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Receita para Mau Humor

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 06:23



Sofre de Mau Humor; acorda de Mau Humor; fica de Mau Humor sem saber porquê? Há uma resposta simples: Mau funcionamento do Fígado.

Quer saber como se Trata? Simples. Uma colher de Chá de Vinagre de Arroz num copo de água morna em Jejum. Et Voilá... dispensa idas ao Psicólogo.


Sou Lilith - Joumana Haddad

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , , , , , , , , | Posted on 07:09


O REGRESSO DE LILITH 
(excertos)
Joumana Haddad

Eu sou Lilith, a deusa das duas noites, que regressa do exílio. Sou Lilith, a mulher-destino. Nenhum macho pode escapar à minha sorte, e nenhum macho lhe quererá escapar.

Eu sou as duas luas Lilith. A negra é complementada pela branca, pois a minha pureza é a centelha do deboche e minha abstinência, o princípio do possível. Eu sou a mulher-paraíso, que caiu do paraíso, sou a arrasa-paraísos.

Sou a virgem, rosto invisível da devassa, a mãe-amante e a mulher-homem. A noite porque eu sou o dia, o lado direito porque sou o lado esquerdo, e o Sul porque sou o Norte.

Eu sou Lilith dos seios brancos. Irresistível é o meu encanto, pois os meus cabelos são negros e longos e de mel os meus olhos. Diz a lenda que fui criada a partir da Terra para ser a primeira mulher de Adão, mas não me submeti.

Sou a mulher-festa e os convidados da festa. Feiticeira alada da noite é o meu apelido, e sou deusa da tentação e desejo. Chamaram-me patrona do prazer gratuito e da masturbação, liberta da condição de mãe para ser o destino imortal.

Eu sou Lilith, que retorna da masmorra do esquecimento branco, leoa do senhor e deusa das duas noites. Recolho na minha taça o que não pode ser recolhido, e bebo-o pois sou a sacerdotisa e o templo. Esgoto todas as intoxicações para que não acreditem que eu posso beber. Faço amor comigo mesma e e reproduzo-me para criar um povo da minha linhhagem, depois mato os meus amantes para dar espaço àqueles que ainda não me conheceram.

Regresso do calabouço do esquecimento branco para quem ainda me não conhece, volto para marcar lugar e para que não creiam que eu posso beber, da brancura do esquecimento para enraizar a vida e para que o número cresça, para matar os meus amantes eu regresso.

Eu sou Lilith, a mulher-floresta. Não vivi uma espera desejável, mas sofri os leões e as espécies puras de monstros. Fecundo todas as minhas costas para construir a história. Agrego as vozes nas minhas entranhas para que o número de escravos esteja completo. Como o meu próprio corpo para que me não tratem como faminta e bebo a minha água para nunca sofrer a sede. As minhas tranças são longas no inverno, e as minhas malas não têm tecto. Nada me satisfaz, nem me sacia, e eis que regresso para ser a rainha dos perdidos no mundo.

Sou a guardiã do bem e do encontro dos opostos. Os beijos no meu corpo são as feridas de quem tentou. Da flauta das duas coxas sobe o meu canto, e do meu canto a maldição espalha-se em água sobre a terra.


Sou Lilith, a leoa sedutora. Mão de cada servidor, janela de cada virgem. Anjo da queda e consciência do sono leve. Filha de Dalila, Maria Madalena e das sete fadas. Nenhum antídoto para a minha condenação. Da minha luxúria, erguem-se as montanhas e abrem-se os rios. Venho de novo para furar com as minhas ondas o véu do pudor, e para limpar as feridas da falta com o perfume do deboche.


Da flauta das duas coxas sobe o meu canto

E da minha luxúria abrem-se os rios.

Como não poderia haver uma maré

de cada vez que entre os meus verticais lábios brilha um sorriso?


Porque eu sou a primeiro e a última

A cortesã virgem

O medo cobiçado

A adorada desprezada

E a velada desnuda

Porque eu sou a maldição do que precede,

O pecado desaparecido dos desertos quando abandonei Adão.

Ele andou aqui e ali, quebrou a sua perfeição.

Desci-o à terra e acendi para ele a flor da figueira.


Eu sou Lilith, o segredo dos dedos que insistem. Quebro caminhos divulgo sonhos rebento as cidades do macho com o meu dilúvio. Não reuno dois de cada espécie na minha arca Em vez disso, volto a eles, para que o sexo se purifique de toda a pureza.

Eu, versículo da maçã, os livros escreveram-me, ainda que não me tenham lido. Prazer desenfreado esposa rebelde o cumprimento da luxúria que leva à ruína total. Na loucura se entreabre a minha camisa. Os que me escutam merecem morrer, e aqueles que me não escutam morrerão de despeito.

Eu não sou nem a rebelde nem a égua fácil.

Antes o desvanecer do pesar último.

Eu Lilith o anjo devasso. Primeira fuga de Adão e corrompidora de Satanás. O imaginário do sexo reprimido e o seu mais alto grito. Tímida pois sou a ninfa do vulcão, ciumenta pela doce obsessão do vício. O primeiro paraíso não pôde suportar-me. E caçaram-me para que eu semeie a discórdia na terra, para que governe nos leitos os assuntos dos meus sujeitos.

Sorte dos conhecedores e deusa das duas noites. União do sono e do despertar. Eu, o feto-poetisa, ao perder-me ganhei a vida. Regresso do meu exílio para ser a esposa dos sete dias e as cinzas do amanhã.

Eu sou a leoa sedutora e volto para cobrir as submissas de vergonha e para reinar sobre a terra. Venho para curar a costela de Adão e liberar cada homem da sua Eva.

Sou Lilith

Regresso do meu exílio

Para herdar a morte da mãe a que dei vida.

Joumana Haddad

(Traduzido do francês por Mariana Inverno)

Estrogénio 4

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 16:48

Estradiol

Os estrogénios ou hormonas estrogénicas são conhecidas como as hormonas femininas, isto porque estas se encontram em maior numero em mulheres que em homens. Estas moléculas estão directamente relacionadas com o crescimento, desenvolvimento e comportamento (na puberdade) do homem, são também responsáveis pela regulação no ciclo reprodutivo (menstruação e gravidez) e afectam muitas outras partes do corpo humano tais como, ossos, pele, cérebro e etc..


O Estradiol é a molécula mais abundante e mais potente das hormonas estrogénicas.

Dos estudos de hoje, os cientistas definem estrogénios como o material que estimula o crescimento de tecidos, devido a:
- Promoção da proliferação das células (síntese do DNA e divisão celular) nos órgãos sexuais femininos (útero e peito).
- Promoção do aumento do tamanho das células, como ocorre no peito feminino e nos músculos masculinos durante a puberdade.
- Iniciador da síntese de proteínas especificas.

Os estrogénios induzem tumores em animais de laboratórios e estão associados com o cancro da mama e do útero em humanos.Em relação ao papel que os estrogénios têm no desenvolvimento do cancro, podemos observar a formação dos aductos de DNA pelos metabolitos estrogénicos electrofilicos reactivos e a formação de espécies de oxigénios reactivos devido aos estrogénios, o que leva a alterações indirectas do DNA, por acção desses agentes oxidantes.

Assim, temos um DNA geneticamente e genomicamente mutante devido aos estrogénios. Há vários tipos de alterações indirectas do DNA:

-Alterações que são causadas pela indução oxidante dos estrogénios, tais como as bases de DNA oxidadas e quebra das cadeias de DNA.

- Formação de aductos de DNA devido a aldeídos reactivos, que provém de lípidos hidroperóxidos.

O Estradiol e os seus estrogénios sintéticos, também induzem a alterações numéricas estruturais dos cromossomas e muitos tipos de mutações génicas nas células, quer em meios de cultura, quer in vivo.

Nesta sociedade está provado que as causas de muitos do tipos de cancros, especialmente o da mama, do endómetrio, do fígado, dos ovários e da próstata, estão directamente ligados com a exposição inadequada ou/e prolongada de hormonas endógenas ou sintéticas estrogénicas, porque aumenta a proliferação celular devida aos estrogénios, o que leva ao aumento da probabilidade de mutações ocorrerem durante a síntese de DNA. Deste modo, podemos concluir que os estrogénios e as hormonas naturais, como o Estradiol, devem ser consideradas como cancerígenas e geneticamente tóxicas.

Estrogénio 3

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 16:33

De que forma pode o nosso modo de vida contribuir para o risco de cancro da mama?

Existem tipos de toxinas em compostos sintetizados pelo Homem, conhecidos como xenobióticos que contaminam os alimentos, a água e o ar. Muitos destes xenobióticos são carcinogénicos e muitos têm também actividade estrogénica. Quando os xenobióticos entram no corpo por ingestão, inalação ou através da pele, é feita uma tentativa para desentoxicar esses compostos e eliminá-los do corpo. O nosso sistema de desentoxicação não é totalmente eficiente e por isso, algumas toxinas permanecem na circulação sanguínea. Aquelas que são solúveis nas gorduras, ficam como reservas dos tecidos lipídicos e permanecem lá indefinidamente. A mama tem uma grande concentração de tecidos gordos e por isso é susceptível de concentrar em si muitas toxinas.

Um mecanismo de iniciação à carcinogénese por fontes ambientais é através da produção de radicais livres, que danificam o DNA ou o material genético, resultando numa mutação.

Outro modo como os xenobióticos podem contribuir para o cancro da mama é através da estimulação dos efeitos da hormona reprodutiva estrogénio. O estrogénio estimula o crescimento do tecido do peito e isto inclui as células de cancro que lá estiverem. Assim, o estrogénio é muitas vezes um grande estimulo para o crescimento e proliferação do cancro da mama. Os ovários são responsáveis pela produção de dois terços do estrogénio produzido por uma mulher em idade pré-menopausa. Nos nossos dias, uma mulher não só tem de contar com o seu nível natural de estrogénio, mas também com o tratamento de substituição do estrogénio na menopausa, mais o estrogénio extra provindo do ambiente (xenoestrogénios). A ligação entre o estrogénio e o cancro da mama é baseada no facto de mulheres com maior densidade óssea também têm maior incidência de cancro da mama. Grandes concentrações de estrogénio aumenta a massa óssea e pode também aumentar o cancro da mama. Se as mulheres sempre produziram estrogénio, por que razão este aumento dramático de casos de cancro da mama nos nossos dias? Não só os xenoestrogénios (toxinas ambientais) e os tratamentos de substituição terapêutica podem ser factores, mas também temos de ter em conta que as mulheres estão a produzir cada vez mais estrogénio natural ao longo das suas vidas. Por cada ciclo menstrual, há uma exposição a elevados níveis de estrogénio. As mulheres de hoje começam a ovular mais cedo e têm menos filhos, do que resulta uma maior exposição ao estrogénio e seus efeitos inerentes, durante um tempo de vida que também tende a cada vez ser maior.

Uma outra fonte de exposição ao estrogénio é a carne de vaca e o leite comercializados. O gado é criado com pílulas de estradiol para engordar. Relembre-se que o estradiol é a forma mais cancerígena do estrogénio. Para reduzir a exposição a fontes alimentares contaminadas com xenoestrogénios, reforça-se a necessidade de escolhermos uma alimentação saudável, rica em vegetais.

Para evitar o risco de excesso dos níveis de estradiol no organismo provocados por tratamentos de substituição terapêutica com estradiol, ou progesterona sintética, pode-se usar estriol e progesterona natural que até podem reduzir o risco de cancro da mama. Estas duas últimas hormonas podem portanto ser usadas na substituição hormonal na menopausa, com muito maior segurança e menos efeitos secundários.

Há muitos factores do nosso estilo de vida que podem influenciar a produção de estrogénio no organismo. A obesidade, por exemplo, aumenta a conversão de hormonas adrenais em estrogénio. O exercício físico baixa os níveis de estrogénio. O consumo de álcool aumenta os níveis de estrogénio. Uma dieta rica em fibras reduz os níveis de estrogénio por eliminação do mesmo através das fezes.

Os linhanos, compostos que se encontram em elevadas concentrações em sementes de linho, reduz a actividade estrogénica do corpo de outra maneira: os linhanos estimulam o fígado para produzir a hormona sexual ligante globulina. Esta hormona liga-se ao estrogénio e reduz os níveis de estrogénio livre na circulação. Só o estrogénio livre é que é activo biologicamente e capaz de contribuir para o cancro da mama. Os linhanos também têm acção antioxidante, diminuindo a formação carcinogénica no corpo e, além disso, tem sido demonstrado em estudos de cultura de células, que os linhanos reduzem o crescimento de células sensíveis ao cancro da mama e à angiogénesis.

Estrogénio 2

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 16:24

Metabolismo do estrogénio

O metabolismo do estrogénio no interior do organismo é um assunto complexo. O estrogénio é desintoxicado ou eliminado através da fase 1 e dois caminhos específicos da fase 2: a sulfação e a glucuronidação (fase 1 e 2 referidas anteriormente). A sulfação envolve conjugação do estrogénio com sulfato e a glucuronidação refere-se à ligação do estrogénio com glucuronida. A sulfação e a glucuronidação também processam outras toxinas. Se a fase 1 está com baixa actividade, vamos ter mais estrogénio retido na circulação. Se a fase 1 estiver com uma actividade normal ou até exagerada e a fase 2 estiver lenta, vamos ter mais formas carcinogénicas do estrogénio a permanecerem na circulação.
Uma vez que o estrogénio é processado na fase 2, é excretado na bílis e na urina. A bílis passa pelos intestinos para eliminação pelas fezes. Há uma enzima no organismo chamada beta-glucuronidase. Quando a actividade desta enzima é elevada, resulta na libertação de muito estrogénio e toxinas, que podem depois voltar à circulação pelo corpo. Beta-glucuronidase também aumenta a carcinogenicidade de certos compostos. Esta enzima é estimulada por ingerirmos carne e gordura animal e é suprimida se consumirmos fibras. Há também um suplemento chamado calcium D-glucarato, que não só inibe a beta-glucuronidase, mas também aumenta a actividade da via da glucuronidação da fase 2, conseguindo-se que mais estrogénio e toxinas sejam eliminados do corpo. O calcium D-glucarato tem sido encontrado em organismos animais para diminuir os níveis de estradiol e inibir a iniciação, promoção e progressão de cancro. Mesmo depois da exposição ao cancro, verificou-se que o calcium D-glucarato diminui a formação de cancro da mama. É importante compreender que é o glucarato, e não o cálcio, o responsável por estes efeitos. O calcium D-glucarato é um suplemento relevante na prevenção do cancro da mama.

Muitos outros compostos estão envolvidos na desintoxicação e eliminação do estrogénio: muitos minerais, vitaminas, ácidos gordos, aminoácidos, carbohidratos e vários fitonutrientes, incluindo os que se encontram nos vegetais crucíferos. Por esta razão, é importante consumir muitos bróculos, couve-flôr e couves.

Estrogénio 1

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 16:18

Desintoxicação e Metabolismo do Estrogénio

Processo de desintoxicação do organismo

O processo de desentoxicação do corpo envolve normalmente dois passos. O primeiro passo, referido como a fase 1, envolve a alteração química das substâncias envolvidas, para que seja mais fácil o organismo lidar com elas. O segundo passo, ou fase 2, envolve a ligação da toxina parcialmente transformada a um de vários compostos, de modo a tornar a toxina solúvel em água. Isto permite a eliminação total da toxina do corpo. Um facto importante do sistema de desentoxicação do corpo, é que a toxina parcialmente transformada resultante da modificação da fase 1 é muito mais carcinogénica do que era antes do corpo actuar sobre ela! Quando a fase 2 está a funcionar a par da fase 1, as toxinas parcialmente transformadas da fase 1 são eliminadas do corpo e tudo fica bem. Mas na vida real, nem sempre isto acontece. Outro facto importante acerca da fase 1 é que a sua actividade produz radicais livres. Quando o corpo está exposto a muitas toxinas, pode haver um grande aumento de produção de radicais livres que pode exceder a capacidade do sistema antioxidante de defesa do organismo. Nestas condições, a danificação do material genético torna-se mais provável, bem como a iniciação de mudanças malignas nas células.


Estrogénio

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 16:12

Estrogénio

Função

A produção desse hormônio começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa. A falta de estrogênio causa as ondas de calor ou fogachos em aproximadamente 75 a 80 % das mulheres.

O estrógeno induz as células de muitos locais do organismo, a proliferar, isto é, a aumentar em número. Por exemplo, a musculatura lisa do útero, aumenta tanto que o órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou, mesmo, a triplicar de tamanho. O estrogênio também provoca o aumento da vagina e o desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz o púbis se cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide, em vez de afunilada como no homem; provoca o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus elementos glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris e coxas, dando-lhes o arredondamento típico do sexo. Em resumo, todas as características que distinguem a mulher do homem são devido ao estrogênio e a razão básica para o desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo.

O estrógeno também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a puberdade, mas promove rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que crescem se "extingam" dentro de poucos anos, de forma que o crescimento, então, pára. A mulher, nessa fase, cresce mais rapidamente que o homem, mas pára após os primeiros anos da puberdade; já o homem tem um crescimento menos rápido, porém mais prolongado, de modo que ele assume uma estatura maior que a da mulher, e, nesse ponto, também se diferenciam os dois sexos.

O estrógeno tem outros efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, no ciclo menstrual.
[editar] Efeitos da falta do estrogênio

O estrogénio é responsável pela textura da pele feminina e pela distribuição de gordura. Sua falta causa a diminuição do brilho da pele e uma redistribuição de gordura corporal para partes caracteristicamente mais masculinas, ou seja, na barriga. É a falta de estrógenio que causa a secura vaginal, que acaba por afetar as relações sexuais ao tranformá-las em algo desagradável e doloroso.

O estrogénio também é relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue, colesterol e hdl-colesterol. Estudos mostram que as mulheres na menopausa têm uma chance muito maior de sofrerem ataques cardíacos ou doenças cardio-vasculares.

Uma outra alteração importante na saúde da mulher pela falta de estrógeno é a irritabilidade e a depressão. Por último o estrógeno é responsável pela fixação do cálcio nos ossos.

Após a menopausa, grande parte das mulheres passa a perder o cálcio dos ossos, doença chamada osteoporose, responsável por fraturas e por grande perda na qualidade de vida da mulher.

Estudos recentes têm associado a falta de estrógeno ao Mal de Alzheimer.


Outros efeitos:

* causa estimulação dos seios
* aumento da gordura corpórea
* depressão
* dor de cabeça, por causa dos vasos dilatarem e o aumento de seu diâmetro provoca dor de cabeça.
* interfere nos hormônios da tiróide
* aumenta os coágulos no sangue
* diminui a libido
* ressecamento vaginal
* enfraquece o controle do açúcar no sangue
* perda de zinco de retenção de cobre
* reduz o nível de oxigénio em todas as células
* aumenta os riscos de cancro do endométrio
* aumenta riscos de cancro de mama
* restringe um pouco a função dos osteoclastos
* reduz o tônus vascular
* aumenta riscos de doença na vesícula biliar
* aumenta o risco de doenças auto-imunes
* Insónia, que pode ser decorrente das ondas de calor que interrompem o sono
* Aumento de rugas, por mudanças na formação da pele

O que fazer para emagrecer. Como se manter magro

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 20:01

O que fazer para emagrecer. Como se manter magro

Por: Dra. Dina Kaufman


Primeiro:

É importante saber como se deve lidar saudavelmente com os
carboidratos, (açúcar, cereal, grãos)
as gorduras (frituras, carnes gordas…)
e as proteínas (carnes, ovo…) na sua alimentação diária para que o seu corpo possa se transformar num organismo que queime gorduras e não num organismo que acumule gorduras.
Há dois hormônios muito importantes para este processo de engordar e emagrecer: Cortisol e Insulina

O que é o cortisol?

A glândula adrenal (supra renal) produz o cortisol em resposta ao estresse (tanto emocional ou físico) do nosso organismo ou à diminuição do nosso nível hormonal.
Quando uma pessoa não come com uma freqüência de 3/3 horas, ela manda ao organismo uma mensagem de fome fazendo com que a supra-renal secrete o hormônio cortisol, em resposta à esta situação de estresse.

Quando o cortisol se eleva, acontece o seguinte:

Diminuição cognitiva
Diminuição da função da tireóide
Hiperglicemia
Diminuição da densidade óssea
Aumento da pressão sanguínea
Diminuição da imunidade e da resposta à inflamação no corpo
Aumento da gordura abdominal

Qual o ritmo da secreção do cortisol?

secreção de cortisol segue um ritmo diário.
É maior pela manhã porque a fome da noite inteira faz com que o cortisol seja secretado e liberado após quatro a cinco horas sem comer.

O organismo recebe a mensagem de acumular o alimento quando não é alimentado.
Isto explica o porquê se deve comer de três em três horas, para não termos fome e não mandarmos mensagens de que o alimento seja acumulado em nosso organismo.
Uma pessoa que vive de maneira estressada possui os seus níveis de cortisol aumentados em relação a uma pessoa mais tranqüila.

Qual uma boa maneira de melhorar o nível do cortisol?

Alimentar-se de três em três horas com alimentos adequados.
O cortisol responde conforme o índice glicêmico do alimento.
Alimentos com alto índice glicêmico como açúcares e comida refinada, aumentam o nível de cortisol.

Logo, o café da manhã com alimentos de alto índice glicêmico (IG) elevam cedo o cortisol para níveis além dos normais, tendendo a permanecerem elevados tanto durante o dia quanto durante à noite.

Se uma pessoa passa mais de cinco horas sem comer, elevando os seus níveis de cortisol durante o dia (o que faz com que os níveis durante à noite também estejam elevados), a pessoa tem dificuldades no sono REM (fase do sono quando ocorre a rápida movimentação dos olhos), acordando exausto.
Se o café da manhã for tomado com alimentos de baixo índice glicêmico como ovos, peixe, vegetais, carne, o nível do cortisol tende a permanecer baixo.
Se uma pessoa começa o dia com os níveis de cortisol baixos, comendo alimentos de baixo índice glicêmico a cada 3 a 4 horas durante o dia, mantém os seus níveis de cortisol em níveis normais.

A maioria das pessoas pensa que se não comer, o seu corpo vai queimar mais gordura como energia, já que não há nada em seu estômago! Ao contrário, se você não come, seu organismo não queima nenhuma gordura e vai consumir o glicogênio que está armazenado em seus músculos.
O organismo usa o carboidrato como fonte de energia, especialmente se ele está sem comida. Isto é: o metabolismo diminui quando se está passando fome, ou quando se come pouco (uma a duas refeições por dia).
Os vegetais geralmente se equilibram em índice glicêmico mas não têm um índice glicêmico suficientemente baixo para contrabalançar os grãos.
Para prevenir a subida repentina do cortisol, ao se comer alimentos de alto índice glicêmico como açúcar ou amido, ou mesmo os grãos integrais, é necessário comer proteína na mesma quantidade.

O que é a insulina?

Insulina é o hormônio secretado pelo pâncreas. Age fazendo com que a glicose no sangue, proveniente da alimentação, entre nas células. É secretada após a alta concentração de glicose no sangue, que acontece após a refeição.
A insulina estimula a absorção dessa glicose pelo músculo e pelo fígado, que são os principais reservatórios de glicose no organismo. O fígado armazena como glicogênio e o músculo a utiliza para o seu funcionamento.
Se a ingestão de glicose continua, esses locais de depósito ficam saturados, essa glicose não é eliminada e será armazenada no tecido adiposo, na forma de gordura. A armazenagem de gordura não tem limite de capacidade.
O diabete tipo 2 é o que acontece quando a gordura abdominal aparece e há falta de exercício. Isto caracteriza a resistência à insulina. A insulina do organismo perde a habilidade de responder à elevação da glicose.
É importante saber que se a diabetes foi desencadeada pelos fatores acima mencionados para revertê-la é necessário corrigir o hábito alimentar e fazer exercícios.

Como se dá a manutenção da glicose entre as refeições

Quando não há ingestão de glicose entre as refeições, a glicose precisa ser mantida circulando em um nível suficientemente adequado para poder suprir principalmente o cérebro que usa a glicose como a sua maior fonte energética.
De onde vem esta glicose? Vem do glicogênio hepático que entre as refeições é quebrado para manter constante o nível de glicose no sangue.

O que é glicogênio?

O glicogênio é uma molécula formada de várias glicoses juntas e é sintetizado quase que em todos os tecidos, mas principalmente no fígado e músculo.
O fígado armazena o excesso de carboidratos na forma de glicogênio para enviar, pelo sangue aos outros tecidos, a glicose quando necessário.
O músculo armazena apenas para consumo próprio, e só utiliza durante o exercício quando há necessidade de energia rápida.
No repouso, a preferência é pelos lipídios justamente para manter a reserva de glicogênio.

Como fazer para manter um equilíbrio entre os hormônios cortisol e insulina e não acumular gordura?

Primeiro, comece a comer no café da manhã.
Transforme o seu café da manhã na principal refeição do dia.
Comece o dia comendo equilibradamente para que você não se exceda nas outras refeições durante o dia e durante a noite.
Se você não tiver tempo para tomar seu café, deixe preparado na noite anterior. Se você não está acostumado a comer pela manhã, faça um esforço e mude o seu dia a dia.
Não se esqueça! Se você não come, seu organismo não queima nenhuma gordura e vai consumir o glicogênio que está armazenado no fígado

Como regra geral: consuma de 20 a 40 gramas de carboidratos com 10 gramas de proteína.
Se você quiser comer cereais de manhã, procure os que tenham pelo menos 5 gramas em fibras.
Então, a primeira coisa a se observar se você quer maximizar a sua queima de gordura, é não deixar de comer de 3 em 3 horas, já que o corpo quando faminto consome glicogênio, que é a principal reserva energética celular e deposita gordura.

E durante o dia?

Deve-se comer de quatro a seis pequenas e nutritivas refeições por dia, contendo em geral, de 200 a 500 calorias. Cada pequena refeição deve ter uma porção de carboidrato, de proteína e uma porção de gordura saudável.
O café da manhã é importante para iniciar o metabolismo, já que algumas horas após o café da manhã o metabolismo começa a diminuir, e por isso é importante que se forneça mais nutrientes ao organismo, favorecendo a queima, ao invés da armazenagem de gordura.
Lembre-se que fornecendo um alimento saudável ao organismo, o nível de cortisol se mantém baixo.

Sobre Estrogênio - Saúde Feminina - parte 1

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , | Posted on 19:12

Heresia Hormonal
A Verdade Mortal Sobre o Estrogênio

Parte 1


A mulher recebe informações errôneas sobre hormônios, em detrimento da saúde, enquanto os fabricantes de medicamentos colhem enormes lucros à sua custa.
por Sherrill Sellman

Tradução: NovaTRH

Por mais de 300 anos, começando no século 13 e continuando até meados do século 16, a Inquisição foi um reinado de terror para a grande maioria das pessoas que viviam na Europa e na Escandinávia. As forças políticas, econômicas e religiosas da época se juntaram para consolidar seu poder, eliminando aqueles que eles considerassem empecilhos aos seus objetivos finais.

O azarado alvo de suas investidas eram os guardiões das artes da cura e dos antigos conhecimentos espirituais e culturais. Os historiadores debatem o exato tributo dessa era infernal – se foram várias centenas de milhares ou se chegou a nove milhões de pessoas – mas é inquestionável que a grande maioria das vítimas foi de mulheres. Na verdade, a Inquisição está sendo hoje considerada um período de genocídio contra as mulheres, o qual conseguiu despir a mulher do seu poder, seu auto-respeito, sua riqueza, da arte de curar, bem como da sua proeminência e influência na comunidade.

A Inquisição garantiu que os patriarcas da Igreja fossem autoridades espirituais incontestáveis. Teve também êxito em preservar os conhecimentos médicos no domínio dos homens, pois a Inquisição decretou que apenas os médicos formados poderiam praticar as artes da cura e, evidentemente, foi barrado o acesso de mulheres às escolas de medicina (aliás, foi barrado o acesso de mulheres a qualquer forma de educação).

Que bom que essa tão violenta era de aversão às mulheres tenha acabado há muito tempo. Mas será que acabou? Infelizmente, parece que algumas tradições ainda persistem. A mulher de hoje ainda é vítima de gigantescos interesses políticos e econômicos, com terríveis conseqüências para a sua saúde, independência financeira e poder pessoal. Talvez a Inquisição não tenha acabado afinal, apenas adotou uma forma mais sutil e inescrupulosa.

As mulheres certamente representam um grande negócios para os interesses médicos e para indústria farmacêutica. Segundo John Archer, autor de Bad Medicine, cerca de 600.000 histerectomias são realizadas anualmente nos Estados Unidos e ao redor de 45.000 por ano na Austrália.1 Em 1994, estimou-se que 45.000 australianas faziam Terapia de Reposição Hormonal (TRH).2 Muitas mulheres são atualmente encorajadas a continuar com a TRH até o resto de suas vidas pós-menopausa.

De acordo com o D. Stanley West – um reconhecido especialista em infertilidade, chefe de endocrinologia reprodutiva no St. Vincent’s Hospital de Nova Iorque e autor de O Golpe da Histerectomia – cerca de 90 por cento de todas as histerectomias são desnecessárias. Consultores ginecológicos do Grupo de Pesquisa de Saúde Pública Ralph Nader chegaram a uma conclusão semelhante em 1991, no livro Um Alerta à Saúde das Mulheres. Segundo o Dr. West, a única razão cem por cento justificada para a realização de uma histerectomia é para tratamento de câncer dos órgãos reprodutivos.3 No entanto, as histerectomias são oferecidas com muita freqüência como tratamento para uma variedade de situações, inclusive para endometriose, fibroses, cistos ovarianos, inflamações pélvicas e prolapso uterino.

Não é por acaso que os ginecologistas costumam ter a mais alta remuneração entre todas as demais especialidades. Ao longo de todas as suas vidas, as mulheres são encorajadas a se submeterem continuamente a vários tratamentos e procedimentos médicos. Funções naturais da mulher, desde menstruação até parto e menopausa, são assumidas por intervenção médica e farmacêutica. Bombardeadas por desinformação, mitos, propaganda e, em alguns casos, por pura mentira, não é de admirar que tantas mulheres fiquem completamente confusas acerca de questões relativas aos seus próprios corpos e sua saúde.


A História da Terapia de Reposição Hormonal

Talvez não haja um tópico que confunda mais a mulher que a adoção da reposição hormonal na menopausa, alvo de intensa propaganda. A TRH é enaltecida como a melhor coisa surgida para a liberação da mulher desde a descoberta dos anticoncepcionais de uso oral – apesar de as estatísticas hoje mostrarem que o uso disseminado da pílula provocou um aumento nos riscos para a saúde, como câncer da mama, pressão alta e doenças cardiovasculares, numa escala antes vista na medicina.4

A investigação sobre a teoria da reposição de hormônios remonta aos idos de 1930, com a pesquisa do Dr. Serge Voronoff. O seu trabalho envolvia a implantação de testículos de macacos em escrotos de homens, com limitada eficácia. Os desdobramentos dessa pesquisa levaram ao enxerto de ovários de macacas em mulheres, com terríveis conseqüências. Depois de muitas mortes (de macacas e de mulheres), a pesquisa foi redirecionada ao uso de estrogênio sintético. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a pesquisa foi suspensa.

A menopausa não virou moda como tópico de preocupação para a profissão médica antes da década de 1960. Em 1966, um ginecologista de Nova Iorque, o Dr. Robert Wilson, publicou um best-seller chamado Feminine Forever ("Feminina Para Sempre"), exaltando as virtudes da reposição do estrogênio como forma de salvar a mulher da “tragédia de menopausa, que muitas vezes destrói a personalidade e a saúde”. Esse livro vendeu mais de 100.000 exemplares no primeiro ano. Wilson promoveu vigorosamente a menopausa como uma condição de “decadência de vida”. Segundo ele, a reposição de estrogênio era como a tão procurada pílula da juventude, que iria proteger a pobre mulher contra os horrores da idade. Ele tornou popular a errônea crença de que a menopausa é uma deficiência.

As revistas femininas agarraram-se avidamente às suas idéias e promoveram amplamente os seus conceitos. Isso deixou Wilson muito feliz, pois ele já havia criado anteriormente a Fundação Wilson, com o exclusivo propósito de promover o uso de drogas estrogênicas. A indústria farmacêutica contribuiu generosamente com mais de 1,3 milhão de dólares para a sua Fundação. A cada ano ele recebia verbas de empresas como Searle, Wyeth-Ayerst Laboratories e Upjohn, que fabricavam produtos com os hormônios que Wilson alegava serem eficazes no tratamento e prevenção da menopausa. As empresas farmacêuticas aproveitaram a onda, fazendo vigorosas promoções e fortes campanhas publicitárias. A mensagem do Dr. Wilson atingiu um alvo bastante receptivo – "mulheres de meia-idade precisam de drogas com hormônios para serem salvas dos inevitáveis horrores e decrepitudes desta terrível deficiência chamada menopausa."

O Dr. Wilson foi pioneiro no uso de estrogênio não combinado. No entanto, não se tinha tido nenhuma avaliação formal da segurança da terapia com estrogênio, nem de seus efeitos a longo prazo. O estrogênio não combinado saiu de moda quando ficou obviamente evidente que ele encurtava o tempo de vida de suas usuárias. Em 1975, o New England Journal of Medicine examinou as taxas de câncer endométrico em consumidores de estrogênio, concluindo que o risco era 7,5 vezes maior nos usuários desse hormônio. As mulheres que haviam usado estrogênio por sete anos ou mais tinham 14 vezes mais chances de desenvolver câncer.5

À medida que a popularidade da terapia do estrogênio não combinado foi caindo, buscaram-se novas abordagens. O foco foi também desviado, de falsas alegações sobre preservação da beleza e juventude da mulher, para assuntos de saúde mais urgentes. A indústria farmacêutica ressuscitou a terapia de reposição do estrogênio através de uma terapia de reposição hormonal “segura” – uma combinação de progesterona sintética e estrogênio, a qual supostamente protegeria mulheres na menopausa não apenas contra doenças cardiovasculares, mas também contra a devastação da osteoporose.

Embora os chamados “especialistas em saúde da mulher” assegurem que não existem efeitos colaterais desagradáveis, ou que eles são mínimos, a Dra. Lynette J. Dumble, pesquisadora sênior do Departamento de Cirurgia da Universidade de Melbourne no Hospital Royal Melbourne, acredita que “o único propósito da TRH é criar um mercado comercial altamente lucrativo para as empresas farmacêuticas e para os médicos. Os supostos benefícios da TRH não têm qualquer comprovação”. Ela acredita que a TRH não apenas agrava os atuais problemas de saúde, mas também contribui para acelerar o processo de envelhecimento na mulher. Essa terapia apressa o surgimento de outras doenças ou piora as já existentes.

Esta perspectiva parece ter sido confirmada pelas recentes descobertas a partir de um estudo histórico, publicado no New England Journal of Medicine em 1995 e abrangendo 121.700 mulheres, que revelou efeitos alarmantes da TRH. O estudo adverte que as mulheres que usaram a TRH para compensar os sintomas da menopausa, aumentaram também suas chances de desenvolver câncer de mama, de 30 a 40 por cento, ao tomarem o hormônio durante mais de 5 anos. Em mulheres com idades entre 60 e 64 anos, o risco do câncer de mama aumentou para 70 por cento após 5 anos de TRH. Por último, o estudo concluiu que as mulheres que usavam a TRH tinham 45 por cento mais chance de morrer por câncer de mama que aquelas que preferiram não usar a TRH, ou que a usaram por menos que 6 anos.6

Segundo Leslie Kenton, autora de Passage to Power, “qualquer um que seja alguma coisa na vida lhe dirá que a menopausa é uma doença, causada por deficiência de estrogênio, e que você precisará ingerir mais estrogênio à medida que se aproximar da meia-idade. O que poderá surpreender você é o seguinte – não apenas está errada a maior parte desse aconselhamento comumente dados sobre a menopausa, mas também uma boa parte dele pode ser positivamente perigosa.”

Felizmente, há um outro lado da história do hormônio – uma perspectiva que pode ajudar mulheres de todas as idades a não apenas a alcançar uma saúde melhor, mas também a recuperar um sentimento de mais poder, responsabilidade e dignidade em suas vidas.


Um Breve Passeio Ginecológico pelo Corpo da Mulher

Para entender o debate sobre TRH, é importante primeiro ter um conhecimento rudimentar da natureza cíclica da mulher.

Até recentemente, os médicos pensavam que a menopausa começava quando todos os óvulos do ovário se tivessem esgotados. Porém, trabalhos recentes demonstraram que a menopausa provavelmente não é desencadeada pelo ovário, mas sim pelo cérebro. Parece que tanto a puberdade quanto a menopausa são eventos acionados pelo cérebro.

A menstruação depende de uma complexa rede de comunicação hormonal entre os ovários, o hipotálamo, e a glândula pituitária (hipófise) no cérebro. O hipotálamo segrega um hormônio que libera gonadotrofina (GnRH), que desencadeia a produção do hormônio estimulador dos folículos (FSH) pela hipófise. O FSH então estimula o crescimento dos folículos do óvulo (pequeno saco ou glândula excretora) nos ovários, para provocar a ovulação. À medida que os folículos crescem, o estrogênio é produzido e lançado no sangue.

Esta reação em cadeia não é uma via de mão única. O estradiol, um dos estrógenos ovarianos na corrente sangüínea, também age sobre o hipotálamo, causando uma alteração no GnRH. A seguir, esse hormônio modificado estimula a pituitária a produzir o hormônio luteinizante (LH), o qual provoca a eclosão dos folículos e a liberação do óvulo. Após o óvulo ser expelido, também a progesterona é produzida pelos folículos, os quais se transformam em corpus luteum.

Os hormônios liberados durante o ciclo menstrual não são segregados de forma constante, contínua, mas sim em quantidades dramaticamente diferentes durante as diferentes partes do ciclo de 28 dias.

Nos primeiros oito a onze dias do ciclo menstrual, o ovário da mulher produz muito estrogênio. O estrogênio prepara os folículos para a liberação de um dos óvulos. O estrogênio é responsável pela proliferação de mudanças que ocorrem durante a puberdade: o crescimento dos seios, o desenvolvimento do sistema reprodutivo e a forma feminina do corpo da mulher.

A taxa de secreção de estrogênio começa a diminuir ao redor do 13º dia, um dia antes de ocorrer a ovulação. À medida que o estrogênio diminui, a progesterona começa a aumentar, estimulando um crescimento muito rápido do folículo. Com o início da secreção da progesterona, ocorre também a ovulação. Depois que o óvulo é liberado do folículo, este começa a mudar, aumentando de tamanho e tornando-se um órgão diferente, conhecido como corpus luteum. A progesterona é segregada pelo corpus luteum, este minúsculo órgão com uma enorme capacidade para produzir hormônio. A onda de progesterona no período da ovulação é a fonte da libido – e não o estrogênio, como normalmente se pensa.

Após 10 ou 12 dias, se não ocorrer fertilização, a produção ovariana de progesterona cai drasticamente. É este declínio súbito nos níveis de progesterona que desencadeia a secreção endométrica (menstruação), o que leva a uma renovação de todo o ciclo menstrual.

A progesterona e o estrogênio originados nos ovários estimulam o crescimento do endométrio (tecido que reveste o útero), como preparação para a fertilização. O estrogênio age no crescimento desse tecido endométrico, enquanto a progesterona facilita a secreção nesse revestimento do útero, a fim de que o óvulo fertilizado (agora chamado de ovo) possa ser implantado com sucesso. A progesterona em quantidade adequada é, portanto, o hormônio mais essencial para sobrevivência do óvulo fertilizado e do feto.

Ao redor dos 40 anos de idade, a interação entre os hormônios se altera, o que leva, com o passar do tempo, à menopausa. Como isso ocorre, ainda não está bem claro. A menopausa pode ter início por alterações no hipotálamo e na hipófise, e não nos ovários. Os cientistas têm realizado experiências em que são substituídos os ovários de camundongos jovens por ovários de camundongos mais velhos e que já não conseguem reproduzir. Foi constatado que os camundongos jovens conseguem se acasalar e ter filhotes. Isso demonstra que ovários velhos colocados num ambiente jovem conseguem responder. Por outro lado, quando ovários jovens são colocados em camundongos velhos, estes não conseguem se reproduzir.7

Seja qual for o mecanismo que desencadeia a menopausa, à medida que menos folículos são estimulados, diminui a quantidade de progesterona e de estrogênio produzidos pelos ovários, embora outros hormônios continuem a ser produzidos. De forma alguma os ovários murcham e param de funcionar, como popularmente se acredita. Com a redução desses hormônios, a menstruação torna-se escassa, irregular e acaba um dia cessando por completo.

No entanto, outras partes do corpo – como glândulas supra-renais, pele, músculos, cérebro, glândula pineal, folículos do cabelo e a gordura do corpo têm condições de produzir esses mesmos hormônios, possibilitando ao corpo feminino fazer ajustes no equilíbrio hormonal após a menopausa, desde que a mulher tenha cuidado bem de si mesma nos anos do período pré-menopausa, com um estilo de vida e dieta adequados, além da devida atenção para com a saúde mental e emocional.

A mulher que passa pela menopausa tem a oportunidade de entrar nessa fase da vida fortalecida pela sabedoria e pela criatividade, como nunca antes. Ela ganha acesso ao conhecimento interior profundo. A renomada socióloga Margaret Mead disse: “Não há nada mais poderoso que uma mulher na menopausa e com entusiasmo!” Em muitas culturas ao redor do mundo a menopausa é uma transição e uma iniciação à realização do poder da mulher, totalmente sem sintomas. Ela é tida no mais alto conceito em sua comunidade, como uma idosa sábia e respeitada.


O Mito do Estrogênio e da Progesterona Sintética

A pesquisa inicial que levou à síntese do estrogênio tornou possível o desenvolvimento da pílula anticoncepcional nos anos 60. Com o consentimento da Food and Drug Administration - FDA (órgão do governo norte-americano que controla medicamentos, alimentos, etc), a pílula foi amplamente comercializada como um método eficaz e convenientes de controle da natalidade. Finalmente chegava a verdadeira liberação sexual para as mulheres.

Porém, toda a base para a aprovação da FDA era apenas o resultado de estudos clínicos realizados em 132 mulheres de Porto Rico, que haviam tomado a pílula durante um ano ou mais.8 (Não importa o fato de cinco delas terem morrido no decorrer do estudo, sem qualquer investigação quanto à causa de suas mortes).

Em meados de 1970, o número de mortes de mulheres por ataques cardíacos começou a atrair a atenção do público. Então uma nova pílula foi criada, supostamente mais segura, com menor conteúdo de estrogênio. Mas na verdade nunca houve uma prova científica válida de que a pílula é segura – e nem mesmo, aliás, que qualquer um dos outros métodos anticoncepcionais atualmente disponível seja seguro. Somente agora as mulheres estão descobrindo o preço que vêm pagando por sua liberdade sexual – ao alterar seu equilíbrio hormonal, muitas e devastadoras disfunções emocionais e fisiológicas foram criadas.

Há décadas foi introduzida a anticoncepção via oral e hoje cerca de 60 milhões de mulheres em todo o mundo estão, na verdade, “fazendo experiência” com a pílula. A sua segurança e efeitos a longo prazo não foram ainda estabelecidos de forma conclusiva. É interessante notar, porém, que a pílula tem produzido uma grande variedade de efeitos adversos e efeitos colaterais, e apresenta uma ligação significativa com o câncer de mama, pressão alta e, especialmente, com doenças cardiovasculares – a principal causa de mortes femininas na Austrália: em 1992, um total de 27.883 mulheres morreram de doenças cardíacas e derrames, contra 2.438 mortes por câncer de mama.9 Trata-se de mera coincidência, ou talvez essa estatística indique o perigoso efeito colateral de se mexer com os hormônios?

Ao mesmo tempo em que é proclamado como o principal ingrediente que falta na mulher com menopausa, o estrogênio é altamente recomendado pelas indústrias médicas e farmacêuticas para prevenção de doenças cardiovasculares e da osteoporose. Em praticamente qualquer consultório médico em que entrem hoje em dia, as mulheres serão advertidas sobre os riscos inerentes à menopausa e pós-menopausa, se não tiverem a proteção do estrogênio. Elas são também relembradas, mais uma vez, que a menopausa é uma deficiência, o que supostamente significa uma carência de estrogênio e que, portanto, devem tomar doses suplementares para manter a saúde.

Como pondera a Dra. Lynette Dumble, "De um modo geral, a prevenção cardiovascular em mulheres tem se concentrado esmagadoramente na reposição hormonal. No entanto, como enfatiza Elizabeth Barrett-Connor, a Grande Experiência (o Projeto da Droga Coronária de 1973), que incluía dois regimes de estrogênio, foi feita em homens. Como parte do projeto da Grande Experiência, doses de estrogênio exageradamente excessivas aos níveis fisiológicos foram deliberadamente ministradas a homens, com o intuito de induzir ginecomastia (desenvolvimento excessivo da glândula mamária no homem), como um indicador de êxito na efeminação. Isso resultou em tromboses e impotência, e finalmente levou ao fracasso a pesquisa, devido à interrupção do tratamento entre os participantes do estudo." 10

Segundo o médico, pesquisador independente e autor de livros, Dr. John Lee, o estudo mais eminente (conhecido como Boston Health Study, realizado numa amostragem ampla de enfermeiras) e que formou toda a base da ligação positiva estrogênio-cardiovascular, foi radicalmente viciada.

Apesar de haver amplas provas de numerosos outros estudos mostrando que, na verdade, o oposto é verdadeiro (isto é, o estrogênio é um fator significativo na criação de doenças cardíacas), esses fatos foram virtualmente ignorados diante do furor pelo lucro. O Dr. Lee diz ainda que a publicidade farmacêutica omitiu o fato de que a incidência de mortes por derrame nesse estudo foi de 50 por cento mais alta entre as usuárias de estrogênio.

O Dr. Lee compilou uma lista de efeitos colaterais e de danos fisiológicos resultantes do uso de estrogênio, e que incluem: maior risco de câncer endométrico, incremento na gordura corporal, retenção de sal e de fluidos, depressão e dores de cabeça, prejuízos no controle de açúcar no sangue (hipoglicemia), perda de zinco e retenção de cobre, redução nos níveis de oxigênio em todas as células, espessamento da bílis e promoção de doenças da vesícula biliar, aumento da possibilidade de fibrocistos no seio e de fibrose uterina., interferência na atividade da tireóide, diminuição do desejo sexual, coagulação sangüínea excessiva, redução do tônus vascular, endometriose, cólica uterina, infertilidade, e restrição à função dos osteoclastos.

Com tantos efeitos colaterais e complicações perigosas, a mulher deve avaliar com muito cuidado a decisão sobre a terapia de reposição hormonal. Infelizmente, a maioria dos médicos dirá que não há alternativa. Embora certamente a maior parte dos médicos seja bem intencionada e esteja honestamente preocupada com suas pacientes, a principal fonte de conhecimento e informação sobre os medicamentos são as próprias companhias farmacêuticas. Como a maioria das mulheres também é carente de educação e compreensão acerca de suas opções, a menopausa pode ser vista como um período bastante assustador e perigoso.


Entra em Cena a Progesterona Natural

Durante os último 15 anos, o Dr. Lee tem realizado pesquisas independentes sobre formas de progesterona derivadas de plantas, naturais. Suas pesquisas, sem verbas da indústria farmacêutica, apresenta um entendimento bem mais amplo sobre as opções hormonais da mulher, oferecendo uma alternativa totalmente segura e eficaz, livre de efeitos colaterais. Ele descobriu que esse hormônio natural (conjugado a uma boa dieta e mudanças no estilo de vida) é capaz de eliminar muitos dos sofrimentos associados à síndrome da tensão pré-menstrual (TPM) e à menopausa. Milhares de mulheres no mundo ocidental já usam progesterona natural – geralmente na forma de um creme (que dispensa receita médica) que é aplicado no corpo. Essas mulheres alegam que elas não apenas sentem alívio nos sintomas típicos da mulher, mas também experimentam uma maior vitalidade, a pele fica melhor, e o equilíbrio emocional se renova.

A progesterona natural parece ter sido totalmente negligenciada pela ciência médica, que tem se concentrado, erroneamente, no estrogênio. Considerando que a progesterona natural não é patenteável e ainda é barata, não surpreende que isso tenha acontecido. É importante, porém, ter-se um entendimento e uma avaliação bem mais amplos a respeito deste extraordinário hormônio.

Como foi anteriormente mencionado, a progesterona é responsável por manter a secreção do endométrio, que é necessária para a sobrevivência do embrião, bem como pelo desenvolvimento do feto ao longo da gestação. É pouco percebido, no entanto, que a progesterona é a mãe de todos os hormônios. A progesterona é importante precursora na biossíntese dos corticosteróides supra-renais (hormônios que protegem contra o stress) e de todos os hormônios sexuais (testosterona e estrogênio). Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outros hormônios ao longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar deles. É preciso que seja enfatizado que o estrogênio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogênio e a testosterona não estarão suficientemente disponíveis no organismo. Além de ser a precursora dos hormônios sexuais, a progesterona também facilita muitas outras funções fisiológicas importantes e intrínsecas (que serão discutidas mais adiante).


Os Efeitos da Predominância Estrogênica

Os problemas femininos parecem estar em alta. Quarenta a sessenta por cento de toda as mulheres ocidentais sofrem de TPM. Além disso, elas sofrem de superabundância de sintomas, alguns da menopausa e outros não. Certamente algo muito alarmante parece estar acontecendo com as mulheres. Há indícios de que o equilíbrio hormonal adequado e necessário para que o organismo da mulher funcione de forma saudável está sendo interferido por diversos fatores. As pesquisas têm revelado que um grande número de mulheres nos seus 30 anos (e algumas até mais jovens), bem antes de ter início a menopausa, às vezes deixa de ovular no devido período.11 Sem ovulação, não há corpus luteum e nenhuma progesterona é produzida. O resultado é uma deficiência de progesterona.

Muitos problemas podem resultar dessa deficiência. Um deles é a presença, durante todo um mês, de estrogênio não combinado, com todo o seu elenco de efeitos colaterais, como já foi mencionado. Um outro é o geralmente não reconhecido problema do papel da progesterona na osteoporose. A medicina contemporânea ainda não tomou conhecimento de que a progesterona estimula a formação de novos ossos pela mediação de osteoblastos. Na verdade, é a progesterona que estimula novos tecidos ósseos e é capaz de reverter a osteoporose em qualquer idade. A falta de progesterona significa que novos osteoblastos não são criados e a osteoporose pode surgir.12

Um terceiro e importante problema resulta do inter-relacionamento entre perda de progesterona e stress. O stress combinado com uma dieta ruim pode induzir ciclos sem ovulação. A conseqüente falta de progesterona interfere na produção de hormônios que combatem o stress, exacerbando as condições estressantes que dão origem a novos ciclos sem ovulação. E assim prossegue o círculo vicioso.

Outro fator também importante que contribui para este desequilíbrio entre estrogênio e progesterona é o meio ambiente. Nós vivemos, no mundo industrializado, imersos num crescente mar de derivados petroquímicos. Eles estão no ar, nos alimentos e na água. Esses produtos químicos incluem pesticidas e herbicidas (como o DDT, dieldrin, heptacloro, etc), bem como vários plásticos (policarbonatos, usados em mamadeiras e garrafões para água) e PCBs.

Esses imitadores do estrogênio são altamente solúveis em gordura, não são biodegradáveis nem bem expelidos, acumulando-se nos tecidos gordurosos de animais e humanos. Esses produtos químicos possuem uma incrível capacidade de imitar o estrogênio natural, e receberam o nome de xeno-estrógenos, já que, apesar de serem produtos químicos "estrangeiros", são absorvidos pelo receptores de estrogênio no organismo, interferindo seriamente nas alterações bioquímicas naturais. (Ver "Nota do Tradutor" no final).

Crescentes pesquisas estão agora revelando uma alarmante situação em nível mundial, criada pela inundação desses imitadores de hormônios. No livro Our Stolen Future ("O Futuro Roubado", pela Dra. Theo Colburn e outros, L&PM Editores, tradução de Cláudia Buchweitz e revisão de Luiz Jacques Saldanha, disponível no Brasil desde 1997), foram identificados 51 imitadores de hormônios, cada um deles capaz de desencadear uma torrente de efeitos, como redução na produção de espermatozóides, divisão celular e modelação de cérebros em desenvolvimento. Esses imitadores não somente estão ligados à recente descoberta de que a contagem do esperma humano despencou 50 por cento em todo o mundo, entre 1938 e 1990, mas também a deformações genitais, câncer da mama, da próstata e testicular, além de desordens neurológicas.13

O Dr. Lee descobriu um tema constante entre as queixas das mulheres sobre os aflitivos e muitas vezes debilitantes sintomas da TPM, da perimenopausa e da menopausa – excesso de estrogênio, ou, como ele denominou, uma "predominância estrogênica."

Agora, em vez de o estrogênio desempenhar seu papel essencial dentro da bem equilibrada sinfonia dos hormônios esteróides no organismo feminino, ele passou a ofuscar os demais "músicos", criando uma dissonância bioquímica. A última coisa no mundo que o corpo da mulher precisa é mais estrogênio – seja na forma de anticoncepcionais ou de terapia de reposição hormonal (TRH). Mas, quando os sintomas da predominância estrogênica aparecem, adivinhe o que é prescrito? Mais estrogênio! O delicado equilíbrio natural entre progesterona e estrogênio fica radicalmente alterado pelo excesso de estrogênio. E a deficiência de progesterona é então ainda mais exacerbada.

O Dr. Lee conseguiu compensar o efeito predominância-estrogênica através do uso de um creme transdérmico com progesterona natural. A progesterona natural, um derivado do colesterol, é feita a partir do inhame silvestre mexicano ou da soja, cujos ingredientes ativos são réplicas moleculares exatas da progesterona do organismo humano. É interessante notar que em países da Ásia e da América do Sul, onde as mulheres ingerem soja ou inhame, o termo "fogacho" nem mesmo existe em suas línguas. Elas também raramente sofrem dos inúmeros problemas femininos que atualmente afligem as ocidentais.

A suplementação com progesterona natural corrige o real problema – a sua deficiência. Não se conhece nenhum efeito colateral da progesterona natural, nem foi encontrado até hoje qualquer nível tóxico. A progesterona natural aumenta a libido, previne o câncer do útero, protege contra doenças fibrocísticas do seio, ajuda a proteger contra o câncer da mama, mantém o revestimento uterino, hidrata e oxigena a pele, reverte o hirsutismo (crescimento de pelos faciais) e a diminuição de cabelo, age como um diurético natural, ajuda a eliminar a depressão e aumenta o sentimento de bem-estar, promove a queima de gorduras e a utilização da energia armazenada, normaliza a coagulação do sangue, e ainda é precursora de outros importantes hormônios sexuais e anti-stress.

Até mesmo os mais predominantes sintomas da menopausa – fogachos e secura vaginal – desaparecem rapidamente com a aplicações de progesterona natural.

Há ainda outro benefício muito importante da progesterona natural e que merece um pouco mais de atenção. Embora a maioria das pessoas suponha que o estrogênio protege contra a osteoporose – uma das principais razões pelas quais as mulheres são estimuladas a usar a terapia de reposição hormonal – este, definitivamente, não é o caso.

Os antigos estudos nos quais a hipótese da proteção do estrogênio foi baseada, tiveram graves defeitos científicos. A pesquisadora canadense Jerilyn Prior, endocrinologista-chefe da British Columbia University em Vancouver, com outros colegas, reportando no New England Journal of Medicine, confirmou que o papel do estrogênio na osteoporose é mínimo. Em seus estudos sobre atletas femininas, esses pesquisadores descobriram que a osteoporose ocorre à proporção que as atletas se tornam deficientes de progesterona, embora seus níveis de estrogênio pareçam se manterem normais. A Dra. Prior continuou sua pesquisa com mulheres não atletas, que mostraram os mesmo resultados. Apesar de ambos os grupos estarem menstruando, elas apresentavam ciclos sem ovulação e, portanto, eram deficientes em progesterona.

A Dra. Prior então descobriu que a ausência de ovulação e um ciclo curto hoje ocorre em 50 por cento dos ciclos menstruais das norte-americanas, durante o final dos anos reprodutivos.14 Infelizmente, essas importantes descobertas passaram relativamente despercebidas na comunidade médica.

Como resultado de suas extensivas provas científicas publicadas nessa área, Prior confirmou que não é o estrogênio, mas sim a progesterona que é o hormônio nutridor dos ossos, ou seja, o formador de ossos. Ela conseguiu até mesmo identificar receptores de progesterona nos osteoblastos (células formadoras de tecido ósseo). Ninguém jamais encontrou receptores de estrogênio nos osteoblastos. Em resumo, é na mulher com deficiência de progesterona que ocorre perda óssea.15

Estes resultados foram obtidos num estudo de 3 anos em 63 mulheres com osteoporose e em fase pós-menopausa. Mulheres que usaram creme transdérmico com progesterona tiveram uma média de 7 a 8 por cento de incremento na densidade da massa óssea no primeiro ano, 4 a 5 por cento no segundo ano, e 3 a 4 por cento no terceiro ano! Mulheres que não recebem o tratamento nessa faixa etária normalmente perdem 1,5 por cento de densidade da massa óssea por ano! Esses resultados não foram obtidos com nenhuma outra forma de terapia de reposição hormonal ou suplementação dietética.16

O Dr. Lee acredita que o uso de progesterona natural, em conjunto com alterações na dieta e estilo de vida, pode não somente interromper a osteoporose, mas na verdade revertê-la – mesmo em mulheres com 70 ou mais anos.

Neste ponto é importante fazer uma distinção entre progesterona natural, produzida pelo organismo, e os sintéticos da progesterona – classificados como progestinas (ou progestogênios), como Provera, Duphaston e Primolut. Como você verá, há uma grande diferença entre as duas quanto aos seus efeitos no organismo, embora a maioria dos médicos use esses nomes de forma intercambiável.

Como a progesterona natural não é patenteável, as empresas farmacêuticas a modificaram molecularmente para produzir progestinas sintéticas, normalmente usadas em anticoncepcionais e na terapia de reposição hormonal.

As progestinas sintéticas, por não serem réplicas exatas da progesterona natural do organismo humano, infelizmente criam uma longa lista de efeitos colaterais, alguns dos quais bastante severos. Uma listagem parcial desses efeitos inclui dores de cabeça, depressão, retenção de fluidos, maiores riscos de defeitos no parto e abortos, disfunções renais, flacidez nos seios, sangramento irregular, acne, crescimento de pelos, insônia, edemas, alterações no peso, embolismo pulmonar, e síndrome do tipo pré-menstrual.17

E, muito importante, as progestinas carecem dos benefícios biológicos intrínsecos da progesterona e portanto não podem funcionar nos principais desdobramentos de síntese biológica, como o faz a progesterona, e desorganizam muitos processos fundamentais do organismo. A progesterona é um hormônio essencial que também desempenha um papel no desenvolvimento de células nervosas e cérebro saudáveis, bem como no funcionamento da tireóide. As progestinas tendem a bloquear a capacidade do organismo de produzir e utilizar a progesterona natural para manter essas funções promotoras da vida.

A história do hormônio é certamente complicada. Até agora, apenas uma versão dessa história tem estado ao alcance da maioria das mulheres ocidentais. Sérias dúvidas têm sido levantadas quanto à eficácia e conveniência do estrogênio e das progestinas, em qualquer de suas formas. As mulheres certamente estão sofrendo uma variedade de doenças femininas.

O que complica a história do hormônio é que o tratamento prescrito para essas doenças está na realidade tornando pior o problema. Sem compreenderem os efeitos colaterais de amplas conseqüências da predominância estrogênica e das progestinas, os médicos estão diagnosticando mal a causa dessas condições agravadas. Muitas vezes, outras drogas são então receitadas, com efeitos colaterais desastrosos, à medida que cresce a espiral de medicação desnecessária. Qual é o derradeiro sacrifício? Não apenas a deterioração da saúde e do bem-estar emocional da mulher, mas também sua situação financeira, seu relacionamento, sua carreira.

Sem conhecimento adequado, sem educação e sem ter acesso a produtos naturais, as mulheres têm se tornado presas fáceis das poderosas campanhas publicitárias dos fabricantes multinacionais de medicamentos, que já convenceram médicos e órgãos governamentais de suas alegações. Está se tornando mais evidente que o bem das mulheres nem sempre está sendo levado em consideração nessa abordagem tendenciosa. Tampouco é incomum o lucro ter precedência sobre a saúde e o bem-estar. A última coisa que uma mulher precisa é ter as funções naturais do seu organismo denegridas como deficiências ou doenças – necessitando, portanto, de atenção médica contínua.

Está mais que na hora de a mulher assumir responsabilidades ainda maiores sobre a sua saúde, suas opções e seu estilo de vida. A maior de todas as armas contra a submissão e a ignorância é o conhecimento.

Está na hora de fazer perguntas difíceis aos que tratam da sua saúde, exigir respostas, e estar disposta a investigar alternativas seguras. Está ficando evidente que a mulher precisa participar no esclarecimento do seu médico sobre outras opções existentes, bem como escolher aquelas que ela preferir.

Certamente a mulher tem dentro de si mesma o poder não apenas para encontrar meios seguros, eficazes e naturais para curar-se, mas também para viver uma vida longa e plena, preservando a sua vitalidade, juventude e saúde. A mulher tem o direito de valorizar a si mesma e o seu corpo, em todos os estágios da vida. À medida que encontre o caminho para voltar a ter um maior equilíbrio dentro de si mesma, ela entenderá a profundidade da verdade do que o Dr. Deepak Chopra disse a respeito das mulheres: "A sabedoria feminina é a inteligência no coração da criação."


Alguns Efeitos da Predominância Estrogênica

1. Quando o estrogênio não é compensado pela progesterona, ele pode causar aumento de peso, dores de cabeça, mau humor, fadiga crônica e perda de interesse pelo sexo – tudo isso parte da clinicamente reconhecida Síndrome Pré-Menstrual.

2. Não apenas está bem demonstrado que a predominância estrogênica estimula o desenvolvimento de câncer da mama, graças às ações proliferativas do estrogênio – ele também estimula os tecidos do seio e pode, com o passar do tempo, desencadear fibrocistos na mama, um quadro que tende a desaparecer quando se introduz a progesterona natural para compensar o estrogênio.

3. Por definição, o excesso de estrogênio implica deficiência de progesterona. Isso, por sua vez, leva a uma redução na taxa de formação de novos ossos na mulher pelos osteoblastos – as células responsáveis pela realização desse trabalho. Embora a maioria dos médicos ainda não esteja a par disso, essa é a principal causa da osteoporose.

4. A predominância estrogênica aumenta os riscos de fibromas. Um dos fatos interessantes sobre os fibromas (e freqüentemente comentado pelos médicos) é que, independentemente do tamanho, os fibromas normalmente atrofiam quando chega a menopausa e os ovários deixam de produzir estrogênio. Os médicos que comumente usam progesterona em suas pacientes descobriram que ministrar progesterona natural também causa atrofia de fibromas.

5. Em mulheres sob predominância estrogênica e que menstruam, onde não ocorrem os picos e quedas de progesterona de uma forma normal a cada mês, a irrigação ordenada do revestimento uterino não ocorre. A menstruação torna-se irregular. Essa situação pode normalmente ser corrigida alterando-se o estilo de vida e usando um produto com progesterona natural. Isso é facilmente diagnosticável por um médico que analise o nível de progesterona em certas épocas do mês.

6. O câncer endométrico (câncer do útero) se desenvolve apenas quando há predominância estrogênica, ou estrogênio não combinado. Também isso pode ser prevenido pelo uso de progesterona natural.

A utilização de progestina sintética pode também ajudar na prevenção, razão pela qual um crescente número de médicos não mais prescreve estrogênio sem combiná-lo com uma droga progestogênica durante a terapia de reposição hormonal. No entanto, todas as progestinas sintéticas possuem efeitos colaterais.

7. Acúmulo de água nas células e aumento no sódio intercelular, o que predispõe a mulher a ter pressão alta (ou hipertensão), ocorre freqüentemente na predominância estrogênica. Esses também podem ser efeitos colaterais causados pela ingestão de progesterona sintética (progestinas). O creme com progesterona natural normalmente resolve isso.

8. Os riscos de derrames e ataques cardíacos são aumentados dramaticamente quando uma mulher está sob predominância estrogênica.

(Fonte: Leslie Kanton, Passage to Power, Random House, Reino Unido - 1995)


Benefícios da Progesterona Natural Contra o Envelhecimento

1. A progesterona é o primeiro precursor na biossíntese de corticosteróides supra-renais. Sem uma quantidade adequada de progesterona, a síntese de cortisonas fica prejudicada e o organismo então volta-se para caminhos alternativos, que produzem efeitos colaterais masculinizantes, como longos pelos faciais e diminuição de cabelo. Mais produção prejudicada de corticóides resulta numa diminuição na capacidade de controlar o stress, como o de cirurgias, de traumas, ou emocional.

2. Muitas mulheres em perimenopausa ou pós-menopausa e com quadros clínicos de hipotireoidismo (como fadiga, falta de energia, intolerância ao frio) estão na realidade sofrendo de predominância estrogênica não reconhecida, e serão beneficiadas pela suplementação de progesterona natural.

3. O estrogênio (e a maioria das progestinas sintéticas) aumenta o sódio e o acúmulo de água intracelular. O efeito disso é a hipertensão. A progesterona natural é um diurético natural e evita o acúmulo de sódio e água nas células, evitando assim a hipertensão.

4. Enquanto o estrogênio prejudica o controle homeostático dos níveis de glicose, a progesterona natural os estabiliza. Portanto, a progesterona natural pode ser benéfica tanto para os portadores de diabetes quanto para os portadores de hipoglicemia reativa. O estrogênio deve ser contra-indicado em pacientes com diabetes.

5. O afinamento e o enrugamento da pele são um sinal da falta de hidratação. Isso é comum em mulheres na perimenopausa e na menopausa, sendo um indicativo certo de diminuição de hormônios. A progesterona natural transdérmica é um hidratante da pele.

6. A progesterona desempenha importante papel ao manter saudáveis as células do cérebro. Doenças como a senilidade prematura (Mal de Alzheimer) podem ser, pelo menos em parte, outro exemplo de enfermidade decorrente da deficiência de progesterona.

7. A progesterona é essencial para um desenvolvimento saudável da bainha de mielina, que protege a célula nervosa. Um baixo nível de progesterona leva a dores recorrentes.

8. A progesterona cria e promove um acentuado senso de bem-estar emocional e de auto-suficiência psicológica.

9. A progesterona é responsável pelo aumento na libido.

(Fonte: Dr. John R. Lee, Retardando o Processo de Envelhecimento com Progesterona Natural - BLL Publishing, CA, EUA, 1994, p. 14)
Nota do Tradutor: A edição de 27-10-99 do jornal O Estado de S. Paulo publicou a nota "Componente químico pode ser responsável por puberdade precoce – causa poderia ser substância encontrada em produtos plásticos, como mamadeiras", reproduzindo matéria do jornal Kansas City Star, que cita artigo publicado na revista Nature. O assunto refere-se a pesquisas realizadas por cientistas das Universidades de Missouri e da Carolina do Norte, demonstrando a ação dos chamados xeno-estrógenos (ou xeno-bióticos) – imitadores de hormônios – sobre a mulher.

Referências bibliográficas

1. Archer, John, Bad Medicine, Simon & Schuster, Australia, 1995, p. 191.
2. Op. cit., p. 217.
3. Op. cit., p. 192.
4. Op. cit., p. 211.
5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex Press Pty Ltd, Australia, 1991.
6. The Sydney Morning Herald, 24 June 1995.
7. Coney, Sandra, op. cit., p. 584.
8. Archer, John, op. cit., p. 210.
9. Archer, John, op. cit., p. 211.
10. (a) Dumble, Lynette J., Ph.D., M.Sc., "Odds Against Women with Heart Disease",
presented at Health Sharing Women's Forum, Royal College of Surgeons,
Melbourne, Australia, 14 September 1995.
(b) Barrett-Connor, Elizabeth, "Heart Disease in Women", Fertility and Sterility
(1994), 62(2):127S-132S.
11. Lee, John R., M.D., Natural Progesterone: The Multiple Role of a Remarkable
Hormone, BLL Publishing, California, USA, 1993, p. 29.
12. Ibid.
13. Newsweek, 18 March 1996.
14. Kenton, Leslie, Passage to Power, Random House, UK, 1995, pp. 19-20.
15. Ibid.
16. Lee, John R., M.D., "Osteoporosis Reversal: The Role of Progesterone",
International Clinical Nutrition Review (1990), 10:384-391.
17. Lee, John R., M.D., Slowing the Aging Process with Natural Progesterone, BLL
Publishing, California, USA, 1994, p. 12.
Extraído da Nexus Magazine, Volume 3 - nº 4 (junho/julho de 1996).
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Fone: 61(0)7 5442 9280. Fax: 61(0)7 5442 9381
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Sobre Estrogênio - Saúde Feminina - parte 2

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 17:35

Heresia Hormonal

A Verdade Mortal Sobre o Estrogênio

Parte 2

A mulher recebe informações errôneas sobre seus hormônios, em detrimento da sua saúde, enquanto os fabricantes de medicamentos colhem enormes lucros à sua custa.

Por Sherril Sellman

Por mais de 300 anos, começando no século 13 e continuando até meados do século 16, a Inquisição foi um reinado de terror para a grande maioria das pessoas que viviam na Europa e na Escandinávia. As forças políticas, econômicas e
religiosas da época se juntaram para consolidar seu poder, eliminando aqueles que considerassem empecilhos aos seus objetivos finais.

O azarado alvo de suas investidas eram os guardiões das artes da cura e dos antigos conhecimentos espirituais e culturais.
Os historiadores debatem o exato tributo dessa era infernal - se foram várias centenas de milhares ou se chegou a nove milhões de pessoas - mas é inquestionável que a grande maioria das vítimas foi de mulheres. Na verdade, a Inquisição está sendo hoje considerada um período de genocídio contra as
mulheres, o qual conseguiu despir a mulher do seu poder, seu auto-respeito, sua riqueza, da arte de curar, bem como da sua proeminência e influência na comunidade.

A Inquisição garantiu que os patriarcas da Igreja fossem autoridades espirituais incontestáveis. Teve também êxito em preservar os conhecimentos médicos no domínio dos homens, pois a Inquisição decretou que apenas os médicos formados
poderiam praticar as artes da cura e, evidentemente, foi barrado o acesso de mulheres às escolas de medicina (aliás, foi barrado o acesso de mulheres a qualquer forma de educação).

Que bom que essa tão violenta era de aversão às mulheres tenha acabado há muito tempo. Mas será que acabou?
Infelizmente, parece que algumas tradições ainda persistem. A mulher de hoje ainda é vítima de gigantescos interesses políticos e econômicos, com terríveis consequências para a sua saúde, independência financeira e poder pessoal. Talvez a Inquisição não tenha acabado afinal, apenas adotou uma forma mais sutil e inescrupulosa.

As mulheres certamente representam um grande negócio para os interesses médicos e para a indústria farmcêutica. Segundo John Archer, autor de Bad Medicine, cerca de 600.000 histerectomias são realizadas anualmente nos EUA e ao redor de 45.000 por ano na Austrália. Em 1994, estimou-se que 45.000 australianas faziam Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Muitas mulheres são atualmente encorajadas a continuar com a TRH até o resto de suas vidas pós-menopausa.

De acordo com o D. Stanley West - um reconhecido especialista em infertilidade, chefe de endocrinologia reprodutiva no St. Vincent's Hospital de Nova Iorque e autor e O Golpe da Histerectomia - cerca de 90% de todas as histerectomias são
desnecessárias. Consultores gineocológicos do Grupo de Pesquisa de Saúde Pública Ralph Nader chegaram a uma conclusão semelhante em 1991, no livro Um Alerta à Saúde das Mulheres. Segundo o Dr. West, a única razão 100% justificada para a realização de uma histerectomia é para tratamento de câncer dos órgãos reprodutivos. No entanto, as histerectomias são oferecidas com muita frequência como tratamento para uma variedade de situações, inclusive para endometriose,
fibroses, cistos ovarianos, inflamações pélvicas e prolapso uterino.

Não é por acaso que os gineocologistas costumam ter a mais alta remuneração entre todas as demais especialidades. Ao longo de todas as suas vidas, as mulheres são encorajadas a se submeterem continuamente a vários tratamentos e
procedimentos médicos. Funções naturais da mulher, desde menstruação até parto e menopausa, são assumidas por intervenção médica e farmacêutica. Bombardeadas por desinformação, mitos, propaganda e, em alguns casos, por pura
mentira, não é de admirar que tantas mulheres fiquem completamente confusas acerca de questões relativas aos seus próprios corpos e sua saúde.

A História da Terapia de Reposição Hormonal

Talvez não haja um tópico que confunda mais a mulher que a adoção da reposição hormonal na menopausa, alvo de intensa propaganda. A TRH é enaltecida como a melhor coisa surgida para a liberação da mulher desde a descoberta dos anticoncepcionais de uso oral - apesar de as estatísticas hoje mostrarem que o uso disseminado da pílula provocou um aumento nos riscos para a saúde, como câncer da mama, pressão alta e doenças cardiovasculares, numa escala antes vista na medicina.

A investigação sobre a teoria da reposição de hormônios remonta aos idos de 1930, com a pesquisado Dr. Serge Voronoff. O seu trabalho envolvia de testículos de macacos em escrotos de homens, com limitada eficácia. Os desdobramentos
dessa pesquisa levaram ao enxerto de ovários de macacas em mulheres, com terríveis consequências. Depois de muitas mortes (de macacas e de mulheres), a pesquisa foi redirecionada ao uso do estrogênio sintético. Com o advento
da Segunda Guerra Mundial, a pesquisa foi suspensa.

A menopausa não virou moda como tópico de preocupação para a profissão médica antes da década ed 1960. Em 1960, um gineocologista de Nova Iorque, o Dr. Robert Wilson, publicou um best-seller chamado Feminine Forever ("Feminina Para
Sempre"), exaltando as virtudes da reposição do estrogênio como forma de salvar a mulher da "tragédio da menopausa, que muitas vezes destrói a personalidade e a saúde". Esse livro vendeu mais de 100.000 exemplares no primeiro ano. Wilson
promoveu vigorosamente a menopausa como uma condição de "decadência de vida". Segundo ele, a reposição de estrogênio era como a tão procurada pílula da juventude, que iria proteger a pobre mulher conta os horrores da idade. Ele
tornou popular a errônea crença de que a menopausa é uma deficiência.

As revistas femininas agarram-se avidamente às suas idéias e promoveram amplamente os seus conceitos. Isso deixou Wilson muito feliz, pois ele já havia citado anteriormente a Fundação Wilson, com o exclusivo propósito de promover o uso de drogas estrogênicas. A indústria farmacêutica contribuiu generosamente com mais de 1,3 milhão de dólares para a sua Fundação. A cada ano ele recebia verbas de empresas como Searle, Wyth-Ayerst Laboratories e Upjohn, que fabricavam produtos com os hormônios que Wilson alegava serem eficazes
no tratamento e prevenção da menopausa. As empresas farmacêuticas aproveitaram a onda, fazendo vigorosas promoções e fortes campanhas publicitárias. A mensagem do Dr. Wilson atingiu um alvo bastante receptivo - "mulheres de meia-idade precisam de drogas com hormônios para serem salvas dos
inevitáveis horrores e decrepitudes desta terrível deficiência chamada menopausa".

O Dr. Wilson foi o pioneiro no uso do estrogênio não combinado. No entanto, não se tinha tido nenhuma avaliação formal da segurança da terapia com estrogênio, nem de seus efeitos a longo prazo. O estrogênio não combinado saiu de moda quando ficou obviamente evidente que ele encurtava o tempo de vida de suas usuárias. Em 1975, o New England Journal of Medicine examinou as taxas de câncer endométrico em consumidores de estrogênio, concluindo que o risco era 7,5
vezes maior nos usuários desse hormônio. As mulheres que haviam usado estrogênio por sete anos ou mais tinham 14 vezes mais chances de desenvolver câncer.

À medida que a popularidade da terapia do estrogênio não combinado foi caindo, buscaram-se novas abordagens. O foco também foi desviado, de falsas alegações sobre a preservação da beleza e juventude da mulher, para assuntos de saúde mais urgentes. A indústria farmacêutica ressuscitou a terapia de reposição do estrogênio através de uma terapia de reposição hormonal "segura" - uma combinação de progesterona sintética e estrogênio, a qual supostamente protegeria mulheres na menopausa, não apenas contra doenças cardiovasculares, mas também contra a devastação da osteoporose.

Embora os chamados "especialistas em saúde de mulher" assegurem que não existem efeitos colaterais desagradáveis, ou que eles são mínimos, a Dra. Lynette J. Dumble, pesquisadora-sênior do Departamento de Cirurgia da Universidade de Melbourne no Hospital Royal Melbourne, acredita que "o único propósito da TRH é criar um mercado comercial altamente lucrativo para as empresas farmacêuticas
e para os médicos. Os supostos benefícios da TRH não têm qualquer comprovação". Ela acredita que a TRH não apenas agrava os atuais problemas de saúde, mas também contibui para acelerar o processo de envelhecimento na mulher. Essa terapia apressa o surgimento de outras doenças ou piora as já
existentes.

Esta perspectiva parece ter sido confirmada pelas recentes descobertas a partir de um estudo histórico, publicado no New England Journal of Medicine em 1995 e abrangendo 121.700 mulheres, que revelou efeitos alarmantes da TRH. O estudo
adverte que as mulheres que usaram a TRH para compensar os sintomas da menopausa, aumentaram também suas chances de desenvolver câncer de mama, de 30 a 40%, ao tomarem o hormônio durante mais de 5 anos. Em mulheres com idades entre 60 e 64 anos, o risco do câncer de mama aumentou para 70%
após 5 anos de TRH. Por último, o estudo concluiu que as mulheres que usavam a TRH tinham 45% mais chance de morrer por câncer de mama que aquelas que preferiram não usar a TRH, ou que usaram por menos que 6 anos.

Segundo Leslie Kenton, autora de Passage To Power, "qualquer um que seja alguma coisa na vida lhe dirá que a menopausa é uma doença, causada por deficiência de estrogênio, e que você precisará ingerir mais estrogênio à medida que se aproximar da meia-idade. O que poderá surpreender você é o seguinte -
não apenas está errada a maior parte desse aconselhamento comumente dados sobre a menopausa, mas também uma boa parte dele pode ser positivamente perigosa."

Felizmente há um outro lado da hitória do hormônio - uma perspectiva que pode ajudar mulheres de todas as idades a não apenas a alcançar uma saúde melhor, mas também a recuperar um sentimento de mais poder, responsabilidade e dignidade em suas vidas.

Um Breve Passeio Ginecológico pelo Corpo da Mulher

Para entender o debate sobre TRH, é importante primeiro ter um conhecimento rudimentar da natureza cíclica da mulher.

Até recentemente, os médicos pensavam que a menopausa começava quando todos os óvulos do ovário estivessem esgotado. Porém, trabalhos recentes demonstram que a menopausa provavelmente não é desencadeada pelo ovário, mas sim pelo cérebro. Parece que tanto a puberdade quanto a menopausa são eventos acionados pelo cérebro.

A menstruação depende de uma complexa rede de comunicação hormonal entre os ovários, o hipotálamo, e a glândula pituitária (hipófise) no cérebro. O hipotálamo segrega um hormônio que libera gonadotrofina (GnRH), que desencadeia a
produção do hormônio estimulador dos folículos (FSH) pela hipófise. O FSH então estimula o crescimento dos folículos do óvulo (pequeno saco ou glândula excretora) nos ovários, para provocar a ovulação. À medida que os folículos crescem, o estrogênio é produzido e lançado no sangue.

Esta reação em cadeia não é uma via de mão única. O estradiol, um dos estrógenos ovarianos na corrente sangüínea, também age sobre o hipotálamo, causando uma alteração no GnRH. A seguir, esse hormônio modificado estimula a
pituitária a produzir o hormônio luteinizante (LH), o qual provoca a eclosão dos folículos e a liberação do óvulo. Após o óvulo ser expelido, também a progesterona é produziada pelos folículos, os quais se transformam em corpus luteum.

Os hormônios liberados durante o ciclo menstrual não são segregados de forma constante, contínua, mas sim em quantidades dramaticamente diferentes durante as diferentes partes do ciclo de 28 dias.

Nos primeiros oito a onze dias do ciclo menstrual, o ovário da mulher produz muito estrogênio. O estrogênio prepara os folículos para liberação de um dos óvulos. O estrogênio é responsável pela proliferação de mudanças que ocorrem durante
a puberdade: o crescimento dos seios, o desenvolvimento do sistema reprodutivo e a forma feminina do corpo da mulher.

A taxa de secreção de estrogênio começa a diminuir ao redor 13º dia, um dia antes de ocorrer a ovulação. À medida que o estrogênio diminui, a progesterona começa a aumentar, estimulando um crescimento muito rápido do folículo. Com o início da secreção da progesterona, ocorre também a ovulação.
Depois que o óvulo é liberado do folículo, este começa a mudar, aumentando de tamanho e tornando-se um órgão diferente, conhecido como corpus luteum. A progesterona é segregada pelo corpus luteum, este minúsculo órgão com uma
enorme capacidade para produzir hormônio. A onda de progesterona no período da ovulação é a fonte de libido - e não o estrogênio, como normalmente se pensa.

Após 10 ou 12 dias, se não ocorrer fertilização, a produção ovariana de progesterona cai drasticamente. É este declínio súbito nos níveis de progesterona que desencadeia a secreção endométrica (menstruação), o que leva a uma renovação de todo o ciclo menstrual.

A progesterona e o estrogênio originados nos ovários estimulam o crescimento do endométrio (tecido que reveste o útero), como preparação para a fertilização. O estrogênio age no crescimento desse tecido endométrico, enquanto a
progesterona facilita a secreção nesse revestimento do útero, a fim de que o óvulo fertilizado (agora chamada de ovo)possa ser implantado com sucesso. A progesterona em quantidade adequada é, portanto, o hormônio mais essencial, para sobrevivência do óvulo fertilizado e do feto.

Ao redor dos 40 anos de idade, a interação entre os hormôniosse altera, o que leva, com o passar do tempo, à menopausa. Como isso ocorre, ainda não está bem claro. A menopausa pode ter início por alterações no hipotálamo e na hipófise, e não nos ovários. Os cientistas têm realizado experiências em que são substituídos os ovários de camundongos jovens por ovários de camundongos mais velhos e
que já não conseguem reproduzir. Foi constatado que os camundongos jovens conseguem se acasalar e Ter filhotes. Isso demonstra que ovários velhos colocados num ambiente jovem conseguem responder. Por outro lado, quando ovários jovens são colocados em camundongos velhos, estes não conseguem se
reproduzir.

Seja qual for o mecanismo que desencadeia a menopausa, à medida que menos folículos são estimulados, diminui a quantidade de progesterona e de estrogênio produzidos pelos ovários, embora outros hormônios continuem a ser produzidos.
De forma alguma os ovários murcham e param de funcionar, como popularmente se acredita. Com a redução desses hormônios, a menstruação torna-se escassa, irregular e acaba um dia cessando por completo.

No entanto, outras partes do corpo - como glândulas supra-renais, pele, músculos, cérebro, glândula pineal, folículos do cabelo e a gordura do corpo têm condições de produzir esses mesmos hormônios, possibilitando ao corpo feminino fazer ajustes no equilíbrio hormonal, após a menopausa, desde que a mulher tenha cuidado bem de si mesma nos anos do período pré-menopausa, com um estilo de vida e dieta
adequados, além da devida atenção para com a saúde mental e emocional.

A mulher que passa pela menopausa tem a oportunidade de entrar nessa fase da vida fortalecida pela sabedoria e pela criatividade, como nunca antes. Ela ganha acesso ao conhecimento interior profundo. A renomada socióloga Margaret
Mead disse: "Não há nada mais poderoso que uma mulher na menopausa com entusiasmo!" Em muitas culturas ao redor do mundo a menopausa é uma transição e uma iniciação à realização do poder da mulher, totalmente sem sintomas. Ela é
tida no mais alto conceito da sua comunidade, como uma idosa sábia e respeitada.

O Mito do Estrogênio e da Progesterona Sintética

A pesquisa inicial que levou à síntese do estrogênio tornou possível o desenvolvimento da pílula anticoncepcional nos anos 60. Com o consentimento da Food and Drug Administration - FDA (órgão do governo norte-americano que controla medicamentos, alimentos, etc), a pílula foi amplamente comercializada como um método eficaz e conveniente de controle da natalidade. Finalmente chegava a verdadeira liberação sexual para as mulheres.

Porém, toda a base para a aprovação da FDA era apenas o resultado de estudos clínicos realizados em 132 mulheres de Porto Rico, que haviam tomado a pílula durante um ano ou mais.(Não importa o fato de cinco delas terem morrido no decorrer do estudo, sem qualquer investigação quanto à causa de suas mortes).

Em meados de 1970, o número de mortes de mulheres por ataques cardíacos começou a atrair a atenção do público. Então uma nova pílula foi criada, supostamente mais segura, com menor conteúdo de estrogênio. Mas na verdade nunca houve uma prova científica válida de que a pílula é segura - e nem mesmo
aliás, que qualquer um dos outros métodos anticoncepcionais atualmente disponível seja seguro. Somente agora as mulheres estão descobrindo o preço que vêm pagando por sua liberdade sexual - ao alterar seu equilíbrio hormonal, muitas
devastadoras disfunções emocionais e fisiológicas foram criadas.

Já faz 35 anos que foi introduzida a anticoncepção via oral e há hoje cerca de 60 milhões de mulheres em todo o mundo que estão, na verdade, "fazendo experiência" com a pílula. A segurança e efeitos a longo prazo não foram ainda
estabelecidos de forma conclusiva. É interessante notar, porém, que a pílula tem produzido uma grande variedade de efeitos adversos e efeitos colaterais, e apresenta uma ligação cardiovasculares - a principal causa de mortes femininas na Austrália: em 1992, um total de 27.883 mulheres morreram de doenças cardíacas e derrames, contra 2.438 mortes por câncer de mama. Trata-se de mera coincidência, ou talvez essa estatística indique o perigoso efeito colateral de se
mexer com os hormônios?

Ao mesmo tempo em que é proclamado como o principal ingrediente que falta na mulher com menopausa, o estrogênio é altamente recomendado pelas indústrias médicas e farmacêuticas para prevenção de doenças cardiovasculares e da
osteoporose. Em praticamente qualquer consutório médico que entrem hoje em dia, as mulheres serão advertidas sobre os riscos inerentes à menopausa e pós-menopausa, se não tiverem a proteção do estrogênio. Elas são também relembradas, mais uma vez, que a menopausa é uma deficiência, o que
supostamente significa uma carência de estrogênio e que, portanto, devem tomar doses suplementares para manter a saúde.

Como pondera a Dra. Lynette Dumble, "De um modo geral, a prevenção cardiovascular em mulheres tem se concentrado esmagadoramente na reposição hormonal. No entento, como enfatiza Elizabeth Barrett-Connor, a Grande Experiência (o Projeto da Droga Coronária de 1973), que incluía dois regimes de estrogênio, foi feita em homens. Como parte do projeto da Grande Experiência, doses de estrogênio exageradamente excessivas aos níveis fisiológicos foram deliberadamente ministradas a homens, com o intuito de êxito na efeminação.
Isso resultou em tromboses e impotência, e finalmente levou ao fracasso a pesquisa, devido à interrupção do tratamento entre os participantes do estudo.

Segundo o médico, pesquisador independente e autor de livros, Dr. John Lee, o estudo mais eminente (conhecido como Boston Health Study, realizado numa amostragem ampla de enfermeiras) e que formou toda a base da ligação positiva estrogênio-cardiovascular, foi radicalmente viciada.

Apesar de haver amplas provas de numerosos outros estudos mostrando que, na verdade, o oposto é verdadeiro (isto é, o estrogênio é um fator significativo na criação de doenças cardíacas), esses fatos foram virtualmente ignorados diante
do furor pelo lucro. O Dr. Lee diz ainda que a publicidade farmacêutica omitiu i fato de que a incidência de mortes por derrame nesse estudo foi de 50% mais alta entre as usuárias de estrogênio.

O Dr. Lee compilou uma lista de efeitos colaterais e de danos fisiológicos resultantes do uso de estrogênio, e que incluem: maior risco de câncer endométrico, incremento na gordura corporal, retenção de sal e de fluidos, depressão e dores de cabeça, prejuízos no controle de açúcar no sangue (hipoglicemia), perda de zinco e retenção de cobre, redução nos níveis de oxigênio em todas as células, espessamento da bílis e promoção de doenças da vesícula biliar, aumento da possibilidade de fibrocistos no seio e de fibrose uterina,
interferência na atividade da tireóidem, diminuição do desejo sexual, coagulação sangüínea excessiva, redução do tônus vascular, edometriose, cólica uterina, infertilidade, e restrição à função dos osteoclastos.

Com tantos efeitos colaterais e complicações perigosas, a mulher deve avaliar com muito cuidado a decisão sobre a terapia de reposição hormonal. Infelizmente, a maioria dos médicos dirá que não há alternativa. Embora certamente a maior parte dos médicos seja bem intencionada e esteja honestamente preocupada com suas pacientes, a principal fonte de conhecimento e informação sobre os medicamentos são as próprias companhias farmacêuticas. Como a maioria das mulheres também é carente de educação e compreensão acerca de suas opções, a menopausa pode ser vista como um período bastante assustador e perigoso.

Entra em Cena a progesterona Natural

Durante os últimos 15 anos, o Dr. Lee tem realizado pesquisas independentes sobre formas de progesterona derivadas de plantas, naturais. Suas pesquisas, sem verbas da indústria farmacêutica, apresenta um entendimento bem mais amplo sobre as opções hormonais da mulher, oferecendo uma alternativa totalmente segura e eficaz, livre de efeitos colaterais. Ele descobriu que esse hormônio natural (conjugado a uma boa dieta e mudanças no estilo de vida) é capaz de eliminar
muitos dos sofrimentos associados à síndrome da tensão pré- menstrual (TPM) e à menopausa. Milhares de mulheres no mundo ocidental já usam progesterona natural - geralmente na forma de um creme (que dispensa receita médica) que é aplicado no corpo. Essas mulheres alegam que elas não apenas sentem alívio nos sintomas típicos de mulher, mas também experimentam uma maior vitalidade, a pele fica melhor, e o equilíbrio emocional se renova.

A progesterona natural parece ter sido totalmente negligenciada pela ciência médica, que tem se concentrado, erroneamente, no estrogênio. Considerando que a progesterona natural não é patenteável e ainda é barata, não surpreende
que isso tenha acontecido. É importante, porém, ter-se um entendimento e uma avaliação bem mais amplos a respeito deste extraordinário hormônio.

Como foi anteriormente mencionado, a progesterona é responsável por manter a secreção do endométrio, que é necessária para a sobrevivência do embrião, bem como pelo desenvolvimento do feto, ao longo da gestação. É pouco percebido, no entanto, que a progesterona é a mãe de todos os hormônios. A progesterona é importante precursora na biossíntese dos corticosteróides supra-renais (hormônios que protegem contra o stress) e de todos os hormônios sexuais (testosterona e estrogênio). Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outros hormônios ao longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar deles. É preciso que seja enfatizado que o estrogênio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogênio e a testosterona não estarão
suficientemente disponíveis no organismo. Além de ser a precursora dos hormônios sexuais, a progesterona também facilita muitas outras funções fisiológicas importantes e intrínsecas (que serão discutidas mais adiante).

Os Efeitos da Preponderância Estrogênica

Os problemas femininos parecem estar em alta. 40 a 60% de todas as mulheres ocidentais sofrem de TPM. Além disso, elas sofrem de superabundância de sintomas, alguns da menopausa e outros não. Certamente algo muito alarmante parece estar acontecendo com as mulheres. Há indícios de que o equilíbrio
hormonal adequado e necessário para que o organismo da mulher funcione de forma saudável está sendo interferido por diversos fatores. As pesquisas têm revelado que um grande número de mulheres nos seus 30 anos (e algumas até mais
jovens), bem antes de ter início a menopausa, às vezes deixa de ovular no devido período. Sem ovulação, não há corpus luteum e nenhuma progesterona é produzida. O resultado é uma deficiência de progesterona.

Muitos problemas podem resultar dessa deficiência. Uma delas é a presença, durante todo um mês, de estrogênio não combinado, com todo seu elenco de efeitos colaterais, como já foi mencionado. Um outro é o geralmente não reconhecido problema do papel da progesterona na osteoporose. A medicina
contemporânea ainda não tomou conhecimento de que a progesterona estimula a formação de novos ossos pela mediação de osteoblastos. Na verdade, é a progesterona que estimula novos tecidos ósseos e é capaz de reverter a osteoporose em qualquer idade. A falta de progesterona significa que novos
osteoblastos não são criados e a osteoporose pode surgir.

Um terceiro e importante problema resulta do inter-relacionamento entre perda de progesterona e stress. Nós vivemos, no mundo industrializado, imersos num crescente mar de derivados petroquímicos. Eles estão no ar, nos alimentos e
na água. Esses produtos químicos incluem pesticidas e herbicidas (como DDT, dieldrin, heptacloro, etc), bem como vários plásticos (policarbonados, usados em mamadeiras e garrafões para água) e PCBs.

Esses imitadores do estrogênio são altamente solúveis em gordura, não são biodegradáveis nem bem expelidos, acumulando-se nos tecidos gordurosos de animais e humanos. Esses produtos químicos possuem uma incrível capacidade de imitar o estrogênio natural, e receberam o nome de xeno-estrógenos, já que apesar de serem produtos químicos "estrangeiros", são absorvidos pelos receptores de estrogênio no organismo, interferindo seriamente nas alterações bioquímicas naturais. (ver "Nota do Tradutor" no final).

Crescentes pesquisas estão agora revelando uma alarmante situação em nível mundial, criada pela inundação desses imitadores de hormônios. No recentemente lançado livro Our Stolen Future ("Nosso Futuro Roubado", por Theo Colburn - do
World Wildlife Fund, Dianne Dumanoski - do Boston Globe, e John Peterson Myers - zoólogo), foram identificados 51 imitadores de hormônios, cada um deles capaz de desencadear uma torrente de efeitos, como redução na produção de esperma,
divisão celular e modelação de cérebros em desenvolvimento. Esses imitadores não somente estão ligados à recente descoberta de que a contagem do esperma humano despencou 50% em todo o mundo, entre 1938 e 1990, mas também a deformações genitais, câncer de mama, de próstata e testicular, além de
desordens neurológicas.

O Dr. Lee descobriu um tema constante entre as queixas das mulheres sobre os aflitivos e muitas vezes debilitantes sintomas da TPM, da perimenopausa e da menopausa - excesso de estrogênio, ou, como ele denominou, uma "predominância
estrogênica."

Agora, em vez de o estrogênio desempenhar seu papel essencial dentro da bem equilibrada sinfonia dos hormônios esteróides no organismo feminino, ele passou a ofuscar os demais "músicos", criando uma dissonância bioquímica. A última coisa no mundo que o corpo da mulher precisa é mais estrogênio - seja na forma de anticoncepcionais ou de terapia de reposição hormonal (TRH). Mas, quando os sintomas da predominância estrogênica aparecem, adivinhe o que é prescrito? Mais estrogênio! O delicado equilíbrio natural entre progesterona e estrogênio fica radicalmente alterado pelo excesso de estrogênio. E a deficiência de progesterona é então ainda mais exacerbada.

O Dr. Lee conseguiu compensar o efeito predominância-estrogênica através do uso de um creme transdérmico com progesterona natural. A progesterona natural, um derivado do colesterol, é feita a partir do inhame silvestre mexicano ou da soja, cujos ingredientes ativos são réplicas moleculares exatas da progesterona do organismo humano. É interessante notar que em países da Ásia e da América do Sul, onde as mulheres ingerem soja ou inhame, o termo "fogacho" nem mesmo
existe em suas línguas. Elas também raramente sofrem de inúmeros problemas femininos que atualmente afligem as ocidentais.

A suplementação com progesterona natural corrige o real problema - a sua deficiência. Não se conhece nenhum efeito colateral da progesterona natural, nem foi encontrado até hoje qualquer nível tóxico. A progesterona natural aumenta a
libido, previne o câncer da mama, mantém o revestimento uterino, fibrocísticas do seio, hidrata e oxigena a pele, reverto o hirsutismo (crescimento de pelos faciais) e a diminuição de cabelo, age como um diurético natural, ajuda a eliminar a depressão e aumenta o sentimento de bem-estar, promove a queima de gorduras e a utilização da energia armazenada, normaliza a coagulação do sangue, e ainda é
precursora de outros importantes hormônios sexuais e anti-stress.

Até mesmo os mais predominantes sintomas da menopausa - fogachos e secura vaginal - desaparecem rapidamente com as aplicações de progesterona natural.

Há ainda outro benefício muito importante da progesterona natural e que merece um pouco mais de atenção. Embora a maioria das pessoas suponha que o estrogênio protege contra a osteoporose - uma das principais razões pelas quais as mulheres são estimuladas a usar a terapia de reposição hormonal - este, definitivamente, não é o caso.

Os antigos estudos nos quais a hipótese da proteção do estrogênio foi baseada, tiveram graves defeitos científicos.
A pesquisadora canadense Jerilyn Prior, endocrinologista-chefe da British Columbia University em Vancouver, com outros colegas, reportando no New England Journal of Medicine, confirmou que o papel do estrogênio na osteoporose é mínimo.
Em seus estudos sobre atletas femininas, esses pesquisadores descobriram que a osteoporose ocorre à proporção que as atletas se tornaram deficientes de progesterona, embora seus níveis de estrogênio pareçam se manterem normais. A Dra.
Prior continuou sua pesquisa com mulheres não atletas, que mostraram os mesmos resultados. Apesar de ambos os grupos estarem menstruando, elas apresentavam ciclos sem ovulação e, portanto, eram deficientes em progesterona.

A Dra. Prior então descobriu que a ausência de ovulação e um ciclo curto hoje ocorre em 50% dos ciclos menstruais das norte-americanas, durante o final dos anos reprodutivos.
Infelizmente, essas importantes descobertas passaram relativamente despercebidas na comunidade médica.

Como resultado de suas extensivas provas científicas publicadas nessa área, Prior confirmou que não é o estrogênio, mas sim a progesterona que é o hormônio nutridor dos ossos, ou seja, o formador de ossos. Ela conseguiu até mesmo identificar receptores de progesterona nos osteoblastos (células formadoras de tecido ósseo). Ninguém jamais encontrou receptores de estrogênios nos osteoblastos.

Em resumo, é na mulher com deficiência de progesterona que ocorre perda óssea.

Estes resultados foram obtidos num estudo de 3 anos em 63 mulheres com osteoporose e em fase pós-menopausa. Mulheres que usaram creme transdérmico com progesterona tiveram uma média de 7 a 8% de incremento na densidade da massa óssea no primeiro ano, 4 a 5% no segundo ano, e 3 a4% no terceiro ano!
Mulheres que não recebem tratamento nessa faixa etária normalmente perdem 1,5% de densidade da massa óssea por ano! Esses resultados não foram obtidos com nenhuma outra forma de terapia de reposição hormonal ou suplementação dietética.

O Dr. Lee acredita que o uso de progesterona natural, em conunto com alterações na dieta e estildo de vida, pode não somente interromper a osteoporose, mas na verdade revertê-la - mesmo nas mulheres com 70 ou mais anos.

Neste ponto é importante fazer uma distinção entre progesterona natural, produzida pelo organismo, e os sintéticos da progesterona - classificados como progestinas (ou progestogênios), como Provera, Duphaston e Primolut.como
você verá, há uma grande diferença entre as duas quanto aos seus efeitos no organismo, embora a maioria dos médicos use esses nomes de forma intercambiável.

Como a progesterona natural não é um produto patenteável, as empresas farmacêuticas a modificaram molecularmente para produzir progestinas sintéticas, normalmente usadas em anticoncepcionais e na terapia de reposição hormonal.

As progestinas sintéticas, por não serem réplicas exatas da progesterona natural do organismo humano, infelizmente criam uma longa lista de efeitos colaterais, alguns dos quais bastante severos. Uma listagem parcial desses efeitos inclui
dores de cabeça, depressão, retenção de fluidos, maiores riscos de defeitos no parto e abortos, disfunções renais, flacidez nos seios, sangramento irregular, acne, crescimento de pelos, insônia, edemas, alterações no peso, embolismo pulmonar, e síndrome do tipo pré-menstrual.

E, muito importante,as progestinas carecem de benefícios biológicos intrínsecos da progesterona e portanto não podem funcionar nos principais desdobramentos de síntese biológica, como o faz a progesterona, e desorganizam muitos processos
fundamentais do organismo. A progesterona é um hormônio essencial que também desempenha um papel no desenvolvimento de células nervosas e cérebros saudáveis, bem como no funcionamento da tireóide. As progestinas tendem a bloquear a capacidade do organismo de produzir e utilizar a progesterona natural para manter essas funções promotoras da vida.

A história do hormônio é certamente complicada. Até agora, apenas uma versão da história tem estado ao alcance da maioria das mulheres ocidentais. Sérias dúvidas têm sido levantadas quanto à eficácia e conveniência do estrogênio e das progestinas, em qualquer de suas formas. As mulheres certamente estão sofrendo uma variedade de doenças femininas.

O que complica a história do hormônio é que o tratamento prescrito pra essas doenças está na realidade tornando pior o problema. Sem compreenderem os efeitos colaterais de amplas conseqüências da predominância estrogênica e das progestinas, os médicos estão diagnosticando mal a causa dessas condições
agravadas. Muitas vezes, outras drogas são então receitadas, com efeitos colaterais desastrosos, à medida que cresce a espiral de medicação desnecessária. Qual é o derradeiro sacrifício? Não apenas a deterioração da saúde e do bem-estar
emocional da mulher, mas também sua situação financeira, seu relacionamento, sua carreira.

Sem conhecimento adequado, sem educação e sem ter acesso a produtos naturais, as mulheres têm se tornado presas fáceis das poderosas campanhas publicitárias dos fabricantes multinacionais de medicamentos, que já conveceram médicos e órgãos governamentais de suas alegações. Está se tornando mais evidente que o bem das mulheres nem sempre está sendo levado em consideração nessa abordagem tendenciosa. Tampouco é incomum o lucro ter precedência sobre a saúde e o bem-estar. A última coisa que uma mulher precisa precisa é ter as
funções naturais do seu organismo denegridas como deficiências ou doenças - necessitando, portanto, de atenção médica contínua.

Está mais do que na hora da mulher assumir responsabilidades ainda maiores sobre a sua saúde, suas opções e seu estilo de vida. A maior de todas as armas contra a submissão e a ignorância é o conhecimento.

Está na hora de fazer perguntas difíceis as que tratam de sua saúde, exigir respostas, e estar disposta a investigar alternativas seguras. Está ficando evidente que a mulher precisa participar no esclarecimento do seu médico sobre
outras opções existentes, bem como escolher aquelas que ela preferir.

Certamente a mulher tem dentro de si mesma o poder não apenas para encontrar meios mais seguros, eficazes e naturais de curar-se, mas também para viver uma vida longa e plena, preservando a sua vitalidade, juventude e saúde. A mulher tem
o direito de valorizar a si mesma e o seu corpo, em todos os estágios da vida. À medida que encontre o caminho para voltar a ter um maior equilíbrio dentro de si mesma, ela entenderá a profundidade da verdade do que o Dr. Deepak Chopra disse a respeito das mulheres: "A sabedoria feminina é a inteligência no coração da criação."

Alguns Efeitos da Preponderância Estrogênica

Quando o estrogênio não é compensado pela progesterona, ele pode causar muito peso, dores de cabeça, mau humor, fadiga crônica e perda de interesse pelo sexo - tudo isso parte da clinicamente reconhecida Síndrome Pré-Menstrual.
Não apenas está bem demonstrado que a predominância estrogênica estimula o desenvolvimento de câncer de mama, graças às ações proliferativas do estrogênio - ele também estimula os tecidos do seio e pode, com o passar do tempo,
desencadear fibrocistos na mama, um quadro que tende a desaparecer quando se introduz a progesterona natural para compensar o estrogênio.
Por definição, o excesso de estrogênio implica deficiência de progesterona. Isso, por sua vez, leva a uma redução na taxa de formação de novos ossos na mulher pelos osteoblastos - as células responsáveis pela realização desse trabalho. Embora a maioria dos médicos ain0da não esteja a par disso, essa é a principal c0ausa da osteoporose.
A predominância estrogênica aumenta os riscos de fibromas. Um dos fatos interessantes sobre os fibromas (e freqüentemente comentado pelos médicos) é que, independentemente do tamanho, os fibromas normalmente atrofiam quando chega a menopausa e os ovários deixam de produzir estrogênio. Os médicos que
comumente usam progesterona em suas pacientes descobriram que ministrar progesterona natural também causa atrofia de fibromas.
Em mulheres sob predominância estrogênica e que menstruam, onde não ocorrem os picos e quedas de progesterona de uma forma normal a cada mês, a irrigação ordenada do revestimento uterino não ocorre. A menstruação torna-se irregular. Essa situação pode normalmente ser corrigida alterando-se o estilo de vida e usando um produto com progesterona natural. Isso é facilmente diognosticável por um médico que analise o nível de progesterona em certas épocas do mês.
O câncer endométrico (câncer do útero) se desenvolve apenas quando há predominância estrogênica, ou estrogênio não combinado. Também isso pode ser prevenido pelo uso de progesterona natural.
A utilização de progestina sintética pode também ajudar na prevenção, razão pela qual um crescente número de médicos não mais prescreve estrogênio sem combiná-lo com uma droga progestogênica durante a terapia de reposição hormonal. No entanto, todas as progestinas sintéticas possuem efeitos colaterais.

Acúmulo de água nas células e aumento no sódio intercelular, o que predispõe a mulher a ter pressão alta (ou hipertensão), ocorre frequentemente na predominância estrogênica. Esses também podem ser efeitos colaterais causados pela ingestão de progesterona sintética (progestinas). Um creme com progesterona natural normalmente resolve isso.
Os riscos de derrames e ataques cardíacos são aumentados dramaticamente quando uma mulher está sob predominância estrogência.
(Fonte: Leslie Kanton, Passage to Power, Random House, Reino Unido, 1995)

Beneficíos da Progesterona Natural Contra o Envelhecimento

A progesterona é o primeiro precursor na biossíntese de corticosteróides supra-renais. Sem uma quantidade adequada de progesterona, a síntese de cortisonas fica prejudicada e o organismo então volta-se para caminhos alternativos, que
produzem efeitos colaterais masculinizantes, como longos pelos faciais e diminuição de cabelo. Mais produção prejudicada de corticóides resulta numa diminuição na
capacidade de controlar o stress, como o de cirurgias, de traumas, ou emocional.
Muitas mulheres em perimenopausa ou pós-menopausa e com quadros clínicos de hipotireoidismo (como fadiga, falta de energia, intolerância ao frio) estão na realidade sofrendo de predominância estrogênica não reconhecida, e serão
beneficiadas pela suplementação de progesterona natural.
O estrogênio (e a maioria das progestinas sintéticas) aumenta o sódio e o acúmulo de água intracelular. O efeito disso é a hipertensão. A progesterona natural é um diurético natural e evita o acúmulo de sódio e água nas células, evitando assim,
a hipertensão.
Enquanto o estrogênio prejudica o controle homeostático dos níveis de glicose, a progesterona natural os estabiliza.
Portanto, a progesterona natural pode ser benéfica tanto para os portadores de diabetes quanto para os portadores de hipoglicemia reativa. O estrogênio deve ser contra-indicado em pacientes com diabetes.
O afinamento e o enrugamento da pele são um sinal de falta de hidratação. Isso é comum em mulheres na perimenopausa, sendo um indicativo certo de diminuição de hormônios. A progesterona natural transdérmica é um hidratante da pele.
A progesterona desempenha importante papel ao manter saudáveis as células do cérebro. Doenças como a senilidade prematura (Mal de Alzheimer) podem ser, pelo menos em parte, outro exemplo de enfermidades decorrente da deficiência de
progesterona.
A progesterona é essencial para um desenvolvimento saudável da bainha de mielina, que protege a célula nervosa. Baixos níveis de progesterona levam a dores recorrentes. A progesterona cria e promove um acentuado senso de bem-estar
emocional e de auto-suficiência psicológica.
A progesterona é responsável pelo aumento na libido.

(Fonte: Dr. John R. Lee, Retardando o Processo de Envelhecimento com Progesterona Natural - BLL Publishing, CA, EUA, 1994, p. 14)

Nota do tradutor: A edição de 27-10-99 do jornal O Estado de S. Paulo publicou a nota "Componente químico pode ser responsável por puberdade precoce - causa poderia ser substância encontrada em produtos plásticos, como mamadeiras", reproduzindo matéria do jornal Kansas City Star, que cita artigo publicado na revista Nature. O assunto refere-se a pesquisas realizadas por cientistas das Universidades de Missouri e da Carolina do Norte, demonstrando a ação dos chamados xeno-estrógenos (ou xeno-bióticos) - imitadores de hormônios - sobre a mulher.

Extraído da Nexus Magazine, Volume 3 - nº 4 (junho/julho de 1996).
P.O. Box 30, Mapletom Qld 4560, Austrália. E-mail: nexus@peg.apc.org
Homepage em www.peg.apc.org/~nexus
1996, por Sherril Sellman
Light Unlimited
Locked Bag 8000 - MDC
Kew, Victoria 3101, Australia
E-mail: golight@ozemail.com.au

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