinação dessa identificação com um ódio imenso pela criança que ele mesmo foi - "meu objeto deve sofrer ainda mais do que eu sofri"- e com um completo desinteresse pelos sentimentos do outro, que leva o indivíduo a não se incomodar com as consequências que seus atos possam acarretar para a criança.
Quer esta tenha sido "apenas" bolinada, induzida a praticar felação ou estuprada, tais consequências são de extrema gravidade.

O abusador sexual busca muitas vezes uma revanche contra violências de que ele próprio foi vítima na infância (é a justificativa do austríaco Josef Fritzl para o que fez com a filha) e se aproveita do fato de que as crianças são efetivamente dotadas de sexualidade para as seduzir.
Mas atenção: a sexualidade infantil não se confunde com a adulta, e certamente não faz parte dela o intento de servir de meio para prazeres dos quais não tem noção.
Esse ponto é crucial. Todos sabemos que as crianças se interessam pelo que acontece no quarto dos pais e, no contexto do complexo de Édipo, desejam inconscientemente ocupar o lugar de um dos cônjuges.

"Pessoas grandes"

Sua imaturidade, porém, e o fato de desconhecerem muito do que se refere à vida sexual das "pessoas grandes" as fazem inventar o que Freud chamava de "teorias sexuais infantis".
Brincadeiras de médico, de "gato mia" e outras semelhantes expressam a curiosidade natural sobre o corpo, sobre a diferença entre meninos e meninas, sobre como se fazem bebês - mas são parte do que Sándor Ferenczi [1873-1933] denominou "linguagem da ternura".

Já o adulto - perverso ou normal - opera na "linguagem da paixão", ou seja, num registro que confere sentido bem diverso à excitação, às fantasias e aos atos eróticos.
A "confusão de línguas" da qual fala o psicanalista húngaro nasce de que o adulto não controla seus impulsos e excede os limites que a cultura impõe na esfera sexual.
Como afirma com razão Renata Cromberg, não se podem confundir "carinhos de pai" - beijos, abraços, afagos normais e desejáveis na relação pai-filha - com "carinhos de homem": os mesmos gestos, porém realizados com o intuito de proporcionar prazer sexual para si, e nunca para a criança.
Quando isso acontece, esta se vê enredada numa armadilha fatal: sente-se culpada por suas fantasias incestuosas (que, repito, fazem parte do desenvolvimento normal) e chocada pela maneira como elas acabaram por se realizar.
A perplexidade se soma à vergonha e ao trauma de se ver traída por alguém em quem confiava; os efeitos na mente infantil são devastadores, e a eles se somam muitas vezes vestígios corporais, da irritabilidade ou ferimentos nos genitais à gravidez.
A situação é frequentemente complicada pelo medo de contar o que ocorreu ou, pior ainda, pela incredulidade com que o relato é recebido.

Mães se recusam a acreditar que o homem que amam possa ter cometido "aquilo" ou são coniventes (alguém duvida de que a mulher de Fritzl sabia - ou pelo menos suspeitava - do que estava acontecendo naquele porão?); autoridades (como a responsável pela Delegacia da Mulher de Catanduva) não dão seguimento à investigação; e o silêncio contribui para agravar a confusão e a dor.
Diante da incompreensão dos adultos, a criança vítima de abuso sexual aciona mecanismos de defesa violentíssimos, que acabam por aumentar ainda mais o seu sofrimento: identificação com o agressor, entrada numa posição masoquista, cisão da parte da sua mente que abriga as lembranças do fato e outros mais.
Pode se tornar abúlica ou muito agressiva, perder a capacidade de sonhar ou reviver a cena em pesadelos, ser to- mada por sentimentos de perseguição, pela culpa de ter "induzido" o ato ou pela imagem obsedante do agressor. Este, porém, pouco se importa com tais consequências: como sua personalidade é de tipo narcisista, a desumanização do outro não lhe provoca emoção nenhuma.
Contudo, por trás da fachada triunfante, nota-se que esse narcisismo é muito frágil: recobre precariamente um grande vazio e uma angústia atroz quanto à própria identidade.
Compreende-se que o perverso - e particularmente o pedófilo/incestuoso - busque na sexualidade um lenitivo para a incerteza sobre quem é e sobre o que pode ("a pedofilia é a perversão dos fracos e impotentes", diz Freud) e um meio de desviar sobre um ser indefeso o ódio e a hostilidade contra seus objetos internos.

O entendimento sobre como funciona a personalidade do agressor, porém, não diminui a gravidade dos atos que pratica nem a dor imensa que inflige à sua vítima.
O tema do abuso sexual é complexo, e é evidente que estas breves observações não o podem esgotar. A informação adequada é essencial para quem lida com os desastres que ele provoca.
Por isso, gostaria de concluir este artigo recomendando a juízes, médicos, promotores, assistentes sociais, psicólogos - e também aos familiares das vítimas - a leitura de quatro livros nos quais me baseei para o redigir: "Cena Incestuosa", de Renata Cromberg; "Perversão", de Flávio Carvalho Ferraz; "Psicopatia", de Sidnei Kiyoshi Shine; e "Narcisismo e Vínculos", de Lucía Barbero Fuks, este uma coletânea na qual figuram vários trabalhos sobre o assunto [todos publicados pela ed. Casa do Psicólogo].


Lembremos o dito de Freud: "Primum non nocere" - antes de mais nada, não prejudicar quem está ferido!


RENATO MEZAN é psicanalista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de SP. Escreve na seção "Autores", do Mais!

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