Essa coisa de Exigir ao Outro...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 19:22


Esmeralda  Além Mar escreve na Porta do Prédio:
 « Os/as Outros/as Fodem, Seduzem e Conquistam por aí, e depois,  querem, ou, dão a entender que eu seja, ou, tenha que ser Casta!! A Fiel.  Não posso partir um copo, porque sou penalizada à máxima Obra da Prisão Capital, por desonrar o próprio traidor, que não teve culpa em agir e cometer crimes de traição. Contudo, é exigido sem palavras que, tenho que aceitar e perdoar, ou até, olhar para o lado e assobiar como se não fosse nada. Não há, Senhores e Senhoras, aqui um abuso colateral e visceral da vossa parte?  Vós traidores, não podem exigir a quem vós aplicardes a traição que seja Fiel!!
Não há pior do que um/a Ciumento/a Traidor/a. Acusaram-me de crimes que não pratiquei e nem pratico, e na verdade, sabemos quem os pratica e lava os dentes branqueando as situações. Há aqui qualquer coisa doente, maligno... além de fazer uso sobejamente da mentira, e usando subterfúgios para escapar aos seus actos sem capacidade de assumir os seus actos. 
Razão, tem uma amiga, isto de eu ser Freira, é algo que tenho de pensar para aqueles/as que não merecem a minha Fidelidade e Pureza... são os primeiros/as a corromperem a sua lenga-lenga para comigo de puritanos que são e que se fazem e, que não partem copos; que não se apaixonam; que não seduzem (usam palas como os burros); que não se interessam; que não vão para a cama com ninguém (são tão castos/as... Oh, só me resta, pedir que nossa senhora cuidai então deles e delas!!!)...!!
 Vou ter um ano inteiro para pensar nisto tudo!! Retiro Absoluto, mais Freira do que nunca, por opção e escolha!!... Pode ser que um dia a Puta em mim nasça!!!  Assinado por Esmeralda Além Mar. »

NãoSouEuéaoutra in  ''Caderno Escorpiónico''


O Poder - The Power

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 17:42


«Lorde Acton «o poder corrompe sempre» é aceite como dogma de fé, pelo que ninguém se atreve a reconhecer que anseia tê-lo, pois isso seria reconhecer que se está disposto a ser corrupto. »

« Disfarça-se a ânsia de poder com a pele de cordeiro que está mais à mão

Foucault: « O Poder, se é visto de perto, não é algo que se divide entre os que o ostentam e os que não têm ou o sofrem. O Poder é e deve ser analisado como algo que circula e funciona  por assim dizer - em cadeia. Nunca está localizado aqui ou ali, nunca está nas mãos de alguém. Nunca é uma propriedade, como uma riqueza ou um bem. »

«A absoluta eliminação do desejo - como recomendam os budistas - quebra o circuito do poder e desactiva o sistema. É a grande rebeldia e suprema libertação.  »

«Montesquieu: '' O  déspota é escravo da sua luxúria.'' »




Ano 2014 - Para sempre na memória...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 16:39

Alguns minutos depois da Meia-Noite. Um Absoluto Silencio, quase Visceral. Nenhum riso, nenhuma gargalhada. Nenhum foguete. Tudo calado. Tudo silencioso. Ninguém a dançar. Nenhuma música. Tudo sério. Uma seriedade enorme.  É 2014. Sem som, sem barulho, sem risos, sem música... rua deserta. Nada. Nada.

Assisto estupefacta à abertura do Ano 2014, num Absoluto Silencio. Uma geada imensa. Um Rouxinol espetando o coração numa Rosa, até ficar vermelha.  

Chegou-me há minutos, noticias de uma amiga longínqua, tentando conquistar ''um puto'' para um aroma sexual... aventura, neste fim de ano, queria ela!! Ri-me. Faz-me Rir. Contudo, dizia-me que, eu era uma Freira!! Há tantos anos que me conhece... Foi Boa essa, uma solteira Freira!!! Só falta oferecerem uma abadia, para praticar o Magistério da Fé e da Solicitude enquanto ando de Luto de Desgosto Profundo!! Não vai passar tão breve, e não curo males e dores, no colo de outros ''pingaralhos''. Tenho dito, mas ninguém quer ouvir!!!...  Temos de ter respeito a nós mesmas...  Eu sou eu... a bem ou a mal, ponto final!!!
Assisto, tal qual um Cavalo Indómito, este Raro Momento. Nasce-me a palavra, em Meio ao Silencio, onde vejo tão Longínquo que percepciono os Movimentos.... pouca coisa pode ser escondida!! Pressinto demais.

Um Bom Ano para Mim... é tempo de mim... chega de traições à minha Pessoa!!!

LIBERDADE, minha última palavra, depois de Séculos de Prisão por Crimes não cometidos... 

Quem é quem? Who is it?

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 16:22


Quem é a Personagem Feminina que se serve da Filha para assassinar o Homem? Em vez dela mesma, usar-se a si e assassinar, destruir e destituiu-lo de e do  Poder. Quem é? Cuja filha serve de meio, de isco para  atingir os seus fins, sem ter que sujar as suas mãos directamente... usa-a sem qualquer sentimento de respeitabilidade; levada pela ceguez de destruir,  para levar a cabo a sua vingança e prepotência como meio de atingir o absoluto Poder que ambiciona... mesmo que a Filha pague o Preço e pouco se importando com o seu destino final.
Quem é? Alguém adivinha?

The nightingale and the Rose - O Rouxinol e a Rosa

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 11:21



O Rouxinol e a Rosa
Oscar Wilde


"Ela disse que dançaria comigo se eu lhe trouxesse rosas vermelhas", exclamou o jovem Estudante, "mas em todo o meu jardim não há nenhuma rosa vermelha."

Do seu ninho no alto da azinheira, o Rouxinol o ouviu, e olhou por entre as folhas, e ficou a pensar.

"Não há nenhuma rosa vermelha em todo o meu jardim!", exclamou ele, e seus lindos olhos encheram-se de lágrimas. "Ah, nossa felicidade depende de coisas tão pequenas! Já li tudo que escreveram os sábios, conheço todos os segredos da filosofia, e no entanto por falta de uma rosa vermelha minha vida infeliz."

"Finalmente, eis um que ama de verdade", disse o Rouxinol. "Noite após noite eu o tenho cantado, muito embora não o conhecesse: noite após noite tenho contado sua história para as estrelas, e eis que agora o vejo. Seus cabelos são escuros como a flor do jacinto, e seus lábios são vermelhos como a rosa de seu desejo; porém a paixão transformou-lhe o rosto em marfim pálido, e a cravou-lhe na fronte sua marca."

"Amanhã haverá um baile no palácio do príncipe", murmurou o jovem Estudante, "e minha amada estará entre os convidados. Se eu lhe trouxer uma rosa vermelha, ela há de dançar comigo até o dia raiar. Se lhe trouxer uma rosa vermelha, eu a terei nos meus braços, e ela deitará a cabeça no meu ombro, e sua mão ficará apertada na minha. Porém não há nenhuma rosa vermelha no meu jardim, e por isso ficarei sozinho, e ela passará por mim sem me olhar. Não me dará nenhuma atenção, e meu coração será destroçado."

"Sim, ele ama de verdade", disse o Rouxinol. "Aquilo que eu canto, ele sofre; o que para mim é júbilo, para ele é sofrimento. Sem dúvida, o Amor é uma coisa maravilhosa. É mais precioso do que as esmeraldas, mais caro do que as opalas finas. Nem pérolas nem romãs podem comprá-lo, nem é coisa que se encontre à venda no mercado. Não é possível comprá-lo de comerciante, nem pesá-lo numa balança em troca de ouro".

"Os músicos no balcão", disse o jovem Estudante, "tocarão seus instrumentos de corda, e meu amor dançará ao som da harpa e do violino. Dançará com pés tão leves que nem sequer hão de tocar no chão, e os cortesãos, com seus trajes coloridos, vão cercá-la. Porém comigo ela não dançará, porque não tenho nenhuma rosa vermelha para lhe dar." E jogou-se na grama, cobriu o rosto com as mãos e chorou.

"Por que chora ele?", indagou um pequeno Lagarto Verde, ao passar correndo com a cauda levantada.

"Sim, por quê?", perguntou uma Borboleta, que esvoaçava em torno de um raio de sol.

"Sim, por quê?", sussurrou uma Margarida, virando-se para sua vizinha, com uma voz suave.

"Ele chora por uma rosa vermelha", disse o Rouxinol.

"Uma rosa vermelha?", exclamaram todos. "Mas que ridículo!" E o pequeno Lagarto, que era um tanto cínico, riu à grande.

Porém o Rouxinol compreendia o segredo da dor do Estudante, e calou-se no alto da azinheira, pensando no mistério do Amor.

De repente ele abriu as asas pardas e levantou vôo. Atravessou o arvoredo como uma sombra, e como uma sombra cruzou o jardim.

No centro do gramado havia uma linda Roseira, e quando a viu o Rouxinol foi até ela, pousando num ramo.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti".

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são brancas", respondeu ela, "tão brancas quanto a espuma do mar, e mais brancas que a neve das montanhas. Porém procura minha irmã que cresce junto ao velho relógio de sol, e talvez ela possa te dar o que queres."

Assim, o Rouxinol voou até a Roseira que crescia junto ao velho relógio de sol.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti."

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são amarelas", respondeu ela, "amarelas como os cabelos da sereia que está sentada num trono de âmbar, e mais amarelas que o narciso que floresce no prado quando o ceifeiro ainda não veio com sua foice. Porém procura minha irmã que cresce junto à janela do Estudante, e talvez ela possa te dar o que queres."

Assim, o Rouxinol voou até a Roseira que crescia junto à janela do Estudante.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti."

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são vermelhas", respondeu ela, "vermelhas como os pés da pomba, e mais vermelhas que os grandes leques de coral que ficam a abanar na caverna no fundo do oceano. Porém o inverno congelou minhas veias, e o frio queimou meus brotos, e a tempestade quebrou meus galhos, e não darei nenhuma rosa este ano."

"Uma única rosa vermelha é tudo que quero", exclamou o Rouxinol, só uma rosa vermelha! Não há nenhuma maneira de consegui-la?"

"Existe uma maneira", respondeu a Roseira, "mas é tão terrível que não ouso te contar."

"Conta-me", disse o Rouxinol. "Não tenho medo."

"Se queres uma rosa vermelha", disse a Roseira, "tens de criá-la com tua música ao luar, e tingi-Ia com o sangue de teu coração. Tens de cantar para mim apertando o peito contra um espinho. A noite inteira tens de cantar para mim, até que o espinho perfure teu coração e teu sangue penetre em minhas veias, e se torne meu."

"A Morte é um preço alto a pagar por uma rosa vermelha", exclamou o Rouxinol, "e todos dão muito valor à Vida. É agradável, no bosque verdejante, ver o Sol em sua carruagem de ouro, e a Lua em sua carruagem de madrepérola. Doce é o perfume do pilriteiro, e as belas são as campânulas que se escondem no vale, e as urzes que florescem no morro. Porém o Amor é melhor que a Vida, e o que é o coração de um pássaro comparado com o coração de um homem?"

Assim, ele abriu as asas pardas e levantou vôo. Atravessou o jardim como uma sombra, e como uma sombra voou pelo arvoredo.

O jovem Estudante continuava deitado na grama, onde o Rouxinol o havia deixado, e as lágrimas ainda não haviam secado em seus belos olhos.

"Regozija-te", exclamou o Rouxinol, "regozija-te; terás tua rosa vermelha. Vou criá-la com minha música ao luar, e tingi-la com o sangue do meu coração. Tudo que te peço em troca é que ames de verdade, pois o Amor é mais sábio que a Filosofia, por mais sábia que ela seja, e mais poderoso que o Poder, por mais poderoso que ele seja. Suas asas são da cor do fogo, e tem a cor do fogo seu corpo. Seus lábios são doces como o mel, e seu hálito é como o incenso.

O Estudante levantou os olhos e ficou a escutá-lo, porém não compreendia o que lhe dizia o Rouxinol, pois só conhecia as coisas que estão escritas nos livros.

Mas o Carvalho compreendeu, e entristeceu-se, pois ele gostava muito do pequeno Rouxinol que havia construído um ninho em seus galhos.

"Canta uma última canção para mim", sussurrou ele; "vou sentir-me muito solitário depois que tu partires."

Assim, o Rouxinol cantou para o Carvalho, e sua voz era como água jorrando de uma jarra de prata.

Quando o Rouxinol terminou sua canção, o Estudante levantou-se, tirando do bolso um caderno e um lápis.

"Forma ele tem", disse ele a si próprio, enquanto se afastava, caminhando pelo arvoredo, "isso não se pode negar; mas terá sentimentos? Temo que não. Na verdade, ele é como a maioria dos artistas; só estilo, nenhuma sinceridade. Não seria capaz de sacrificar-se pelos outros. Pensa só na música, e todos sabem que as artes são egoístas. Mesmo assim, devo admitir que há algumas notas belas em sua voz. Pena que nada signifiquem, nem façam nada de bom na prática." E foi para seu quarto, deitou-se em sua pequena enxerga e começou a pensar em seu amor; depois de algum tempo, adormeceu.

E quando a Lua brilhava nos céus, o Rouxinol voou até a Roseira e cravou o peito no espinho. A noite inteira ele cantou apertando o peito contra o espinho, e a Lua, fria e cristalina, inclinou-se para ouvir. A noite inteira ele cantou, e o espinho foi se cravando cada vez mais fundo em seu peito, e o sangue foi-lhe escapando das veias.

Cantou primeiro o nascimento do amor no coração de um rapaz e de uma moça. E no ramo mais alto da Roseira abriu-se uma rosa maravilhosa, pétala após pétala, à medida que canção seguia canção. Pálida era, de início, como a névoa que paira sobre o rio - pálida como os pés da manhã, e prateada como
as asas da alvorada. Como a sombra de uma rosa num espelho de prata, como a sombra de uma rosa numa poça d' água, tal era a rosa que floresceu no ramo mais alto da Roseira.

Porém a Roseira disse ao Rouxinol que se apertasse com mais força contra o espinho. Aperta-te mais, pequeno Rouxinol", exclamou a Roseira, "senão o dia chegará antes que esteja pronta a rosa."

Assim, o Rouxinol apertou-se com ainda mais força contra o espinho, e seu canto soou mais alto, pois ele cantava o nascimento da paixão na alma de um homem e uma mulher.

E um toque róseo delicado surgiu nas folhas da rosa, tal como o rubor nas faces do noivo quando ele beija os lábios da noiva. Porém o espinho ainda não havia penetrado até seu coração, e assim o coração da rosa permanecia branco, pois só o coração do sangue de um Rouxinol pode tingir de vermelho o coração de uma rosa.

E a Roseira insistia para que o Rouxinol se apertasse com mais força contra o espinho. "Aperta-te mais, pequeno Rouxinol", exclamou a Roseira, "senão o dia chegará antes que esteja pronta a rosa."

Assim, o Rouxinol apertou-se com ainda mais força contra o espinho, e uma feroz pontada de dor atravessou-lhe o corpo. Terrível, terrível era a dor, e mais e mais tremendo era seu canto, pois ele cantava o Amor que é levado à perfeição pela Morte, o Amor que não morre no túmulo.

E a rosa maravilhosa ficou rubra, como a rosa do céu ao alvorecer. Rubra era sua grinalda de pétalas, e rubro como um rubi era seu coração.

Porém a voz do Rouxinol ficava cada vez mais fraca, e suas pequenas asas começaram a se bater, e seus olhos se embaçaram. Mais e mais fraca era sua canção, e ele sentiu algo a lhe sufocar a garganta.

Então desprendeu-se dele uma derradeira explosão de música. A Lua alva a ouviu, e esqueceu-se do amanhecer, e permaneceu no céu. A rosa rubra a ouviu, e estremeceu de êxtase, e abriu suas pétalas para o ar frio da manhã. O Eco vou-a para sua caverna púrpura nas montanhas, e despertou de seus
sonhos os pastores adormecidos. A música flutuou por entre os juncos do rio, e eles leva ram sua mensagem até o mar.

"Olha, olha!", exclamou a Roseira, "a rosa está pronta." Porém o Rouxinol não deu resposta, pois jazia morto na grama alta, com o espinho cravado no coração.

E ao meio-dia o Estudante abriu a janela e olhou para fora.

"Ora, mas que sorte extraordinária!", exclamou. "Eis aqui uma rosa vermelha! Nunca vi uma rosa semelhante em toda minha vida. É tão bela que deve ter um nome comprido em latim." E, abaixando-se, colheu-a.

Em seguida, pôs o chapéu e correu até a casa do Professor com a rosa na mão.

A filha do Professor estava sentada à porta, enrolando seda azul num carretel, e seu cãozinho estava deitado a seus pés.

"Disseste que dançarias comigo se eu te trouxesse uma rosa vermelha", disse o Estudante. "Eis aqui a rosa mais vermelha de todo o mundo. Tu a usarás junto ao teu coração, e quando dançarmos ela te dirá quanto te amo."

Porém a moça franziu a testa.

"Creio que não vai combinar com meu vestido", respondeu ela; "e, além disso, o sobrinho do Tesoureiro enviou-me jóias de verdade, e todo mundo sabe que as jóias custam muito mais do que as flores."

"Ora, mas és mesmo uma ingrata", disse o Estudante, zangado, e jogou a rosa na rua; a flor caiu na sarjeta, e uma carroça passou por cima dela.

"Ingrata!", exclamou a moça. "Tu é que és muito mal-educado; e quem és tu? Apenas um Estudante. Ora, creio que não tens sequer fivelas de prata em teus sapatos, como tem o sobrinho do Tesoureiro." E, levantando-se, entrou em casa.

"Que coisa mais tola é o Amor!", disse o Estudante enquanto se afastava. "É bem menos útil que a Lógica, pois nada prova, e fica o tempo todo a nos dizer coisas que não vão acontecer, e fazendo-nos acreditar em coisas que não são verdade. No final das contas, é algo muito pouco prático, e como em nossos tempos ser prático é tudo, vou retomar a Filosofia e estudar Metafísica."

Assim, voltou para seu quarto, pegou um livro grande e poeirento, e começou a ler.



Texto publicado em "O rouxinol e a rosa" (The nightingale and the Rose - 1888), foi extraído do livro "Contos de amor do século XIX", Ed. Cia. das Letras - São Paulo - 2007, pág. 551, organização de Alberto Manguel, tradução de Paulo Henrique Britto.

Língua Portuguesa

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 06:51

O Autor, na CAIXA de comentários, pediu para retirar a fotografia. Retirei. Poderão ver qual é. A fotografia veio do Blog Epee, que julguei ser dela. Mais Tarde, recolocarei a fotografia com os devidos créditos, neste momento não é possível... Sorry, for the really photografer... 


( ...apetece-me escrever e soltar as dislexias para o Inferno. A Língua Portuguesa é alérgica à minha pessoa. Deve ser um caso de Ódio, ou de, um profundo e sério Amor. Diria que até doloroso, porque tardo em acordar a ponta da Língua e escrever as Cartas de Amor.  As verdadeiras cartas. Aquelas que ninguém poderá escrever por mim. Aquelas que ninguém ouviu falar. Abri este blog, hoje, depois de um almoço divinal e, deparei-me com vários textos escritos na memória dos tempos, extraordinariamente belos. Creio, que escrevo no Presente, para o Futuro. Isso, em certos casos, é de uma Grandeza que julgo que o Amor, está sempre à minha espreita!!
Não, Vós não podereis saber de que Amor estou falando. É um Amor inquietante, inseguro, trapalhão, incoerente... apesar disso, é uma força Mestra a cambalear e que não é encontrado de mão leve; não vive de sorriso trapaceiro; não mora no desejo; não convive no abraço... Não, não é um Amor que Vós encontrais no Outro! O Outro estará sempre medido por Estações; desejos mais ou menos concretizados; sexo e toda a carga associada à necessidade do corpo estranho (o outro)... Não, não falo desse Amor... falo de uma Geada Brilhante que todos os dias vira Diamante. Causa de Inveja, causa de voraz ardor de Poder pelos que o desejam possuir... o que de facto, não se consegue possuir, a não ser em Si Mesmo. No Outro, mata-se, inveja-se, deseja-se possuir...
Falava, no principio deste Caderno, de Língua Portuguesa e acabei nos degraus do Amor!!! Desconfio que, o Amor, apenas visita aqueles que não sentem Solidão!! Sentir Solidão, não é uma escolha e não é um Destino, é um Preço Carmático. 
Onde íamos? ... ah, já me lembro, a Língua Portuguesa que espero que me visite um dia e se torne uma doce Amante... »

NãoSouEuéaOutra in «Cadernos do Avesso»

Fotografia via blog da  epee

Receita para Mau Humor

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 06:23



Sofre de Mau Humor; acorda de Mau Humor; fica de Mau Humor sem saber porquê? Há uma resposta simples: Mau funcionamento do Fígado.

Quer saber como se Trata? Simples. Uma colher de Chá de Vinagre de Arroz num copo de água morna em Jejum. Et Voilá... dispensa idas ao Psicólogo.


A Inveja

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 05:33

REFLEXÕES SOBRE A CRISE
 - 
INVEJA SOCIAL E CONSUMOS

13/Outubro/1990 - Hipótese impensável (incrível ou inacreditável) e que só pode, portanto, ser matéria de ficção, é a que agora me ocorre, depois de ver, numa revista francesa de grande luxo - a «Marie Claire» - uma secção dedicada à «defesa do consumidor» intitulada «escroqueries».
Sim senhor: o sistema admite enfatizar a pequena escroquerie, como forma de disfarçar as grandes. Mais: mostrando que o mundo dos médios e baixos consumos é reles, ordinário, vulgar, de baixa qualidade, este tipo de defesa do consumidor exalta automaticamente o «alto consumo», as coisas que são de qualidade porque são (+)caras.
Mas a essas só uma minoria tem acesso. É necessário. entretanto, que a maioria fique cheia de inveja dessa minoria, que tem acesso às coisas de qualidade. Todas estas revistas - «Marie Claire», «Elle», etc - são máquinas feitas para accionar o grande motor do consumo e da sociedade de consumo: a Inveja.
Tratando-se de publicidade, atenção às subtilezas. Se nas citadas revistas do «consumismo» se pode encontrar referências às algas como produto de beleza, à talassoterapia, aos banhos de mar, à Natureza e ao biológico, é apenas porque os grandes laboratórios dos produtos (ainda) químicos já estão investindo também nos produtos «biológicos».
Não se confunde este tipo de solicitude pelo «natural» com uma visão ecológica da vida, com o amor à vida e à Natureza. Significa apenas que as sete irmãs já estão com um pé no (negócio) futuro, apostando no que hão-de ser os usos e costumes depois de a química ser destronada.

-inveja>ecos>inéditos AFONSO CAUTELA 1990


(...)Nem pessimismo, nem optimismo - mas realismo - parece-me ser a única atitude justa e não afrontosa para todos os pobres e esfomeados da Terra. (--) A.C.

Psicopatologia Portuguesa e Europocêntrica

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 05:04

O objectivo da publicidade é tornar-nos infelizes

Segundo li, há em Portugal um milhar e tal de publicitários. 

Melhor do que ninguém esses portugueses podem testemunhar sobre o papel redentor que a publicidade teve e tem, neste País, na redução de cada um à sua insignificância e na criação de uma maior e mais esclarecida consciência de classe.
De facto, se o estatuto de «gente» só é conferido a quem tiver dentes brancos, hálito puro, moradia na praia, alcatifas Cuf-têxtil, margarina vaqueiro que torna tudo mais apetitoso (...), se a gigantesca lavagem ao cérebro operada pelos geniais Portela Filho deste País nos convenceu de há muito da nossa incurável mediocridade, da nossa insanável modéstia, da alvar insignificância dos nossos gestos e comportamentos, então o caminho da felicidade e da qualidade de vida, hoje, só pode ser o que o «marketing» e os poderosos líderes da opinião nos apontam: mais pasta colgate, mais alcatifas Cuf-têxtil, mais desodorizante, (...).

8-11-1992
Afonso Cautela 


O MUNDO DA (IN) TOLERÂNCIA

 À mentalidade europocêntrica há que substituir uma mentalidade excêntrica, quer dizer, substituir a noção de absolutismo cultural pela relatividade e pluralidade cultural, relatividade que deixe de considerar a Europa e o europeu o centro do Universo ao qual tudo se subordina e refere.
Com a exploração do espaço cósmico, será possível que o europeu ainda continue convencido de ser o umbigo do infinito? E convencido de que a Razão A é a única razão surgida em todos os tempos e lugares para uso de todas as humanidades?
É evidente que a sociedade de consumo – reduzir o homem a mercadoria, a objecto de compra e venda, a animal consumidor – apenas vem intensificar um processo que já está implícito nos fundamentos da cultura A, movida pela razão A, intolerante para todas as outras – de A a Z – etiquetando essas outras, sempre, de epítetos pejorativos, deprimentes, humilhantes: louco, anormal, raça inferior, povo selvagem, língua primitiva, atrasado mental, comportamento irracional, mentalidade pré-lógica, perigo social – eis alguns clichés que a sociedade de consumo vai buscar ao racionalismo de via reduzida – razão A como única e dominante , senhora absoluta e prepotente de tudo e de todos – para oprimir e aviltar.
As morais maniqueístas, por exemplo, resultam directamente da epistemologia racista que é o racionalismo A. Os conceitos de virtude, honra, sacrifício, traição, fidelidade (e todos os que compõem o chamado “psiquismo” do civilizado) são pré-conceitos.
Códigos e Cânones – de beleza e de virtude, do belo e do bem – resultam de um código de verdade que é o da verdade A ou razão A. E mais nenhuma tem direito à vida. O índio coloca-se na reserva ou extermina-se, como traidor à beleza, à virtude, à verdade.
A mitologia romanesca em vigor está empapada de constantes alusões ao belo rosto, ao bom comportamento, à ideia verdadeira.
7-11-1971
Afonso Cautela 

«O Caos empurra-nos para a Ordem, 
o Diabo para Deus»
Afonso cautela 

Christmas

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 11:54


NãoSouEuéaOutra Deseja  Um Bom Natal ao Blog NãoSouEuéaOutra.

NãoSouEuéaOutra Wishes a Merry Christimas To Blog NãoSouEuéaOutra


e para as Centenas e Centenas de Leitores/as que visitam esta página diariamente.

MASMORRA - PRISÃO

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 01:06


« Já deu para entender do que se trata o assunto!? Masmorra. Está na hora de sair da Masmorra. Vossas Excelências, desculpem o atrevimento,  não entendem nada de Masmorras.  Se pudesse explicar - vos o que é uma Masmorra e viver numa, podereis ter a certeza que a primeira reacção seria de fuga, como quem foge da Sarna.
Numa Masmorra nada acontece. O Tempo está paralisado nos dias, a Carne envelhece sem compadecer. A Vida deixa de cobrar o que quer que seja, porque a Condenação já está estabelecida.
Há apenas, esse enjoo colateral de um Sonho Amargurado, estendido nas palhas dos segundos. Há esse Tanatos que predestina a Vida sem esta nunca ter existido... o Mel dos Deuses, invejou a Alma Suprema da Criatura destinada à Masmorra. Dela quis fazer um contracto, e esta rejeitou vender-se ao Tempo. Quis Ser Inteira. Sem pescotapa e alforrecas a queimar a pele.
Está na hora de sair da Masmorra, sem tranças penduradas nas janelas; sem Acordeões, sem Címbalos; sem Juras e Promessas e sem Medos... sem Príncipes e com um sorriso na cara. Hora, de a Masmorra ajoelhar-se e destruir-se a si mesma, para a Ordem de Um Novo Tempo de quem viveu-a da forma mais aniquiladora possível, quase ao estilo de ''mulher à beira de um ataque de nervos'', possa emergir da sua escuridão obscura e cortante. Nem ao fundo no Túnel a Luz acendia; nem os Anjos cantavam em passeata pelo Celeste, apenas cuspiam o Fogo de desolação.
Chegada a hora de sair da Masmorra. Ressurreição. '' Nunca vira alguém enterrada, ser desenterrada. ' - é o que vejo, disse-lhe a Senhora, para a Criatura encerrada na Masmorra. 
Ave Mundi Luminar, Ave, Ave Gemma Preciosa que a Masmorra irá soltar esta Criatura cuja escuridão lhe foi pesarosa e indómita. »

NãoSouEuéaOutra in ''Cadernos do Avesso''

Vampiro Mudo

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 00:21


«É coisa pouca, dizem!! O que não dizem é que dói para caramba. Mordidas destas, contraem o sangue que circula pelas veias. Cristaliza os Corações a uma exaustão que até um Cavalo cairia para o Lado se de perto chegasse. É um cheiro fétido a Vampiro, que nem a mais clássica e chique das roupas disfarça o interior que tanto oculta. Não durará muito, até voltar a cair no mesmo erro. Há disfarces para tudo, e os Homens acabam por cair... e, pagarão o preço da Anulação que causam com os seus dentes afiados às pobres vitimas.
Não, isto não é um Filme Mudo. Isto ocorre há cinco mil anos às Mulheres.!!! Escória nauseabunda de gente sedenta de Poder, que por si só não conseguem alcançar e precisam sempre de intermediários. »

NãoSouEuéaOutra in '' Cadernos do Avesso''

The Song...

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 00:04



« Que suplicio. Uma canseira total. Claro, não escrevo bem. Não tenho o vosso ''cunho literário'', mas posso garantir-vos que, todos os dias, neste campanário, logo pela manhã, vejo mais do que devia ver, e nem a vossa literatura consegue abranger. Regem-me Leis Maiores, e portanto, Divinas e estas, não podem ter a dimensão da vossa pobreza de juízos e condenações. Sabeis que a vossa Lei, não vos impede de que a Morte não seja impedida. Não há sentença para a Morte, e isso, é um Código Divino e sem contracto.
Todas as Manhãs, ergo-me e  ao campanário vou, e começo a cacarejar. Isso sim, é um Suplicio. Dera estar descansado a saborear as auroras... em vez disso, tenho que acordar a memória do Ser Humano para que não feneça nas suas estúpidas Leis do quotidiano. » 

NãoSouEuéaOutra in '' Cadernos do Avesso''

nota: ai o Galo, canta Mudo... é que só os que têm reais ouvidos o Ouvem!! 

ALEISTER CROWLEY - Fernando Pessoa

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 22:18


Dá a Surpresa de Ser

Dá a surpresa de ser.
É alta, de um louro escuro.
Faz bem só pensar em ver
Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem
(Se ela tivesse deitada)
Dois montinhos que amanhecem
Sem Ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco
Assenta em palmo espalhado
Sobre a saliência do flanco
Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco.
Tem qualquer coisa de gomo.
Meu Deus, quando é que eu embarco?
Ó fome, quando é que eu como ?

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"



ALEISTER CROWLEY FOI ASSASSINADO?

«ALEISTER CROWLEY FOI ASSASSINADO?
Um novo aspecto do caso da "Boca do Inferno".
Deve estar ainda na memória de todos, porque foi largamente tratado no Diário de Notícias , e ainda mais largamente, com ampla reportagem fotográfica, no Notícias Ilustrado , o estranho caso do desaparecimento em Portugal de Aleister Crowley, o poeta, ocultista e "homem de mistério" inglês, que se sumiu por completo, deixando na Boca do Inferno, onde foi achada em 25 de Setembro, uma carta em linguagem misteriosa, de onde parecia depreender se um suicídio.
Mais tarde surgiu, não entre o grande público, mas nos meios restritíssimos dos cafés, a hipótese de uma "blague", cuja base parece ter sido apenas a circunstância insuficiente de o achador da carta ser jornalista e amigo pessoal de Fernando Pessoa, o indivíduo que mais lidara com Crowley aqui em Portugal. Se o suicídio nunca deveras se provou (só o aparecimento do cadáver, como bem pensou a nossa Polícia, o poderia provar), também ninguém pôde provar que houvesse "blague". E o caso, em boa verdade, ficou sempre misterioso.
Começou agora a saber-se, ou a constar, mais coisas, vindas de fora de Portugal, e o caso, que parecia em princípio não ter outra explicação senão um suicídio ou uma "blague", tende a assumir aspectos acentuadamente mais sinistros.
Há já tempo que se sabe, por exemplo, que logo que constou no estrangeiro o desaparecimento de Crowley, um agente da polícia inglesa apareceu na redacção do Détective , de Paris, a comprar um exemplar de um número de Maio de 1929, onde vinha um extenso artigo sobre Crowley e sobre a sua actividade de espionagem (nunca se soube bem a favor de quem), durante a Grande Guerra. E o que é certo é que o Détective , logo que soube que estava em Paris o sr. Ferreira Gomes, achador da carta na Boca do Inferno, se apressou a entrevistá-lo dedicando uma boa parte do seu número de 30 de Outubro a um extenso relato do acontecimento.
Agora constou em Lisboa, sem dúvida por uma daquelas inconfidências que seguem, como sombras, o passo de todos os segredos, que a polícia inglesa tinha chegado à conclusão de que Crowley havia sido assassinado.
Ora nós sabíamos que tinha sido o sr. Fernando Pessoa quem tinha estado em contacto mais constante com Crowley, aquando da estada dele em Portugal, e sabíamos também por lho termos ouvido contar que estava em contacto com entidades estrangeiras, amigos e conhecidos de Crowley, que se lhe dirigiram, pedindo informações logo que o desaparecimento constou nos jornais lá de fora. Concluímos, portanto, que, se alguém soubesse alguma coisa do assunto, seria o antigo director do "Orpheu". E, sem medo de "blagues" a ele nos dirigimos.
— Não — diz-nos Fernando Pessoa — não há o que v. chama "notícias" do Crowley. Quer o secretário dele, que está em Inglaterra, quer um íntimo amigo dele, que está na Alemanha, continuam a revelar-se, quando me escrevem, desorientados com o caso. Parecem, na verdade, não estar absolutamente convencidos do suicídio, mas também parecem não saber de que é que hão-de estar convencidos. Do que não tenho dúvidas, pelo tom das cartas, é que, se Crowley está vivo algures, um e outro (e são os seus mais íntimos), lhe ignoram por completo o paradeiro.
— E você, o que pensa? — Não penso, que é o mais cómodo. A princípio, ao verificar a absoluta autenticidade da carta e a estranheza da sua data e assinatura ("Sol em Balança" e "Tu Li Yu", respectivamente), acreditei em absoluto no suicídio; claramente o disse, porque o acreditava, na Investigação Criminal. Hoje reconheço falhas lógicas no argumento que me serviu para essa conclusão. A data astrológica, provando que a carta foi escrita depois das 6 horas da tarde do dia 23 de Setembro, não prova, na verdade, que Crowley se houvesse suicidado em seguida; e o facto, que me pareceu sinistro, de Crowley assinar com o nome chinês, de que ele uma vez me disse ser "uma das suas incarnações anteriores", não prova nada, pois ele pode bem ter-me mentido, com um propósito antecipado e sabendo as conclusões que eu viria a tirar, ao dar-me, aliás no acaso de uma conversa, essa informação sobre o seu assado longínquo.
— Então?...
— Então, nada. Também me custa, não sei porquê, acreditar numa "blague". De duas coisas é que eu tenho a certeza. A primeira é de que realmente vi o Crowley no dia 24 de Setembro, quando a Polícia Internacional diz que ele já tinha passado a fronteira. A segunda é que Crowley, não sei com que fim, me ocultou o regresso de Miss Jaeger, em 19 de Setembro. Só pela Polícia e por determinadas entidades estrangeiras é que eu depois vim a saber que ele não só não continuava a ignorar o seu paradeiro, mas até tinha ido com ela ao consulado, onde ela foi buscar auxílio para a sua viagem de regresso à Alemanha.
— E ela está na Alemanha?
— Está. Ela, afinal, nunca tinha feito mistério da sua partida. Deixou aqui, na Cook e em outros lugares, o seu endereço na Alemanha, para lhe reexpedirem para lá quaisquer cartas que viessem para ela. E já me escreveu duas vezes de lá. Também não parece saber o que é feito do Crowley, a quem, aliás, chama "bandido" numa das cartas.
— É verdade! O que é isso que consta da polícia inglesa? — E, rapidamente, indicámos os boatos que corriam sobre conclusões trágicas da investigação daquela polícia.
Fernando Pessoa hesita um pouco, mas, depois, diz: — Olhe: isso, assim nitidamente posto, não me tinha constado, mas também não me espanta. Sei com absoluta certeza que estiveram aqui dois agentes investigadores ingleses a tratar do caso Crowley. Logo no dia 29 de Setembro me apareceu aqui, neste escritório, um deles; veio com um disfarce verbal, transparente, tanto que não só eu, mas um amigo meu, inglês, que por acaso aqui estava, imediatamente desconfiámos do "professor de línguas" que nos havia aparecido. Mais tarde soube, de óptima fonte, que este não era um polícia oficial, mas um investigador particular, que aqui estava tratando de outro assunto, e recebeu instruções especiais para tratar deste. Isto explica o seu aparecimento imediato às notícias dos jornais. E também soube depois, por um lapso verbal de um inglês meu amigo, e neste caso informador involuntário, que mais tarde viera aqui um outro indivíduo esse sem dúvida oficial a investigar o mesmo assunto.
— E v. sabe alguma coisa das conclusões a que chegaram esses investigadores?
— De oficial, nada; nem tenho, excepto por dedução, a certeza da existência dele, que aliás relaciono com essa história do outro agente oficial que visitou o Détective em Paris. Do "professor de línguas" não só tenho a certeza visual e lógica, mas consegui saber, por favor especial, três resultados das suas investigações.
Sei que ele conseguiu "levar a sua investigação a bom fim", ou que, pelo menos, supõe que o fez; sei que nem admite a hipótese do suicídio nem a hipótese da "blague"; e sei que, desde o primeiro dia da investigação, me "riscou do caso", com o fundamento, que me deixa perplexo, de que entre Crowley e os jornais havia um elemento de ligação "muito mais íntimo e valioso" do que eu.
— Mas uma coisa que não é suicídio nem "blague", o que é que pode ser senão o assassínio?
— É, com efeito, o que ocorre; e é por isso que eu lhe disse que, embora sejam novos para mim, não me espantam os boatos sinistros que v. me contou. Posso admitir que quisessem assassinar o Crowley, mas admiti-lo-ia com mais facilidade se pudesse compreender que um indivíduo, antes de ser assassinado, se desse ao trabalho de escrever uma carta (incontestavelmente autentica), dizendo que se suicidava. É ser boa vítima demais...
De repente, Fernando Pessoa sorri, leva a mão à carteira, e tira dela um recorte de jornal.
— Olhe, já que fala de assassínio, vou-lhe ler um documento curioso. Isto é um recorte do diário inglês Oxford Mail , de 15 de Outubro; é de notar que Crowley era muito conhecido e admirado em Oxford, embora seja Cambridge a sua universidade. O título do artigo é "Aleister Crowley assassinado", "Revelações Espíritas a um Médium de Londres", "Empurrado dos Rochedos Abaixo". É um telegrama ou telefonema de Londres, do correspondente do jornal. É do próprio dia, e diz assim: "Num quarto pequeno e mal iluminado em Bloomsbury, a noite passada, o sr. A. V. Peters, médium londrino, entrou em transe para se obterem algumas indicações sobre o paradeiro do sr. Aleister Crowley, escritor e mago. Do sr. Crowley, cuja projectada conferência sobre "Um Mago Medieval" fora proibida em Oxford, em Fevereiro, não tem havido notícias desde que uma carta dele se encontrou nos rochedos chamados "Boca do Inferno", a 23 milhas de Lisboa, há quinze dias.
O sr. Peters declarou que, durante o transe, lhe tinha sido indicado que o sr. Crowley estava morto, e que "tinha sido empurrado dos rochedos abaixo por um agente da Igreja Católica Romana". "Os católicos já anteriormente tinham atentado contra a vida do sr. Crowley", disse o sr. Peters, "e ele estava à espera de ser atacado". Descreveu o lugar como sendo "redondo" como "uma cratera de vulcão", e o sr. Peters acrescentou que "era nas montanhas, ao pé de água". Grande parte da sessão foi ocupada em obter detalhes pessoais sobre o aspecto, ocupações e saúde do sr. Crowley, "para fins de verificação".
— E o que se conclui disso? — perguntámos.
— Que eu saiba, nada. Pessoalmente, nada tenho contra nem a favor das visões desta ordem. Mas é curioso, não é, depois dos boatos que me trouxe e das conclusões a que ninguém chegou?»

11-1930
O Mistério da Boca do Inferno - O encontro entre o Poeta Fernando Pessoa e o Mago Aleister Crowley . Victor Belém. Lisboa. Casa Fernando Pessoa, 1995.
 - .
Entrevista in Girasol . Lisboa: Nov. 1930.

Outro Texto sobre o mesmo assunto AQUI

CHILDHOOD

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 20:54


« I dream about my childhood... »
Is an empty? No...  maybe a little sorrow!!

Decidida

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in | Posted on 20:38


«Começa logo às 9 da Manhã...»

SEXO ENTRE MULHER E HOMEM: O QUE É ISTO?

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , | Posted on 20:04

 Um texto, sobre um assunto que os homens não querem falar, e que, as mulheres não contam às filhas. Leia duas vezes no mínimo para perceber, já que à primeira poderá ter um choque e retalhar a informação.Um texto que está a ser bastante difundido, tanto por homens como por mulheres.


— O lado diabólico da posição servil das mulheres é que ele não parece ser simplesmente um ditame social — disse ela —, mas um imperativo biológico fundamental.

— Espere um momento, Clara — protestei. — Como você chegou a essas conclusões?

Ela explicou que cada espécie possui um imperativo biológico para perpetuar-se, e que a natureza proporciona instrumentos para assegurar a fusão das energias masculina e feminina da maneira mais eficiente. Disse que, na esfera humana, conquanto a função primordial da relação sexual seja a procriação, ela também tem uma função secundária e velada, que é assegurar o fluxo contínuo de energia das mulheres para os homens.

Clara enfatizou tanto a palavra "homens" que tive de perguntar:

— Por que você diz isto como se fosse uma avenida de mão única? O ato sexual não é uma troca uniforme de energia entre homem e mulher?

— Não. Negou ela enfaticamente. — Os homens deixam linhas energéticas específicas dentro do corpo das mulheres. Assemelham-se a tênias luminosas que se movimentam no interior do útero, sugando energia.

Isso me parece definitivamente sinistro — comentei ironicamente.

Ela prosseguiu com sua exposição em total seriedade. Elas são colocadas ali por uma razão ainda mais sinistra — falou, ignorando minha risada nervosa —, que é assegurar o suprimento constante de energia para o homem que depositou essas linhas energéticas. Estas, estabelecidas através da relação sexual, recolhem e roubam energia do corpo feminino, a fim de beneficiar o homem que as deixou ali.

Clara falou com tanta certeza que não consegui gracejar e tive de levá-la a sério.

— Não que eu aceite por um instante sequer o que você está dizendo, Clara — falei —, mas, só por curiosidade, como chegou a uma conclusão tão despropositada? Alguém lhe falou disso?

— Sim, meu mestre me falou a respeito. A princípio também não acreditei nele — admitiu ela —, mas ele também me ensinou a arte da liberdade, o que significa que aprendi a ver o fluxo da energia. Agora sei que estava certo, pois posso ver os filamentos semelhantes a vermes nos corpos femininos. Você, por exemplo, possui vários deles, todos ainda ativos.

— Digamos que seja verdade, Clara — concedi, inquieta. — Apenas para continuar com o debate, permita-me perguntar-lhe por que isto seria possível? Este fluxo de mão única da energia não seria uma injustiça com as mulheres?

— O mundo inteiro é injusto com as mulheres! — exclamou ela. — Mas o problema não é esse.
— Qual é o problema, Clara? Acho que não percebi.
— O imperativo da natureza é perpetuar nossa espécie. Para assegurar isto, as mulheres têm de carregar um fardo excessivo em seu nível energético básico. O que significa um fluxo de energia que sobrecarrega as mulheres.
— Mas você ainda não explicou por que deve ser assim — insisti, já começando a oscilar com a força de suas convicções.
— As mulheres são o alicerce para a perpetuação da espécie humana — replicou Clara. — Grande parte da energia provém delas, não apenas para gestar, dar à luz e nutrir sua prole, mas também para assegurar que o homem represente seu papel em todo esse processo.

Clara explicou que, teoricamente, esse processo assegura que a mulher alimente seu homem energeticamente através dos filamentos deixados por ele dentro do seu corpo, de modo que o homem se torna misteriosamente dependente da mulher em nível etérico. Isto fica claro na atitude evidente do homem que retorna repetidas vezes para a mesma mulher, a fim de manter sua fonte de sustento. Deste modo, disse Clara, a natureza possibilita aos homens, além do impulso imediato de gratificação sexual, estabelecer vínculos mais permanentes com as mulheres.

— Esses filamentos energéticos, deixados nos úteros das mulheres, também se fundem com a composição energética do filho, caso ocorra a concepção — acrescentou Clara. — Este pode ser o rudimento dos laços familiares, pois a energia do pai se funde com a do feto e permite ao homem sentir que o filho é seu. Estes são alguns fatos da vida que a mãe nunca conta à filha. As mulheres são criadas para serem facilmente seduzidas pelos homens, sem terem a menor idéia das conseqüências do ato sexual em termos do escoamento energético produzido em cada uma delas. Esta é minha opinião e é isto que não é justo.


A Travessia das Feiticeiras, de Taisha Abelar

Pensamentos

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , | Posted on 17:50


(...)Faz sentido seguir um caminho ao qual não sentimos pertencer, só porque a maior parte das pessoas à nossa volta parece fazê-lo e espera que o façamos também?
(...)Nunca tive jeito para seguir ordens que não compreendia. (...)Evito, no entanto, julgar ou converter quem pensa de forma diferente, pelo mesmo motivo que não aceito que o façam comigo. Dificilmente me ouvirão tomar posições radicais em público ou contrariar a vontade do grupo - tal como não me verão seguir o grupo ou ouvirão mentir simplesmente para ser aceite. Em alternativa, sempre preferi ficar sozinha, mesmo que me garantissem que a festa era bem mais divertida do outro lado da porta. 
Com o tempo deixei de tentar mudar, embora desiludisse as pessoas que achavam que seria para meu próprio bem... mas descobri que há mais pessoas assim, que não acreditam no que não compreendem, que preferem viver insatisfeitas e indignadas do que escolher o caminho mais fácil - há outra opção, afinal de contas? (...)

Ana Pina

Energia feminina é o amor

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 18:10


" E, vós mulheres, preocupastes-vos mais em igualar essa energia masculina"...

(...)
"Todas as mulheres que neste momento estão no planeta terra, têm uma função muito importante. Não é em vão, que a população é maioritariamente feminina, e não é em vão, que o planeta está a receber, maioritariamente, a polaridade da energia feminina.
A tradição cultural do planeta, a energia masculina predominou e foi utilizada de modo desequilibrado, foi utilizada através do poder, foi utilizada através da força.
Manifestou-se através de actos violentos, impôs no seio da família, a autoridade masculina.
Gerou profundos desequilíbrios, dores, dificuldades de relação, separação entre as famílias, separação entre os casais, separação entre os pais e os filhos, separação entre os amigos, separação!
E, vós mulheres, preocupastes-vos mais em igualar essa energia masculina, do que utilizar a vossa verdadeira energia, o vosso verdadeiro poder. Entendestes mal a vossa missão, não por culpa vossa, mas porque esse foi o sistema implantado, pelo uso desequilibrado da energia masculina.
Mas é o momento de parardes e é o momento de agirdes, de acordo com a vossa verdadeira essência. A energia feminina é o amor, a energia feminina é doce, é tranquila, é conciliadora, não é autoritária."
(...)
(autor desconhecido/a?)

Freud e a Mulher

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 18:07

A grande questão…para a qual ainda não consegui resposta, apesar dos meus 30 anos de investigação sobre a mente feminina, é: O que quer uma mulher?" - Freud


QUALQUER HOMEM VERDADEIRAMENTE INTELIGENTE NÃO DEVIA FALAR DE E PELA MULHER como se dela soubesse alguma coisa. É que não sabe...tal como Freud o afirmou.
Este hábito secular do homem achar que pode discorrer sobre a mulher tal como o fizeram psicólogos e psiquiatras ou filósofos...é uma asneira crassa. Ainda hoje as mulheres pensam que são aquilo que os homens disseram e escreveram sobre elas...
UM HOMEM DE HOJE E VERDADEIRAMENTE INTELIGENTE DEVIA DEIXAR A MULHER FALAR POR SI...devia aprender a ouvir a mulher...a nova mulher...saber dela e não falar dela de cor...porque leu um livro doutro homem que falava de mulheres...

rlp

PREDADORES

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , , | Posted on 21:49

"Predadores"


Género: Análise
Autor: NãoSouEuéaOutra
Ano: 2008
(vasculhando textos escritos, para perceber certas coisas... não se escreve para o escuro!! definitivamente... Deus caminha mais alto que os humanos nos seus ''ditongos'' caminhos e, há quem lhes apanhe o rasto! bendita escrita, que és os olhos da minha Sanidade!! bendito Mestre Urano (planeta transaturnino - astrologia), que atinges o futuro... jamais te enganas, apenas eu me engano humanamente. assim, encontrei este de 2008 no velho blog. minha cabeça era mais centrada... parece que foi esvaziada!! ) 


O que são as palavras?? As palavras deviam ser silenciosas e lidas com o coração. A humanidade não seria, assim, tão desvirtualizada. Mas há muito que se perdeu essa capacidade inata a todos, a telepatia, a empatia para ler nos corações as palavras justas, as palavras da verdade.
Nem todas as palavras são actos, e nem todos os actos são palavras. Com estas palavras, acabo de pensar a palavra Predador. O predador que bate na esposa, e depois pede desculpa e afirma e promete que nunca mais irá beber e nem bater, concorre para a maior das mentiras. A palavra amar que profere, não assenta no acto. Todo e qualquer predador é portador da voraz necessidade de controlo e poder. Há o predador que para obter poder sobre outrem, conduz esse outro ao isolamento de forma dissimulada, e fá-lo por perceber na vítima a fragilidade que a própria não tem consciência. Embora, como é da praxis, o seguro predador reverte a situação, afirmando que é a vitima que se isola. Noutros casos, afirma que a sua conduta é sempre por culpa dela. Ele nunca tem culpa de nada, absolutamente! Obviamente que a construção do poder é praticada de forma tão dissimulada que a vitima não percebe o labirinto alapado do predador.
Importa denunciar que há mecanismos inconscientes que podem ser activados e energizados sobre outra pessoa, através de um certo controlo mental induzido pela força do querer. Algo que o predador consegue fazer, porque sabe da vitima, conhece o estreito caminho da consumação da sua bestialidade. O predador não descansa enquanto não controla a vítima ao máximo na sua acção, e quando o consegue parte para um outro patamar que vai desde toda a bajulação a ofensas psicológicas. Um predador quer o controle da mente e coração do outro, descortinar toda uma vida interior para dessa forma estar no centro da pessoa e desta forma activando todo o poder e com isso a vitima vaza toda a energia que vai alimentando-o. Quando o alimento se torna pouco, ele vai se transformando cada vez mais num animal e persisti em encontrar novos meios de agressão para extorquir a vitima e assim alimentar-se. Forçosamente o predador torna-se mais forte que a vitima, e que por norma se assume como culpada, concorrendo para isso, no vicioso circulo de abusos que aquele sempre anseia exercer.
Um predador é assumidamente perante ele, um predador activo. Ele tem consciência absoluta dos seus actos pela via do coração, embora a sua mente o contradiga, ele assume que não o é. Mas como a mente sem consciência não reconhece a verdade dos seus actos, o círculo vicioso do jogo continuará a dominar todos os pensamentos sem freio. No entanto, há predadores calculistas que exercem a sua natureza complemente cientes daquilo que desejam e como obter.
Todo e qualquer predador é detentor de várias personalidades. Aquela que revela à sociedade fora do seu ambiente, onde a agressão ocorre; aquela que revela perante a vitima; aquela que revela a si mesmo quando a sós. Portanto, a sua natureza intrínseca é dissimulada e a sua capacidade de intricar ainda maior.
De referir que nem todos os predadores são violentos fisicamente, portanto há um grande leque de jogos de poder, cujas violências exercidas são sempre gravosas. Embora, o predador violento físico, englobe regra geral quase todas as outras, e em última instancia o máximo da sua violência, portanto o vértice, é o crime. Daí que não importa qual seja a violência escolhida, ela é sempre uma falta e que coloca o outro numa posição de humilhação.
Geralmente, salvo erro, os predadores se detestam uns aos outros, a não ser quando formam grupos em que a violência é exercida de comum acordo e orientado para uma certa área. Porque o predador silencioso, aquele que age de forma individualista, nunca chama outros. O seu prazer sádico e calculista está em ter ele apenas o controle e escolher a vitima ou vitimas.

Uma amostra de perfis de predadores, não os domésticos:

- aquele que persegue meninas na rua, apenas pela adrenalina que sente ao sentir o pavor da vitima… não vai além disso e apenas goza o prazer do medo do outro.
- aquele que persegue meninas na rua, e se masturba não importando que alguém veja. Regra geral, é raro alguém mover a palha para repreender o predador. Se forem homens, que vejam as acções do dito, perante a vítima, são capazes de mandar umas bocas, como quem vai assistir a uma partida de futebol.
- aquele que escolhe um local previamente estudado e espera determinadas vitimas, para induzi-las à aproximação.
- aquele que escolhe um local mais ou menos isolado, e que por norma passa sempre umas quantas mulheres a determinadas horas e quase nenhum homem, e onde o predador pretende mais que uma simples masturbação a si mesmo.
- aquele que escolhe um local mais ou menos isolado, e que por norma a vitima tenha de caminhar ainda mais para o isolamento espacial, e incita assim a perseguição e que pode inserir em várias categorias, desde agressão, violação; ou apenas a tendência durante a perseguição de exibir os órgãos sexuais num acto continuo masturbatório, cada vez que aquela que é perseguida se apercebe da presença e do jogo do predador.
- aquele que persegue mulheres apenas para entabular conversa de forma sedutora e diplomática, e de seguida surgir uma relação sexual descomprometida em que, segundo o próprio, é do controle da vitima a forma como o quer fazer e o local onde pretende ter a dita relação. Regra geral, quando a vitima cai na cilada, e já no quarto, o jogo vira ao contrário e que pode ter consequências gravosas, não necessariamente assassino, mas abuso psicológico após o acto e ameaça de morte se abrir a boca.

A lista é interminável… mas referindo a esta pequena lista mais suave, na maioria, os predadores são casados e cujos casamentos são estáveis e a capa social que apresentam é de equilíbrio. Portanto, nem todo o predador externo, tem de ser violento no seu lar doméstico ou na sua comunidade de amigos e de trabalho; nem todo o predador que viola meninos ou meninas, tem de violar os seus próprios filhos, como vice-versa.
Mas há uma característica inerente a todos eles, gostam de praticar o sofrimento aos outros; gostam de exercer poder das mais diversas formas. A sua forma de vida em última análise está sob o signo da dominação total sobre um outro Ser. A necessidade deles está acima de tudo, logo torna-se imperioso. Eles têm uma capacidade de interjeição nas suas condutas, que é o de infundir às vítimas um medo que se estende por tempo indefinido, com isso inibindo-as de denunciar os seus crimes.
Muitos predadores são como granadas, cujas cavilhas estão frouxas. Imagine-se a cavilha saltar? Acciona um dispositivo que vai disparar a espoleta e que por sua vez incendeia e com isso detona a carga e por fim rebenta… Buuummmm!!! A violência doméstica está cheia de granadas cujas cavilhas estão bem soltas!!


Comentários:

São cavilhas que doem…nunca mais estanca a pele que era virgem…
Muito triste P.
Triste…
Cintia Thomé

érola, para mim os predadores posso considerá-los todos assassinos…pois o mal que causam à mulheres é mesmo indescritível…
Tratam as mulheres a seu bel prazer, e as exploram como se fossem objetos de brincadeirinha sanguinolenta e perversa….
Quantas jovenzinhas já foram estrupadas por verdadeiros cavalos, e como essas crianças devem ter sofrido à loucura sexual desses doentes mentais….
Analiso um pai, que faça isso com sua própria filha…sem sentir o mínimo de piedade pela sua inocência pelo sangue do seu sangue que lhe corre nas veias…..
Isso me revolta abundantemente….
Todos deveriam ser presos e somente soltos quando sentirem na pele tudo o que fazem nas ruas ou mesmo dentro de seus próprios lares….
Mázinha

gosto de tudo por aqui, porque me arranca do chão da qual penso estar colada, e me atira contra minhas próprias paredes. o importante é pular o muro e enfrentar os cães, e o faz  com audácia intelectual, aqui tudo parece decreto revolucionário.
bjs
e muito prazer. prazer mesmo! Creia. 
Vera

Love / Amor

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 19:51

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"Do Império(o verdadeiro)do Amor"


Género: Escrita Criativa
Autor: NãoSouEuéaOutra
escrito em 2009
 (oculto dia e mês - está registado no velho blog)
direitos reservados e proibida a sua reprodução 

A flôr que melhor define o Amor é a Rosa Vermelha; Oscar Wilde no seu Rouxinol e a Rosa, foi claro sobre a natureza do humano quando diante dele… O Rouxinol (embora não seja um ser racional) prova que prefere conhecer de tal maneira o amor em todas as suas formas que se entrega morrendo num consentimento sacrificial, e,  para ele aquele acto não simboliza martírio, mas conhecimento altíssimo; doa-se para que um outro o percorra como um vale atravessado por um rio brilhante! No fim, Wilde, enterra a verdade como um punhal na nossa cara, ensinando-nos que não o reconhecemos quando ele nos surge de facto.


(…) Não fui no beco, na esquina, no cais, na viela. Não fui a lado nenhum e não procurei nada, além de si dentro das ruas do meu coração. Passo longas horas vendo os filmes onde você é o actor principal na tela, e eu apenas uma aspirante a dançarina ansiando o beijo de regresso. O regresso do Amor.
Dei conta de como uns olhos podem se tornar num grande oceano. Tive que contratar faxineiras para limpar o soalho da casa continuamente, porque preciso de me salvar do meu próprio amor arrulhando nas artérias. Tornei-me uma filha da devastação coronária que só as lágrimas conseguem suavizar. Perdi toda a vergonha de confessar a raiz do coração… dentro dele, tem cada tubérculo dorido, sonhando pela aurora. Meu coração declara que tem o sonho de um dia poder vislumbrar o belo estame e formoso carpelo em união perfeita, que aqui a pequenina eu, jamais tenha que uma e outra vez se tornar um oceano e contratar faxineiras.
Pergunto vezes sem conta, porque uns escolhem uma estrada e outros, uma outra. Escolhi a tarefa mais difícil de aprender e de uma vida inteira, a consciência do amor desprendido de todas as prisões. Vim aprender pela perca, pela morte. Aprender o que é mais importante numa e dentro de uma vida. Quero chegar no leito da minha morte, e ter a resposta clara… mas que Deus não me dê a oportunidade de me lamentar e querer regressar no tempo. Que faça, sim antes, o acontecer para que não lamente. Não quero chegar no leito da minha morte e dizer: ‘lamento a minha ignorância; lamento tê-lo visto passar e nada fiz por medos’!
Quero sim, quero e QUERO conhecer esse orvalho que penetra toda a célula humana conscientemente… quero me banhar inteira, tão inteira que não precise mais de procurar!! Sinto-me diante deste Universo a mais pequena e reles criatura, já que o poder inscrito nas estrelas é tão grande que até tenho receio de levantar a minha face e mostrar o quanto está maculada de sujeira.
Nós somos a nossa própria impotência’, costumo pensar no mais longe de mim. Apenas tenho uma única fome, deste Amor Abrasador que transcende todas as limitações, que está fora do comum!! Quanto mais me condenam e tiram, mais fome e tendência tenho em correr na sua direcção, atravessando os portais da minha alma humana, as ruelas estreitas das minhas mucosas ácidas, os labirintos das minhas veias sanguíneas. Não me tentem prender com vossos juízos.  (…)


Preciso de subir na montanhapara lavar minhas pálpebras na chuva’  . (letra de uma canção de Leonard Cohen)


Acima, falou-vos uma, agora a vez de uma outra. Assim ficamos abraçadas uma à outra e assim eu te ouço e concedo o minuto e tu me fazes o mesmo! (Risos)


(…)Bem aventurados aqueles que conheceram o amor, conviveram com o amor e foram amados, e só conheceram a força da sua perca, através da morte daquele/a a quem se uniram ou através de um/a filho/a… mas não se atrevam aqueles a amaldiçoar os feridos de amor, aqueles que buscam o VERDADEIRO AMOR, porque suas almas são talvez mais exigentes e mais perto de um ‘abismo de deus’. Cuidado em fazer juízo de valor àquele que não acerta no amor, porque concerteza estais a ser posto à prova, para um dia mais tarde. Nem todos são mendigos, há quem apenas se aproxima para mitigar essa sensação de amor e que não é eterna nele, e que pode apenas ter a duração de 5 segundos e que reconhecerá de imediato o seu curador e não voltará costas. Somente os vampiros, morcegos sugam o vital, e logo abastecidos se encarregam de voar e de forma egóica e, dedicarem-se às suas habituais caminhadas, afazeres e divertimentos e falar de que o amor é uma anedota sem fim. Pouco se interessam se vós ficais/estais bem e regra geral sempre vos voltam as costas quando a eles se dirigem. Estes podem ser enxotados, ou se valer apena, podem ser acordados, mas cuidado com a vossa janela aberta, vejam se o vidro está entre vós e ele.

Aparentemente parece que andamos cá em direcção ao mesmo, mas na verdade não é bem assim. A Mente é uma mestra fazedora de ilusões, e somente o Coração afiado pela inteligência de Deus, nunca falha e sabe-se que ela não é filha da razão e nem do racional!! Porque se a razão é a certa, vem a pergunta: ‘então, porque está a falhar estes últimos dois mil anos’? A única coisa que me ocorre dizer é que, o que não evoluiu um milímetro sequer foi a inteligência emocional… a mente racional cresceu disparatadamente e ofereceu senão uma cultura de morte, desrespeito pela terra, individualismo exacerbado, culto da riqueza, culto dos instintos primários e animalescos do sexo sem visão de fundo; criação de ‘ismos’ fanáticos e, desenvolveu tecnologias de forma ébria, muitas delas fomentando a alienação e com isso descentralização da verdadeira conexão consigo mesmo; a publicidade, seja através de cinema, ou outra informação se propagandeou nos últimos anos numa onda de culto e estimulo à morte, à guerra, à concentração no poder, na fama imediata. Nem uma única imagem como símbolo de pureza ousa surgir sem que o sangue de um ferido de guerra não esteja presente. Nunca se viu um dos homens mais ricos do mundo, chegar numa pequena localidade infundido de solidariedade e doar por igual a 200 pessoas um valor que permita que essas pessoas tenham uma vida digna sem mendigar… o mais que ele faz é montar um negócio e através do conto da carochinha convencer os seus habitantes que está a servi-los, mas que fique bem claro que ele agora é o Grande Senhor, aquele a quem devem devoção.
O culto da razão, do racional criou tudo isto; a emoção não teve permissão, porque ser emotivo e chorar é uma vergonha, é ser fraco; revelar suas fraquezas claramente é ser vomitado na praça e você não tem lugar entre os supostos fortes que tudo conseguem; é ser usado pelos outros que abusam das suas fraquezas confessas... apenas uma única coisa lhes foge, controlar/impedir a morte de si mesmos… pobre é o espírito que ousa pensar que a força está na violência e no acto de matar, e vergonhoso é ousar abocanhar o nome de Deus para justificar seus crimes; vergonhoso ousar respeitar um aristocrata e não um plebeu, e ignorante é ousar crer que os seus sangues são diferentes. (...)



Where I Lost my Mind from 2009 to 2013??

A Solidão que abarca a Mulher. Porquê?

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , | Posted on 17:53




« Há tanta Solidão na Alma de uma Mulher. Há uma Injustiça que elas nem sabem. Jogo Puro nas mãos dos homens, que fazem o baloiço da Vida. Mestres do disfarce, Egocêntricos e Individualistas. Regem-se por Leis que destroem o núcleo da Vida selvagem da Mulher. Inventam uma mulher que não existe, desconstroem o que constroem pelo prazer de mortificar a carne das almas mulheres. Não são bons Pastores quando o assunto é Mulher... eles são a serpente do inferno, que rodeiam com avidez e sede o colo de uma Mulher para lhes extrair a força para o alimento da sua vida. Apenas querem companhia. Nada dão, e tudo o que derem é apenas um contrato na cabeça deles, para possuírem  melhor a mulher-presa. São o último reduto dos homens infantis que nunca cresceram para o Amor Real de uma Mulher. Eles inventam histórias, são mentirosos por natureza, são cúmplices da mentira em si mesmo... idolatram a mentira e são corrompidos... as suas almas são corruptas, sempre o foram só que dissimularam...  quando destroem uma mulher, quando a tentam possuir!!! Os Homens são filhos do céu destruidor, basta olharmos a mitologia e perceber a grande rudeza e avidez do seu império psicológico... eles nasceram para fazer enegrecer as flores. Raros são os grandes de Alma; raros são os que mantém-se elevados e com dignidade e responsabilidade no trato correcto com uma Mulher quando os seus interesses são postos em causa, ou, encontram o seu interesse, ou seja, o baú (sempre desprezam e maltratam quem lhes indicou o caminho)... raros são os que respeitam a Liberdade de uma Mulher. Mais raros, são os que realmente Amam com o Coração e fazem uma Mulher crescer como pessoa e Alma, porque na maioria das vezes, eles destroem para eles ganharem Poder que só por si mesmos não teriam ou conseguiriam. Isto acaba por revelar que um Homem não se faz sozinho!! A Ilusão é crer que ele se faz... ele é um parasita que deixa a mulher de lado e pouco se importa... ele apenas se abastece. A Mulher não lhe interessa genuinamente. Raros são os que de facto escolhem em Plena Lucidez aquela que amam. Quando um Homem parir mesmo um ser humano, ele vai saber. Uma Mulher não precisa de parir, ela já sabe, basta ser Mulher!!!... »

Crónicas do Desconcerto. 
NãoSouEuéaOutra



«Cuando a alguien le sucede una desgracia es frecuente preguntarse ¿por qué a mí?. En realidad uno pude preguntarse también ¿por qué no a mi?, pues a cada cual le corresponde su cuota de dolor y de sufrimiento.
Pero la vida es injusta. No es equitativa. No tiene compasión. No piensa "si este hombre, esta pobre mujer sufrió una infancia de mierda, dejaremos que tenga una adultez plácida y compensatoria"
Sin embargo, la vida está llena de retroalimentaciones, bucles, círculos concéntricos más grandes o más pequeños. No siempre la vida da vueltas en forma de espiral. Así que hay personas que al ser abusadas eligen a su pareja con criterios familiares, con lo que ponen más abuso al abuso. O no son capaces de aprender y solo acceden a empleos precarios, que los hace usuarios vitalicios de servicios sociales. O pasean su melancolía por las calles, sin ser capaces de ver el sol.
Hacer una espiral con la desgracia es un arte. Pero no creo en la autoayuda. No se hacen diamantes sin una gran presión. No se hacen resilientes sin un gran amor
Seamos artistas. Amemos...»
Aina Cortiñas Payeras

BRUTAL - VIOLENTO este texto

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 17:14


Este texto abaixo, e que vem sendo disseminado em grande escala pela Internet, é mortífero... e sim, é INJUSTO!!! Isto é  GRAVE!!! 


O Ciclo dos Sete Anos - trecho do livro A Voz do Espirito
Por: João Márcio

Gente, a seguir trago esse trecho do meu livro, que tem causado reações adversas. Fruto  de minhas experiências mas sei que todas as informações recebidas não tem caráter de verdade absoluta, por isso, coloco para uma análise sensata.


Cap. 5

O ciclo dos sete anos
[...]Poeta: - no caso da prostituição. Algo mais pernicioso acontece. No livro Travessia das Feiticeiras, Taisha Abelar explica: O ato sexual não é uma troca uniforme de energia entre homem e mulher. Pelo imperativo social e biológico, os homens deixam linhas energéticas específicas dentro do corpo das mulheres. Assemelham-se a tênias luminosas que se movimentam no interior do útero, sugando energia. Depois da relação sexual, pequenos corpúsculos ficam dentro da mulher. Elas são colocadas ali por uma razão ainda mais sinistra que é assegurar o suprimento constante de energia para o homem que depositou essas linhas energéticas. Estas, estabelecidas através da relação sexual, recolhem e roubam energia do corpo feminino, a fim de beneficiar o homem que as deixou ali.

Prostituta: - horrível saber disso. Digamos que seja verdade. Apenas para continuar com o debate, permita-me perguntar-lhe por que isto seria possível? Este fluxo de mão única da energia não seria uma injustiça com as mulheres?

Poeta: - O mundo inteiro é injusto com as mulheres! Mas o problema não é esse.

Prostituta: - Qual é o problema? Acho que não percebi.

Poeta: - O imperativo da natureza é perpetuar nossa espécie. Para assegurar isto, as mulheres têm de carregar um fardo excessivo em seu nível energético básico. O que significa um fluxo de energia que sobrecarrega as mulheres. As mulheres são o alicerce para a perpetuação da espécie humana. Grande parte da energia provém delas, não apenas para gestar, dar à luz e nutrir sua prole, mas também para assegurar que o homem represente seu papel em todo esse processo. Esse processo assegura que a mulher alimente seu homem energeticamente através dos filamentos deixados por ele dentro do seu corpo, de modo que o homem se torna misteriosamente dependente da mulher em nível etérico. Isto fica claro na atitude evidente do homem que retorna repetidas vezes para a mesma mulher, a fim de manter sua fonte de sustento.

Médico: - nunca tinha lido algo sobre o assunto. Fascinante.

Poeta: - Esses filamentos energéticos, deixados nos úteros das mulheres, também se fundem com a composição energética do filho, caso ocorra a concepção. Este pode ser o rudimento dos laços familiares, pois a energia do pai se funde com a do feto e permite ao homem sentir que o filho é seu. Estes são alguns fatos da vida que a mãe nunca conta à filha. As mulheres são criadas para serem facilmente seduzidas pelos homens, sem terem a menor idéia das conseqüências do ato sexual em termos do escoamento energético produzido em cada uma delas. Esta é minha opinião e é isto que não é justo.

Prostituta: - e como fica a minha situação? Quantos homens se relacionaram comigo? E agora?

Poeta: - Taisha Abelar continua: “Já é suficientemente ruim um homem deixar linhas de energia dentro do corpo da mulher, embora isto seja necessário para ter filhos e assegurar a sua sobrevivência. Mas ter linhas de energia de dez ou vinte homens dentro dela, sugando sua luminosidade, é mais do que alguém pode suportar. Não admira que as mulheres nunca possam levantar a cabeça.

Padre: - meu Deus, que terrível acontece com a sexualidade humana!!!

Prostituta: - uma mulher pode livrar-se desse energia masculina acumulada?

Poeta: - A mulher carrega esses vermes luminosos por sete anos e depois desse tempo eles desaparecem ou enfraquecem. Contudo, o problema é que, quando os sete anos estão prestes a chegar ao fim, todo o exército de vermes, do primeiro homem ao último que a mulher teve, torna-se agitado de uma só vez, e a mulher é levada novamente a ter relações sexuais. Então todos os vermes revivem mais fortes do que nunca, para sugar a energia luminosa da mulher por mais sete anos. Na verdade, é um ciclo interminável. Esses vermes simples morrem se ela conseguir resistir ao sexo por sete anos. Mas é praticamente impossível permanecer celibatária em nossa época e século, a menos que se torne freira ou tenha dinheiro para sustentar-se. E mesmo assim ela continuará precisando de um fundamento lógico totalmente diferente.




Trechos do livro:
A VOZ DO ESPÍRITO

Bibliografia:
Encontros com o Nagual
A Voz do Espirito
A Travessia das Feiticeiras




Bel. João Márcio F. Cruz
Autor do livro Os Quatro Pilares da Educação
e Espelhos da Vida

Homem Mulher

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 17:03




O HOMO SAPIENS

Os homens sabem de tudo...sim, eles são exímios filósofos, teólogos, poetas, exegetas, psicólogos, sexólogos; Sim, eles sabem tudo... menos de Mulheres...E esse foi precisamente o seu maior drama: terem-se convencido que sabiam o que era uma Mulher...nada mais errado e absurdo...e fizeram-no de tal modo e exaustivamente ao longo dos séculos que com isso acabaram por transformar as mulheres numa coisa que nem elas hoje se entendem ou sabem o que são... e são os próprios homens hoje a quererem ser mulheres e mães...e putas...tudo ao mesmo tempo. E a Mulher? Ficou um mero objecto...nos perdidos e achados da história deles...
Ela coitada bem se exibe, e tenta lembrar-se QUEM ERA... bem mostra as pernas e o busto...os decotes e as mini-saias...as passe-reles, oh sim, expõem-se em montras à procura de um eco, um marido um cliente...diz: "mulher procura-se"...ou vende-se...
 

por, rlp

SEXO MULHER - SEXO HOMEM

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , , , , | Posted on 03:13

 Um texto, sobre um assunto que os homens não querem falar, e que, as mulheres não contam às filhas. Leia duas vezes no mínimo para perceber, já que à primeira poderá ter um choque e retalhar a informação.


— O lado diabólico da posição servil das mulheres é que ele não parece ser simplesmente um ditame social — disse ela —, mas um imperativo biológico fundamental.

— Espere um momento, Clara — protestei. — Como você chegou a essas conclusões?

Ela explicou que cada espécie possui um imperativo biológico para perpetuar-se, e que a natureza proporciona instrumentos para assegurar a fusão das energias masculina e feminina da maneira mais eficiente. Disse que, na esfera humana, conquanto a função primordial da relação sexual seja a procriação, ela também tem uma função secundária e velada, que é assegurar o fluxo contínuo de energia das mulheres para os homens.

Clara enfatizou tanto a palavra "homens" que tive de perguntar:

— Por que você diz isto como se fosse uma avenida de mão única? O ato sexual não é uma troca uniforme de energia entre homem e mulher?

— Não. Negou ela enfaticamente. — Os homens deixam linhas energéticas específicas dentro do corpo das mulheres. Assemelham-se a tênias luminosas que se movimentam no interior do útero, sugando energia.

Isso me parece definitivamente sinistro — comentei ironicamente.

Ela prosseguiu com sua exposição em total seriedade. Elas são colocadas ali por uma razão ainda mais sinistra — falou, ignorando minha risada nervosa —, que é assegurar o suprimento constante de energia para o homem que depositou essas linhas energéticas. Estas, estabelecidas através da relação sexual, recolhem e roubam energia do corpo feminino, a fim de beneficiar o homem que as deixou ali.

Clara falou com tanta certeza que não consegui gracejar e tive de levá-la a sério.

— Não que eu aceite por um instante sequer o que você está dizendo, Clara — falei —, mas, só por curiosidade, como chegou a uma conclusão tão despropositada? Alguém lhe falou disso?

— Sim, meu mestre me falou a respeito. A princípio também não acreditei nele — admitiu ela —, mas ele também me ensinou a arte da liberdade, o que significa que aprendi a ver o fluxo da energia. Agora sei que estava certo, pois posso ver os filamentos semelhantes a vermes nos corpos femininos. Você, por exemplo, possui vários deles, todos ainda ativos.

— Digamos que seja verdade, Clara — concedi, inquieta. — Apenas para continuar com o debate, permita-me perguntar-lhe por que isto seria possível? Este fluxo de mão única da energia não seria uma injustiça com as mulheres?

— O mundo inteiro é injusto com as mulheres! — exclamou ela. — Mas o problema não é esse.
— Qual é o problema, Clara? Acho que não percebi.
— O imperativo da natureza é perpetuar nossa espécie. Para assegurar isto, as mulheres têm de carregar um fardo excessivo em seu nível energético básico. O que significa um fluxo de energia que sobrecarrega as mulheres.
— Mas você ainda não explicou por que deve ser assim — insisti, já começando a oscilar com a força de suas convicções.
— As mulheres são o alicerce para a perpetuação da espécie humana — replicou Clara. — Grande parte da energia provém delas, não apenas para gestar, dar à luz e nutrir sua prole, mas também para assegurar que o homem represente seu papel em todo esse processo.

Clara explicou que, teoricamente, esse processo assegura que a mulher alimente seu homem energeticamente através dos filamentos deixados por ele dentro do seu corpo, de modo que o homem se torna misteriosamente dependente da mulher em nível etérico. Isto fica claro na atitude evidente do homem que retorna repetidas vezes para a mesma mulher, a fim de manter sua fonte de sustento. Deste modo, disse Clara, a natureza possibilita aos homens, além do impulso imediato de gratificação sexual, estabelecer vínculos mais permanentes com as mulheres.

— Esses filamentos energéticos, deixados nos úteros das mulheres, também se fundem com a composição energética do filho, caso ocorra a concepção — acrescentou Clara. — Este pode ser o rudimento dos laços familiares, pois a energia do pai se funde com a do feto e permite ao homem sentir que o filho é seu. Estes são alguns fatos da vida que a mãe nunca conta à filha. As mulheres são criadas para serem facilmente seduzidas pelos homens, sem terem a menor idéia das conseqüências do ato sexual em termos do escoamento energético produzido em cada uma delas. Esta é minha opinião e é isto que não é justo.


A Travessia das Feiticeiras, de Taisha Abelar

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

Posted by NãoSouEuéaOutra | Posted in , , | Posted on 09:15

Gostava de ter escrito este texto.  O sentimento na escrita.

»O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar.«

Como é que se Esquece Alguém que se Ama? 

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

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