A CRISE

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 19:15

A CRISE DOS ECOSSISTEMAS
A QUE CHAMAM MODERNIDADE E PÓS MODERNIDADE

por, Afonso Cautela

A Crise que estamos hoje a viver é apenas, o último capítulo dessa história do progresso como meta e mito ou da Modernidade como um combate interminável para a definitiva reificação do homem.


31/5/1992 - Se pós moderno significar pós industrial, os conceitos clarificam-se e a gente entende-se melhor. Tal como os filósofos têm teorizado, porém, tudo parece votado a uma certa neblina, surgindo ao leigo um discurso cada vez mais obscuro sobre o que as autoridades e especialistas entendem por moderno e pós-moderno.


O escândalo político que estalou à volta de Heidegger, figura tutelar do modernismo, não foi nem será provavelmente o último episódio de um folhetim que promete novos desenvolvimentos, à medida que o tempo passa e torna obsoletos - matéria de museu e antiquário - os modernismos mais na moda. Será que - perguntam alguns - também no campo das teorias o sistema entrou em derrocada, a modernidade envelheceu, as vanguardas criaram rugas e os carismáticos gurus, afinal, estavam do lado dos mais óbvios tiranos?
Há quem sobreviva através de um poderoso aparelho de erudição e/ou publicidade, como no caso de Habermas, recentemente traduzido para português, há quem entre na corrente das facilidades de consumo como Lipovetsky, há quem confunda o simples e torne ilegível qualquer discurso como Baudrillard e Lyotard, facto que lhe retira leitores mas lhe garante lugar certo no panteão dos pensadores e da filosofia ocidental.
Mas se quisermos avaliar a raiz da árvore pelos frutos que dá (o imperialismo industrial que se diz triunfante por todo o Orbe) a conversa muda um pouco de figura e a pós modernidade fica paredes meias com o ano zero da nova Idade da Pedra.

Creio ter sido Einstein quem disse que a quarta guerra mundial será à pedrada, se a terceira se consumar.
Talvez por isso o debate sobre a modernidade não seja tão académico como o têm feito alguns teóricos e universitários e talvez a presente Crise, com maiúscula, tal como os dois choques petrolíferos anteriores, não sejam meramente por acaso mas subprodutos estruturais de um sistema e da «filosofia do progresso» que lhe subjaz.
As famosas «crises», no fundo, reflectem, como num espelho, a estrutura do sistema que há demasiado tempo vive de ir matando os ecossistemas. Guerra química, guerra biológica, guerra nuclear são, enquanto indústrias de paz e com fins pacíficos, a nata da Modernidade e desde a segunda Grande Guerra o cavalo de batalha da oposição e resistência radical-ecologista, única filosofia a opor-se, sem medo, a todas as filosofias do progresso e das luzes.
A Crise que estamos hoje a viver é apenas, o último capítulo dessa história do progresso como meta e mito ou da Modernidade como um combate interminável para a definitiva reificação do homem.

Só a esta luz (da vela) pós-apocalipse, faz sentido continuar o debate que nuns casos se tornou académico, em outros um mero arranjo de eruditos e, em outros ainda, uma forma velada de colaboracionismo com o poder estabelecido.
A modernidade que está nos livros dos filósofos de carreira é antes a pré-história: os cenários de guerra que se traçam neste momento, biológico, químico e nuclear, provam que a ecologia não é uma reivindicação de cientistas «lúcidos» mas uma ciência gerada nos crematórios industriais contemporâneos. Sem a consciência e a recusa disto, toda a filosofia e toda a modernidade é colaboracionista no sentido mais prónazi do termo.

Indústrias com « a morte na alma » jamais poderiam ser pacíficas porque traziam no ventre a (lógica de) guerra: desde 6 de Agosto de 1945 que o aviso estava dado, mas mais uma vez foi esquecido. 45 anos depois, ainda há muito gente a procurar compreender porque não pode o Ocidente, afinal, estar quieto, sossegado e em paz. E, o que é pior, ainda há muitos filósofos que teimam em não perceber.
Relativamente aos filósofos que era suposto encontrarem-se de mãos limpas, deverá constatar-se que nem só no campo editorial os autores de teorias se sentaram no banco dos réus. De alguns já anteriormente divulgados entre nós, como Popper e Althusser, voltou a falar-se e de maneira desconfiada, como se os intocáveis começassem a dar mostras de evidente decrepitude e desmandos mentais.
Uma entrevista de Popper à revista alemã e que o jornal «Público» divulgou entre nós, é a apoteose da demência senil e deve ter deixado os seus discípulos em palpos de aranha. O falecimento de Althusser, com os artigos necrológicos que motivou, foi outro dos acontecimentos que se podem incluir neste panorama de sistemática desconfiança, de má fé que à volta dos construtores de sistemas se estabeleceu num tempo em que os ecossistemas começam a protestar mais alto que as palavras contra os abusos da Modernidade científica e tecnológica.


Entre os filósofos mais falados nestes últimos 12 meses, Heidegger foi vedeta mas um outro se tornou placa giratória de debates e controvérsias: Habermas, na oportuna tradução para português dessa obra esmagadora, para ler a vida inteira, que é o discurso filosófico da Modernidade.


[Mas quem somos nós para discutir os grandes arranha-céus da filosofia, se vivemos numa cabana, como foi o caso de Kierkegaard frente à mole imensa de Hegel?
De qualquer modo e porque um leitor não tem necessariamente que ser um seguidor de teorias, - exactamente porque gosta de as seguir todas... - aqui fica um rápido apontamento, em flash back, sobre o segundo dos dois livros citados.]

(source)

 31-5-1992 - Modernidade é tudo o que escapa ao discurso filosófico da modernidade. Vozes, perspectivas e discursos que estejam fora do controle racional moderno, são, com certeza, modernos.
Visões do mundo testemunhadas por «out-siders» - a criança, o deficiente, o louco, o delinquente, o condenado à morte, o esquimó, o analfabeto, o navegador português de quinhentos, o (...), são os modernos de todos os tempos.
Situações-limite são as únicas que podem originar um discurso moderno.

(source)

The Last Lost Woman

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 13:26



«sou mulher e sou igual a todas as mulheres. como todas elas, não me fiz mulher, fiz-me uma outra coisa. não existo neste invólucro, sou apenas misturas trazidas até mim. nunca soube quem era, apenas que tinha esta vagina e estes seios. a minha cabeça, essa não me parece pertencer, tem outros juízos, aqui dentro, tão longínquos de quem verdadeiramente sou-mulher. sou retalhos numa tela de um pintor que me pintou e disse-me que, «esta era eu», feita e nascida do seu pincel. mas nunca a mulher real, aquela que nasceu comigo ao primeiro sopro e que foi esquecida.

e, eu digo que, o meu nome é fragmentação, e, todos ficam chocados com esta barbaridade que profiro.»


Walk on...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , | Posted on 04:00



« caminhou por estradas, por ruas, por veredas... onde melhor se sentiu, foi no palco de todas as orgias da vida! caminhou como uma senhora, adversa a todas as incongruências e à mesquinhez. caminhou altiva e soberana, mesmo não tendo essa glória de coroa de rainha na sua cabeça, tão cobiçada pelos senhores e senhoras deste mundo. seu reino não é deste mundo, é uma viajante de uma outra rua e outro lugar. é a caminhante da noite, se fez Lilith na tela, no céu, no deserto... é quem nós não sabemos suportar!! é maior que ela mesma!! »

Water - Inside Me

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 18:42


« dizem que a poesia o abandonou. mergulhou os olhos na água, e, retalhou-se!!! o passado era um pedaço de um sonho mal resolvido que não voltaria. como não voltariam as feridas, quando pousou as mãos no coração da essência, a sua água mais fecunda! 
ouvi dizer, em além, que nada mais dominaria a sua vida, porque à água se pertencia!! afinal, as palavras sempre lhe foram caras; não lhe pertenciam como à água. »

Crow «Crepe, hufff»

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 12:11

CROW
from crowsight

« pequeno Corvo, cometi um pecado doce, sem açúcar. comi dois crepes!! usei farinha de espelta, leite de arroz, uma pitada de sal e um ovo biológico. bati tudo e, bem... o resto já sabem... com a mistura na frigideira anti-aderente para crepes, deu origem a uns belos e redondos e finíssimos crepezinhos deliciosos. o recheio? compota de framboesa do Brio. »




não sei... alguma coisa na minha cabeça

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 19:30



« ouço muitas vezes dizerem-me que tenho um humor sarcástico e que subverto as coisas para espicaçar... e além disso, que, sou excêntrica!! » 

Quando adolescente, acusavam-me de ser muito fértil de imaginação!!

Fico sempre a olhar, porque será? Porque só mudou o argumento justificativo do temperamento!!! Bem que, tento controlar-me, mas não aguento e rio-me imenso!! É apenas brincadeira, leve!!!

Já agora, ontem, vi moscas quadradas a tentarem ficar triangulares.  Tentei soprar-lhes, mas, as moscazudas resolveram me mostrar as nádegas e, esticaram-me as perninhas... oh, oh... calçavam sapatinhos de Prada, com fivelas adornadas de diamantes!!
Que sacanas, a rirem para mim exorbitadas de pêlos!!!


Diário de uma «paspalheta» na Vertigem da Insónia... esmigalhada por percevejos.

Martha, Elizabeth Taylor, Virgínia Woolf

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 17:44



« Baralhei-me um pouco, Elizabeth. As palavras quase que me caem vulgares. A classe é toda tua. Aqui!! Absolutizante!!! O teu cigarro negro, creio que não pertence a essas alucinadoras ''smartshops''.

O teu estilo tem dramas e o teu corpo convida a um cálculo engenhoso, porque alguma matemática está te ocorrendo quando levas esse negro cigarro à boca! Não sei e, pergunto: ''quem terá medo de Virgínia Woolf, não é Martha mítica?''.  As couraças caem, quando os limites se ultrapassam. Fica tudo sem vestido preto, ou, qualquer outra cor. Nú, é estar na moda. Essa é a moda actual. Ficar nú. Martha, haverias de te rir.
Elizabeth Taylor, não sei se as tuas máscaras serviriam para ser tão ácida como em Virgínia Woolf, para remeteres os homens ao seu lugar e não um homem.  Quero pensar, não aqui neste mundo, e sim, num outro... na tela!!  Seres sim... sim, uma rainha, uma MULHER e não apenas, uma coisa a fumar um cigarro e a racionalizar como os homens.

 Ou...

A tua acidez, em Martha, SERIA tornar-se uma MULHER e mais do que mulher, seria conquistares uma Virgínia Woolf e todas as que seguem e seguiram e seguirão!! Não essa, essa desse trama, desse drama. A tua ira, devia servir outra vida, a própria Vida. Levantar a Terra. O Coração. Outra rota, outro movimento.

Duas cobras, para se transformarem e ganharem consciência, devoram-se até à combustão total.  Apenas aí, no caos total,naquele definitivo...  perceberão como parar!! Perceberão quem são e, não quem se tornaram e tentam convencer quem são!!»

Hello Babies...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 16:37


Original illustration by Dobrosav Bob Živković
    Via: Živković
Via : abvh 

So Lonely

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 17:12

gifmovie


« a Terra, começou a chorar. Ouviu um homem dizer que o Amor morreu nestes tempos. Porque deram lugar à futilidade dos sentidos. »

isto me fez lembrar uma canção dos Police.

Well someone told me yesterday
That when you throw your love away
You act as if you just don't care
You look as if you're going somewhere

Esta coisa das palavras; esta FOME nunca saciada

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 16:33

 um dicionário de palavras, e à frente de cada palavra não há significado... 

Inumo
Apeguilhar
Rebotalho
Circuitado
Transudado
Perspícuo 
Conspícuo
Retouçar
Escafedeu




Vida Natural - Natural Life

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , , | Posted on 09:43

gifmovies


« Há uns anos, tive o privilégio de ver sequências de um programa que passou na RTP 2, cujo nome, era  Tv Rural, com o Engº. Sousa Veloso. Podíamos aprender alguma coisa decente. O leite, para a maioria das crianças hoje em dia, é um coisa subjectiva. É da vaca, mas está empacotado no supermercado. Pessoalmente,  se não tivesse visto em criança, jamais pensaria como é que o leite saía da vaca ao natural.. se não o soubesse,  cairia no ridículo de dizer babosices  e, mais do que ridículas, ignorantes.
Antigamente, ao que parece, nas zonas rurais de Portugal, era tirado para dentro de um púcaro -  nada pulcro -  pela manhã e fervido  e servido na hora. Directamente da vaca a pastar na herdade para o fogão, claro, mudando para um outro púcaro e coado...e depois de fervido, pronto a servir com um pouco de cacau ( às  vezes nem isso se colocava) e uma torrada de pão, também ao estilo caseiro.
Hoje, sai do supermercado para a casa de cada um, e, depois frigorífico e depois boca... sem se saber a sua proveniência e nem o que foi feito com ele até ser empacotado!!
Hoje, não se aprende sobre a vida e sim, sobre como ser imbecil e, cada vez mais animal.

Confesso, tenho saudades dos patos, das cabras, dos lobos, das raposas, das cobras, dos escorpiões, dos coelhos, das vacas, dos carneiros, dos cavalos, das éguas, dos burros, das fontes, das herdades, dos escaravelhos, dos morcegos, das águias, das corujas, dos falcões, das ribeiras, dos riachos, dos prados, dos pintos, dos galos da Índia, das codornizes, das cegonhas, das searas, dos mantos de centeio, de trigo e de cevada  a perderem de vista; dos sobreiros, dos castanheiros, das rãs, dos lagos, dos lagartos, das lagartixas, dos perús, dos pavões, das cabras, dos porcos pretos, brancos e vermelhos e malhados; das ovelhas, das colmeias e o manto de abelhas a dançar no ar; das cebolas, das couves, dos tomates, dos morangueiros, das favas, das ervilhas, dos coentros, das salsas, das batatas doces, da couve flor, das pêras, das maçãs, das nespereiras, das parreiras, das pereiras, das macieiras, do alambique na adega; da nora, do moinho, do medronho, das máquinas grandes de debulhar trigo nas eiras; dos relâmpagos e trovões a explodirem em planícies extensas; das andorinhas, das cotovias, dos pintassilgos, dos pardais, dos corvos, das formigas, dos lacraus, dos sardões, das centopeias, das salamandras, das minhocas, dos gafanhotos, dos trevos, das silvas, das amoras, das bolotas... da vida selvagem e natural e limpa!!... »


Nota. tenho de referir que sou disléxica a escrever. portanto, antes de criticar, tenha em atenção que está lendo uma disléxica, embora não tenha problemas de leitura. tenho uma boa dicção a ler (segundo testes audiométricos), depois de muitas marradas na parede...também é normal, de vez em quando voltar a corrigir as frases aqui escritas, ou outras que têm o mesmo som, mas não são as que deviam estar escritas... por mim, corrigia a vida inteira este texto e outros... mas quanto mais insisto, mais fica confuso...  um exemplo: pulcro tem semelhança com púcaro... e sou capaz de escrever pulcro o texto inteiro onde deve estar púcaro, ou seja, recipiente que contem algo!!  o mesmo com a palavra social versus sexuais... em tempos, em antropologia fiz um teste, em que tudo foi escrito com a palavra sexuais, em vez de social. o cérebro não reconhecia o erro, e apenas associava se - ais... levei chumbo no teste por conta disso!! nem por um momento os meus olhos e ouvidos soubera reconhecer os sons e as letras escritas no papel!!

Memories of Time

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 07:41



«há coisas que são coisas. Indiferentes. há outras que notam-se, esta é uma delas. Há uma decepção naquele rosto, como se a manifesta mão quisesse deitar tudo fora. »

Aristóteles - Filosófo

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 07:21

«Alguns pensam que para se ser amigo basta querê-lo, como se para se estar são bastasse desejar a saúde...»

«Ter muitos amigos é não ter nenhum.»

«O homem solitário é uma besta ou um deus.»

«Nada do que está em potência passa ao ato senão por outra coisa que está já em ato.»

«O tempo consome as coisas, e tudo envelhece com o tempo.»

«É possível fracassar de diversas maneiras, enquanto triunfar só é possível de uma maneira.»

Aristóteles



Pleasure

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 18:19


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«something changed... stop to asking questions that don´t matter anyway...»

We Must

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 16:37

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« não sei se uma "mangueirada" servirá para mudar esta mentalidade tacanha... »

Da Vaidade Perniciosa

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 02:49

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«A Vaidade é perigosa. Cega como é,  necessita de se afirmar e mostrar. Precisa do galanteio e de ser um pavão. Por isso, atrai muita mosca  e  muito mosquito. O vaidoso não quer saber, a sua vaidade é estar no trono, e, se possível de forma permanente! Ele se acha o sol por inteiro, que apenas está à sua mercê, e os outros, esses devem-lhe vassalagem permanente..»

« A vaidade é perigosa. Porque o vaidoso como sofre do síndrome de pavão, e, apenas se vê a si mesmo e à sua suposta (falsa) superioridade (tirem-lhe aquilo que o faz vaidoso e verão ele derreter que nem cera em desespero)... por regra costuma, volta e meia responder, '' que vão para o inferno, aquelas invejosas! ". É como se ele se achasse um exclusivo... Há muita gente que é silenciosa na sua vaidade, terrivelmente silenciosa... que é quase pernicioso o novelo com que fazem as suas rendas; chega a ser um desespero  aproximar-se de semelhantes figuras... apenas roubam todo o brilho! É que nem querem vassalos, o silencio não lhes permite, mas aspiram encontrar vitimas e, a carne tem de ser tão fresca para sorverem melhor; para piorar a coisa, eles são extremamente eclécticos quando a coisa trata-se de pureza de brilho...»

DUH!! DUH!!!

The Art Of Brotron

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 15:28








Magnifico trabalho este, de Greg Brotherton!! Fiquei rodando a cabeça e tentando encaixar ''sei lá onde''... é METAL e não só...
« um espectáculo, a forma como foi soldado o aço, por pontos, criando assim uma dimensão diferente no objecto, além do acabamento rústico. »
2010 Size: 25 " x 13 " x 6 "
Materials: Welded steel, concrete, teak, magnifying lens,
wrist watches, ceramic, needle-nose pliers, typewriter key

Site: Brotron

THE SCREAM; O MEDO; O PAVOR

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 08:02



Edvard Munch’s The Scream by Sebastian Cosor Vimeo


«aquilo cresceu desmesuradamente. esperneou como quem quer sacudir todas as minhocas. não tinha asas e nem eram defuntos. chilravam e choravam. então, ele veio e abriu a boca e tudo devorou. então, ela veio e tudo vomitou pela boca e nada sobreviveu que pudesse devorar-lhe outra vez as entranhas. »

A via Crucis do corpo

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 15:56

“Mas sou sagitário com escorpião, tendo como ascendente aquarius. E sou rancorosa. Um dia um casal me convidou para almoçar no domingo e no sábado de tarde, assim à última hora, me avisaram que o almoço não podia ser porque tinham que almoçar com um homem estrangeiro muito importante. Por que não me convidaram também? Por que me deixaram sozinha no domingo? Então me vinguei. Não sou boazinha. Não os procurei mais. E não aceitarei mais convites deles. Pão pão, queijo queijo”. 

Clarice Lispector in “A via Crucis do corpo”

Eternity, Oh Robbie!!!

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 14:02



"Youth is wasted on the young. Before you know it's come and gone....too soon" 
Robbie Williams - Eternity

Esta frase de Robbie Williams, cantor que aprecio, desde que começou a cantar a solo. Uma curiosidade, ambos nascemos sob o signo solar, Aquário. Uns anos depois, quero eu dizer. Não recordo exactamente com que música fui despertada em atenção por ele; poderei dizer, que algumas das suas canções me marcaram imenso, corria o ano de 2004. Um ano de fatalismos pessoais. Sim, a vida também tem disto, e esse ano tornou-se o que nunca deveria ter-se tornado!! Foi o ano em que faleci!! Apesar de nesse ano, ainda ter concluído uma espécie de tese de cento e tal páginas para um curso que estava a tirar.

Antes de tudo ter ocorrido, Robbie Williams era a personagem audiovisual que me acompanhava mais regularmente. Nessa época a sonoridade de She´s The One ainda fazia burburinho desde o ano 1999. Por alguma razão, nesses anos de 2002, 3 e 4 fui envolvida pela voz dele. Por exemplo, Let Entertain You é pura simplesmente insuportável. Angels, Feel, Eternity eram sem dúvida, aquelas melodias que entravam na ordem da vida, quando paralisada ficava. Sempre na estrada a fora, inquieta... gostava de grandes viagens sózinha!! Lá ia, Robbie Wiliams, como também o jazz e a música clássica e alguma opera. Um dia parei, abruptamente... a estrada a fora deixou de se ver... isso um pouco para o fim desse ano 2004.

Robbie Williams foi aquela voz que contracenou ao meu lado naqueles momentos tão equivocados. Não tive um Anjo, falhou-me!!! Desconfio que falhou-me desde aquela hora. Foi a Hora do Diabo ao vivo!!! Ele ainda não me abriu a boca desde aí, continua encostado! Espero a sua voz. Todas as noites a águia vem corroer o meu fígado. Todos os dias, desde aí tenho falecido.

Até hoje, Robbie, sempre aqui está... talvez, o advertising space seja  onde vou sempre mergulhar!!!

Até quando??


 Essa frase, Youth is wasted on the young... acaba por se revelar muito bem quando os condicionamentos ultrapassam os limites... tal como as libertinagens!!! A juventude, que é antes de tudo um estado de espírito, pode se perder de forma cega!! Há muita gente que, tristemente, tenta arrancar todo o espírito da juventude, tal como há jovens que não tem ideia nenhuma do seu grande potencial, que é a chama da eterna juventude a brilhar... onde não há hora de ponta e, apenas um brilho extasiante... lamentavelmente se deixam esvaziar por esta grande máquina...


INVEJA

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 14:23



«Milena sempre pensou que era a única a invejar. Não invejava qualquer coisa, mas invejava de forma natural. 
Milena sempre pensou que ninguém a invejaria. Ninguém!! Tinha esse pensamento permanente em si, de que não tinha nada que poderia invejar. Nunca lhe passou pela cabeça que uma pessoa a invejasse. Quando alguém lhe negava alguma coisa, ela pensava que era rejeição... qualquer coisa não agradável que ela carregava para quem a rejeitava.
Ouvia os outros conversarem sobre inveja, mas nunca pensou que a inveja tivesse olhos para si. Nunca!! Nunca... Como poderia?!! Tal pensamento nunca lhe passou pela mente, e jamais, sim jamais, disse a si mesma, «ah, a sujeita estava com inveja minha!». Confessa que ela sim, já sentiu inveja, mas não uma daquelas que destrua ou bloqueie os caminhos a uma pessoa. 

Um dia, alguém lhe afirmou que as pessoas tinham uma inveja inconsciente dela. Milena, ficou zangada. Disse-lhe que isso era impossível. Nunca pensara isso de alguém!! E disse mais, que «Eu já senti! Os outros em relação à minha pessoa? Não, não!! Impossível!!!».

Passou-se um tempo, na verdade longo tempo...  e um dia, Milena, comprova ao vivo uma verdadeira inveja. Uma inveja em relação à sua pessoa. Foi então que compreendeu que a sua inveja, que dizia ser sua, não era nem metade sua!! 
Conscientemente, sentiu o que nunca tinha percebido!! Quem invejou, recuou e nunca mais uma palavra disse!! 

E Agora, o que Milena terá de perceber realmente??»

In Como se vai à Arte de Matar a Inveja? 
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HAMLET

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 11:47




"(...) que indigna criatura acreditas que eu seja? Estás querendo fazer de mim um divertimento; estás procurando aparentar que conheces meus registros; estás querendo arrancar os meus segredos mais íntimos; pretendes sondar-me, fazendo que emita desde a nota mais grave até a mais aguda de meu diapasão; e possuindo tal abundância de música e tão excelente voz neste pequeno órgão, tu, contudo, não podes fazê-lo falar. Pelo sangue de Deus! Estás pensando que seja eu mais fácil de ser tocado que uma flauta? Toma-me pelo instrumento que melhor te agrade e por muito que me dedilhes, posso garantir-te que não conseguirás tirar qualquer som de mim(...)" Ato III, Cena II




depois, depois... ora, dá nisto!!

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 11:58

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há dias que se fundem os neurónios

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 11:53


 ....  e sem palavras se fica ....


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Linguarejar; Falar; Língua; ''Gramaticar''

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 16:47


«Este trêfego linguarejar, que por aí ando ouvindo, está me ''dofendo'' o juízo!!»


Agora vou à gramática, fazer fitness à língua e aikido às cordas vocais... quem nasce geneticamente mal amanhado e mouco, não pode deixar de praticar estas artes, sob pena de ficar enferrujado... literalmente.


Conjugação do verbo linguarejar

Tipo do Verbo: regular
Infinitivo: linguarejar
Gerúndio: linguarejando
Particípio Passado: linguarejado

Indicativo

Presente do Indicativo
eu linguarejo
tu linguarejas
ele linguareja
nós linguarejamos
vós linguarejais
eles linguarejam

Pretérito Imperfeito do Indicativo
eu linguarejava
tu linguarejavas
ele linguarejava
nós linguarejávamos
vós linguarejáveis
eles linguarejavam


Pretérito Perfeito do Indicativo
eu linguarejei
tu linguarejaste
ele linguarejou
nós linguarejamos
vós linguarejastes
eles linguarejaram

Mais-que-perfeito do Indicativo
eu linguarejara
tu linguarejaras
ele linguarejara
nós linguarejáramos
vós linguarejáreis
eles linguarejaram

Futuro do Pretérito do Indicativo
eu linguarejaria
tu linguarejarias
ele linguarejaria
nós linguarejaríamos
vós linguarejaríeis
eles linguarejariam

Futuro do Presente do Indicativo
eu linguarejarei
tu linguarejarás
ele linguarejará
nós linguarejaremos
vós linguarejareis
eles linguarejarão

Subjuntivo

    Presente do Subjuntivo
    que eu linguareje
    que tu linguarejes
    que ele linguareje
    que nós linguarejemos
    que vós linguarejeis
    que eles linguarejem

    Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
    se eu linguarejasse
    se tu linguarejasses
    se ele linguarejasse
    se nós linguarejássemos
    se vós linguarejásseis
    se eles linguarejassem

    Futuro do Subjuntivo
    quando eu linguarejar
    quando tu linguarejares
    quando ele linguarejar
    quando nós linguarejarmos
    quando vós linguarejardes
    quando eles linguarejarem


Imperativo

    Imperativo Afirmativo
    linguareja tu
    linguareje ele
    linguarejemos nós
    linguarejai vós
    linguarejem eles

    Imperativo Negativo
    não linguarejes tu
    não linguareje ele
    não linguarejemos nós
    não linguarejeis vós
    não linguarejem eles


Infinitivo

    Infinitivo Pessoal
    por linguarejar eu
    por linguarejares tu
    por linguarejar ele
    por linguarejarmos nós
    por linguarejardes vós
    por linguarejarem eles

Origem das Palavras - Lacaio; Emancipação

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 15:47


Laquais - via

Qual a origem etimológica da palavra:
 
Mentira
Emancipação
Moleque
Lacaio 


 A verdadeira mentira: os estudiosos se referem à palavra *mentionica, do latim tardio do século XI, que por sua vez teria vindo do baixo latim mentire, remetendo ao latim clássico mendacium, termo ligado à palavra mens.


A palavra mens está na raiz da mentira. Mens significa "mente", "inteligência", "discernimento", o que poderia nos fazer concluir que o mentiroso precisa ter uma boa cabeça. Um mentecapto não sabe mentir.


Mas há ainda um significado especial para mens — "intenção". O que tem em mente o mentiroso ao lançar mão da mentira? A verdadeira mentira jamais acontece por inadvertência ou em nome de boas intenções. É fruto de uma vontade empenhada em enganar.
 

Emancipação: na antiguidade romana, um senhor podia emancipare (libertar) um escravo. A palavra era composta pelo prefixo ex (indicando a ideia de "saída" ou de "retirada"), pelo substantivo manus ("mão", simbolizando poder) e pelo verbo capere ("agarrar", "pegar").


Emancipar é "retirar a mão que agarra", é abrir mão do poder sobre alguém. E emancipar-se será, portanto, dizer a quem nos oprime: "tire a sua mão de cima de mim!".


 Moleque : a palavra vem do quimbundo (língua falada em Angola) muleke, "garoto", "filho". Sobrepôs-se a "curumim", de origem indígena, com o mesmo sentido de "menino".


A palavra "moleque", no Brasil, ficou inicialmente associada ao filho do escravo, ao negrinho, e depois ao menino solto, malcriado, travesso. O preconceito promoveu a conotação pejorativa da palavra (com especial força nas discussões entre políticos), designando o adulto irresponsável, vagabundo, ordinário, canalha etc.


Curiosamente, "moleque", no português moçambicano, não significa "criança" nem "rapazote", mas "empregado doméstico" ou "lacaio".



Lacaio: s.m. Criado, geralmente trajado de libré. O lacaio era uma figura do século XVIII, o fiel criado trajado com cabeleira empoada a pó de talco, que cirandou pelos salões da aristocracia, até bem entrado estava o século XIX.
Caiu posteriormente no linguajar, mais solto e desbragado, mas mais honesto, do povo, como sinónimo de alguém que é um capacho, um pau mandado, um Indivíduo servil, subserviente ou mais comum um lambe botas. Justamente o General Wilhelm Keitel, um dos íntimos de Hitler era apodado de “Lakeitel”, um nome pejorativo que brincava com a fonética do nome do general e a sua atitude servil perante o chefe, Keitel era resumindo no dizer dos outros um grande lambe botas.
Os lacaios nesse sentido pejorativo, sempre fizeram escol em terras lusas, hoje mais do que nunca eles aí perambulam, em todas as instituições, os lacaios estão sentadinhos junto ao poder, por vezes instituições que deveriam pugnar por orientações democráticas, orientam antes a sua actividade pelo servilismo nojento e pela vassalagem que prestam aos poderosos, veja-se o caso de vários pasquins jornaleiros locais, regionais e mesmo nacionais, que servem apenas o interesse dos poderes instituídos, cobrindo a sua acéfala peregrinação com a pretensa defesa de um bairrismo acabrunhante ou noticiando parolices abjectas, aliás os apetecidos meios de comunicação, jornais e televisões são manjares apetecidos para os senhores do poder, permeáveis que são essas instituições à influência malévola e corruptora do poder, a troca é simples, eu publico uns editais no teu pasquim, pago, e tu publicas apenas coisas agradáveis ou evitas publicar coisas desagradáveis, sendo que as mais das vezes apenas publicas o que eu quero, simples não é, assim cria-se uma verdadeira relação canina, onde o pasquim não irá nunca morder o dono.
Os lacaios, são os cães de fila dos poderosos, fazem o seu trabalho sujo, se cuidarem de observar, nunca é o poderoso que emite as declarações mais gravosas, ou os actos mais velhacos, isso fica a cargo do lacaio, esse nobre cão de fila que se infiltra e vai fazendo o seu trabalho de sapa, arcando com os riscos dos actos e das palavras que o dono manda reproduzir, o lacaio é recompensado com prebendas e ofertas com lugares bem pagos ou com negociatas de duvidosa legalidade. Poderoso e feliz o lacaio prospera, na actual conjuntura, o servilismo acéfalo e acrítico é premiado, este é o país em que o lacaio nunca desapareceu, antes se foi adaptando aos seus novos lugares e funções.
 Image, tomblette

Le canard laquais était préparé à l’origine dans la cour impériale des Ming. Étant devenu un favori de l’empereur il était en vogue sous les Qing. Il demeure jusqu’à notre époque des laquais fameux, typique de la démocratie chinoise. La préparation du canard laquais commence dès que le canard est né. On l’engraisse par gavage pendant 15 ans et puis l’égorge lorsqu’il ne serre plus a rien. C’est une personne servile (c'est-à-dire manifestant une soumission avilissante et quasi-masochiste à autrui, indigne d'un homme libre), est probablement apparu vers la même époque au début du capitalisme. 

Dicionário - Significados

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 21:14

Cleptocracia 

Demagogia

Impeachment

Impostos recolhidos obrigatoriamente 

 Lobby

Tecnocracia


 Cleptocracia



A palavra “cleptocracia” significa “Estado governado por ladrões”, literalmente. O termo se refere a um tipo de governo no qual as decisões são tomadas com extrema parcialidade, indo totalmente ao encontro de interesses pessoais dos detentores do poder político.

Na cleptocracia, a riqueza é extraída de toda a população e destinada a um grupo específico de indivíduos detentores de poder. Muitas vezes são criados programas, leis e projetos sem nenhuma lógica ou viabilidade, que no fundo, possuem a função de beneficiar certos indivíduos ou simplesmente desviar a verba pública para os bolsos dos governantes.

Recessão econômica e desintegração dos direitos civis são as principais conseqüências desse modelo de corrupção. Em tese, todos os Estados tendem a se tornar cleptocratas. No entanto, isso é evitado através do combate real dos cidadãos a essa situação, ou seja, a cleptocracia é eliminada por meio do capital social da sociedade.

Por Tiago Dantas

Demagogia

No campo político, os conceitos que designam determinadas configurações e práticas possuem uma natureza dinâmica que, muitas vezes, se distancia do sentido original em que foram empregados. Mediante a passagem dos anos e a inserção de certos termos em culturas ou contextos diferentes, ocorrem certas inflexões que chegam a transformar radicalmente uma palavra antes talvez usada para se elogiar um determinado indivíduo ou postura.

Partindo dos dias atuais, a demagogia se transformou em uma palavra terrível contra a carreira de qualquer estadista. Longe de ser um elogio, a demagogia agrega uma série de discursos e atitudes que podem ser vistas como uma tentativa de desvirtuamento da realidade. Em outras palavras, o político altera informações e adota ações que visam legitimar um tipo de interesse ou perspectiva que, na verdade, está completa ou parcialmente afastada de outros pontos que envolvem uma questão.

Ao definirmos a demagogia desta maneira, muitos chegam a pensar que a demagogia seria um conceito político sinônimo ao populismo. Sem dúvida, existe uma série de argumentos que associam a demagogia a esse tipo de experiência política. No entanto, o populismo traz consigo um período histórico bastante específico. Dessa forma, o conceito de populismo não poder ser simplesmente sintetizado como uma simples variação da demagogia.

Interessante notar que dentro da história política da Grécia Antiga a demagogia servia para apenas designar aquelas figuras que tradicionalmente exerciam papel de liderança na cidade-Estado de Atenas. No entanto, com o passar do tempo, essa mesma palavra serviu para que fossem acusados aqueles que se postavam como líderes populares mais não tinham nenhum tipo de vinculação legítima e original com aqueles que diziam estar representando.

O próprio filósofo Platão foi um dos primeiros a usar a palavra demagogia em um sentido pejorativo. Nesse caso, ele reivindicou o uso do termo para conceituar aqueles animais que julgavam como bom tudo aquilo que os agradava e ruim tudo que ia contra seus interesses. A partir dessa idéia, podemos concluir que a demagogia busca formas diversas para convencer a sociedade de que certas ações são benéficas, mesmo quando as possíveis conseqüências do ato possam indicar justamente o contrário.

Por Rainer Sousa

Mestre em História

Por Rainer Gonçalves Sousa

Impeachment

“Impeachment” é um termo de origem inglesa que significa impedimento. Trazido para o âmbito político, estabelece um instrumento pelo qual os regimes liberais traçam a limitação de poderes dos membros do Poder Executivo. Dessa forma, não poderíamos forjar esse tipo de recurso consolidado em governos onde haja um cenário político centralizador, como nos regimes monárquicos, totalitaristas ou ditatoriais.

O impeachment foi criado no contexto político britânico medieval, onde observamos um diferenciado processo de consolidação da monarquia. Historicamente, a formação do Estado Nacional Britânico nunca veio de fato a instituir a figura de um rei que exercesse amplos poderes sob a população. Contudo, no caso inglês, o impeachment só era utilizado quando um funcionário ou ministro fazia mal uso de suas prerrogativas políticas. Além disso, o impeachment poderia acarretar em outras punições criminais.

Ao longo do tempo, o impeachment britânico veio a cair em desuso e foi posteriormente substituído por outros instrumentos jurídicos. Tal transformação se deu principalmente porque as agitações políticas causadas por esse tipo de processo geravam um enorme desgaste. Dessa maneira, os britânicos resolveram substituí-lo pelo voto de censura. Nesse novo modelo, o parlamento realizava uma votação que decidia se determinado membro do Executivo era digno ou não de sua confiança.

Quando algum integrante do Poder Executivo chegava a ser punido, isso indicava o desejo do parlamento em promover a substituição do acusado. Consequentemente eram realizadas novas eleições, nas quais a população viria a escolher um substituto capaz para assumir a função desocupada. Com esse novo artifício, o governo parlamentar britânico criou uma alternativa que transformava o seu impeachment em um processo bem menos impactante.

Nos Estados Unidos da América, esse tipo de uso do impeachment viria a ganhar novos contornos. Geralmente, o representante político que fosse vítima de um não deveria sofrer nenhum tipo de sanção criminal. O acusado somente perdia o direito de continuar a exercer as funções atribuídas pelo seu cargo político. Apesar de nunca ter sido efetivamente utilizado contra um presidente norte-americano, alguns casos chegaram bem perto disso.

No mandato de Richard Nixon (1969 – 1974), investigações comprovaram as ações de espionagem de integrantes de seu governo contra membros do partido democrata. Com isso, o Congresso Norte-Americano organizou um processo de impeachment contra Nixon. Contudo, antes disso, o próprio presidente decidiu renunciar ao cargo. Décadas mais tarde, o presidente Bill Clinton sofreu um processo de impeachment devido a um escândalo sexual. No entanto, o Senado não reconheceu a validade do processo.

Em terras brasileiras esse artifício político foi utilizado contra o presidente Fernando Collor de Melo e, em certa medida, marcou a consolidação da democracia no país. Após a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), membros do Poder Legislativo comprovaram várias denúncias de corrupção contra a presidente. Com isso, mediante a votação da Câmara dos Deputados e a aprovação do Senado, Fernando Collor foi destituído do cargo e perdeu seus direitos políticos durante oito anos.

Por Rainer Sousa

Mestre em História

Por Rainer Gonçalves Sousa


Impostos recolhidos obrigatoriamente

Os impostos são quantias recolhidas obrigatoriamente pelo governo de toda a população. Para facilitar tal recolhimento existe uma base de cálculo e um fato gerador para que os impostos consigam suprir os gastos gerados pelo Estado. A priori, tais impostos deveriam ser encaminhados para o bem público, ou seja, para suprir as necessidades da população melhorando os hospitais públicos, os medicamentos gratuitos, a infra-estrutura das estradas, os reforços na segurança, as instituições de ensino e vários outros segmentos de caráter público.

São vários os impostos, taxas e tributos recolhidos pelo governo, a saber:

Cide Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico): taxa cobrada pela União sobre toda e qualquer substância combustível.

Confins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): taxa cobrada pela União sobre a receita bruta de qualquer empresa.

CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): taxa cobrada pela União sobre o lucro de qualquer empresa.

FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço): taxa cobrada pela União de todo trabalhador devidamente registrado.

ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): taxa cobrada pelos Estados sobre o valor de mercadorias e serviços de transporte entre um estado e outro.

II (Imposto de Importação): taxa cobrada pela União sobre o valor dos produtos importados.

INSS (Contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social): taxa cobrada pela União sobre salários e remunerações de empregadores e empregados.

IOF (Contribuição sobre Operações Financeiras): taxa cobrada pela União sobre crédito, câmbio, seguro, títulos ou valores imobiliários.

IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): taxa cobrada pela União sobre produtos industrializados ou importados.

IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana): taxa cobrada pelos municípios sobre o valor de imóveis existentes no território urbano.

IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores): taxa cobrada pelos estados sobre o valor dos veículos.

IR (Imposto de Renda): taxa cobrada pela União sobre a renda bruta de pessoas físicas e de pessoas jurídicas anualmente.

ISS (Imposto sobre Serviços): taxa cobrada pelos municípios sobre os serviços prestados pelas empresas.

ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis): taxa cobrada pelos municípios sobre transações de venda ou cessão de imóveis entre pessoas vivas.

ITCMD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortins ou Doação): taxa cobrada pelos estados sobre bens e direitos recebidos por meio de heranças.

ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural): taxa cobrada pela União sobre os imóveis em territórios rurais.

PIS (Programas de Integração Social): taxa cobrada pela União sobre a receita de pessoas jurídicas.

PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público): taxa cobrada pela União sobre pessoas jurídicas.

Por gabriela cabral

Lobby

Podemos dizer que lobby nada mais é do que a pressão exercida por alguém ou por um grupo que, em favor de seus interesses, tenta influenciar um tomador de decisão. Fazer um lobby é algo muito natural, até as crianças o fazem quando querem convencer seus pais que merecem um aumento de mesada ou algum brinquedo novo.

No entanto, a grande maioria das pessoas associa o lobby com a política, e o pior, com a corrupção. Realmente, existem muitos grupos de pressão, como organizações, sindicatos e pessoas importantes, que tentam influenciar de forma direta ou indireta, os agentes políticos em favor de seus interesses. Nos EUA, inclusive, a profissão de lobista é reconhecida oficialmente por lei.

No entanto, é importante desassociar lobby de corrupção, uma vez que a defesa de seus interesses é um direito de todo cidadão.

Por Tiago Dantas


Tecnocracia


A teoria da tecnocracia se iniciou em 1814, através da obra “Réorganisation de la Société Européenne”, do sociólogo francês Claude-Henri de Rouvroy, na qual o mesmo pregava a substituição da política pela ciência da produção. Tecnocracia é o governo exercido pelos técnicos, que em tese, controlariam os meios de produção e, conseqüentemente, superariam o poder político.

Essa forma de governo surgiu a partir da necessidade de estudo do impacto da tecnologia nas sociedades. Os tecnocratas acreditam que com a mecanização do trabalho total, por exemplo, a qualidade de vida das pessoas melhoraria consideravelmente: as mesmas trabalhariam 2 horas diárias e teriam direito a 150 mil quilocalorias diárias de alimento, cerca de 700 vezes mais do que o necessário. Desta forma, todas elas teriam um nível de vida elevado e semelhante. A tecnocracia é um modelo de sociedade perfeita.

Logicamente, as teorias tecnocratas são bastante contraditórias em relação à teoria econômica. Se aumentarmos a produção graças à mecanização do trabalho, quem irá comprar e consumir esses produtos, já que a máquina tomaria o trabalho do homem? Haveria uma crise de superprodução?

Os tecnocratas rejeitam a espontaneidade, auto-regulação e impulsividade animal; para eles, “a economia não é uma ciência; é meramente uma política disfarçada.” Na tecnocracia, quanto mais, melhor, não importa se de produtos, serviços, impostos, informações, estudantes ou qualquer outro elemento.

Em síntese, a idéia central do modelo tecnocrata é a proposta de que, se nossos métodos de produção evoluíram, existe também a necessidade de evolução dos modelos de distribuição de renda e trabalho.

Por Tiago Dantas


Nota

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 19:11



Muito estranho!!!

Dirigi-me a alguns blogues, ontem, onde comentei sobre os textos que os respectivos autores tinham ''postado''. Hoje, dirigi-me aos respectivos postes, para reler o que escrevera, e ver os erros que cometo com as palavras. ( é uma vergonha escrever tão mal. )  Aquelas pessoas são maravilhosas a escreverem!!!
 Resultado? Os meus comentários não existiam, excepto dos outros leitores.

Andei tanto tempo ausente... que uma caixa de comentários julga-me que não sou humano, e sim um robot!!! «Ficha descartada, você não é humano... não é humano... é um robot... robot...»

Enfim...

A Mansão Da Ribeira

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 19:58




A vida das mulheres

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 14:54



A vida das mulheres

António Lobo Antunes



Porque razão nós as mulheres não somos felizes, quer dizer até podemos ser felizes mas não somos felizes felizes e muito menos felizes felizes felizes, também não somos infelizes, é um estado de alma assim assim que o facto de termos uma família vai compondo, uma família, a casa paga, os electrodomésticos pagos, tudo pago




O que me aconteceu que não me apetece fazer amor com o meu marido? As minhas amigas garantem que ao fim de cinco anos de casada é inevitável, a ideia vai deixando de exaltar-nos, até se continua a ter prazer mas não é a mesma coisa, se em vez do meu marido fosse outro qualquer era igual, o tempo mata o entusiasmo e o desejo mas, em compensação, aparecem outras alegrias, sobretudo o facto de ter uma família, uma certa paz, uma rotina no fim de contas agradável, um sentimento de estar protegida, de segurança, de estabilidade embora com os homens nunca se saiba, tão infantis, tão à mercê de entusiasmos, caprichos, qualquer par de pernas os transtorna, as raparigas mais novas põem-nos a ferver mas a segurança e a estabilidade, ainda que precárias às vezes, existem de facto, claro que há separações, divórcios, etc., porém a estabilidade e a segurança, uma certa estabilidade e uma certa segurança existem de facto e depois, uma vez a meio da semana e outra ao fim de semana, lá vem a mãozinha, a perna, o corpo todo, é agradável sem ser muito bom, aquela paz do depois sossega a gente e, para além do sossego, o alívio de saber que por uns dias teremos descanso, jantares com amigos, a televisão, o jornal, a vida é isto, quanto ao fazer amor umas ocasiões é agradável, outras nem tanto, a partir de um certo tempo em comum as coisas tendem a passar-se mais ou menos da mesma maneira, não há grandes variações, não há acrobacias, acabam e levantam-se logo com a desculpa do chichi, do copo de água, das crianças que podem ouvir

(ouvir o quê se acabou?)

parecem aborrecidos connosco, parecem fartos, não respondem, resmungam, não conversam, ficam calados no sofá ou telefonam a um colega do emprego para combinar um jantar a quatro, há quantos meses não jantamos sozinhos, há quantos meses não me beija sem segundas intenções, só por beijar, não me diz nada terno, não me pega na mão, na semana passada perguntei-lhe

- Gostas de mim?

respondeu

- Estou aqui não estou?

parecia que admirado com a pergunta, se ponho um vestido novo anima-se um bocado porque me tornei outra e é a outra que lhe interessa, não eu, a mesma reacção com brincos grandes, mais maquilhagem, saltos altos, a quem é que apetece fazer amor afinal, a mim, a ele, é evidente que não me interessam outros, nem olho, o actor de uma série de televisão mas isso um entusiasmo vago, um

- Como seria se

que conforme aparece se esfuma, quando vamos no carro já me aconteceu pensar no actor, uma espécie de pergunta, porque não chega a pergunta

- Como se seria se

e passa, o meu marido não gosta de conversar enquanto conduz ele que ao princípio conversava imenso

- Não me desconcentres que só temos seguro contra terceiros pergunto-me se o actor me daria atenção ou ao cabo de cinco anos o mesmo, suponho que o mesmo ou antes tenho a certeza que o mesmo, pelo que oiço não há-de haver muitas diferenças entre eles, porque razão nós as mulheres não somos felizes, quer dizer até podemos ser felizes mas não somos felizes felizes e muito menos felizes felizes felizes, também não somos infelizes, é um estado de alma assim assim que o facto de termos uma família vai compondo, uma família, a casa paga, os electrodomésticos pagos, tudo pago, chegarmos juntos para comer nos meus pais que nem sonham que não me apetece fazer amor com o meu marido, até continuo a ter prazer mas não é a mesma coisa, nem pensam nisso em relação a mim, detestam pensar nisso em relação a mim porque continuo a ser menina para eles, se a minha mãe

- Está tudo bem entre vocês? respondo logo que está tudo bem, não se preocupe, nunca esteve tão bem e depois os miúdos graças a Deus são óptimos, tive imensa sorte, sabia, não trocava o que tenho nem por uma mina de ouro, a minha mãe, desconfiada

(aquele instinto das mulheres que ela, apesar dos setenta e três anos, ainda não perdeu)

- Palavra de honra?

enquanto o meu pai e o meu marido jogam às damas e nós na cozinha, em voz baixa, vejo-os daqui debruçados para o tabuleiro, no caso de perguntar à minha mãe e não pergunto, é evidente

- Está tudo bem entre vocês?

ela de súbito quieta, da minha idade e quieta, idêntica a mim

- Está tudo bem, não te preocupes

e não está tudo bem pois não, diga lá, nunca esteve tudo bem e agora é tarde para recomeçar a vida, filha, repara no meu corpo, no meu cabelo, nas minhas pernas, na minha cara, na minha pele, repara como envelheci, nem acredito quando me vejo ao espelho, ao nasceres pensei

- Acabou-se

e desisti, percebes, desisti, mas aparte ter desistido tudo bem, viste o actor daquela série da televisão, filha, talvez não acredites mas já me aconteceu que, não ligues, era uma conversa parva, o que é que me deu hoje, há alturas em que me torno uma adolescente tonta, que ridículo, uma adolescente de setenta e tal anos, que palermice, há alturas, lá ia eu continuar com a conversa, o que me preocupa é que tu estejas bem, a única coisa na vida que me preocupa é que tu estejas bem, o resto não tem importância, que tu estejas bem por mim que não espero seja o que for, passou muito tempo, entendes, demasiado tempo e não há tempo para mim hoje em dia, chega acontecer, vê só a estupidez, chega a acontecer imaginar-me morta e não é inteiramente desagradável, calcula, porque, pensando um bocadinho nisso, desde que me tornei mulher quando é que foi bom viver?

 Para continuar a ler... Via Visão

"Nazaré no Feminino"

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , | Posted on 11:39




Reflectir sobre o papel da mulher da (na) Nazaré e implicar os próprios agentes (entenda-se comunidade) nessa reflexão, foram os objectivos da tertúlia “Nazaré no feminino”, que decorreu no dia 8 de Março, no Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré, em colaboração com a Universidade Sénior da Nazaré.


Muito se tem discorrido sobre a importância da mulher nesta comunidade piscatória, a ponto de alguns autores a considerarem matriarcal, ou, segundo uma interpretação mais científica, matrifocal – “tipo de organização familiar em que a mulher assume o papel de chefe de família” (Trindade, 2009: 84).

...(...) textos literários elencavam as funções tradicionalmente atribuídas à mulher da Nazaré (e, por norma, a todo um litoral piscatório). A “mulher-mãe”, a “menina-mulher”, a “mulher modelo de beleza”, a “mulher sofredora”, a “mulher da fé e superstição”, a “mulher da conversa e exuberância”, a “mulher administradora do lar” (que chama a si a gestão da economia familiar e todas as tarefas relacionadas com o pescado, desde a sua chegada à praia), …


Terá sido o escritor Raul Brandão quem muito contribuiu, na literatura, para a exaltação do poder feminino na comunidade nazarena, nas suas páginas d' Os Pescadores (1923). Para o autor, “a mulher da Nazaré é a alma desta terra. (…) Da praia para cima só elas põem e dispõem”. Este louvor, à mulher que trabalha, infatigável, define-se por oposição ao homem que, chegado a terra, se entregava a uma vida de taberna.(...)


(...) De acordo com a tradicional percepção de uma divisão sexual do trabalho – “pesca de homem / peixe de mulher” (Amorim, 2005: 659), a omnipresença das mulheres nazarenas nas actividades terrestres da economia de pesca foi, na verdade, fundamental durante muito tempo. Todas as fases da cadeia técnica, de desembarque do produto até ao consumo, passando pela sua transformação e comercialização, eram feitas pelas mulheres.
O trabalho executado na praia, o desempenho reprodutivo e a tomada de decisões / gerir os bens gizam o “perfil da mulher da praia, que a coloca como o principal agente de organização do trabalho” (Amorim, 2005: 671). A mulher era “determinante na sobrevivência familiar”.
A construção do Porto de Abrigo (1985), a modernização das pescas e a mudança sócio-económica dos últimos 30 anos, que transformou a Nazaré numa estância essencialmente turística e de serviços, mais do que piscatória, resultou no distanciamento das mulheres de um processo tradicionalmente seu. A mulher da Nazaré volta-se, então, para o turismo e para os serviços, teve a oportunidade de estudar e de seguir as suas carreiras profissionais.
Apesar destas transformações, as mulheres permanecem como elemento centralizador da família (Escallier, 2004: 24).





“Temos de ser nós mulheres a mudar o que ainda não mudou” na igualdade entre os géneros. Esta foi a mensagem deixada pela socióloga Maria Toscano, docente no Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra. A 8 de Março de 2010, cem anos do Dia Internacional da Mulher e permanece a questão: o que valeu a pena? O que ainda não foi feito?
Advém a conclusão de que a igualdade de oportunidades entre os géneros exige uma mudança da própria mulher enquanto educadora. Aceitando a diferença entre homem e mulher, que é incontestável!!, deve-se reconhecer que esta não impõe desigualdades. Apesar destas permanecerem graças ao contributo da própria mulher quando transmite e conserva determinados modelos de conduta. Com efeito, a relação da “mulher-esposa” com o elemento masculino da família não deixa de ser assumir como a continuidade da função “mulher-mãe”, daquela que cuida, que trata…
Segundo a socióloga, na Nazaré do século XXI, a modernidade é incontornável, mas tem de se encaixar na tradição. E para falar sobre a tradição do “ser mulher da Nazaré” foram convidadas, pela organização, as nazarenas Lurdes Petinga Almeida e Júlia Salvador. (...)



Varina, Lisboa, Portugal 
Cais da Ribeira, Lisboa.

Pescado, Portugal

fotografias de:  
Fotógrafo: Estúdio Horácio Novais.Fotografia sem data.
Produzida durante a actividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980
Via flickr




'' Falamentos ''

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , , , , | Posted on 22:57

via popota

«Fazes-me uma boa pergunta, oh Gata!!! É o mundo que está louco, ou sou eu? »


é adorável este bichinho felino. que ternura. é só olhar p´ra ele, que o mundo cai paralisado!! obviamente, apenas,  para quem gosta de felinos.

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